Poemas de Luto
Caminhar do amor
No caminhar do amor
Um dia colho boldo no outro flor
Dádiva é amar sem medo ou temor
Te dou o benefício da dúvida:
Vale a pena todo rancor ?
E perder todo benefício e esplendor do amor
Olhar o céu
E ver que preso em seus olhos já virei um réu
Na justiça de seus lábios doces como mel
Jamais me libertarei de sua verdade cruel
Seu desfile em minha mente
Me trás a tona um passado recente
Que você me olhava com um olhar tão doce e inocente
Nem pensaria
Que tu me deixarias novamente
Todos a nossa volta
E Eu te tocando sem revolta
Sua companhia
problemas esquecidos
Seu toque com sentimentos não resolvidos
Tudo para
Você repara ?
Um sentimento tão grande que nunca acaba
E novamente
Meu amor por você, maior e mais fatal que você possa entender
No crepúsculo de incertezas, coração agitado,
Me pego questionando gestos, sorrisos, apaixonado.
Seu olhar, antes intenso, agora me deixa confuso,
Beijos que, outrora, eram meu mundo, hoje um abuso.Músicas dedicadas, declarações de amor no ar,
"Eu te amo" repetido, será real o amar?
Inseguro, mesmo quando prometeu não partir,
Me perco nas dúvidas, vejo nosso amor fugir.Na trama dessa incerteza, me vejo perdido.
Duvidei de mim mesmo, e agora estou ferido.
Perdi-te para minhas próprias sombras, saiba,
Meu amor adolescente, a dúvida foi a faísca.
"Desisto de nós.
Desisto de aguardar ansiosamente por suas mensagens todos os dias.
Desisto de permitir que você ocupe meus pensamentos a cada momento, e de reviver todas as coisas que você costumava me dizer que adorava.
Desisto de relembrar o som da sua voz chamando-me de amor.
Desisto de rememorar o delicioso banquete do seu beijo e do toque que outrora incendiava minha alma.
Desisto de guardar nossas lembranças no recôndito do meu coração, e de derramar lágrimas toda vez que me vem à mente seus olhos doces e seu sorriso deslumbrante.
Desisto completamente de você e de tudo o que um dia compartilhamos juntos.
Desisto de amar você à distância e de me torturar diariamente para resistir à tentação de ir atrás de você.
Desisto de nutrir a esperança de que um dia você retornará para mim.
Por fim, desisto de tudo!"
Amor...
O amor é,
A consequência da solidão,
A falta de alguém,
Que nós necessitamos.
Mas o excesso do amor,
Machuca de forma extrema,
A dor causada pelo amor,
É pior que uma facada.
É pior que uma facada.
O amor é,
Tentativa de amar,
Amar algo,
Ou ser amado.
Então o amor é um remédio,
Um remédio que cura a solidão,
Mas tudo possui uma consequência,
E sua consequência é a dor.
Mulher Você é
A mulher,
Tem sua impressão digital,
No teu ser,
Em tudo que é real,
Em seu desenho,
Formado,
Detalhado e moldado.
Essa mulher,
Que é unicamente,
A vida e o amor
Sorridente,
No seu tempo presente,
E nada inválida,
Quem é você nessa vida,
De fé amor paz
E esperança contida,
Você é,
Um diferencial,
Nesse mundo casual,
De sonhos e desejos,
Tão reais,
Que são momentos,
Sem iguais.
Essa mulher,
Que nos dá orientações,
No ritmo de nossas canções.
Essa mulher,
Que tem a sua finalidade,
De viver a vida,
Em meio a realidade.
Mulher,
Que é identificada,
No poema e na poesia,
No seu tempo de chegada,
De harmonia que contagia,
Mulher,
Você é o resultado,
De um coração Apaixonado,
Nesse universo ligado,
De versos almejados.
Você é a mulher,
Que deixa marca
Do seu legado,
Nesse dia todo seu
De um céu Iluminado.
Mulher,
Você é a entrada,
E a saída de uma vida
Sem despedida.
Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷
Um ser especial
A mulher,
É um ser especial,
De maneira sobrenatural,
Natural,
Intensamente pura e real,
Sua presença,
Não pode passar,
Despercebida,
É preciso que ela,
Seja traduzida,
Com o seu meio de vida.
Ela é a poesia,
O poema e o versar,
Do meu dia,
Com o seu modo de ser
E de fazer acontecer,
Ela é sublime,
Não há subestime,
A maneira com que se comporta,
Com tudo o que importa,
Ela é a portadora da amizade,
De uma vida que deixa saudade,
Nessa sua história de vida,
De propósito e realidade,
Passa a viver com maturidade.
Ela veio ao mundo,
Ciente de sua trajetória,
Em seu momento de luta
E glória.
Ela veio experimentar,
A vida no teu ser,
Ela atua e continua,
Ser serena e segura
No seu mover,
Em sua existência,
Em sua vivência,
Existe um universo
De carência,
Com o resultado de sua essência.
Essa mulher,
Que vive a se posicionar,
Com a vida no olhar,
No seu destino de continuar,
Nesse tempo de esperar,
E sonhar.
Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷
O caminhão da lágrima, longo e sinuoso,
Entre as raízes, até o tocar do rosto, ansioso.
Nessa jornada, ele se torna um rio encantado,
Levando consigo pensamentos, antes fracos, ao passado.
Ganhos de dor caem, como folhas no tempo,
Na estação da solidão, num inverno sem alento.
Tudo parece seco no meu interior inerte,
Mas faz-me pensar que logo o caminho da lágrima se perde.
Em cada gota derramada, um eco profundo,
Dos sentimentos mais íntimos, do mundo.
E na jornada desse caminhão, uma esperança se insinua,
De que a chuva das lágrimas, um dia, trará a vida nua.
O sangue do pintor, tinta nos quadros a fluir,
Do poeta, versos encantados a reluzir.
O cantor, alma em canções que desafiam o tempo,
O ator, entrega em cada cena, em todo momento.
Para o caminhoneiro, cada quilômetro rodado,
Ao boiadeiro, cada gado passado.
E para mim, mero pensador, a cada mensagem concebida,
Que se forma em pensamentos, numa jornada colorida.
Assim como cada profissão tem sua arte,
Cada gesto, cada esforço, em nós se parte.
Somos todos artistas, em nossa própria maneira,
Expressando a essência da vida, a verdadeira riquezapassageira.
"À Deriva"
À deriva em um mar sem fim,
Sem rumo, sem destino, assim,
Um ser perdido, sem saber o que quer,
Buscando algo que nem pode descrever.
Caminha sem rumo pela estrada da vida,
Sem encontrar a paz tão desejada, querida.
Como folha ao vento, vai sendo levado,
Sem saber para onde está sendo guiado.
Na imensidão do universo, vagueia sem direção,
Procurando respostas, buscando a razão.
Mas o que procura, ele mesmo não sabe,
Um vazio profundo em sua alma invade.
À deriva, perdido em seu próprio ser,
Sem compreender o que o faz sofrer.
Tateando na escuridão da incerteza,
Em busca de uma luz, de uma clareza.
Quem és tu, alma errante e confusa?
O que buscas nessa jornada obtusa?
Que rumo tomarás, que caminho seguirás?
À deriva, quem és, só tu sabrás.
Pior velhice
Sou velha e triste. Nunca o alvorecer
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da Vida, ando a morrer!
A Vida, que ao nascer, enfeita e touca
De alvas rosas a fronte da mulher,
Na minha fronte mística de louca
Martírios só poisou a emurchecer!
E dizem que sou nova... A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!
Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova... outrora...
No crepúsculo suave, Victoria surge,
Entre estrelas douradas, seu nome se insurge.
Um sorriso que dança como raios de lua,
Seus olhos, faróis que minha alma flutua.
Victoria, a musa em noites de encanto,
Seu toque, poesia, como um doce canto.
No jardim do coração, suas pétalas florescem,
Um amor que no peito, eternamente enobrece.
Seus passos, suaves como brisas noturnas,
Despertam desejos, como canções taciturnas.
No palco do amor, Victoria é a estrela,
Cintilando na noite, como promessa bela.
Oh, Victoria, em teu nome a melodia se entrelaça,
Como uma canção de amor que o coração abraça.
Nas linhas deste poema, tua essência floresce,
Victoria, em meu ser, eternamente merece.
Na dança do tempo, o pensamento vagueia,
Entre sombras de dúvida, a mente semeia.
Questões que flutuam, como folhas ao vento,
No jardim da existência, busca o entendimento.
A
Oh, efêmero mistério, que é viver,
No palco do cosmos, a dança a reviver.
Entre paradoxos, a mente se expande,
Buscando na essência o que o tempo comanda.
Em cada escolha, um destino se entrelaça,
No tecer da razão, a mente abraça.
Filosofia, guia na jornada incerta,
Do pensamento humano, a eterna descoberta.
Orgulho de ser Curitiba
Orgulho de ser,
Curitiba,
Um ser Cheia de beleza,
Uma cidade cheia de riqueza,
Por ser um ser total,
Eis a nossa capital,
Uma cidade marcada,
Pelo tempo presente,
Do nascer da alvorada,
Nesse mundo existente,
Na sua forma de ser,
De sonhar e de viver.
Uma cidade quase completa,
Nesse seu dia que manifesta,
Na poesia do poeta,
No seu poema que resta,
Nesse tempo de festa.
Por tudo o que conquistou,
Nesse meio que passou,
Curitiba cidade luz
Que o tempo iluminou.
Curitiba,
De um dia que virou
História virou poesia.
Nostalgia de sua glória.
Curitiba,
A eterna Cidade de nossa memória,
Que todo ano conta a sua trajetória,
Nesse tempo de luta e de vida notória.
Curitiba,
Eu te vejo eu te Amo,
Te desejo vida nesse oceano,
Em meios aos teus planos,
De cada estação do ano,
Do seu ser soberano.
Curitiba,
Realizada e valorizada
No caminho de nossa Jornada.
Nessa conexão,
De ligação,
Você Curitiba,
Mora eternamente,
No meu coração ❤️.
Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷
Parabéns Curitiba!
Não posso pedir para que Deus faça justiça, pois caso ele me ouça o primeiro a estar perdido sou eu.
Então peço misericórdia, por mim e pelos outros.
Ref. Romanos 7: 14-25
Renato Mendes Urso
Ecos da Renascença
Nas telas do passado, a história é pintada,
Com cores que o tempo já desbotou.
Artistas da Renascença, mãos abençoadas,
Em cada pincelada, a alma chorou.
Da Mona Lisa, o sorriso enigmático,
Esconde segredos de um coração solitário.
O olhar de São Jerônimo, tão estático,
Reflete a penitência, o fardo diário.
O nascimento de Vênus, tão sereno,
Mas por trás da beleza, o mar revolto.
A melancolia do céu, o destino ameno,
Na tela, o paraíso, mas o mundo, um insulto.
Michelangelo, com o teto a adornar,
Deus e homem, a centímetros de um toque.
Mas entre eles, um abismo a separar,
A criação divina, e o mortal, em choque.
Rafael e seus anjos, de faces doces,
Mas até no Éden, a tristeza se infiltra.
Pois sabem que o fim dos dias se aproxima,
E o juízo final, a todos, desencanta.
Da Renascença, o legado eterno,
Mas até na arte, a dor se faz presente.
Pois cada obra-prima, um lamento interno,
De um artista que ao mundo, se sente ausente.
"A minha Epifania"
Na trilha da vida, aprendi faz tempo,
Que a felicidade está em cada momento,
Não em festas, nem em comemorações,
Mas nos dias simples, sem pretensões.
Nos dias banais, no sol a brilhar,
E até na chuva que vem nos molhar,
Ela se esconde, nos surpreende,
Na simplicidade, sempre se estende.
A felicidade é um caminho sinuoso,
Com curvas, montanhas, desafios formosos,
É um estado de alma, de contentamento,
Colecionando instantes, em cada momento.
Uns são felizes com pouco, é verdade,
Outros com menos, longe da vaidade,
Mas há quem busque no frívolo e ilusório,
Na ostentação, no ego, no transitório.
Meus momentos felizes, guardo com afeto,
Lugares singelos, com o amor repleto,
Com pessoas queridas, sentimentos puros,
Emoções sinceras, sem artifícios obscuros.
Por isso, não busco a felicidade distante,
Nos dias marcados, na ilusão constante,
Mas em cada dia, em cada passo dado,
Na simplicidade da vida, no presente abençoado.
Caminho pelo jardim, olhando o céu,
As árvores balançam, em suave véu,
Sinto a natureza, em harmonia e calma,
Nesse momento simples, encontro minha alma.
Pequeno Pessoa com TDAH
Pequeno ser, inquieto e ágil, Teus pensamentos dançam como folhas ao vento. TDAH, um acrônimo que te envolve, Mas não te define por completo.
Teus olhos, curiosos e famintos, Exploram o mundo com sede de maravilhas. Cada detalhe, um convite à descoberta, Cada som, uma sinfonia de possibilidades.
Tuas mãos, inquietas e criativas, Traçam caminhos invisíveis no ar. O tempo, um conceito fugaz, Como as borboletas que voam em tua mente.
Pequeno viajante das estrelas, Teus pés mal tocam o chão. Aqui e ali, saltitas entre ideias, Como um cometa errante em busca de constelações.
Não te culpes pelas distrações, Pois nelas reside tua força. O TDAH, um turbilhão de sinapses, Uma dança de neurônios em festa.
E quando a quietude se faz necessária, Fecha os olhos e escuta o silêncio. Lá, entre os suspiros e os sonhos, Encontrarás a poesia que te habita.
Pequeno Pessoa com TDAH, Tu és um verso em movimento, Uma estrela cadente no céu da existência, E tua jornada é um poema em constante evolução.
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