Poemas de Natal que tocam o coração 🎄❤️

o tempo me toma...
embalo sonhos junto ao peito, e por entre eles desdobra-se a vida.. prepara-se o voo, serei gaivota à espera da maré... na praia deserta marcas de saudade...

Ainda que o tempo esteja passando rápido, não tenha pressa no amor, sinta ele passar por dentro de você. Com leveza, com calma, com a alma.

hoje o mar alterou-se, sabe-se lá porquê... ficou paranóico, avassalador, mas depois, deixou-nos a fúria de o amarmos em liberdade, mais tarde passou-lhe a cólera e veio-nos beijar com paixão e delicadeza...e ali mesmo fiz um verso e foi o desvario, nele adormeci o sol , coloquei cigarras a cantar nos canaviais e acreditei que era verdade o sonho que eu, o mar e o sol sonhávamos...

Tenho me pensado como lugar, sabe? Um corpo é um lugar? O corpo como metáfora de lugar, percorrido, uma cartografia de vida, com suas marcas, sinais, ilhas. Não uma correspondência exata, como se o cérebro fosse uma parte cultural da cidade e o estômago uma parte gastronômica, mas um mapa caótico, sem fronteiras, onde as ruas vão dar em becos escuros e estreitos como nossos dedos e em lugares úmidos e com cheiros ocres. Como nossos olhos.

quanto silêncio... já baixou a lua quando ainda cantam os grilos e eu revivo os sonhos da noite anterior...

hoje lembrei os medronhos, enquanto o sol se punha no horizonte, acesos ficaram sonhos, no doido intento de me levar à minha fonte...

dobrada sobre mim, encaro o dia para cumprir o costume, esqueço a noite e os ilusórios sonhos...perdido o caminho não é fácil reencontrá-lo

hoje não se ouvem os pássaros e há árvores que choram, enquanto eu, desenrolo imagens no pensamento como se as voltasse a viver e, decido amar-te de novo como se fosse a primeira vez...

quando é evidente a solidão, nem levo a sério se dizes que me amas, o eco da tua voz fica na noite que desce sobre mim...faz fronteira com o inverno que me envolve, mas traz-me uma fugaz esperança ao coração, que obstinado ainda te quer ouvir...

oiço a chuva a murmurar uma ladainha, enquanto vai humedecendo as folhas caídas pelo chão, nem uma estrela visível no céu, e eu, aqui surda e muda e esta vida que já não muda... cada gota de chuva cai no meu coração, poema que escrevo fica tanto por dizer e a noite a tecer sonhos, não sei se devo ou não devo, colocar o amor mais perto de mim e, afastar a dor da solidão já que meu coração é folha caída, que me ampara na descida...

como fruta doce, crescia no meu peito a melancolia e é como se fosse, qualquer coisa que nunca soube, ou será que sabia?! não sei se fiz mal ou bem só sei que amei, sem pertencer a ninguém...

caprichosas as lembranças, acasalam com o coração e fazem nascer emoções, voam até ao beiral dos olhos, de onde se esgueiram lágrimas de saudade...

A melhor conquista da vida é aquela onde encontramos felicidade própria. Poder ser feliz sozinho é algo maravilhoso, mas ter a grandiosidade em compartilhar, é algo perfeito.

entre os meus dedos palpita a escrita , a alma renova-se e o corpo ressuscita, a luz que me rodeia vai-me soletrando palavras de sol...

quando o silêncio é pesado, qualquer barulho parece assombração, e as nuvens no pensamento ficam inquietas...é como estar só e não ser possível quebrar a solidão.

Não importa o quão distante você chegue, desde que esteja bem consigo mesmo. As batalhas da vida são provas da nossa sabedoria, resiliência e fé.

O tempo vai passando e a gente vai acomodando. Vive deixando tudo pra amanhã e tornando todo dia trivial.
Aquelas nossas opiniões tão cheias de razão, já nem são mais certeza pra nos afirmar frente ao espelho. Vai ficando difícil até de se lembrar do tamanho que a gente é. Chega uma hora que precisamos mesmo é parar de ser só ponto de partida. Precisamos ser a largada, o percurso e a chegada do nosso próprio caminho...

parto, como partem as sombras, devagar, o coração levo rasgado pela violência da vida, e os olhos fechados quando por fim a luz se apagar...

há sempre em mim uma terrível interrogação, se o tempo voltasse atrás, como seria a vida que sonhei e não vivi?

ao mesmo tempo que sorrio, choro por dentro,encharco as entranhas, sinto-me uma pétala ao abandono...e começo a morrer!