Poemas de Luto

Cerca de 61797 poemas de Luto

⁠Esperando o poema chegar
Na noite silenciosa
A caneta repousada sobre a mesa
A folha em branco
O poeta olhando a parede.
Esperando a vida acontecer
Em qualquer momento
A esperança repousada no coração
Nada passa em branco
Sobre o poeta olhando a parede.

Inserida por warleiantunes

⁠A pincelada suave de um novo dia,
Transforma o branco em pura poesia.
A jornada, um quadro em constante fulgor,
Uma vida toda em branco ganhando cor.

Inserida por lytar_

A MUSA
A poesia de seus olhos
Superam até os versos de Shakespeare

O mel dos seus lábios
Tem mais sabor
Que o mais doce dos néctares

O encanto do seu sorriso
Tem mais beleza
que a mais bela das pinturas

A sua voz
É mais sublime
Que a Nona Sinfonia de Beethoven

Você é mais deslumbrante
Que a própria Lua

Você me fascina
Me envolve
Me encanta
Me cativa
E tem meu insensato coração
em suas mãos

Inserida por Sheilatinfel

⁠Poema: "Átimo"

Estrito ao vazio,
curvo letras
em trapézios
de solidão.

Exposto a ventos,
disperso certezas,
por emoção.

Na suave lembrança,
retenho brisas breves,
plenos momentos...

Inserida por Marco_Rocca

Poema: "Sotavento"

De meu canto,
sempre fico quieto.
Melhor assim.
Não tenho como opinar,
se há um Deus e um demônio
residindo dentro de mim...
Quisera eu, retroagir.
Para erros passados, corrigir.
Mas, não posso!
A cada dia vejo células, telômeros...
Esgotarem-se ao tempo.
Ah, o tempo!
Guarda em si a ternura do passado
e a amargura de cada pedaço,
cada milímetro...
A soprar em sotavento.

Inserida por Marco_Rocca

⁠Poema - Formatar.

Na vida real
Como na virtual
Tá cheio de arquivos
Tipo dispositivo
Tem que formatar
Para apagar
Arquivos inúteis
Guardar em nuvens
Só arquivos importantes
Naquele instante
Ativar antivírus
Remover os vírus
Abrir espaço
Depois baixo
Novos arquivos
Que preciso.

Novos ciclos
Novos arquivos
Remover os vírus
Aqueles invisíveis
Que prejudica
Só quando precisa
Vai te procurar
Tipo no Google navegar
Quando chegar sua vez
Caiu a rede
Para você
Igual PC
Vou esvaziar a lixeira
Que já tá cheia
Adicionar a senha
Saber quem entra.

Inserida por 10uilton

⁠Poema - Copa do Mundo (Eleição)

A copa do mundo
Nesse assunto
É a eleição
Escolhemos as seleções
Alguns com a braçadeira
Mas na equipe inteira
Congresso, prefeituras e câmaras
Estamos tipo câmeras
Só observando
Quem tá jogando.

Como a copa
Eles só voltam
De 4 em 4 anos
Se teve abandono
Estou esperando
Tava apoiando
Mas quem pisou na bola
Vai ficar de fora
Da minha próxima convocação
Sem espaço na minha seleção.

Quem não representou a torcida
Que fez festa nas pistas
Esqueceu que tem eliminatórias
Para a próxima copa
Quem se classifica
Depende das estatísticas
Se teve lance irregular
Vai ser naquele VAR
Que vocês gostam
Que vamos dar a resposta.

Inserida por 10uilton

Poema - Yeshua

Em casa ou na rua
Estou com Yeshua
Que nos proteja
Dessa selva de pedra
Cercados de problemas
Dentro do ecossistema
O Leão de Judá
Que pode nos ajudar
Mostrar o caminho da verdade
Qualidade não é quantidade
O que é do mundo, é do mundo
O pouco com ele é muito
E o muito sem ele é nada
O bem mais valioso é sua alma.

Nem todo brilhante
É ouro ou diamante
Mas Jeová usa o pequeno para confundir o grande
Tipo nesse instante
Adonai é a única liderança
Faz com ele uma aliança
Limpa o teu nome
Enterra o velho homem
Seja abençoado
Remido e lavado
Pelo sangue do cordeiro
Dele seja um herdeiro
Na terra prometida
Ele é o caminho, a verdade e a vida. ⁠

Inserida por 10uilton

Poemas são como flores

Poemas são como flores
não se deve dar para qualquer um
há sempre um espanto de quem recebe
ou um desespero para quem oferece

Inserida por EvandoCarmo

Fiz milhares de poemas
acredito na boa intenção de quase todos
poucos são anômalos
Alguns são verbos divinos
outros são velhos
muitas mulheres
alguns meninos.
São filhos da inquietação com o ócio
anjos híbridos com demônios
Alguns são desesperos
outros silêncios
apenas um é renúncia.

Inserida por EvandoCarmo

A poesia agoniza

Enquanto poetas sangram as vísceras
a desenvolver cânceres ou úlceras hemorrágicas,
em busca de sentido e de palavras relevantes,
para encontrar o tom ideal pra sua lira,
com intuito nobre de explicar
as injustiças e a estupidez dos homens,
os motivos das guerras santas e carnais.
Tentando expressar da maneira mais justa
a sua agonia, a de viver entre os mortais
tendo ainda que escutar de alguns tolos,
verborragia inútil, sinônimos de dicionários
que com frases desconexas insistem em recitar Homero
dizendo para o mundo ser Bocage...
A poesia agoniza nesta fogueira santa
de eternas vaidades!

Inserida por EvandoCarmo

Para o poeta, a rima é uma possibilidade, não uma necessidade!
Não é poesia aquilo que a rima obriga, por linhas melódicas, mas a soma das duas essências, poeta e poesia.
Evan do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

Ecce homo
A vida sem causa
a poesia sem musíca
o assombro do caos
discussão platônica
Eis o poeta perdido
entre palavras
entre luz e escuridão
entre passado e futuro.
A musa que se perdeu
no tempo, no descuido
do afeto e da língua
no fim de tarde chuvosa.
Ecce homo, no vendaval
de retóricas, entre o mito
e o misticismo da beleza
morta, esquecida no espelho.
Evan do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

"Se tiver música,
vinho e poesia,
com você,
até inferno eu iria.
Uma vez lá,
juntos construiríamos
o nosso próprio paraíso...

Inserida por EvandoCarmo

Que a poesia,
ou outra forma de confissão escrita qualquer
- seja a forma ideal de dizer
aquilo que de outra maneira não diríamos...
Não há comunicação proveitosa no silêncio,
enganam-se os que calam-se
e ainda assim acreditam dizer alguma coisa
que mereça atenção.
Só o verbo pode se transformar em vida...
em carne,
em sangue,
em doce e sal!

Inserida por EvandoCarmo

Vácuo
No vácuo, na falta de som
De luz, de poesia,
No caos da antimatéria
No infinito querer, jaz a ilusão:
Um pensamento morto
Uma discussão, a retórica
A dialética socrático-aristotélica
A coisa em si Kantesca (Kant)
Metafísica antipoética de Pessoa
A natureza viva de Cabral de Melo
O discurso sistemático cartesiano
O enfado amoroso kierkegaardiano
A impossibilidade da “república”
A ineficácia da “política”
O fracasso didático de Foucault
O erro freudiano, o sonho de Jung
O desejo superado de Lacan.
No vácuo, onde outrora estava o saber
Nada habita, sumiu a consciência
Só a falta de ar como indulgência
O temor de perceber que tudo,
Tudo é vácuo, percepção niilista
Representação, angústia Sartreana
Depressão, abismo, Schopenhauer.
O anarquismo, desgoverno, Proudhon
Sem coerção mental, pensamento avulso.
Foge-me a organização de Marx
“As massas” não se unem
Não há revolução… Nem salvação.
Morte à metafísica, lógica sem ação.

Inserida por EvandoCarmo

Além da eternidade
existe a poesia do não existir.
O que há de eterno no mundo
são as contradições
O tempo ignora passivamente
os movimentos do teu corpo
enquanto o teu olhar especulativo
procura as causas e os efeitos
de alma viver exaustivamente
num experimentar contemplativo

Inserida por EvandoCarmo

HÁ POESIA EM QUASE TUDO.

Há poesia em quase tudo,
só não há poesia no beijo
nem no corpo da mulher mal-amada
nem no choro da criança
faminta, abandonada.

Há poesia em quase tudo
só não há poesia na falta de carinho
da mãe pelo filho inesperado.
Há poesia em quase tudo
no encontro dos amantes
proibidos, no afago da língua
sobre a rosa, no breve adeus
do poeta desta vida.

Há poesia em quase tudo
menos na falta de amor
do homem pelo homem
e na falta de fé no amanhã.

Há poesia nos lírios dos campos
quando catam, no pôr do sol
amarelado, há poesia na chuva
de outono, mas falta poesia
na primavera do oriente.

Há poesia em quase tudo
menos na falta de amor
do homem pelo homem
e na falta de fé no amanhã.

Inserida por EvandoCarmo

VOZ DOCE DA POESIA.

Amputaram-me os pés,
amputaram-me as mãos
depois furaram-me os olhos
em seguida amputaram-me a língua
perguntaram-me se ainda sentia dor.

Eu não podia andar, era fato,
nem podia ver, nem apalpar
contudo, meu melhor sentido
ainda permanecia, não se alterara
ainda podia ouvir o som do vento,
e a voz doce da poesia.

Inserida por EvandoCarmo

⁠MEU VIOLÃO
Se meu violão falasse
Certamente diria
Em verso, em prosa em poesia
Coisas secretas de minha alma
Que nem cartola cantaria.
Sobre amores esperados
Nas esquinas da vida
Em noites vazias
De tantos desencontros
Em breves sussurros
Em tristes melodias.
Meu violão canta como eu
desafinado de melancolia
Sonhando o futuro glorioso
Esperançoso de paz e harmonia.
Meu violão, um amigo leal
O mais próximo do peito
Somos assim predestinados à solidão,
Vivemos esta grande ilusão
Que ninguém nos roubará este direito.

Inserida por EvandoCarmo