Poemas de Luto
Não sou Maluca!
Escrever um poema para te, há! como poderia? Para isso teria que me afogar em um Aurélio, e selecionar das mais ricas palavras em significados, nada muito comum, pois assim me sentiria lhe menosprezando em sentimentos, então pode esquecer, não me arriscaria colocar tal amizade em jogo, ao escrever um poema em versos sem rima.
Me entrego!
Não me prenda!
Sou livre
Sou frágil, sou poema!
Vou e volto, quando quero!
Sou sossego na tribulação!
Sou Paz na guerra!
Sou única na multidão!
Aceite-me como sou;
Não queira me ensinar a viver!
Pois, viva até hoje estou...sem você!
Mãos certas
Hoje a poesia escapou da minha mão
Eu tentei buscá-la dentro do meu coração,
mas foi em vão
Ficou em minha mente vagueando
e não se concretizou
É trágico porque nesta manhã,
eu não sei dizer nem quem eu sou!
Onde foram as palavras
que de tão belas fazem rima?
Fugiram,foram embora morro acima?
Foram passear na mão de um outro poeta?
Então elas foram parar nas mãos da pessoa certa!
Porém eu não me entristeço, porque eu reconheço...
Amanhã eu bem sei que será o meu dia
de escrever novamente
o amor, a dor e a alegria,
em forma de poesia!
"Um poema encantado"
O poeta enlouqueceu
sufocado com as palavras que não conseguia usar
Elas brincavam dentro dele,
querendo sair e desejando se expressar
Contudo eram desconexas, brigavam entre si e não rimavam
Ele não conseguia jogá-las para fora
porque não diziam nada e não se combinavam
O que fazer com tantas palavras guardadas
e sufocadas no seu interior?
Eram belas e conflitantes, falavam do ódio,
da paz, da guerra e do amor
Com lápis e papel na mão, os dedos tremiam,
pois não conseguia poetar
E lágrimas de desespero nos olhos do poeta,
queriam se aflorar
Ele adormeceu e sonhou com as mesmas palavras,
segurando com força as folhas de papel
E no sonho então passou a escrever,
os mais lindos versos nas nuvens no céu
Utilizou todas as palavras
que antes eram absurdas e sem razão
Nunca escreveu um poema,
com tanta destreza e imaginação!
Então o poeta despertou sorrindo
e escreveu o que havia sonhado
Havia graciosidade no conjunto das palavras,
um poema encantado!
E agora as lágrimas eram de contentamento,
pois surgiu dele uma nova poesia
Poeta que é poeta faz versos até em sonhos
e tem duas vidas, a real e a da fantasia...
Um beijo fala mais que mil palavras
Um toque é bem mais que poesia
No seu olhar enxergo a sua alma
Sua fala é uma linda melodia
Ninguém sabe explicar o que é amor
Ninguém vai ser feliz sem ser amado
Meu coração de vez se entregou
Confesso que eu estou.
APAIXONADO'♥.
POEMA DO CAMINHO
E num conjunto imperfeito de um ser humano, que buscava o refazimento, o encontro com o perdido que habitava dentro de sí, eu cheguei, de mansinho e vestido a caráter para essa empreitada. E embora sabendo o árduo trabalho que se despontava a minha frente, coloquei a mão na massa. Despertar o melhor que existe dentro de ti, e acender a luz que outrora brilhara seria minha missão, da qual desempenharia com esmero, pois sabia eu antecipadamente, que esta luz, seria a mesma que iluminaria o meu caminho.....
GRANDE AMOR (Poema de Almany Sol - 08/07/2012)
Pode até O mundo ser indiferente...
Pode até o tempo ser efêmero demais...
Pode até os sonhos serem impossíveis...
Pode até a direção não ser exatidão...
Pode até a vida ter caminhos desiguais...
Pode até a distância ser separadora...
Nada disso irar mudar os rumos da paixão,
porque essa estrada não foi você
e nem eu, que por capricho escolheu,
foi premeditado nas estrelas
e nelas, o meu olhar só consegue ver o seu.
Está escrito assim, eu me encontro em você
e você em mim, pois nascemos para viver,
a linda história de um grande amor sem fim!
Poesia: Falando ao coração.
Amigo companheiro, companheiro de cada dia, amigo sincero, amigo que brilha, amigo que trilha a vida, mas que bate, bate, bate, sem parar. Às vezes acelerado, às vezes mais devagar, mesmo que a pressão aumente, sua cadência descompassada deve se controlar, abusado de vez em quando, fico com medo de lhe prejudicar.
Amigo companheiro, companheiro de muitas jornadas, companheiro do calor das primeiras batidas da paixão, companheiro da cadência ritmada do amor, fico pensando em ti, companheiro, que honra a cada hora, minuto e segundo, a vontade de viver, e de ser feliz e cantar, e chorar, e doer, e se desiludir.
Amigo companheiro, triste, sentido, magoado, pela dor da perda, perda esta que se repete com o passar dos tempos, que se estende pelas veredas da vida, mas que nunca deve ser priorizada, pois como tudo na vida, passa, passa para fila andar e outro ciclo recomeçar, a alegria surgir, o amor, a paz, pois coração amigo é o que é amado, ou melhor, se deixa amar...
QUEM NÃO AMA A POESIA
Quem não ama a poesia,
Essa musa tão concreta;
Não sabe da alegria
Que sente todo poeta!
ÁGUAS DA POESIA
A minha terra, Pilar)
Já procurei te esquecer,
Mudar de assunto, evitar,
Pra não estar te lembrando
Quando de amor vou falar.
Mas as águas da poesia,
Onde vivo a navegar,
São como as do Paraíba:
Têm que passar por Pilar!
Têm que passar sussurrando,
Têm que passar desejando,
Querendo te conquistar...
Mesmo quando, em desatino,
Numa enchente do destino,
Seguem soltas para o mar!
CHUVA DE POESIA
Em meio a mundo tão seco,
Vem uma chuva macia
Chover em nosso telhado,
Correr por nossa biqueira,
Deixar o campo molhado!
Em meio a tanta tristeza,
Chove uma chuva macia,
Rompendo o calor do dia,
Trazendo um banho de paz
Por seus pingos de alegria!
Será chuva de inverno
Que cai em nosso telhado,
Que deixa o campo molhado,
Que deixa a vida florida,
Que verde deixa o sertão?
Em meio a mundo tão seco,
Sem paz, amor, sem perdão,
Chove uma chuva macia,
Que ninguém sabe a razão.
Uma chuva silenciosa
Que não molha a multidão,
Nem transborda nas barragens...
Somente em meu coração!
UM POEMA TRAQUINO
Quero escrever um poema traquino,
Um poema repleto de esperança;
Um poema afoito feito um menino
Que aproveita bem o seu ser criança.
Quero escrever um poema traquino,
Um poema pleno de confiança;
Um poema que traga um grande ensino
Para quem só canta desesperança.
Quero escrever um poema ousado,
Um poema-aventura, despreocupado,
Com todos seus versos em desatino...
Quero escrever um poema peralta,
Que nos faça lembrar, sentir a falta,
Do tempo em que éramos simples meninos!
CHÃO DE POESIA
Esse chão que pisas
com os pés nos sapatos,
ele tem poesia...
Muito melhor seria
que os pisasses descalços
para poder sentir
sua intensa magia.
Poema:Será que um dia entenderás a manifestação do Amor?
Será que um dia entenderás a manifestação do Amor?
Que nasceu em um sorriso e dilatou-se em dor
Será que percebes além do meu olhar?
É a desesperação da minha alma de amar
Será que em meus lábios podes tu vê?
Que o pranto se converte em riso
Que um amor te pede um abrigo
Louco em teu coração se esconder
Ou será que não podes ver meu lamento
Que se interpreta em lágrimas
A cada aumento
Será que não entendes o amor?
Será que não entendes um coração sofredor?
Que mais se passa o tempo
Já não me trás contentamento
E antes pudera ser
Mas como, se amor tu não o pode entender
Entretanto poupas-te de mim tal aspiração
Por causar em mim pesar no coração
Será que um dia entenderás
que ao revelar-se quando me calo
O amor se tornará refulgente
Ou quando dele falo...apressadamente
Entenderás o amor e quando descobrires
Não te admires, é por que amas.
Domingo sem poesia...
Neste domingo não tem poesia.
Tem um milenar cansaço de remar contra a maré.
Uma saudade insensata, que não tem solução.
Uma tristeza tão grande que chega a ser frustração.
Tem uma lágrima insistente no canto do olho,
parece vertente zombando da gente
e lá pelas tantas já é hora de dormir,
para amanhã... começar tudo de novo,
porque um prato de comida
é rima perfeita para o trabalhador.
Portanto, o melhor é silenciar a dor e continuar!!!!
O tempo é um poema.
Escrevi um poema triste.
Porém, cheio de graça e harmonia,
Apenas da tristeza que teu olhar me mostra.
Não vem de ti essa tristeza,
Mas sim do tempo que passa rapidamente,
Que ora nos traz alegria,
ora nos traz a infelicidade.
Mas o tempo para mim não é problema,
Contanto que seja gracioso.
Me deixe ficar próximo dele...
Apenas vendo – o passar.
