Poemas de Luto
Semanas evidentes.
Hoje, sem forças me encontro
Na esperança de uma aliança.
Ainda que meu erro, minha sentença,
Seja feita de meu ser.
Nessa luta, nesse desespero,
Embora nessa linha, nesse espelho,
Esteja o meu erro,
A ausência do conforto do meu eu.
Na busca de me encontrar, me perco
Na luta de te esquecer, lhe encontro
É como se eu soubesse a resposta de tudo
Mas de nada me servisse a própria.
Como de nada, antes, me ocorresse
Algo que sei que jamais cogitaria
Tudo como um fruto de minha mente
Que fantasiada se ascendia.
Entre olhares que guardamos na memória,
E palavras que guardamos no silêncio,
Onde foi que nos perdemos?
E, nessa angústia, me derramo.
Procuro no mar às lágrimas
Um pouco de que me caiu do resto, a alma.
Já o tempo, esse estranho cúmplice,
Me leva as mágoas, e embeleza as dores
Mas nunca devolve o que já foi,
Pois não há como voltar em algo que nunca de fato existiu.
E amanhã, acordo-me
E recordo-me
Nesse erro, essa luta,
Como sempre, pois aos mares não há como se apressar
Como nunca, pois de fato apenas tenho a lidar, não sonhar.
Meu amor
Seja tu o meu salvador
Beije-me com teu calor
Proteja-me do rancor
Ame com intensidade
Se aprofunde em minha verdade
Quero que de mim, você faça parte
Eu sou seu último pedaço de liberdade
Se apodere de tudo o que eu chamo de meu
Faça parte do meu novo eu
Tome para você o que jamais me pertenceu
Enalteça tudo aquilo que se perdeu
Me invada por dentro
Seja meu unguento
Não me traga arrependimentos
Você é o meu sentimento
Me coma
Me invada
Se aprecie
Se sacie
Me faça teu último ato de pecado
Por mim, você jamais será largado
Teu Sorriso é O Céu
Eu te vi chegar como quem não quer ficar
Baixinha, pretinha, mas com força pra impactar
Teu sorriso é fogo, queima sem avisar
E nele eu vejo Deus, mas também sinto pesar
Teu sorriso é tempestade, vai e vem, sem direção
Cada vez que te olho, perco chão, perco razão
Teu olhar me desafia, teu silêncio grita mais
E o que resta em mim é só vontade de paz
Cada riso teu é metade do que não entendo
Teu silêncio é arma, teu mistério é veneno
Mas sigo, tropeço, e volto a levantar
Porque há algo em ti que me faz continuar
Teu sorriso é tempestade, vai e vem, sem direção
Teu sorriso é tempestade, vai e vem, sem direção
Cada vez que te olho, perco chão, perco razão
Teu olhar me desafia, teu silêncio grita mais
E o que resta em mim é só vontade de paz
És contradição, entre luz e escuridão
No teu sorriso encontro o caos e a redenção
Sou refém desse jogo, dessa dança sem fim
Mas ao final do dia, ainda volto pra ti
Teu sorriso é tempestade, vai e vem, sem direção
Cada vez que te olho, perco chão, perco razão
Teu olhar me desafia, teu silêncio grita mais
E o que resta em mim é só vontade de paz
Entrega de Vida
Estudo não é só para o sentir,
É para quando o vazio se instala e insiste em ficar.
Ser fiel é saber onde se está,
Mesmo quando o coração não quer reagir.
Como no altar de um casamento,
O amor não é apenas calor ou emoção,
Mas entrega consciente, entendimento,
É a mente que guia o passo da ação.
Cristo não sentiu prazer na cruz,
Sua dor foi imensa, mas Ele sabia,
Que amor não é impulso que reluz,
É decisão, é verdade, é sabedoria.
Amar é mais que emoção que se desfaz,
É decisão de caminhar na fé,
Mesmo quando a alma busca paz,
E os sentimentos oscilam, como maré.
É num discernimento profundo,
Que nos encontramos e nos vemos,
Nasce a decisão, passo a passo,
E em cada escolha, nos entendemos.
Amor é saber o lugar de estar,
Mesmo que o coração grite o contrário,
É escolher, confiar, e se entregar,
Viver o amor como algo diário.
Por isso estudamos a fé e a verdade,
Para que o coração siga a razão,
E no silêncio das tempestades,
Cresça a força da nossa união.
Terceira pessoa
A noite escura recai
As estrelas iluminam as praças
E a boemia perfuma as ruas
Todos largados e abandonados
Mas não destoante da história
Escondida no declínio da saudade
vejo uma luz
Entre as garrafas de vinho que comigo compadecem
Vejo pessoas indo e vindo
Entradas e saídas
De grandes amores que nunca conhecerei
Conjuro versos feridos por ausência de amor
Com razão, prazer e saber
Procrastino
Reflito
Deixo o tempo passar
Vasculho lembranças do passado
Por tênue
Por iluminada
Por filosofia que sou
Entre amores e ressacas
Reergui-me
Nada sei
Nada perdi
Onde vou
Ou como sou
A noite é relativa nesses confins
Lá fora
Choram corações
Sofrem e mendigam amor
Eu não estou mais lá
Longínqua eu os observo
Apenas os observo.
Eu te odeio, te amo
Eu te odeio tanto que mordo a língua,
Fecho os olhos para não te ver passar.
Cada vez que você se aproxima,
É como se o mundo desabasse, sem avisar.
Te odeio ao ponto de desejar teu esquecimento,
Que teu nome seja vento,
Que teu rosto se torne névoa,
Mas fugir desse tormento é puro intento.
Te odeio por me obrigar a mentir,
A esconder o que grita dentro de mim.
Te odeio por me fazer te amar,
E depois, sem aviso, me deixar no fim.
Te odeio porque te amo mais do que posso,
Porque, em silêncio, carrego esse fardo profundo.
Você me deu asas e, depois, me jogou no poço,
E eu me odeio por ainda te querer no meu mundo.
Dez meses se passaram, e aqui estou,
Prisioneiro de lembranças que não me deixam partir.
Você me vê como amigo, e eu me perco,
Pois ser apenas isso, eu nunca vou conseguir.
Eu odeio teus olhos castanhos brilhantes,
Teu sorriso que ilumina e desarma,
Teu cabelo, que é um mar de seda,
E me odeio por te amar com tanta lama.
Te odeio por não conseguir seguir adiante,
E me odeio por te amar com tanta ferocidade.
Te odeio por te manter num pedestal,
Mesmo agora, penso em ti, de modo irracional.
Me prendi em minha própria loucura por ti,
De onde não consigo me libertar, nem se quisesse.
Te odeio e te amo em cada verso,
Sou cativo do teu riso e do teu olhar.
Nessa confusão, me perco, me disperso,
Sabendo que nunca vou deixar de te amar.
"Saudade Que Fere"
Tá difícil esquecer,
Tirar você de mim,
Nos meus olhos posso ver
Seu adeus doendo assim.
Esse amor que me feriu,
Sem prometer machucar,
Deixou um vazio frio,
Que não sei como apagar.
Cada lembrança que invade,
Traz o seu riso em vão,
E essa saudade arde
No peito, feito prisão.
Lágrimas descem sozinhas,
No silêncio a soluçar,
E o adeus que me avinha,
Continua a me sangrar.
Eu não sabia, confesso,
Que um amor assim doía,
Agora em versos eu peço,
Que volte a minha alegria.
MEU OLHAR
O meu olhar é da noite
d'uma alma vazia e triste.
Mas, mesmo sem cor,
será que amor nela existe?
Perguntei a mim mesmo:
Por que sofres tanta dor?
Por que sofres a solidão
se não conheces o amor?
A minh'alma quis falar,
meu coração quis responder:
O meu olhar é de saudade.
O amor: Sei lá do quê!
𝗔 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗲𝗱𝗶𝗱𝗮
Quando eu falecer,
Quando eu tiver de morrer,
Não me deixem ao apodrecer,
Me deixem ao amanhecer.
Não me façam velório,
Pois não irei ver,
E nem conversar,
Com os que querem me visitar.
Não me tragam flores,
Não me façam funeral,
Para não derramar as lágrimas dos que me queriam bem,
E não tirar o sorriso dos que me queriam mal.
Não me façam lápides,
Nem túmulos,
Pois não demonstram,
Se importar quando estive nesse mundo.
Quantos corações poetas vivem apreendidos em corpos racionais?
Quantas mentes racionais mataram corações poetas?
Quanto de um poeta vive na razão de uma mente?
Quanta razão existe no coração de um poeta apreendido?
Quantos poetas libertos existem sem uma razão?
Quanta razão há em ter razão e viver sem poesia?
Quanta poesia morta ainda vive em seu coração?
Um/Uma
Um Simples Gesto
Um Café da Manha
Uma risada sincera
Uma aventura na praia
Uma família à espera
Um jogo qualquer
Um almoço corrido
Uma noite de jogos
Uma surpresa agradável
Uma virada com fogos
Um abraço apertado
Um conselho gentil
Uma viagem inesperada
Uma sessão de cinema
Uma bela morada
Um rapaz tímido
Um paizão incrível
Uma pequena linda
Uma mãe perfeita
Uma família unida
A Girafa
Olhando para o horizonte
O tempo passa, muda a estação
Enxerga folha, arvore, bicho e chuva
Nada escapa sua visão
Alcançando tudo e todos
Com olhar sempre gentil
Observa as coisas boas
E até o amor que partiu
Defensora de si mesma
Sem atacar ninguém
Não precisa de presas e garras
Sua força vai muito além
Já não se incomoda mais
A não ser com sua família
Não se incomoda mais
A não ser com sua cria
Indo sempre adiante
Nada pode te deter
A Girafa sabe o que fazer
Num segundo a Vida se vai
Num passo tudo vira lembrança
Num Gesto o amor vira dor
O sorriso vira saudade
E o sentimento banalidade
Num segundo seus olhos já não estão mais sobre os meus
Suas mãos já não tateiam mais meu rosto
E sua ausência traz um vazio enorme dentro de mim
Ah, que Saudade.
Eu queria que durasse para sempre
Mas um dia a gente aprende
Que o que é para sempre são as memórias
De momentos únicos em que vivemos,
Enquanto vamos escrevendo nossa história
A vida não é o corpo respirando
Não é a alma habitando
A vida é o que fazemos e o que somos
Enquanto o corpo respira e a alma habita
Muitos morrem e continuam vivos
Outros vivem como se nunca tivessem morrido.
O mais difícil dos perdões é aquele que temos que dar a nós mesmos.
É imperdoável deixar que nossos medos nos tranquem o coração.
Errar faz parte do aprendizado.
Que o erro vire lição,
E que a gente aprenda a recomeçar.
É tempo de tomar atitudes que nos transformem de verdade por dentro.
Felicidade não pula janela: temos que abrir as portas para ela entrar.
Estou Aterrorizado:
Quebrado, como um brinquedo sem roda,
Como um navio à deriva, sem velas,
Sou como um pássaro com asas partidas,
Incapaz de alçar voo, preso ao chão.
Não sei quando me quebrei,
Mas sinto a ausência de uma peça,
Uma rachadura que conheço tão bem,
Como a tartaruga sabe o caminho
De volta à praia que a viu nascer.
Sei onde dói, onde está o rompimento,
Mas não possuo as ferramentas, nem a habilidade,
Para devolver o que se partiu em mim.
Como reparar um coração ferido?
Sinto o frio tomando meus ossos,
Congelando minhas veias,
A cada dia mais gelado,
Distante do calor que me falta.
Como ser quente, se o que me machucou
Agora me causa medo?
Meu coração dispara,
Meu estômago se revira,
E a doença do medo me envolve.
Sei onde está a dor,
Mas temo a cura,
Pois receio que, ao sanar,
Outro alguém virá,
E a ferida será ainda mais profunda.
Estou aterrorizado.
Ouso querer
Quero me amar o suficiente para não me permitir viver ilegitimemente
Quero viver o suficiente para ter tempo de existir tão somente
Quero viajar, desbravar e conhecer os lugares mais escondidos em mim
Quero cultivar, quero florescer, quero frutificar para além de mim
Deus, dá-me ousadia para me esvaziar, sem deixar escapar a obra que já fizeste em mim
Deus, busco encontrar-me serva apenas de Ti para que eu possa ser livre enfim
Permita-se
Ser feliz é difícil
Gera incômodo
Pesa em que não é leve
Mas permita-se mesmo assim.
Seja feliz por hoje
Ser feliz pelo ontem
Serás feliz amanhã
Felicidade deveria ser;
Cotidianamente;
Conjugada.
Fique leve,
Seja leve,
Leve o que é leve
O que não é releve.
Pensa, isso
Repensa no seu destino
Planeje a jornada
Viva cada passo
Celebre cada caminhada
Permita-se.
Permitir é verbo,
Conjugue-o
E então serás leve,
Se,
Permita-se
Ser,
Feliz.
se eu te amaria?
Se você não existisse, eu ainda te amaria
Se a tua existência nunca tivesse tido se manifestado neste mundo repleto de outras almas
Talvez o amor que eu sinta por ti agora , residisse em uma potencialidade
Uma estatística
Amor não é reação , ou apenas físico , mas tem essência
Mesmo que você não estivesse presente aqui , meu amor residiria em outros universos
Outras realidades
E também na realidade aonde você não estás
Eu amo a ti , não pelo o que você é no físico e mental , mas a ideia e conceito de sua representação
Meu amor , isso não é idiota
O que eu sentiria talvez não fosse complexo e real
Mas a sensação do que poderia ser , a ideia do amor em si por você ainda existiria
Então sim , eu te amo mesmo se você não existir
A DESCOBERTA
Dia sereno, limpo, cheio.
O dia hoje está sempre hoje.
O amanhã chegará mais rápido, voa!
A atitude certa para receber o amanhã
É amar, sorrir, compreender.
Viva o hoje, pois, amanhã, o hoje será eterno.
Viva o hoje como se o amanhã fosse chegar hoje!
Despertai!
Lutai!
Renascei!
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