Poemas de Morte
Silenciar com alguém é uma ferida viva naquele que silencia! É a presença da morte do outro que ainda aqui nesta vida vivia...
Foi preciso estar na presença da morte e escapar dela para agora saber atribuir o verdadeiro valor á vida que eu tinha até então.
" Quando nossa viagem passa da metade, ou supõem-se que tenha passado, começamos a ver a morte de uma maneira simples, necessária, embora queiramos vida eterna. Alguns sinais vão aparecendo, coisas da época , diriam alguns, alegria dos médicos, dirão outros, mas o fato é que tudo passará, inclusive nós, eu e você. Por isso é sempre libertador, deixar a alma leve, descarregar pesos, atribuir perdão, pedir desculpas, ser menos intransigente com coisas banais. Somos meros passageiros e o que devemos é viajar buscando sempre a felicidade...
De que adianta um eu te amo depois da morte, se antes ele pode valer um mundo, depois, valerá não mais do que uma lágrima?
+Q crer
Olhando para a eternidade, não acreditei no sofrimento eterno, mas na morte do corpo sim. Vi que em tempo não determinado a alma também poderá ser extinguida, pelo esquecimento. Já o espírito, esse sempre foi e sempre será do Eterno. Acredito eu que estes três elementos nos formam como somos e para a eternidade o bom mesmo é cuidar do corpo disponível, agradecer pelo espírito em empréstimo e valorizar as lembranças na alma, sim, para os outros, mas principalmente para que essa não seja esquecida Naquele que realmente é Eterno.
"" Que a morte não leve os sonhos, realizações, nem a sabedoria de valorizar o hoje como a maior herança deixada por quem já se foi...""
"" O abandono é a falta total do amor... É a última instância antes da morte física, quando o corpo já não espera mais nada da vida. Talvez por drogas lícitas ou não ou também por alguém que partiu e deixou somente o vazio, a dor...
Até hoje, nunca duvidei que a morte é uma força estranha, ignorante, estúpida, porque se não fosse, quereria ser sempre vida.
A vida, quando se cansa de si própria, apenas tem para oferecer a morte, numa espécie de divertimento ridículo.
A morte é arrogante, robusta, a fé mais grande do homem não corrompe a sua natureza! Ela assusta e envenena os vivos com seu perfume.
Bem-aventurados são aqueles que, em vida, são percebidos e não dependem da morte para serem amados. Desventurados são aqueles que vivem como se já estivessem mortos e, por isso, ao morrerem, não causam desconforto algum aos que ficam.
