Poemas de palavras
Você é Passado!
Andas a dizer pela cidade
que você já me esqueceu
Seria melhor tu dizer que
nunca nem me conheceu.
Estar nas suas lembranças
e palavras não me apetece
Que fale só quem me ama,
Que lembre quem merece!
Marta Gouvêa
Por onde andar, quero levar a sinceridade e beleza das minhas palavras...
Por onde passar, quero deixar a humildade e grandeza dos meus sentimentos!
Marta Gouvêa
Você me trouxe o sentimento,
mais lindo que eu já pude ter.
Sentimentos tão intensos que
nunca vou conseguir esquecer.
Você me faz viver momentos,
que nem esperava mais viver.
Momentos mais que especiais,
impossíveis até de descrever.
Você me disse todas palavras,
que só quem ama poderá dizer.
Você me faz escrever palavras
que só amando posso escrever.
As pessoas não podem entender,
pensam que as palavras o vento
pode varrer e que os sentimentos,
um dia podemos todos esquecer.
Mas, comigo não acontece assim
Escrevo apenas o que eu sinto.
Palavras e sentimentos foi que
deu "você" de presente pra mim!
Marta Gouvêa
MATANÇA
Palavras
morrem dia a dia
dentro dos dicionários,
mausoléus cerrados.
Desvanecem pela ausência
de bocas que as falem,
de mãos que as escrevam,
de olhos que as resgatem.
Em ordem alfabética,
fenecem empilhadas,
mudas, esquecidas
da música que continham,
das fragrâncias que insinuavam...
Palavras mortas
são fantasmas vingativos:
deixam-nos como herança
apenas ruído.
Poesia que Deságua em Sentimentos
A poesia é como um rio
Que flui com suavidade
Levando consigo o amor
E a mais pura sensibilidade
É uma forma de expressão
Que toca a alma e o coração
Com palavras que transbordam
Em versos cheios de emoção
A poesia é uma arte
Que nos faz viajar no tempo
Nos transporta para outros lugares
E nos deixa sempre atentos
Através dela, podemos mostrar
As mais diversas formas de sentir
E transformar em beleza
Tudo o que está por vir
A poesia é como um sol
Que brilha com intensidade
Iluminando a vida
Com a verdade mais sublime.
Despertar Emocional
Que maravilhoso despertar,
Com a vontade de criar,
Um poema, obra de arte,
Com palavras a dançar.
No estilo literário me encontro,
No eu lírico me expresso,
Transmito sentimentos profundos,
Em cada verso que manifesto.
Energia pulsante em meu ser,
Vibrante como o sol a brilhar,
Transbordo emoção e felicidade,
Neste poema que irei tecer.
Versos como raios de luz,
Aquecem o coração,
Espalham amor e esperança,
Numa mágica inspiração.
Minha coleção cresce a cada dia,
Poesias que contam minha história,
Um retrato de alma e melodia,
Escritos com toda minha glória.
Então, com entusiasmo e devoção,
Vou escrever esse poema especial,
Com todo meu ser e paixão,
Para que seja eterno e memorável.
O Poder da Poesia
Um rio de palavras doces e suaves,
Flui a poesia com amor e encanto,
Tocando a alma e o coração,
Em versos que ecoam como um canto.
Expressões que transbordam emoção pura,
Versos que pulsam com intensidade,
A arte que nos transporta além do tempo,
Deixando-nos em contemplação e serenidade.
Pelas palavras, descobrimos o sentir,
Mostrando a beleza que há por vir,
A poesia, qual sol brilhante no céu,
Ilumina a vida com seu brilho sutil.
Com rimas e ritmos, ela se ergue,
Em linhas que desenham a verdade,
Um convite à reflexão e à esperança,
Em cada verso, um universo de liberdade.
Assim, a poesia se revela em todo seu esplendor,
Um tesouro valioso que perdura e transforma,
O poder das palavras, o toque do amor,
A poesia, eterna musa que nos forma.
Melodia Inexprimível
Quando o amor se revela,
Silente, busca um olhar,
Parece dançar com ela,
Mas, nas palavras, hesitar.
Quem ousa exprimir o que sente,
Encontra o peito a pulsar,
Fala, e, por vezes, mente,
Em silêncio, pode sufocar.
Ah, se ela visse em mim,
Seu olhar me alcançar,
Soubesse que a amo assim,
Sem um som, me revelar!
Mas quem sente, cala,
Procura em vão a voz,
Fica só, com a alma opaca,
À mercê do tempo atroz.
Se pudesse enfim contar-lhe,
O que por temor não ousou falar,
Já não precisaria buscar-lhe,
Pois, em poesia, estou a lhe falar.
Cuidado com as palavras…
Elas são sementes invisíveis lançadas ao solo fértil da existência. Palavras não são apenas sons: são moldes da realidade, convites silenciosos que atraem ou repelem possibilidades. Por meio do verbo, mundos foram criados; com palavras, construímos ou destruímos nossos próprios caminhos.
Algumas expressões silenciam a alma, outras a impulsionam. Dizer “eu ainda…” é deixar a janela aberta para o amanhã. Mas confundir esse espaço com medo pode ser perigoso. “Eu vou experimentar” é ação viva, enquanto “vou tentar” é uma permissão à desistência antes mesmo do primeiro passo.
Substituir o “é difícil” por “é um desafio” abre o espaço do crescimento, da superação. Dizer “eu quero”, “eu posso”, “eu consigo” não é apenas afirmar desejos: é alinhar a vibração com aquilo que se pretende criar.
Somos co-criadores da nossa existência. Cada palavra é um tijolo no templo invisível do destino. Fale com consciência, viva com intenção.
Em um mundo onde a riqueza é frequentemente medida por cifrões e posses materiais, esconde-se uma verdade sutil e profundamente velada. Frases ecoam, sussurrando que a pobreza não reside apenas na escassez de recursos monetários, e que a verdadeira prosperidade não se confina à opulência financeira.
O paradoxo revela-se na compreensão de que ter dinheiro, por si só, não é sinônimo de riqueza e prosperidade. Essa é uma máscara que esconde uma realidade mais ampla, uma realidade que transcende os limites do ter e possuir.
Para sentir-se verdadeiramente rico, propõe-se uma contagem singular, uma enumeração de preciosidades que o dinheiro não pode comprar. Uma riqueza que reside nas relações humanas, na saúde, nas experiências enriquecedoras e nos momentos que transcendem o efêmero.
Assim, as palavras veladas apontam para uma verdade submersa: a verdadeira riqueza está na apreciação das coisas que escapam à moeda corrente, na celebração das experiências imortais e no entendimento de que a prosperidade é um tecido intricado, no qual o dinheiro é apenas um fio entre muitos outros.
Então sou carregado para longe, enquanto te escrevo mais um poema. Um poema que não será lido, não será conhecido, não será entregue...
Só mais um que ficará perdido para sempre, jogado em meio ao entulho do meu coração. Esquecido ali, continuará a causar-me danos, dissolvendo vagarosamente as palavras por mim escritas.
Para nunca me esquecer da sensação que é ter meu coração partido.
Pode haver algo estranho no reino
isso foi há muito percebido
nem se precisou de algum treino
bastou ouvir o zum - zum do zumbido
Zumbido de vozes desafinadas
ásperas e em palavras mentirosas
sobre a vida de quem não sabe nada
e espalhou fatos com língua saburrosa
Prejudicou de alguém a imagem
e nem se sabe qual foi a razão
talvez confundiu a camaradagem
pensando ter conquistado um coração
Que gente feia e mal amada
vive à cata de fofocas, de enganos
e por detrás de história mal contada
inventa outras por debaixo dos panos
Nada é mais significativo
do que uma troca de olhares,
quando, amor me fitas por um segundo
e os meus olhos correspondem
na hora e neles podes ler
palavras, que a ti declaram
- o amor mais sincero do mundo
O verso,
as vezes agoniza,
busca respostas
além do infinito,
faz do poeta
um desaguar inútil de sua essência,
marca nas palavras
até alguns momentos
de extrema unção
quando jaz a letra,
que nem verbos conjuga,
vira montículo de cinzas
dentro do coração.
Sigo o caminho do vento
junto com as folhas que ele carrega,
escrevo palavras ao tempo,
perpetuando a poesia, em entrega...
Os poemas que traço
nunca dedico a alguém
escrevo ao mundo e o faço
porque sou do mundo também
Palavras que vão e vem
ficção e alguma realidade
sempre poderão fazer bem
a quem as ler de verdade
Palavras ao vento,
banho de chuva
e sorrisos ao léu
abraço apertado,
amor verdadeiro,
com gostinho de céu
Passando como nuvem
sem destino,
em devaneios vagando
pelo ar
Apenas em leveza,
a vida levando,
também deixando a vida
me levar
No coração,
sentimentos, palavras, melodia,
ecos que soam
gritos alegres ou nostalgia,
mas com certeza,
compondo o que percebe
em poesia
Há muitas penas
que voam sem rumo,
caindo sem penas em ruas
e por cima de muros
Assim as palavras
que ferem, são,
quando em calúnias
as línguas ferinas
as dizem sem noção
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