Poemas de Luto

Cerca de 61391 poemas de Luto

Excesso de pensamentos
Loucura, paixão, ilusão.
Dores eternas, fraqueza nas pernas
alma enferma.
Ferida sem cura, marcas eternas
Na carne a ferida sara, mas na alma não tem cura.

Jaz aqui um coração partido.
Não aguentara a dor, o sofrimento.
Jaz ao lado o corpo
Sujo, velho, com pequenos cortes
Um corpo acabado.
Assim como os olhos tristes e sofridos
de tanto chorar
não mais o fará.
Aqui jazerá todo o resto.
Aqui… Aqui dentro de mim.

Não falo de amores perdidos
Por ter sido sempre assim tão só
Não falo de pessoas perfeitas, por serem feitas
Do mesmo pó

Família
Compartilhando as alegrias
Os costumes e manias
Entidade de valor para qualquer sociedade
Entre discussões e brigas
O que impera é a amizade
Minha base. Família!

Mãe você é meu exemplo na vida
É, e sempre será minha mãezinha querida.
Quero seguir seu exemplo,
E lutar por tudo o que quero.
Quero ser como você,
Feroz e mansa.
Quero ter a sua força
Defender a minha cria quando for preciso
Quero ter a sua beleza,
Rara e esplêndida.
Quero ter a sua luz
E saber sempre escolher o caminho.
Quero ser como você
Uma perfeita mulher.

MINHA FAMILIA

Deitado na sobra de uma arvore
Eu penso
Olhando as nuvens no céu e suas formas
Eu fico atento
Todo dia olhos as pessoas e sua falta de fe
Seguindo nas ruas, alienadas em busca e sem saber o que é

Minha mãe sempre fala pra seguir a mim mesmo e meu coração
Mas aqui estou sendo eu mesmo iguais a eles no mundão
Todo dia cumprindo minha rotina
Seguindo minha sina
Por que não sou melhor será que serei
Realmente nunca me importei

Andando por essas calcadas
Pensando no que sou
Imaginando fantasias, heróis
Que o tempo levou

Meu pai sempre fala pra ser mais realista
Mas a verdade e que nunca quis viver assim
Doutrinado por uma noticia ruim
Eu queria ver o mundo feliz
Pessoas sorrindo era o que sempre quis

Minha família sempre deu todo apoio que precisei
E quando sozinho fiquei
Eu não me importei
Nunca me importei

Quero sim
te enfeitiçar,
suas curvas enfatizar
o meu desejo enfeitar
com pensamentos em você

Reencontro

Vivia nas folhas secas caídas.
Nas cores vivas do açafrão.
Vivia no sorriso liberto.
Da música harmônica,
Do alegre sorriso espontâneo.
Da leve e doce canção.
Mudou, em uma esquina da vida.
Pousou em uma sala fria.
Deixou de lembrar-se de si.
Daquilo que ficou tão longe.
E o que mais procurava, já não era seu.
Porém uma sombra,a sobressair.
Fitava a figura.
Qual antes? Se ninava segura?
nas noites quentes antes do sono chegar.
Caminhava feliz ao vento.
Que refrescava o humor.
Aquela vida que estava ali?
Já se reconhecia?
Se lembrar. Um pouco perdia?
E novamente o hábito.
De correria sem freio.
De fins justificando os meios.
Para conseguir. O poder de decidir.
Esqueceu do que quisera.
Sonhos agora , só quimeras.
Do melhor que a vida deu.
De simples gosto.
E de objetos se adulava.
Mas com eles não preenchia nada.
Do vazio de seguir.
E de anulação e anulação.
Descobrir , que um dia viria.
Em descobrir. O que não estava lá.
Aquela força estava aqui.
Batendo no coração.
Com delicadeza a passar.
Falava. Abre a janela. Abre a janela.
Sou tua essência, o melhor de ti.
Nunca saí do seu lado.
Você esqueceu de mim?
Seja livre. Te permiti.
Sempre gostei de ti. Assim como tu és.
De alegrias, te preenchi.
E mesmo que agora , não vir.
Não se preocupe.
Vou reencontrar para ti.


Marcos FereS

Vejo flores cálidas ao chão...
Lembranças de um tempo de luz ou escuridão?
Remetem-me a fogueiras,
Acendem luz ou lançam canhão
Mulheres, biólogas, bruxas...
Quanta intenção!
Vejo flores cálidas ao chão...
Flores apáticas, defraudadas ou também é questão de opnião
Estupidamente entoou um canto de liberdade
E as algemas que não me cabem exalam minha fragilidade
Portanto, não pretendo me calar
Lembranças...
Retalhos da escuridão...
Enfeitiço minh'alma tecida de madrágoras
Alumia-me em doce amor cortês
Sofisticado...
Entalhado nas dobras desta vestidura
Antes do entardecer deste dia
Ouço uma charamela em unissona canção
E em cada nota mergulho...
Ébrio alucino e vejo flores fincadas no meu túmulo.
_________________________________________
Texto: Flores cálidas... Ébria canção
insta: @william.calixto.barbosa

"Amar'cura'"

Como um pobre sonhador
Vivia a sonhar eternamente
Que um dia de repente
Eu deixasse de sentir dor.

Foi quando esse amor
Fez-se em mim presente
Com a sua chama ardente
Que me trouxe o esplendor.

Senti-me então realizado,
E o meu coração apaziguado
Já não sentia tal amargura,

Pois para um peito desolado,
Que amou sem ser amado,
O amor é a própria cura.

(Zé Lucas)

Estou doente
Doente de amor
Preciso de você ao meu lado por onde for
Você pra mim não é somente uma pessoa em quem eu levo direito
Mas também é um amor que eu carrego no peito

Amor...
palavra tão
pequena...que se
agiganta dentro do
peito de quem sabe
amar.

Amor oculto

Por que nosso amor é assim?
Posso te sentir aqui tão perto,
Mas estás tão longe de mim.
Será que isso é o certo?

Se for, não consigo entender.
Como pode dois corações,
Fazer um amor se esconder?
Confesso, preciso de explicações.

Explicações que venham elucidar,
A ocultação desse sentimento latente,
Que insiste em nos aproximar
De forma única e permanente.

Será possível ficarmos face a face
E diante dos olhos o amor fazer valer,
Sem nenhum receio nem disfarce
E do nosso amor, ao mundo dizer?

Sim... nosso amor vai prevalecer.

Luiz Santos/Silvana Gomes

Flinstones, Jetsons, Simpsons.
Acho que entendi:
os mais divertidos são sempre
proparoxítonas

Não procure erros gramaticais nas linhas escritas por mim,
pois com certeza acha-los irá...
Não me interessa a fama trazida pela habilidade das mãos, mas sim a trazida pelas simples palavras que falam ao coração.

ELE

O momento em que eu sinto
O arrepio sufocante entrando em meu corpo
A minha mente gira e transborda loucura
Meu olhos exalam fúria, sonho morto

É eu sei, é paranoia
Não, a vida que é uma paranoia
É uma maçã podre, lugar de estórias
Um cristal escuro, um relógio sem ponteiro

Mas a questão do arrepio
Do toque à um canto afinado
Me leva a um questionamento tão vil
Ele aparece em diferentes estágios?

Em segundos ele arranca a pele com um sopro
Da emoção ao pensamento flutuante
Do medo ao frio do inverno
É aí que ele e a morte viram amantes.

cuidado com espinhos pequenos
cuidado com palavras pequenas
cuidado com abraços curtos
cuidado com beijos abreviados.
cuidado com pequenas armadilhas
cuidado com pequenas medidas

Cuidado pois ninguém tropeça em montanhas,
são as pedras pequenas
que mais quebram a gente.

Roney Rodrigues em "Sobre coisas pequenas"

Te vi de longe,
pensei que fosse perfeita,
achei que trazia flores no cabelo,
mel gotejando dos lábios.
De perto pude notar,
que eu estava muito errado,
a perfeição era um laço,
as flores eram mísseis,
o mel era veneno.

Roney Rodrigues em "Miopia"

No meu caminho de volta,
eu clamo pelo teu nome,
pareço doente aos olhos de quem vê,
de longe, é perceptível que não tenho mais você.
Eu emagreci,
na alma, quase desnutrição.
Eu adoeci
na mente, quase escuridão.
Eu cansei
por dentro, quase exaustão.
Eu virei pedaço de metal,
que desprende do satélite
e vaga, todo dia, em silêncio,
esperando pelo impacto.

Roney Rodrigues em "Satélite"

E pinga a tinta que inicia a obra, de um poeta,
com a caneta onde a ponta, aponta um conselho.
Inquieto me aquieto enquanto a mão arquiteta
escrituras, que registram tudo que aconselho.