Poemas de Luto
Leve & Breve
E que o vento leve
embora, e tão breve,
tudo o que for breve,
e o que não for leve.
E a espera seja breve,
o coração mais leve,
e a alma se eleve,
pois a vida é breve.
Quando vejo o céu estrelado
sei que não vivo mais só
estou mais seguro agora
agora que penso em nós
Outono é a transição
Outono,
É a transição,
Do começo,
De uma nova estação,
É um tempo diferente,
Em cada dia presente,
Outono,
Tem um clima,
De versão amena,
No tempo que descreve
O seu poema,
Na ocasião do seu dilema,
Outono,
É o tempo que muda,
Com as folhas
Caindo no chão,
No olhar dessa sensação,
O outono
Tem a sua bela companhia,
De inspiração e poesia.
Outono tem
Esse momento único
De ser,
De ser o recado
Para o nosso viver.
O outono tem
Uma encantadora mensagem,
Em nosso meio de passagem,
É preciso observar
Atentamente,
O nosso mundo
Existente.
No sopro suave,
Do vento frio,
Outono também
Tem o seu brio.
Nesse ciclo que se completa,
Onde a vida na natureza
Se manifesta,
É a vida em sua celebração,
Em mais um tempo
De conclusão,
Outono não tem despedida,
Vai e vem com saudade
De nossa vida.
No palco do outono
Onde a vida desafia,
A mais bela romântica
Poesia.
Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷
Páscoa é a tipologia
Páscoa,
É uma releitura,
De entender,
Deus com a sua criatura,
Páscoa,
É a tipologia,
De um Deus,
Em nosso dia.
Por todo fato,
Que narraria,
A vinda do Messias,
No cumprimento
Do seu lugar,
De um tempo
Com a vida cear.
Um Deus,
Que derramou
O seu sangue
Naquele cruz,
Que veio no libertar
Do pecado,
Jesus por nós
Ele foi condenado,
O cordeiro ressuscitado.
Que voltou para o seu reinando.
Ele veio para nos proteger do mal,
Desse sistema mundano tão infernal,
Não ignore a realidade
Espiritual,
Ele que nos elegeu,
Para ser um povo seu.
Segundo o beneplácito de sua vontade,
Ele é o caminho a vida
E a verdade,
Jesus foi e é nosso intrepete por toda sua maioria, por toda eternidade,
Ele é a Páscoa
Que em sua ceia
Jamais nos esqueceria.
Páscoa é um sentimento ligado
Que elucida vida,
Que por alguém foi desejado.
Páscoa é o meio
Do plano divino,
Que veio justificar
O nosso Destino.
É aquele coração
Que não receia,
E que deseja participar de sua ceia.
Páscoa
É uma data especial,
Que Jesus Cristo
Reina no teu reino triunfal,
De uma promessa
Sem igual.
Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷
me abrace !
me abrace
quando eu estiver
inquieta
mas não deixe de
suspeitar de meu silêncio
quando meus
olhos marejarem
e eu não possuir mais o
controle de minhas águas
quando meus olhos
estiverem cansados de
não se sabe o quê
e ainda quando você
sentir que meu nariz ardeu
quando eu não puder me
sustentar devido à certas
avalanches ;
quando eu reclamar
de dor externa , pra não
falar daquela que
corrói nos ossos
quando eu não souber
sorrir
quando não aguentar
falar
e a respiração passar a
ser controlada
na verdade
não meça esforços
nem deixe que
surjam razões
apenas me abrace
me abrace por abraçar
por estar feliz
me abrace por nada
apenas me abrace ,
eu suplico !
nem que tu cries o
motivo mais sem nexo
na face da terra
a ponto de que
minha estranheza
se assimile à tua
e eu não tenha medo
de te pedir um abraço
mesmo que seja porque
tu sorriste pra mim
ou porque gostei
de tuas falas
de tua alma
mas …
me abrace
te suplico !
amor recíproco
é quando o cupido acerta o tiro
quando o beijo de nossas almas se encontram
é dividir o banco , o guarda-chuva e a sobremesa
é quando a intensidade não assusta
quando o abraço é verdadeiro
e nada parece forçado
é quando te vejo e tudo em mim revira
quando bato meus olhos em ti e vejo
uma galáxia inteira pairando
concomitante ao som do universo
é quando o coração não sente medo
quando ele erra as batidas
quando pulsa de alegria
sem o medo de amar demais ...
quando ama genuinamente e ,
acima de tudo ...
ama com propósito de Eternidade
Os ventos de Outono esfriam as noites
Mas se não for de beijos, não me cubra
E que o coração não impeça
Que só o Amor me amanheça...
Vida, Vida Minha
Vida, vida minha,
Tu és dentro de mim,
Mas não és minha.
Como um rio que corre sem dono,
Tu és fluidez, movimento constante,
Desafiando limites, desdobrando horizontes.
Te sinto pulsar em cada batida do meu peito,
Em cada respiração que enche meus pulmões,
Em cada pensamento que molda minha mente.
Tu és mistério e maravilha,
Um presente a ser vivido,
Uma jornada a ser percorrida.
Embora não te possua,
Agradeço por cada instante contigo,
Por cada experiência que me faz crescer.
Vida, vida minha,
Tu és dentro de mim,
E eu sou teu eterno aprendiz.
Entre olhares perdidos e silêncios compartilhados,
Dois corações batem em compasso acelerado.
Nunca trocaram palavras, nunca se tocaram,
Mas suas almas se reconhecem, jamais se enganaram.
Há uma conexão que transcende o verbo e o toque,
Um sentimento profundo que nenhum outro reprova.
Nos encontros casuais, seus olhos se encontram,
E o mundo ao redor parece desaparecer, em calma.
Eles criaram um idioma próprio, sem som,
No balé sutil dos olhares, a dança da paixão.
Seus olhos contam histórias, sem precisar de voz,
E assim seguem unidos, nesse amor sem protocolos.
Um casal unido pelo mistério do destino,
Que escolheu se comunicar sem nenhum desatino.
Pois no silêncio que os une, há um amor sem fim,
E mesmo sem palavras, sabem que são um para o outro, enfim.
Uma ferida não fecha assim tão rápido. E, se não for tratada corretamente, pode infeccionar e contaminar o resto do corpo. Pode ser tarde até que se note a infecção.
Eu perdoo o passado na maioria dos dias. Em alguns, não. Cada pequena ocorrência ativa minha memória, e os meus sentimentos logo assumem o controle.
Ainda estou me curando.
Persistir é uma tarefa árdua porque você não sabe até quando vai ter que aguentar. Não somos invencíveis. Não damos conta de tudo. Parece que nada está mudando realmente.
Estou cicatrizando, eu acredito.
"Siga em frente." Deixe a ferida se fechar e não fique cutucando, não vai mudar o que aconteceu. Pegue todo aquele amor e cuidado que você tem e aplique em si próprio. É hora de desacelerar, olhar para si e passar a se enxergar. Esse processo é só seu.
Eu era jovem, antes. Correndo contra o tempo, sentindo que cada momento era único e decisivo.
Fiquei mais velha, depois. Ouvia as crianças rindo e relembrava os bons e velhos dias de liberdade e inocência preservadas. Naquela época, comecei a pensar que a vida era muito pesada para mim e que, talvez, eu já havia passado por tudo nela.
Me encontrei lá, então: presa em um turbilhão de impressões próprias sobre a minha vida, e apenas desejando encontrar meu caminho de volta. Mas, dessa vez, não poderia ser como uma jovem mulher aprendendo seu caminho, tampouco como uma senhora pronta para desistir desta existência de morte e começos contínuos.
Deveria ser alguém que não tem medo da passagem do tempo, de seus arcos e encerramentos. Uma pessoa cujos pés estão firmes no chão e, ainda assim, consegue voar como apenas uma criança pode fazer.
Quanto tempo passara ali, entre idas e vindas de pessoas aguardando o momento de partir, ruminando pensamentos do que se foi e do que há de vir.
Envolta numa maré de rostos esperançosos, entristecidos, cansados... A rotina nos alcança todos os dias.
Encontramos durante as horas, porém, pequenas doses de alegria, motivação e encanto que tornam a batalha diária menos exaustiva. Que bom!
Esses pequenos momentos entre o embarque e desembarque, até durante a jornada, não são desperdiçados
Tudo pode acontecer, assim como o seu oposto é verdadeiro. Todo tempo é momento de reconhecer a vida.
Coleciono sonhos, amores, cicatrizes.
Toda e qualquer variação do que fui ainda reside em mim.
As decepções e dores passadas, não foram compensadas pelas alegrias de agora. Talvez, nunca serão.
Entretanto, sinto que as primeiras vão perdendo sua força, pouco a pouco, e já não incomodam tanto.
Já as alegrias, essas parecem iluminar mais forte a minha alma, como se eu pudesse percebê-las com novos sentidos.
Descubro em cada caminho novidades e destinos. Existem coleções inéditas a serem formadas.
Vem sorrir para mim, ao meu lado, a cada dia.
Deixa teus olhos encontrarem nos meus as verdades que não consigo dizer.
Encontra em mim a parte que te pertence, deixa-me encontrar em você o reflexo de mim.
Fale-me sobre as coisas que ainda não sei, e escute: eu tenho muito que dizer. Ame quem sou pelo que você é. Então, logo, amar-te-ei com tudo o que eu sou.
Na superfície dura e fria do espelho, o reflexo embaçado de um rosto me encara de volta.
É uma visão turva de uma expressão duramente composta, criada com o propósito de aparentar uma natureza distante daquela que atormenta o meu íntimo.
Uma caricatura do eu, imagem vendida por mim e aceita pelos outros.
Mandíbula cerrada, sorriso composto, postura altiva e determinada. É o suficiente. Embalagem perfeita para a vitrine da vida, mais uma na prateleira de objetos inanimados esperando receber qualquer estímulo externo, ou ganhar vida.
O Ódio de Liz Albuquerque
Que orgulho Liz Albuquerque sente de seu ódio. Um ódio desbravador, engajado, perspicaz; um ódio que ergue bandeiras, cria movimentos, causa desordem, desvia e encerra caminhos, abre esgotos a céu aberto.
Liz Albuquerque é o pseudônimo de Maricleide Rocha da Silva. Seu ódio ilustra manchetes, concede entrevistas, lê, escreve, desenha, pinta, esculpe, canta, dança, encena, sai de cena, ampara, abandona, prende, liberta, cura, planta, replanta, mata, desmata...
Odiosa e temida, a ativista é dada a lacres e clichês virtuais.
O ódio de Liz Albuquerque, não é um ódio qualquer, um ódio a ser desprezado, ou confrontado.
Não e não! Seu ódio, embora paciente, é justo, certeiro, impiedoso e livre de remorsos.
É preciso odiar muito para sobreviver ao ódio de Liz Albuquerque.
É como uma chama flamejante eternamente ondulando dentro de minha mente, com seus tentáculos que hora tocam, ora agarram firmemente o meu ser.
Sufoca, inspira. Necessita de ação.
Agonia é como viver só por estar vivo, sem sonhos ou desejos para realizar.
É um sentimento rápido para conseguir, difícil para deixar partir. É uma sensação turva e arraigada; sinônimo de desespero.
Agonia é a perca da paz e o ganho da urgência.
Fetos ansiosos perfurarão as prenhas para testemunhar a chuva de meteoros invocada pela nossa troca de olhares. A ideia de um olá criará ciclones em Gravatá. Jorrará vida suficiente para reflorestar o sertão.
Será uma quarta-feira.
Black Orchid feita de mistério
na essência o Universo
e abrindo o palimpsesto
do desidério em silêncio.
Serpenteia a Via Láctea,
ninguém detém as auroras
e nem do destino a escolha
do absoluto quais serão as rotas.
Aquilo que tece o inevitável interior
e o reconhecimento do que é
de predestinação fortalece o amor.
Pacto intacto com o inabalável
nosso hemisférico laço de titânio
com o quê há de mais romântico.
"Moça"
Moça, bela moça
O que fazes sozinha
Nessa noite tão escura?
Moça, bela moça
Com essa pele tão pálida,
Fazes o papel da Lua.
Moça, bela moça
Cuidado com a rua escura,
Pois não passa carro, nem pessoas.
Moça, moça bela
Descalça no chão frio,
Com tua velha vestimenta amarela.
Moça, moça bela
Sinto falta da sua presença
E das decorações tão sinceras.
Moça, moça bela
Não vá tão depressa,
Pois, assim como o tempo,
Os carros não esperam.
Moça! Moça!
Mas que decisão louca!
Por que não olhaste para os dois lados da rua?
Moça! Moça!
Logo uma semana antes do nosso casamento,
Nosso "feliz" 3 de setembro...
Moça... Moça...
Hoje só resta tristeza,
Chorando em frente ao seu caixão,
Em plena sexta-feira.
