Poemas de Mãe para Filho
Há mães surdas e mudas.
Há mães com bipolaridade.
Há mães cegas e com debilidade mental.
Há mães solteiras, casadas e descasadas.
Há mães preguiçosas e multifuncionais.
Há mães provedoras.
Há mães que são pais, Há mães que na hora certa é ditadora e num piscar de olhos é doce como mel.
Há mães de todas as naturezas. Há mães de 24horas, de janeiro a dezembro, de uma vida inteira.
Se não reconhecer a mãe que tem, então reconheça que você foi alimentado pelo Umbigo através de 72.000 veias ligada na placenta da (mãe ) por nove meses
Reconheço que tudo em mim, e o que sou, veio através da minha mãe.
Natalirdes Campos
Mulher avó, mãe, filha, irmã,
Mulher, sempre mulher,
Mulher operária, doméstica, aposentada, autônoma, civil, militar ou jurídica,
Mulher forte, autoritária, empreendedora, consumidora,
Submissa,
Mulher, sempre mulher,
Mulher de fé, benzedeira, rezadeira, curandeira e mágica,
Mulher, sempre mulher,
Mulher moda, fitness leve ou cheinha, gostosa, romântica,
Mulher, sempre mulher,
Mulher profissional, enfermeira motorista, médica, cozinheira, ...
Mulher, sempre mulher,
Mulher amadora, mãe, lava, passa, arruma, cozinha e aconselha, com razão e emoção
Mulher, sempre mulher,
Mulher falante, muda, surda, cega, de todas as especialidades,
Mulher sempre mulher,
Mulher casada, descasada, viúva, solteira ou amasiada,
Mulher, sempre mulher,
Mulher amada, mulher que ama, mulher apaixonada, mulher, sempre mulher, mulher dia e noite, noite e dia, 365 dias mulher. Sou Luz, Paz, Harmonia, Sabedoria e Conhecimento sou mulher, sempre mulher.
Parabéns a todas nós mulheres poderosas na divina providência de Deus.
🦋Natalirdes Botelho🦋
O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
Janelas..
Sempre foram portas para os pensamentos
Hoje é um respiro de uma mãe
Sentir o vento batendo no rosto, o vaivém de outras histórias e vidas.
Olhar pra janela é ver o mundo também dentro de mim e ver que há outro além
Movimento
Que leva me carrega por aí como vento em dia de tempestade e me sacode pra fora do cotidiano
Necessário
Porém raro,
Exaustão, momento presente que meu corpo se encontra e grita por reencontro
Confusão
Onde estou?
Sim , sei meu nome e minha história, acolho tudo isso, a questão não é não ser mas saber o que ser no meio de tantos atravessamentos
é estranho sabe, ressignificar tudo através da morte de um ego
Nostalgia.
Saudades
Vontade de ter colo também
De fugir por alguns instantes e voltar porque nessa dor eu tenho amor
Nessa dor eu me encontrei
Mesmo havendo dias em que o que há é mais uma página em branco para se rabiscar
E que bom que tenho essa oportunidade!
Tudo o que se ééoquesetem?
Mulher, Mãe, Menina,
Universo, Única, Útil,
Linda, Leal, Lumina,
Honrada, Herança, Heroína,
Esperança, Encanto, Essência,
Respeito, Raridade e Resiliência.
Duas criaturas divinasunidas
pelo o Senhor,
uma rica relaçãoentre mãe e filha
que têm o refúgio da arte em comum,
enquanto que uma usa o tom da cor,
e a outra a tonalidade do cantar,
ambas o fazem com amor
e assim, conseguem encantar.
Considero admirável a raridade destaunião, nutrida com muita reciprocidade,
que traz um calor amável
em cada coração,
sendo assim, é muito cativante
semelhante a um lindo quadro
que está em exposição.
E neste laço harmônico
de tintas e canções,
através de suas cores e cantos,
surgem belos resultados
que transmitem emoções sinceras
que um dia serão os legados
de duas almas intensas.
Mãe, quando falamos essa palavrinha 'mãe' dá um aperto no coração, aquele friozinho na espinha.
Sabe, mãe, você sempre foi puro coração, e não é clichê, não importa a minha idade, serei sempre seu bebê. "rsrs"
Minha rainha, você me deu a vida, me ensinou os primeiros passos, cuidou dos galos e toma mertiolate nos ralados.
Mãe, você sempre esteve ao meu lado, nos choros, nos sorrisos, nas brigas, moleque desmiolado.
A vantagem disso tudo, mãe, virei um homem de bem. Sabe, mãe, você me apresentou o Rap também. 'Inda bem'.
Com rima, ainda por cima.
"Vo-cê - não - vai - pra - rua - cá - mo-le-ca-da". Cada pausa era uma mangueirada.
Mãe, tudo isso valeu, pois o que sobressaiu foi o amor que sempre me deu.
Hoje, mãe, seu aniversário, só tenho a dizer "te amo" e sem mais comentário.
Feliz niver, minha rainha ❤️
Nesta madrugada que
supera cinquenta dias,
sou a canção triste
do choro da tua gente:
da mãe, da irmã,
das filhas, das lideranças
e da mulher amada.
A tirania foi reconhecida,
ela nasceu inabilitada
e foi em exílio suspensa
embora ela não reconheça.
A verdade dolorida
é que sobre a sua prisão
não se sabe mais nada,
e assim sigo incomodada.
Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.
De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.
Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.
Coqueiral do Sul
Seguindo as intuições
dadas pela Mãe Peregrina
dirijo os meus passos
até a gruta e as orações.
Cocal do Sul, minha poesia,
feita de artesanato
e de aroma de alambique,
Cidade amorosa
de gente que não desiste.
Seguindo os sinais
das imigrações tu me
deste lavouras de amor,
encantos e de emoções.
Cocal do Sul, minha poesia
do coqueiral na beira
do teu Rio principal de amo
por aquilo fostes, és e serás
e das águas do Rio Tigre
a potência dele sempre deterás.
A Palavra Mãe
Quando pronuncio
a palavra Mãe,
Soam ao mesmo
tempo toda as estrelas,
é o coração reunindo
todas as festas
ao dizer o código de todas
as maiores riquezas:
palavra que traz
o mais alto pacto com a paz,
o incontestável resumo
de todas as primaveras,
a infinita magna poesia
e gratidão pelo dom da vida.
As Cores do Médio Vale do Itajaí
Da paleta de artista
da minha Mãe
a poesia visual aqui
em Rodeio se cria
com as belas cores
do Médio Vale do Itajaí.
Pincéis da minha Mãe
que criam e recriam
paisagens daqui,
paisagens bucólicas
próximas e distantes,
Saem deste pincéis
também mares
desertos e montanhas.
Da paleta de artista
e dos pincéis da minha Mãe
saem as cores deste
nosso mundo azul e colorido,
e toda a vontade de viajar
sem deixar este lindo lugar.
Sou filha do mar
espalhada nas ondas,
Mãe de muitas pérolas
e poesia de amor,
A sua madrepérola,
a inspiração e pendor.
Angola Janga
Mãe de Ganga Zona, Sabina
e de Zumbi dos Palmares,
Minha Angola Janga,
Princesa, virtuosa guerreira
e protetora da liberdade
da nossa Pátria Brasileira,
Aqualtune sublime,
te entrego o meu coração
como poética oferenda.
Antonieta de Barros
Filha de Florianópolis,
Mestra incondicional,
Mãe de causas nobres,
Ser humano transcendental,
Sublime orgulho eterno
catarinense e nacional.
Uma fatia generosa
de Bolo Mãe Benta,
Um copo de suco
geladinho de Cambuí,
Você está em mim
e eu estou em ti,
porque estamos dentro:
Só falta você comigo aqui.
Sou eu que fotografo
as artes da minha Mãe
como quem colhe frutas
no pomar do Universo
neste nosso Hemisfério,
e no meio de tantas artes
é a poesia o meu caminho certo.
