Poemas de Passado
"As cargas mais pesadas nessa vida são as cargas emocionais. As feridas do passado, as preocupações sobre o futuro. Iluminar a mente é libertá-la dessa carga."
O que não te dá Futuro, pode sim te dar Presente, porém o presente se torna passado num piscar de olhos.
O apego a mágoas e raivas do passado gera um peso nos ombros que, certamente, impede a prosperidade em todas as áreas da vida.
O problema das pessoas é pensar demais no passado e perder o futuro, pensar demais no futuro e perder o presente, pensar demais no presente e perder o mundo.
Eu, tão imerso na corrente da vida, mal percebi que o passado é fugaz: escapa pelos dedos, atravessa os dias, costura memórias ao presente e, silenciosamente, escreve aquilo que chamamos de destino.
O passado foi o caminho que me trouxe até aqui. O hoje é a oportunidade de seguir em frente, aprendendo com as marcas de ontem e florescendo em cada novo amanhecer.
Todos nós já carregamos culpas, falhas e vergonhas do passado. Mas na cruz, Cristo tomou sobre Si essa vergonha para que pudéssemos andar livres, restaurados e honrados diante do Pai.
Você diz que é livre no mundo, mas vive acorrentado por dentro. O pecado te domina, o passado te acusa e a alma grita por socorro, isso não é liberdade, é prisão disfarçada. Jesus não te chama para religião, Ele te chama para descanso.
"Nenhum passado doloroso é capaz de anular o futuro brilhante que espera por quem decide se valorizar."
Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.
Caminhamos para um futuro incerto, vindos de um passado que não nos pertencia, a vida oferece-nos não escolhas, mas estradas traçadas, onde o impossível e o inevitável se entrelaçam a cada passo.
O passado não me arrasta, me arma, não é peso, mas fundação, é raiz indestrutível da árvore que sou.
O passado é um cadáver intocado pelo tempo; regressar a ele é deitar-se na podridão, aspirar a decomposição de ossos que jamais voltarão à vida. Ainda assim, minha mente enferma cava covas dentro de mim, arrancando memórias que nem sempre são minhas, mas que me invadem como larvas famintas. Eu as vivo em carne exposta, como se fossem chagas abertas, sangrando uma dor que não me pertence, mas que me consome como se fosse a única verdade que restou.
Meu passado me instruiu sem amarrar, traços velhos servem de desenho, não de cela, pinto o presente com mãos calejadas.
Meu passado foi um pedregal que feriu meus pés a cada passo. O terreno era árduo, coberto de espinhos e tropeços, e por vezes pensei em desistir. Mas hoje entendo, cada pedra teve um propósito. As dores que antes me faziam parar, agora me ensinam o valor do caminho. Nem todo sofrimento foi castigo, alguns foram lições disfarçadas de quedas, preparando-me para o chão firme que piso hoje.
Já quis voltar atrás, mas percebi que Deus só anda pra frente. Entregar o passado não é rendição, é reconhecer que há um caminho maior que nossas voltas. Olhar adiante é aceitar que alguns capítulos existem só para ensinar, não para reescrever.
