Poemas de quem Deu um Fora
Reciprocidade
Na dança suave dos corações,
Encontro-me em teus olhos,
Um espelho de sonhos e emoções,
Onde o amor se traduz em trilhos.
É na ternura do teu toque,
Que floresce a primavera em meu ser,
Cada gesto teu, um sonho que evoca,
E juntos, aprendemos a viver.
Como dois rios que se encontram,
Num abraço eterno de águas calmas,
Nós nos tornamos um só instante,
Duas almas, uma só chama.
Teu riso é música que me guia,
Teu abraço, o porto que me acalma,
Em cada dia, uma nova melodia,
Escrita com a tinta de nossas almas.
E se o tempo for nosso aliado,
Cada dia um verso do nosso livro,
Que seja eterno esse fado,
De amar e ser amado, sempre vivo.
Ecos de Um Amor Infinito
Em um dia cinzento e chuvoso, o céu chora,
E o frio abraça minha solidão,
Trazendo consigo o eco de um amor,
Que a distância transformou em saudade.
O silêncio se torna um grito,
A ausência, um fardo no coração,
Cada instante se alonga em agonia,
Enquanto espero por seu calor.
Os minutos se arrastam como eternidades,
Relembrando dias em que éramos um,
Agora, cada segundo é cruel,
Na espera de te ver voltar.
E quando o sol enfim romper as nuvens,
E seu sorriso aquecer meu ser,
Saiba que esse amor que guardo em mim,
Será eterno, mesmo se um dia tiver fim.
Pois, ainda que não seja imortal,
Que ele seja infinito enquanto durar,
E que nos corações que o acolhem,
Ecoe para sempre, sem se apagar.
Um Amor pra Guardar
Nós guardamos esse amor em uma fotografia,
Um instante selado, uma doce magia.
Ouvi dizer que seus sonhos se tornaram reais,
Enquanto eu cruzei rios, prateados e banais.
Não há ouro nessas águas que correm sem fim,
Mas me afoguei, sonhando você perto de mim.
Ouça meu coração explodir mais uma vez,
Infinito em amor, aberto ao talvez.
Como alguém pode ficar tão preso assim,
Por escolhas de outro, e ainda crer no "enfim"?
O equilíbrio se encontra no que a gente dá,
Pois todos querem algo, um lugar pra ancorar.
Mas eu? Só quero você, nada mais a buscar.
Porque eu sei que é amor, puro e gentil,
Não peço nada em troca, nada servil.
Mesmo que você não esteja aqui,
O amor se faz presente, agora, em mim.
E se um dia você tiver que partir,
O amor não vai, não há de sumir.
Quando penso em você, meu amor reluz,
Um amor eterno, que ao coração conduz.
Abrigo do Coração
A vida passa, não devolve
As mãos que um dia nos tocaram,
As palavras que o vento levou
E os olhares que se apagaram.
Não volta o abraço apertado,
Nem o riso que ecoou distante,
Mas cada lágrima e cada sorriso
Ficam guardados em um instante.
Nas dobras do tempo que voa,
No coração, um canto escondido,
Levamos conosco as lembranças
De tudo o que foi vivido.
E mesmo que o caminho mude,
Mesmo que o tempo corra em vão,
Há um lugar que nunca se perde:
O eterno abrigo do coração.
Meu Céu e Minha Sina
Ó solidão que amarga em cada minuto distante,
Um tempo que se estende, qual dor incessante.
Foi assim que vieste, destino imprevisível,
Qual sombra fugaz, mas tão indivisível.
Entraste em minha vida, sem aviso, nem razão,
E já roubaste os sentidos do meu coração.
És singular, meu norte, minha inspiração,
Um universo onde perco toda a noção.
Teus olhos, verdes como o mar em alvorada,
São para mim estrelas numa noite estrelada.
Ao sorrir, abres portas do paraíso eterno,
E me lanças num mundo onde tudo é moderno.
Todos esperam o sol, num alvorecer constante,
Mas tu chegas sempre, em um brilho fulgurante.
Minha sina, meu sol, meu sistema solar,
Tua presença é farol, no céu a brilhar.
Se um dia partires, meu rumo a mudar,
Saiba que espero — há de voltar.
E quando em tristeza teus olhos se fecharem,
Que seja por um dia, não por dores que se alastrem.
Faz feliz teu coração, te peço e te imploro,
Pois és meu astro, meu céu onde moro.
Tua existência, constelação que me guia,
Minha Estrela Dalva, minha eterna alegria, meu pedacinho de céu com cor de esmeraldas.
Coração de Marte
Um dia, fui o romântico,
grudado em sonhos e desejos,
no outro, me tornei silêncio,
um céu fechado, sem lampejos.
Espero, na versão mais densa,
ser mais livre que jamais fui,
um ciclo que me molda e conecta,
um amor que acende e flui.
Sortudo será quem alcançar
esse coração de Marte,
uma cor, um fogo a arder,
um sentimento que não se parte.
Perguntei ao tempo, ao vento,
se algum dia o amor viria a mim,
mas percebi, num momento,
que o amor sempre esteve, enfim.
Como uma canção que faz corar,
ali soube que era para a vida,
eternos somos, a provar,
que o amor nunca finda.
Amor,
quando você sorrir, eu vou brilhar,
como um reflexo eterno do seu encanto.
Este anel, com a verde intensidade das esmeraldas,
será uma lembrança viva do meu olhar,
onde o brilho dos seus gestos encontra o paraíso.
Toda vez que seus olhos pousarem sobre ele,
saberá que carrega em suas mãos
a reluzente essência do meu amor,
guardada na profundidade dos olhos verdes
que sempre o procuram, sempre o esperam.
E quando o meu sorriso surgir,
será apenas o reflexo do brilho que você acende em mim.
"Doce Redenção"
Ó meu amor, no canto há um violão,
Ecoa suave uma doce canção,
Que em teu nome faz vibrar o ar,
E ao som dos céus me faz sonhar.
No silêncio que a calma traz,
Sonhos florescem, o tempo refaz.
Da janela, a vista encanta o coração,
Corcovado e Redentor em sua amplidão.
Quisera a vida sempre assim,
Com tua presença junto a mim,
Até que a chama do tempo adormeça,
E a eternidade, em nós, permaneça.
E eu, que da tristeza era herdeiro,
Descrente do mundo, eterno estrangeiro,
Ao encontrar-te, vi o céu se abrir,
E soube, enfim, o que é sorrir.
Felicidade, doce descoberta,
Teu amor, minha alma desperta.
Entre gestos e encantos
Há um sorriso, e nele me desfaço.
Um lume breve, cálido, vasto,
como quem derrete o gelo das horas.
No charme, me perco, sou chão deserto
onde a paixão brota, inesperada flor.
O olhar, um farol que risca a noite,
e nele, meu mundo se refaz em cor.
A fala, tão mansa, afaga o silêncio,
despindo a alma do peso do dia.
Deliro, sou barco sem porto,
à deriva na música dessa harmonia.
A Chama que Ilumina
Nasceu o que merecia,
Entre rimas e versos, enfim,
Um amor que não feria,
Mas me fez melhor em mim.
Quero um rei, coração sereno,
Sem dores, sombras ou luto,
Diferente do amor pequeno
Que confunde o sentir absoluto.
Se ao lado tens dúvida e vazio,
Se tua luz se apaga ao amar,
Fuja, corre do amor sombrio,
E busque o riacho que vira mar.
A nascente está em tua sede,
Na coragem de te reencontrar,
Pois o amor é ponte e rede,
E nunca prisão para sufocar.
Que seja além do mel da vida,
Que arda em chama infinita,
Morada eterna, sem medida,
Céu que a alma habita.
Amar é um sentir que floresce,
Do rugir às brumas do não,
É luz que cresce e aquece,
É eternidade em cada ação.
Por isso, ame no gesto, no dia,
Na atitude que diz sem falar,
Pois amor é juventude, poesia,
É chama que ilumina o amar.
A maior prova de amor é a cumplicidade
Pela luz dos olhos teus,
nasce um amor que não se explica,
um amor tão puro, tão imenso,
que me faz querer ser mais, só por merecer o teu tudo.
Ainda bem que amar também é cuidar,
e que a maior forma de cuidar de um homem
é nunca deixar que ele duvide do lugar
que ocupa no teu coração,
porque o amor, ah, o amor é certeza,
é porto, é chão.
Cadê os apaixonados?
Pra quê poetas, se agora tenho você?
Milhares de olhares me cercam,
mas o meu… ah, o meu busca apenas o teu,
porque é ali que o mundo faz sentido,
é ali que a vida acontece.
Ah, a beleza que existe em você…
não é só a beleza que os olhos enxergam,
é a beleza que se sente,
que me invade e transforma,
que faz o mundo inteiro se encher de luz,
como se o universo tivesse sido criado
apenas para guardar o teu sorriso.
E o amor que você traz é como o verão,
não apenas quente, mas vivo,
um calor que não queima, mas acolhe,
como o pulsar de dois corações
que dançam no mesmo ritmo.
Você é o verso mais bonito que eu já escrevi,
e o arrepio que corre em mim,
toda vez que penso em nós,
é a maior prova de que amar é entregar-se,
é viver na cumplicidade que só quem ama de verdade entende.
A promessa e o ponto final
No começo,
o mundo era um sim.
Um sim com emojis,
respostas rápidas
e uma sede de futuro
tão doce que até o tempo queria parar pra assistir.
Vendia-se o amor a prazo,
com entrada emocional e juros de reciprocidade.
Falava-se em planos,
como quem monta uma casa
antes de saber se o terreno é firme.
E eu, ingênuo comprador de ilusões,
assinei com o coração.
Mas veio o silêncio.
Não o poético, o denso,
mas o silêncio burocrático das desculpas,
dos "hoje não",
dos "tá corrido",
dos "não posso nem no primeiro encontro".
E eu pensei:
como é possível construir castelos
sem ao menos visitar o terreno?
Era indisponível.
Mas isso,
só depois.
Depois da propaganda afetiva,
de um trailer bonito de nós dois
que nunca virou filme.
Fiquei com os créditos
e nenhuma história.
No fim,
não houve começo.
Houve só vontade vendida
sem entrega.
E eu aprendi:
há quem diga "vamos",
mas vive parado no "não posso".
A Parábola da Rosa e do Jardim
Havia um homem que caminhava por um campo florido e, certo dia, viu uma rosa selvagem desabrochando com toda a sua beleza. Era livre, viva, e exalava um perfume que não se encontrava em nenhum outro lugar. Ele se encantou profundamente.
Quis então levá-la para casa, para que fosse só sua. Arrancou-a com as próprias mãos, cortando suas raízes, e a colocou num vaso bonito. Mas, com o tempo, a rosa começou a murchar. Sem a terra que a nutria, sem o vento que a acariciava, sem o sol que a despertava, ela perdeu sua cor, sua força, sua essência.
O homem, frustrado, dizia:
— Por que você não floresce mais? Eu te rego, te cuido, te mantenho protegida.
Mas a rosa, se pudesse falar, teria respondido:
— Você me amava ou amava a ideia de me possuir? Eu nasci para o campo, para o risco da chuva e a liberdade da manhã. Você confundiu o encantamento com controle, o amor com captura.
Moral da história:
Algumas pessoas não querem se conectar, querem capturar. Confundem sentimentos com posse, cuidado com domínio. Mas o verdadeiro amor não arranca a flor do jardim — ele aprende a visitá-la, a respeitar o seu tempo e o seu espaço, mesmo que nunca a leve para casa.
Livro da Vida
Imagine ler um livro sem páginas de volta,
onde cada linha é única,
cada escolha — tinta sem correção.
Com quanta atenção você o leria?
Com que cuidado deixaria seus traços,
sabendo que o ontem não se relê
e o agora é o único capítulo em aberto?
Isso é a vida:
um livro que só se escreve para frente,
onde o ponto final não avisa que está chegando,
e o sentido está entre as entrelinhas que você ousa viver.
Aqueles olhos, falam de um amor que vive mais no pensamento do que na realidade…
O artista se apega nos olhos de alguém que ele ama tanto, mas que parece distante, uma pessoa que talvez nunca tenha sido dele de verdade.
E mesmo enfrentando o medo, o estresse e a solidão das ruas.
O sorriso, e o olhar dessa pessoa, sempre foram o refúgio dele, só que tudo isso acontece no sonho...
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Cada um oferece o que tem
Tu tem amor
Ofereça-o por favor
E se o ódio mora em ti
Que não te deixes consumir
Tanto sorriso frouxo
Tanta cor em um único ser
Tanta maquiagem
Gritando para os outros: Me ver!!!
Tanta alegria, mesmo que inventada
Tanta felicidade
será que é fantasia?!
Mas pra quê?!
Pra quê inventar um mundo
De sonhos e perfeição
Sabemos que nesse sistema iníquo
Tudo é pura ilusão
Então vamos nos conhecer
E tentar melhorar
Ser nós mesmos é o começo
Pra quê brincar de atuar
Melhorar não pelos outros
Mas para os outros melhorar
Uma mudança sincera
Pode ao outro impactar
Viver de utopias
Num mundo de distopias
É um pouco exagerado?
Perigoso demais ou apenas arriscado?
Talvez saber dosar seja o melhor ou mais sensato
Enxergar o real de hoje e uma possível realidade do amanhã sem mascarar o obscuro e a opressão em que se vive. A realidade do hoje pode não ser a mesma de amanhã, aliás as coisas mudam e entre acreditar que amanhã será pior eu prefiro confiar em um futuro bem melhor!
Um homem disse que os pássaros voavam, e então os pássaros alçaram voo. Um idolatrado afirmou que os pássaros voavam, e o nomearam mestre da aerodinâmica.
O poder da palavra reside no poder do orador. Os idólatras escutam seres; os sábios, o que foi dito.
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