Poemas de Luto
Enquanto o beijo for verdadeiro,
Quero estar ao seu lado,
Seja na praia, seja na praça,
Num banquete ou mesa pra dois,
Não posso deixar pra depois,
Pois, logo mais pode não ser,
O que havia pode não ser o mesmo,
O passado ficou pra trás,
E o presente é nós quem faz
Boa sorte com seus amores de cada, Estações!
Será que este gostar
E um desgosto de estar
Enquanto bate, arde
Por gostar de você!
Ou e meu ego em desgosto
De sentir o desconforto
De você simplesmente nunca ter me amado?
Apenas me fez acreditar
Mas na verdade foi temporário!
Assim como outros relacionamentos
Foi de momento!
O incrível que sendo seu passatempo
Eu aprendi amar Você.
Agora você atravessa a rua como fez com outras.
Me evitando como se fosse, pouca!
O ruim deste ciclo vicioso
E que você faz sua própria coleção!
Uma hora vai chegar em um momento
Que vai ter tantas !
Em cada lado da esquina
Que ou você enfrenta !
Ou passa no meio da rua
Sem encarar suas decisões
Ou decepções!
Todo mundo é bom em confortar
Mas ninguém que ta no lugar da gente
Todos dizem que a dele foi a pior
Pior mesmo é a dor de quem sente
Você já se perguntou quantas lágrimas podem ser esconder dentro de um sorriso?
Ou quantas dúvidas se ocultam por trás de um olhar….
Por isso compreenda mais, questione menos, seja gentil sempre, porque a gentileza não esconde lágrimas, ela as impede de cair.
Hoje quando me perguntarem…
- o que você vai fazer, hoje?
Responderei…
-Serei gentil!
-E você?
O tempo e abstrato,
Como um rabisco enfim.
A gente sabe onde começa,
Mas não sabe quando chega o fim.
O amor não avisa, chega de supetão e te faz de refém;
Então que além de correspondido, que seja também verdadeiro;
Contudo não ame exageradamente, esteja atento a sua volta, talvez seja como no deserto, o que vê é uma visagem e não percebe a tempestade de areia que te engole.
Funesto inapetente
Ácido que dilacera de cima a baixo Venda que cola em tecido tácito
Ser que se põem em oceano abaixo
Vermelho que se contraí em coagulação
Cores que se distorcem em coalizão
Indivíduo que se dilui em conglomeração
Dor que se refugia em omissão
Falas que se põem em provocação
Arte que se impõem a alienação
Hipocrisia que reina em desinformação
Indivíduo que aos olhos faz-se, indulta
A loucura dilacera a condulta
Dispara, perversiva, como fruta abrasiva
Quando culpa a disputa, invulga
Não fecha a calada da noite
Se abre poente para entrada ardente
Ilumina à ação remanescente
Quando se diz aos olhos ardentes
Oh... Tolo jovem
Olhou para o céu e viu luz onde não existia
Agora vive em meio a toda essa angústia
Enganou-se com uma estrela de mentira
Se encantou da forma mais pura e inocente
Isso lhe viciou e destruiu como qualquer entorpecente
O infeliz resultado, foi provar uma dor que jamais sentira
Recordo-me que seu maior remédio era ser floricultor
Pois ao cultivar suas rosas você se sentia tão bem
Hoje em dia vejo que cultiva apenas dor
Seus sentimentos bonitos cada vez mais sucumbem
Seu jardim já não está tão florido
As suas tão preciosas rosas estão morrendo
Já não tenho visto você sorrindo
Me parece que a cada dia um pedaço de si vem perdendo
Deixe escapar sorrisos que te fazem amar! Todas às vezes, poeme-se! Permita-se ser...
Autêntica poesia.
Infinitamente, poeme-se!
Permita-se, transbordar.
( Adriana Corrêa Benedito)
Em, 15/10/2022
Mais um dia nasceu!
pensamentos voam pela janela
essa casa me conhece,
a flor da terra é respiração
.
Aqui é longe
mas tal real
toda forma de vida
aqui, são agradecidas
.
Em ritmo ordenado,
o sol faz-nos, um convite:
desperta! desperta!
vamos caminhar...
O Viajante iluminado, in hóspede da casa do lago.
De onde vens, oh! nuvens da tarde?
que tristeza é essa em seu olhar?
névoa, seiva e ventos,
para aonde vai as tuas certezas?
é pouco teu sorriso,
é forte o teu cheiro,
a cerviz da vida é dura,
mas o que procuras
tão longes assim?
Aguas de repouso?
alegria do sopro
o que significa essa roupa branca
que se desfez com o vento ?
O viajante iluminado, "conversando com as nuvens".
As mulheres intensas possuem um enigma secreto,
um frisson, um carisma escondido em sua essência
que poucos conseguem enxergar.
Quando você esbarrar em uma, vai saber:
Não é pelos seus belos olhos,
não é pelas curvas capazes de causar nosso mais prazeroso acidente,
nem pelos brilhos que adornam seus cabelos.
A beleza de uma mulher intensa jaz em sua alma.
Não se compara com aquela outra,
Não a igualho com outra pessoa;
pouca altura , ri bastante;
Seus olhar é marcante,
Disfarçando seu semblante,
Que por trás também esconde
Marcas de alguém que chora;
Não fantasia seus medos e problemas,
Os enfrenta de peito aberto;
E mesmo com o coração quebrado,
Não permite que as dores do passado
A impeça de planejar o futuro
Sorrindo no presente.
(...) A vida é muito supervalorizada.
Olhe pra nós...
Nem mesmo conseguimos sobreviver ao amor que criamos...
Me faz perceber quão inútil é nos agarrarmos às coisas,
se sabemos que um dia elas morrerão.
É como tentar segurar uma flor com muita força após retirá-la do solo,
na ingênua tentativa de que, com isso, impeçamos a sua morte.
teu corpo não precisa
ser sempre despido
teu corpo não precisa
ser apreciado
apenas em plena nudez
tua beleza é
um diamante bruto
que é melhor lapidado
por aquele que despe tua alma
te apreciando por completo
nada é concreto
tudo é tijolo
tudo é parte
soma
paredes e pontes
que erguem-se e se desfaz
hoje somos sólidos
amanhã seremos líquidos
e logo gasosos feito pó
somos construções
em constantes demolições
emoções e razões
cimentadas em dissoluções
hoje estamos
logo, fomos
se olhar de perto
vai ver que nada é certo
que nada é absoluto
que somos seres repletos de lutos
das coisas que perdemos
e ainda não sabemos
se chegar mais perto
verá que tudo é frágil
que somos substituíveis
até das coisas que não são visíveis
e só aproveitamos a festa
quando já temos de ir
dentro dela já havia morrido tanta gente
que seu coração virou um cemitério,
e os fantasmas dos amores anteriores vagavam
em todas suas relações
não me sinto desconfortável em estar só.
não me sinto desconfortável chegando numa festa desacompanhado, ou ir a um restaurante e pedir um café, enquanto todos a minha voltadesfrutam da presença de alguém.
não me sinto desconfortável caminhando sozinho no parque numa tarde fria de outono, me sentar num banco de praça ouna areia da praia em pleno verão.
desconfortável eu me sentiria em estar rodeado, e mesmo assim, me sentir só.
assistir uma mulher desabotoar suas inseguranças,
descalçar seus medos e despir suas fragilidades
é o prazer voyeurístico que mais me excita.
