Poemas de Morte
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Há muito tempo perdi o medo de encarar a vida, de desafiar a sorte, de olhar a morte com a cara suja após um pesadelo. Ao nascer, perdi-me no corredor da vida. Pouco me importam a cadeira elétrica, a injeção letal, a sentença do juiz, o golpe fatal do carrasco ou a lenta caminhada até o cadafalso.
Pouco me importa a espada de fogo à porta do paraíso. Eu quero a alegria desta vida. Quero o sorriso infante e a embriaguez dos delinquentes. Quero a alma aquecida na fogueira ardente que consome a esperança. Quero o risco e a vertigem de estar vivo. Quero encarar o medo com o espanto doce de uma criança.
Quando a morte vier, que me encontre de pé, ainda com a poeira do caminho no rosto e o coração em brasa. Para quem estreou neste palco de loucos, a única vergonha é não ter vivido.
Eu tenho medo...
Medo da morte? Também.
Ah, mas há outros medos que me dão mais medo...
Esses medos a que me reporto, a história poderá contar.
Depois da morte?
xiii, não fale disso...
Quero estar em paz
Doí viver para morrer
Mas precisamos morrer para ter vivido
Dolorosa e cruel morte, de ti serei uma vitima
Vagueando pelo mundo, vouuuuu
Espero o tal dia.
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.
amo a morte tanto quanto amo a vida
pois por mais encantadora e linda que a vida possa ser
a morte é o alívio, a paz e o fim
e tudo que eu preciso é um ponto final
novos começos já não me deixam tão animada, uma outra perspectiva já não me deixa otimista
um novo sonho não me faz transbordar de emoção
um novo amor não me tras mais tanto encanto
queria que o amor pela vida voltasse a transbordar dentro de mim, mas hoje sou apenas o que restou de minhas experiências, emoções e decepções.
Vamos repensar?
Nietzsche — “Deus está morto.”
“O maior perigo não é a morte de Deus, mas a morte da capacidade humana de buscar sentido. Uma sociedade sem valores superiores não se torna livre; pode apenas se tornar perdida.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Heidegger — “O homem é um ser para a morte.”
“A consciência da morte não deve gerar medo, mas despertar. Quem entende que o tempo é finito deixa de sobreviver automaticamente e começa a existir intencionalmente.”
Carlos Eduardo Balcarse
"Ele morre de “não-rir” até de piada, seja qual for a piada. Que morte triste, coitado!"
Frase Minha 0602, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se a morte não existe - como insistem alguns - por que fabricam caixões? Por que cemiterios? Por que cremam corpos? Por que velorio? Por que missa de sétimo dia? Por que choradeira? Por que saudade? E por que ninguém quer morrer, Hein?"
0773 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se você acredita em vida após à morte, não coma bicho, planta, fruta nem qualquer outro ser vivo ou morto. Já imaginou uma melancia "voltando" e, por vingança, esborrachando-se na sua cabeça? Pois Zé! Ah, o Cerumano!"
Texto Meu 0974, Criado em 2020
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
”Imperdível é uma ova ou uma 'cibola'. Tirando a morte, tudo mais é Perdível. Aceito Debates!"
Texto Meu No.1042, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Existe vida após a morte? E 'naquele país', existe vida entre o Ano Novo e o Carnaval? Existe ou não?"
TextoMeu 1202
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Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…
De tanto morrer a prestação.
Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.
A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…
E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.
Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.
Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.
Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.
O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.
E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.
Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.
Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.
E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.
No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.
Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.
Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.
Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.
E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.
Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.
Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.
E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.
Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.
Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais.
De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.
O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome.
Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência.
E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.
Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça.
Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento.
E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.
O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune.
Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.
O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.
