Poemas de Mario Quintana Felicidade Realista

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E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes,
mais esguios...

A SERRA DO ROLA-MOÇA

A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...
Eles eram do outro lado,
Vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
O noivo com a noiva dele
Cada qual no seu cavalo.

Antes que chegasse a noite
Se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
E se puserem de novo
Pelos atalhos da serra
Cada qual no seu cavalo.

Os dois estavam felizes,
Na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
Ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.

A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não.

As tribos rubras da tarde
Rapidamente fugiam
E apressadas se escondiam
Lá embaixo nos socavões,
Temendo a noite que vinha.

Porém os dois continuavam
Cada qual no seu cavalo,
E riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
Com as risadas dos cascalhos,
Que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.

Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
Precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte,
Na altura tudo era paz ...
Chicoteado o seu cavalo,
No vão do despenhadeiro
O noivo se despenhou.

E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou

Inserida por Fernando1983

Serradura

A minha vida sentou-se
E não há quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.

E ei-la, a mona, lá está,
Estendida, a perna traçada,
No indindável sofá
Da minha Alma estofada.

Pois é assim: a minha Alma
Outrora a sonhar de Rússias,
Espapaçou-se de calma,
E hoje sonha só pelúcias.

Vai aos Cafés, pede um bock,
Lê o <<Matin>> de castigo,
E não há nenhum remoque
Que a regresse ao Oiro antigo:

Dentro de mim é um fardo
Que não pesa, mas que maça:
O zumbido dum moscardo,
Ou comichão que não passa.

Folhetim da <<Capital>>
Pelo nosso Júlio Dantas ---
Ou qualquer coisa entre tantas
Duma antipatia igual...

O raio já bebe vinho,
Coisa que nunca fazia,
E fuma o seu cigarrinho
Em plena burocracia!...

Qualquer dia, pela certa,
Quando eu mal me precate,
É capaz dum disparate,
Se encontra a porta aberta...

Isto assim não pode ser...
Mas como achar um remédio?
--- Pra acabar este intermédio
Lembrei-me de endoidecer:

O que era fácil --- partindo
Os móveis do meu hotel,
Ou para a rua saindo
De barrete de papel

A gritar <<Viva a Alemanha>>...
Mas a minha Alma, em verdade,
Não merece tal façanha,
Tal prova de lealdade...

Vou deixá-la --- decidido ---
No lavabo dum Café,
Como um anel esquecido.
É um fim mais raffiné.

Inserida por solitaria543

Das Sete Canções de Declíno

Um frenesi
hialino arrepiou
Pra sempre a minha carne e a minha vida.
Foi um barco de vela que parou
Em súbita baía adormecida...

Baía embandeirada de miragem,
Dormente de ópio, de cristal e anil.
Na ideia de um país de gaze e Abril,
Em duvidosa e tremulante imagem...

Parou ali a barca – e, ou fosse encanto,
Ou preguiça, ou delírio, ou esquecimento,
Não mais aparelhou... – ou fosse o vento
Propício que faltasse: ágil e santo...

...Frente ao porto esboçara-se a cidade,
Descendo enlanguescida e preciosa:
As cúpulas de sombra cor de rosa
As torres de platina e de saudade.

Avenidas de seda deslizando,
Praças de honra libertas sobre o mar...
Jardins onde as flores fossem luar;
Lagos – carícias de âmbar flutuando...

Os palácios a rendas e escumalha,
De filigrana e cinza as catedrais –
Sobre a cidade a luz – esquiva poalha
Tingindo-se através longos vitrais...

Vitrais de sonho a debruá-la em volta,
A isolá-la em lenda marchetada:
Uma Veneza de capricho – solta,
Instável, dúbia, pressentida, alada...

Exílio branco – a sua atmosfera,
Murmúrio de aplausos – seu brou-há-há...
E na Praça mais larga, em frágil cera,
Eu – a estátua que nunca tombará...

Inserida por lovelyjay

⁠O melhor motivo - Soneto

Cores entrelaçam minha aquarela,
em traços vivos, dou vida ao meu imaginar,
vejo chuva batendo em alguma janela,
água, que o vento não pode secar,
e vivo, vivo de um inverno a outro inverno,
aquecendo-me na estação sonhar,
meu silêncio, não será eterno,
na garganta um nó carrego, para o tempo desatar,
e sigo, vivo minha infinita tempestade,
e em cada segundo que vivo,
sei que és o meu melhor e único motivo.
Contudo, ó insensibilidade,
somos partes de algo escondido.
Somos e vivemos à sombra, de um tempo perdido.

Inserida por MarioDeOliveiraRSA

⁠Soneto ao Amor

Amo assim amar, calado.
Amo perto, distante, ao luar.
Intenso, inculpado,
amo assim, amo assim amar.
Inteiro, amo em pedaços,
amo, até queimar.
No calor, oculto meus passos,
aluado, fujo, céu e mar.
Amo o que faço por amor.
Amo não expor,
mas amo o vento, amor soprar.
Amo, com ou sem nenhum pudor,
tímido, amador.
Amo assim amar.

Inserida por MarioDeOliveiraRSA

⁠Encanto teus - Soneto

Encantos teus, minha alma sem demora,
busca-os nos poucos momentos de lembrança,
nas doces memórias dos verões de outrora,
que por eles, cantou minha alma, um cântico de esperança.
Invadiram o meu vazio, a minha solidão,
fizeram-me de amor por ti, transbordar,
sentir a leveza da tua grandeza, o prazer da tua imensidão.
Ó amada, que minha alma dos teus encantos, não venha se afastar,
pois são para mim, como jóias raras e bem guardadas,
beleza indiscutível, impossível de ser ignorada,
essências perfumadas, aguçando o meu sonhar,
florescendo nos campos da saudade,
brotam como desejos, dos tempos de felicidade.
Encantos teus, perfeitos, deixam-me fora do ar.

Inserida por MarioDeOliveiraRSA

Além-tédio

Nada me expira já, nada me vive ---
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...

Inserida por jmelvieira

⁠A nossa herança,

Maldita,

Não alcança,

A dita, solidariedade.

Baleias morrem,

Em todas as idades,

Animais em todas as partes,

Para alimentar a vida ,

Da morte,

Vida que segue,

Que persegue,

Os inocentes,

Lamentável,

Sustento do EGO,

faminto.

Inserida por Mario-Magalhaes

- Ela diz - porque agente ñ namora ?
Ele diz- calma tudo tem sua hora
Ela diz - está me recusando ? você já vem falando isso a tempo
Ele diz- tempo que venho falando ? erá pra vê até aonde você eria suporta espera
Ela diz - oque falta tão ?
Ele responde - nesse momento nada , hoje tenho certeza que você me ama
isso é pra você aprender que tudo que começar com Precipitação , terminar cedo .
enfim que ama é resistente qualquer momento .

Inserida por Julhaoph

a vida é:
a leveza da alma
a pureza das crianças
a firmeza da fé
a certeza da felicidade
a dureza da sinceridade
a proeza da sabedoria
a clareza dos sentimentos
a grandeza de ser quem
a nobreza de caráter
a riqueza de valores
a chiqueza das pessoas
a boniteza da simplicidade
a tristeza dos invejosos
a franqueza do amor
a esperteza da alegria
a gentileza do bem
a delicadeza da esperança
a profundeza do crescimento
a superfortaleza de viver
e a beleza da natureza!!!

um dia alcanço
a felicidade
a paz interior
o amor incondicional
um dia eu avanço
no caminho da evolução
com amor no coracao
um dia eu sobrevivo
ao meu vendaval
um dia eu chego lá
hoje ou amanhã talvez
espero na fila a minha vez
um dia eu venço
minhas amarras
solto minhas garras
não preciso mais delas
um dia tudo fica mais fácil
me torno mais dócil
mais grácil
mais sutil
ou fica tudo mais difícil
não sei
depende de mim
escolher
o que quero ser
de mim fazer
de fato me doer
com martírio sofrer
ou simplesmente crescer
me basta querer
o qual caminho
e decisões tomar
ainda levo jeito para amar!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

falam tanto em liberdade
e felicidade
que até hoje eu não sei
se é de comer
passar no rosto
ou de vestir
como sentir-me livre
se eu vivo presa
em meus sentimentos
e pensamentos
como sentir-me feliz
se a tristeza
e a indiferença
insistem em aparecer
ser e estar liberta
igual a minh'alma
pairando no universo
ser e estar feliz
igual o sorriso bobo
que vai de uma orelha a outra
sem motivo algum
é um estado condicional
e não natural
igual a natureza
que mesmo com toda sua beleza
é destruída e arruinada
pelo ser que deveria protegê-la
então fico que nem ela, a mercê
da liberdade e da felicidade
quando uma floresce a outra perfuma
e me deixo encantar
em momentos de descuido
e quando eu vejo o mar
quando de alegria fico a pular
quando me disponho a sonhar
quando desejo a alma e o corpo repousar
quando eu resolvo simplesmente amar
ai sim poderei dizer
que serei livre e feliz
ao mesmo tempo!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

faz-se de levezas
dança com as sutilezas
salta com a felicidade
rodopia de alegria
desmancha-se em carinho
viva e morra de amor!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

tá escrito no livro da minha vida
no capítulo receita para a felicidade
que não se nega a ninguém
água
pão
livro
flor
ajuda
sorriso
afetos
amor
e perdão!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

sambarei entre
serpentes e serpentinas
com alegria e a felicidade
estampada no rosto!

Inserida por fernanda_de_paula_1

⁠Estou buscando
Todo amor
Que eu possa sentir
E transbordar
De felicidade
Me faz tão bem
Te inundar
Com o melhor de mim
Sem qualquer vaidade!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020

Inserida por fernanda_de_paula_1

⁠Hoje acordei mais gata
Do que tudo
Para minha extrema felicidade
Coloco o meu sorriso no rosto
E me sinto satisfeita
Como estou e por ser
Quem eu sou
Fico lambendo as crias
E me "lambendo"
E me amando
Com o auto-amor transbordando
No meu peito afora
E com a auto-estima nas alturas
E bem auto-confiante
Porque a gata aqui não tem medo
De ser feliz
E se eu cair, caio de pé
Tenho uma vida só
Porém várias existências
Para passar desfilando e miando
E com as orelhas e o "rabo" em pé
Sempre em alerta
Pinto meus olhos de gatinha
Arrepio os pêlos
E sigo plena e serena
Feliz até não ter mais jeito!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020

Inserida por fernanda_de_paula_1

⁠Os livros podem até
Terem outras linguagens
Mas para a nossa felicidade
A linguagem do amor
É universal
Transcende este plano
É lindamente espiritual!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020

Inserida por fernanda_de_paula_1

escrevo palavras
de amorosidade
carinho
alegria
felicidade
sinceridade
liberdade
gentileza...
no coracao dos meus
Deixo impresso na alma
O meu amor sentido
E tatuado no corpo
Através de abraços e beijos
Fica tudo registrado
No cartório divino
E estampado no meu rosto
Através do meu sorriso
Fica tudo escrito
Os versos e os poemas
Carimbados no olhar alheio
Dos meus entes queridos
Das minhas amizades sinceras
Imprimo a sensação de bem-estar
Quando se trata das emoções
À flor-da-pele
Sentimentos profundos de amor
Iguais as flores
Que Deus, deu para nós
Então aprendi a cuidar das flores
Para oferta-las a quem chegar
Ou se forem partir
Que levem um pouco de mim
Do meu cuidado
Do meu afeto
Do meu carinho
Por vós!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1