Poemas de Luto
Trilhas do Despertar
Na alvorada, meu caminho se ergue,
Cada aurora uma página, um verbo que aflora.
Não persigas os trilhos que escolhi,
Meu destino vagueia, sem rumo definido.
Não gravarei meus passos na terra,
Sou a brisa que dança, a chuva que não molha.
Em cada partida, sou o desconhecido,
Entre sombras e luz, sou o eco perdido.
Meu caminho é uma melodia sem partitura,
Uma dança sem coreografia, uma aventura.
Não busques razões onde só há mistério,
Sou o verso que flui, o sonho sincero.
Na aurora de cada dia, eu renasço,
Um viajante do tempo, um eterno laço.
Não me prendas ao chão, pois sou o voo,
Em direção ao infinito, sou o próprio eu.
Uma jornada de amor
No pó dos dias, além dos beijos e abraços,
Nas entrelinhas das brincadeiras e brigas,
Sob a vastidão da distância que nos separa,
Descobri um amor que transcende o tempo.
Entre risos e lágrimas, entre idas e vindas,
Cresceu silencioso, como um broto no deserto,
Um sentimento tão puro, tão profundo,
Que me consome e me enlaça em teu mundo.
Foi depois das noites insones e dos dias vazios,
Depois de perder-me em labirintos de saudade,
Que entendi o quanto és essencial em minha vida,
E como tua presença preenche cada parte de mim.
Assim, nesta jornada de descobertas e redenção,
Amar-te tornou-se minha mais doce obsessão,
E a cada instante, a cada batida do coração,
Sinto-me mais próximo de ti, em completa comunhão.
Que sejamos então dois viajantes do destino,
Caminhando juntos nesta estrada de amor sem fim,
Onde cada curva, cada desafio, nos fortalece,
E onde o nosso amor, eterno, jamais perece.
Não era amor
Em sombras veladas, trilhamos caminhos,
Não era amor, eram enganos mesquinhos.
Na teia ardilosa, um jogo de ilusão,
Não era amor, era cilada em ação.
Promessas vazias, como vento a soprar,
Não era amor, era um ardil no ar.
Em laços frouxos, a confiança se desfaz,
Não era amor, era cilada que se faz.
Sob o manto da sedução disfarçada,
Não era amor, era armadilha armada.
Em palavras doces, mentiras tecidas,
Não era amor, era ilusão, eram feridas.
Na dança perigosa, corações na mira,
Não era amor, era a trama que conspira.
Um jogo traiçoeiro, paixão simulada,
Não era amor, era cilada, era farsa encenada.
Assim, no labirinto de enganos traçados,
Não era amor, era o fio dos dias cortados.
Desvendando a miragem, a verdade se revela,
Não era amor, era cilada, uma história que se degela.
Na cidade pequenininha, havia uma casinha
Na casinha tinha uma pequena arvorezinha.
A arvorezinha deixou de ser pequenina
E virou um pé de bananinha.
Devaneio neurodivergente
Quando eu era criança, me imaginava como um cavalo selvagem, galopando livremente pelos campos da existência. O vento, cúmplice silencioso, acariciava minha crina, e meus cascos batiam em compasso com o pulsar da terra.
Naqueles devaneios, eu era mais do que carne e osso; eu era a própria essência da liberdade. Acreditava que, um dia, me desvencilharia das rédeas invisíveis que a vida impõe. Sonhava com a plenitude de correr sem amarras, sem medo, sem olhar para trás.
Mas o tempo, esse sábio implacável, me ensinou que a liberdade não é um galope desenfreado. Ela reside na consciência de nossas próprias limitações, na aceitação das rédeas que nos moldam. O erro, esse fiel companheiro, também tem seu papel: ele nos forja, nos humaniza, nos conduz à sabedoria.
Hoje, olho para trás e me pergunto: será que sou o cavalo selvagem que idealizei? Talvez não. Talvez a verdadeira liberdade esteja na compreensão de que somos todos cavalos, às vezes domados, às vezes indomáveis, mas sempre parte desse vasto campo de possibilidades chamado vida.
Sonho de momento
Quero te dar o infinito.
Se prometer pra mim, que vemos juntos ficar.
Não aguento mais, quero ficar com você...
Que amor bonito.
Vamos comemorar...
Nem que as estrelas não brilhem...
E o sol estremecer...
(Refrão)
Foi um sonho, sonho...
Sonho...
Sonho de momento...
Nem que as estrelas não brilhem. E o sol chamar a lua pra namorar...
Não aguento mais, quero ficar com você.
Que amor bonito!
Vamos comemorar...
Nem que as estrelas não brilhem...
E o céu estremecer...
Foi um sonho de momento...
“Fazer uso da palavra”
expressão carregada de signos
e significados
usar não apenas
– fazer uso –
um verbo seguido do substantivo quase verbal
ação sobre quase-ação
somada ou multiplicada?
Pedir licença à palavra
ou a quem vai escutá-las
estar no comando da fala
ou capitular diante delas
as palavras
vilãs ou heroínas
sagradas ou assassinas
tomadas de empréstimo por alguém
“fazer” necessita de complemento
não existe solto e só
a boca prende as letras
transforma-as em sentidos
apenas para quem as entende
surpresas
borbulham
à língua que se rende
a fazer uso da palavra
outra vez
baila e sente
o movimento
a intenção
o despertar
a ilusão
das pretensiosas mentes.
Nós poetas que temos no coração um milhão de versos e palavras
mas que provavelmente nunca serão faladas ou cantadas
Nós poetas que não sabemos amar pouco e tudo vira motivo de poesia
e sempre que vemos objetos ou pessoas criamos na mente uma nova fantasia
Nós poetas que sofremos com a dificuldade de falar o'que sentimos
acho que é por isso que pouco dormimos
Nós poetas que ao invés de dizer “ah isso aí foi coisa de momento”
nós dizemos “ por você eu nunca senti tão lindo sentimento”
Nós poetas que dedicamos vários versos pra você
mas provavelmente você nunca vai saber
Nós poetas que nos escondemos em livros e poetas
mas nunca sabemos qual é a palavra certa
Eu normalmente escrevo sobre mim e minhas vivências
mas as vezes penso se os outros que escrevem como eu passam pelas mesmas experiências
De qualquer jeito ninguém liga né? São só versos insignificantes
mas às vezes fico me perguntando como são os outros poemas
e algumas outras questões instigantes
Cada vez me questiono mais e represento isso letra por letra
Esse aperto no peito e esse nó na garganta tem me prendido
mas aqui eu não me sinto nem um pouco perdido
Hoje eu não vim falar de dor ou do amor mas vim falar de nós todos
que teremos nossos poemas e rimas enterrados com nossos corpos
Nós poetas que vemos lindas noites estreladas
e fazemos versos sobre nossas atitudes estranhas
e que nunca sequer serão faladas
ela olha seu reflexo na água
e não entende
ela já não entende mais nada
agora ela se vê de frente
vê os pensamentos,segredos,feridas
ela vai mergulhar no lago mas só terá ida
os gritos abafados estão perdidos no mar
a marca do sangue naquele lago
essa é sobre a menina que nunca soube amar
essa falta de amor fez um grande estrago
até hoje eu a procuro
procuro aquele sorriso sincero
e aquele coração que era tão aberto
aquele cheiro do perfume do boticário
mas parece que chegou o seu horário
ela nunca mais foi vista
mas hoje andando na cidade
eu ainda ouço a sua voz
caminho pensando naquela última risada
aquele ultimo sorriso
e o último choro
A menina que queria tudo e que queria nada:
as vezes eu não sei se o problema sou eu
ou eles
normalmente eu
eu acho
a minha cabeça é uma bagunça arrumada
aos olhos alheios parece tudo organizado,
mas se vc abrir as gavetas la no canto,
você vê a verdade
as minhas emoções são instáveis
minhas reações também
minhas relações também
eu nao sei o que sou
o'que quero
quem eu quero
ou por que eu quero
Eu quero tudo.
e não quero nada.
Eu quero todo o amor
toda a beleza
a luxúria
e a riqueza
mas não quero nada de conflitos
nada de repreensões e rigidez
nada de frieza
nada disso
Na minha bagunça organizada tem tudo
eu eu quero que não tenha nada
mas se tiver nada, vai ficar vazio
dando espaço pras brechas de infelicidade que eu mesma crio
esse fungo que é a infelicidade
essa substância mortal que eu gero
é quase um suicidio
estou me matando com esse fungo
logo baratas se juntam ao quarto
e o nada se torna tudo
e outra vez eu torço para que o tudo se torne o nada
Querido vazio, não sei com quem conversar
Então lhe entrego versos com quais posso expressar
A verdade é que sim, machuquei-me com o amor
Mas outro alguém meu coração domou
Se pudesse descrevê-la, não haveria descrição
Até a palavra mais completa, não daria metade de sua perfeição
Até chamá-la de perfeita seria faltar a detalhes
Seu coração puro, transparece sua vaidade
Sua aparência me encanta, seu jeito me traz fervor
Querido vazio, me encontrei com o amor
Um amor que tem me preenchido
Que até em minha solidão, tem acolhido
Sou um simples poeta,
Ela a mais complexa poesia
Nunca fui profeta,
Mas meu amor tornou-se profecia
Olhando para o Sol, aprecio o dia
Olhando para a Lua, aprecio a noite fria
Mas quando a olho, sinto que aproveito a vida
Vida minha, por qual nunca foi vivida
Querido vazio, não sei se essa história dará certo ou errado,
Tudo o que sei é que ando apaixonado
Apaixonado por ela, apaixonado pelo amor
Querido vazio, esse sentimento me tomou.
infinito
Cansei deamar odiar
Se apixonar desprezar
Mas não de rimar
Em um
Infinito finito
Meu ato de desabafo
Bafo sobre o vidro
Ao olhar o horizonte
Talvez o mar, mas
Não consigo deixar de pensar
Em
Infinitos finitos
Poemas
Burraco sem fundo
Algo me atrai
Cai
Buraco sem fundo
Esclamei pro mundo
As paredes sussurram
Vc está acabado!
Me finjo de mudo
O silencio me atrai
Me contrai
Sinto lâmina
Me perfurando
Algo me ilumina
Me distraio
Estamos em maio
Ou abril?
Eu realmente quero sair?
Mas pra onde ir?
Não gosto deste mundo
Mas estou morrendo
Neste burraco sem fundo
Injusto
Mundo injusto
Queria gritar
Mas estava mudo
Som agudo
Som humano
Um ser
Desumano
Mundo justo
Sem humano
Obrigado homem
Por tornar esse mundo
Injusto
MEU LUGAR
Letra e Música: Markos Costa
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer
Até onde a vista levar
Um novo recanto à espera
Nosso dia é infinito lá
Convite pra renascer
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
E o vento tudo toca, espalha o som
É vida que nasce a dois
E quando o sol dormir,
O frio levar
Meu abraço para te aquecer
Teu sussurro irá me dizer:
“Como é bom estar com você”
Combina o verde com o azul do mar
Combina o sol com estrelas, luar
Combina a paz com um violão
Olhares com o toque das mãos
E quando aquela canção tocar
Que encanta e canta
esse nosso perfeito lugar
Eu vou colar em você
Bem juntos, bem
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
Todo amor, meu amor
Tudo pra você
E quando o sol dormir, o frio levar
Meu abraço para te aquecer
Meu amor, todo amor
Vai acontecer
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer.
Composição de Markos Costa (pastor, cantor, compositor, psicanalista, teólogo, poeta).
Ali mora a felicidade
Uma casinha branca
Ou de qualquer outra cor
O importante é que ela diz
aqui se vive na simplicidade
Aqui mora a felicidade
Casinha de campo
Meu reino encantado
Respirar o ar puro
admirar a natureza
faz acalmar o coração
Casinha sem luxo ,
sem modernidade
Mas tudo ali tudo é verdade
O encontro com meus amigos
Plantio prá eternidade
Ali o tempo não voa
Tudo a seu tempo acontece
A tarde corre lentamente
O anoitecer que chega de repente
enchendo o céu de estrelas
Envolvidas em mistérios calientes
Deitado na rede
Olhar perdido na escuridão
O cri cri dos grilos
cortando o silêncio da noite
Juntamente com o som do vento
vem de encontro ao coração
editelima 60
março/ 2024
Quando eu ME AUSENTAR,
NÃO SE PREOCUPEM,
Eu estou à me TRANSFORMAR,
buscando novas estratégias de me ADAPTAR aos dilemas da vida!
#pensamentosdamika
Eu nunca mais falei de amor
Porque falar de amor
É como falar da minha dor
E com pudor
Você ouviria a minha dor?
Quando o medo fala mais alto
Eu tenho medo de amar
Medo de me entregar
Mas com as entranhas
Eu nunca vou deixar de amar
Se eu partir eu direi que voltei
Com o amor mil vezes maior
Pra dividir, distribuir, mas com o peito aberto
Escrevo essa poesia
Porque falar de amor
É tão difícil quando nem isso
É sempre uma poesia romântica
E sim cheia de pudor
Testemunha celestial
Na noite escura, a Lua brilha alta,
Um farol solitário, guardiã do céu.
Ela testemunha segredos e promessas,
Enquanto os amantes se encontram sob seu véu.
Mas a Lua também conhece a tristeza,
Os corações partidos, as lágrimas derramadas.
Ela reflete o ódio, as guerras sem fim,
Enquanto gira silenciosamente pelas madrugadas.
Então, ó Lua, és testemunha de tudo,
Dos extremos da emoção humana.
Teu brilho suave acalma e inspira,
Enquanto danças com as estrelas na vastidão.
Lua, és símbolo de amor e melancolia,
Uma companheira silenciosa na jornada.
Que possamos aprender com tua constância,
A abraçar tanto a luz quanto a escuridão.
