Poemas de Mario Quintana sobre Maes

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⁠Rodeio Trentina

A picada de Rodeio foi aberta
é muito amor envolvido
da imigração italiana por esta
tão magnífica terra,
És a nossa Rodeio Trentina
que amanhece tranquila
e quando entardece
brinda ainda mais colorida.

És a nossa Rodeio Trentina
que tuas montanhas se vestem
de turmalina para a chuva
brindar as matas e as lavouras
para darmos graças sempre
por cada momento da vida.

Rodeio Trentina da minha vida,
você vale todo o dia uma nova poesia
e eu te amo sempre todo o dia,
Rodeio da gente de herança trentina,
és a Soberana do Médio Vale do Itajaí
da Amada e Santa e Bela Catarina.

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⁠Rodeio Amorosa

Onde o Pico do Montanhão
abraça esta cidade,
Ergo para o céu a gratidão
por poder morar onde
a Natureza escreve
um poema diariamente
e meu coração se derrama
de devoção amorosamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Campo Erê Poética

Talvez nem mesmo
o tempo poderá
na verdade dizer
o motivo do muro
dos indígenas
erguido no tempo
e na Rota dos Incas.

Campo Erê poética,
misteriosa e minha
cainguangue de nome,
Em ti as araucárias
do destino e a tua
gentil erva-mate
seguem resistindo.

Muro dos indígenas
incas ou guarani
trocas de mensagens
a longa distância,
ou marco de uma
talvez pacificação,
vou na trilha expedição.

Para te ver de perto
que não há outra tu
no Caminho do Peabiru.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como o painel da Guerra
na entrada para confrontar
a consciência este é o poema
que apresento a Humanidade.

O Deus da Guerra nunca
mais dançará neste país,
O Brasil de Portinari
haverá de ser ainda muito feliz.

Como o painel da Paz
na saída para iluminar
a consciência é o meu poema
para converter a guerra em paz plena.

O Deus da Guerra nunca
mais ousará tocar no meu continente,
na América Latina
e em cada país das Nações Unidas:
(O Deus da Guerra sempre morre
diante de quem escreve poesias).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nunca será filme
o nosso amor
nasceu para
ser de verdade,
Daqui da minha
cidade venho
inundando você
de toda a poesia
para amar com
toda a intensidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Setembro

Setembro seja o tempo
de paz, afeto e flores
no caminho que fores
eleger prosseguir
para encontrar
uma razão de sorrir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ipumirim

⁠O meu porto seguro
no Meio-Oeste,
milagre encontrado,
dividido e endereço certo
pelo Rio do Engano
sempre multiplicado.

Tupi-guarani este
é o teu significado
Vale pequeno e pequeno vale
que nunca me perdi
e jamais me perderei:
nasci, cresci e acolhi.

Ter sonhos grandes
e inquietos onde o coração
expande a herança
germânica e italiana
que tanto honro e poemas
sempre devoto a cada
esquina e no tempo da cidade.

Ipumirim minha querida,
eu não saio e daqui
ninguém me tira
por tua existência e poesia:
és amor para vida inteira
e toda a razão da minha vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Murici-amarelo colhidos
para adoçar os lábios
e os nossos caminhos.

...

Murici-vermelho encontrado
farei um delicioso doce
para agradar o namorado,
E quem sabe fazer dele
ainda muito mais apaixonado.

...

Floresceu o Murici-da-mata,
e logo que vi fiquei inspirada,
Mania poética de me deixar
levar e manter sempre encantada.

...

Lembrar do Murici-da-chapada,
da infância esquecida e de tudo
que sempre fez bem na vida,
é poesia para se manter viva.

...

Nasce o Sol sobre
o Murici-do-campo,
não é segredo
que te amo tanto.

...

Colher do Murici-pitanga
frutos para alegrar,
Colher de ti sorrisos
para o coração devotar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhos atentos sempre
em todos àqueles que
usam do mal inato alheio
para instrumentalizar
os seus planos de poder;
Enquanto isso existir
e alguém se render,
o preço que o dinheiro
não compra será caro,
e nada na vida dará certo.

Retroalimentar ativamente
fórmulas requentadas,
típicas de quem não
tem nenhum repertório,
não agrega porque é seguir
quem carece de amor à terra,
e os que acolhem a ideia.

Gente assim sempre passa,
e no final é a gente
que sempre que aqui fica,
Por isso não compensa
se viciar em cultivar
uma convivência tensa.

Não autorize que este
influências assim alcancem
e nem te desestabilizem,
construa secretamente
a sua realidade paralela,
plante o seu pomar poético
e a sua fortaleza interna.

Em tempo de uvaias,
colher frutos doces,
é de sobrevivência
não autorizar tudo àquilo
que nos irrequieta:
é o quê realmente interessa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Colher a paciência
como quem na mata
fechada se embrenha
em busca de encontrar
doces guabirobas com
satisfação para saborear,
O quê vem mais adiante
somente a Deus pertence,
O importante é sempre
seguir em frente e não parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se for doce e amarga
ao mesmo tempo,
Sem cara amarrada,
sem tirar nem pôr,
que seja como Cambuci,
E sem nenhuma pressa
para ser feliz à beça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O olhar, a palavra, o tom
e até mesmo a respiração
do desdém eu conheço,
Mas por sobrevivência
escolhi fingir que não vejo,
porque nada irá fazer
esquecer do que mereço.

No meu peito plantei
um paraíso edênico
que em setembro
colho até Tarumã-bori,
Daquilo o quê observo
de uns não carrego.

O melhor comigo levo,
o quê quero e não quero,
sem deixar nada para trás,
o importante é caminhar
com o melhor e em paz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua boca linda
é Cambucazeiro,
Cada beijo teu
é Cambucá perfeito,
Manjar verdadeiro
até para com a alma beijar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A lembrança não passa
do teu aroma inebriante
de Ameixa-da-mata,
Alucinante quando surge
o coração selvagem:
A tua existência não é,
e nem será miragem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Profugato


Uma história esquecida,
que para alguns sequer
foi contada com exatidão,
Um história de fazer
doer qualquer bom coração.

Não tenho dúvida que
eles eram diversos,
e a maioria era italiana:
todos com o signo
de uma fé oceânica
que cruzaram o Atlântico
trazendo o signo da bravura
para este brasileiro destino.

Muitos foram deportados
à força para outros países,
outros viveram como estrangeiros
dentro do seu próprio país,
Alguns conseguiram fugir
do Império Austro-Húngaro
que insistia com o quê existia
de pior a lealdade à Itália perseguir.


(Este poema dedico em especial aos trentinos que imigraram para o nosso país e como parte da memória pelos "150 anos da Imigração Italiana
no Brasil).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As veias de um farroupilha
carregam a herança indígena
Guarani, Kaingang ou Charrua,
É por isso que ninguém domina
e a liberdade sempre o fascina.
Levando a fé, a música, a poesia
e o gigante orgulho do ancestral
sabor pelas estradas da vida,
O farroupilha não teme a ventania
porque tem a sua alma instruída,
e pode vir a passar o quê for:
porque nada nem ninguém diminui
pelo Rio Grande do Sul o seu amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Tempo do dia mais próximo
de ser por nós comparado
com um espinho incômodo
está aí na pele impactado.

Antes parecesse de fato
com Jurubeba encontrada
em plena Mata Atlântica,
para fazer a gente curada.

Alguns não têm buscado ter
compreensão aprofundada
e mantém a opinião formada,
trago o olhar de plateia calada.

Navegando para bem longe
onde observar crescente pede
em nome do que é imperativo
sobre brasas e cacos de vidro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Acho que não sou a única,
não sou a primeira a sentir
e por aqui nem serei a última
a buscar algo para distrair.

Sei que a chuva é dádiva,
mas sempre que alguma
tempestade é anunciada,
Não nego que fico ansiosa
e sem conseguir dormir.

No Médio Vale do Itajaí tem
sido algo que assombra
de um jeito que perdi a conta;
Mesmo que não cumpra
o anunciado a imaginação
por hábito constrói o cenário.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Trago a aura infante e amável
da colheita em plena Coxilha
da memorável Goiaba-serrana,
da ainda menina esperança
e da poesia de Santa Catarina
escrita nas linhas da vida.

Para que ninguém detenha
o pensamento, as sensações,
o sentimento e as emoções,
porque ninguém fará esquecer
o quanto me conheço bem.

Os laços que correm nas veias
trazem tudo aquilo que existe
seja na terra, nas águas e no ar,
e em mim constrói sempre lar,
não existe ninguém capaz por
nenhuma razão de me fazer olvidar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo o quê é Vernal
floresce como tal
com o quê é próprio
e espiritual tal qual
o Mororó que
o meu Avô buscava
para fazer chá,
E quando o tempo
chegava para as flores
celebrante acenava
pela estação que
acabava de chegar,
Assim com ele aprendi
a observar que existem
flores por todo o lugar,
e quando não houver
sempre procurar buscar.

Inserida por anna_flavia_schmitt