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Poemas de Luto

Cerca de 61452 poemas de Luto

⁠Paraíso contente

Desejo o que
Ser alguém que sou
Não ser ninguém
Existe na verdade excesso
Na tentativa de ser autêntico

Atrás de uma parede de pixels
Um indivíduo
Se contorce por palavras
Palavras mentirosas
Escondendo ao hipócrita

Não sei o que quero
Mas deduzo
São todos iguais
Querem com facilidade
A partícula do átomo

O simples vazio
Deixando sem respostas
Desculpas sem sentindo
Só diga a verdade
Com dever da sinceridade

Distúrbio da positividade
A grande expectativa da esperança
Corrói até debater na angústia do vácuo
Aguentando o cansaço
Íntimo do fracasso

A solução é o nada
Vou seguindo ao oposto
Navegando no caminho
Construindo a negatividade

Inserida por tiago_jenuino

⁠Nos trilhos
Um que com a minha
Ao seu lado
Cem, dez vias
É um constante
Descarrilhar

Inserida por RodrigoSuave


A leitura me dá asas quando a realidade me prende, me joga numa gaiola e me dá de comer um alpiste barato. E dessas asas as penas são a poesia e do canto alegre é criado a fantasia. Não vou romantizá-la, mas é ela que me romantiza. E assim sigo agradecendo por cada miníma linha.

- Sukays (@2golesemsaturno ​ )

Inserida por Iris_dias

⁠Tu pensas conhecer uma história de uma lenda e de um Rei, mas apenas sabes como ela acaba. Para chegares ao coração da história, precisas voltar ao começo.
Como humanista, eu tenho aversão à paz, poesia e aventura.
É muito mais difícil ter tudo do que não ter nada na vida.
Nós perdemos nossa juventude mas alcançamos a sabedoria e nos tornamos numa lenda.
De todas as perdas, o tempo é a mais irrecuperável, pois isso nunca pode ser resgatado.
Eu adoro a noite. Ela me faz pensar sobre a noite rebelde e aventureira.
Alguns acham que deveríamos ir para o céu em colchões de pena com taças da realeza cheias de vinho.

Inserida por richard_felix

⁠Acendo um cigarro e o trago...
E trago também a paz artificial
não merecida, mas no mínimo se fez
necessária para manter a ordem
do meu ser, da minha cabeça e
do meu corpo trêmulo.

Inserida por Sneider

Cada uma das pessoas deste mundo
É um verso, de uma estrofe
Das muitas ⁠que compõem ...
A eloquente poesia
A que chamamos de vida

⁠Viva e contemple a miséria
Viva e prove da dor
Sucumba ao desespero
Sinta a fome doer
Sinta o desprazer de está vivo

Se beneficie de promessas
E limite sua existência
Torne-a insignificante
Para almeja o paraíso que tanto prometem

Comtemple quase que imutavelmente
Seu desejo pela morte
E desista graças ao medo.

Inserida por HenriqueSamael

⁠PAVOR

Me apavora pensar
Nas dores que ainda posso sentir
A cada passo de um pseudo-amanhã
O segundo que escondido aguarda

Me atormenta pensar
No ar que me pode faltar
Ao tatear no escuro do possível talvez
O segredo futuro que no silêncio revela

Se nada existe
Visto que o agora já passou
O que serei, sou, já fui
Neste abismo de mim mesmo?

Inserida por autopalavra

⁠A vida e a morte

Na morte o corpo na terra adormece
E a alma flutua no céu celeste
Ascentada no trono junto de Deus
A alma também se aquece
No coração de quem a alma não esquece

A vida se continua no todo e sempre
Para aqueles que a saudade sentem
E também para aqueles que partem
Somente em diferente aspecto
Porque um o invólucro perde...

Daí a vida e a morte, diferença se apresenta
Porque enquanto um num corpo se assenta
Se diz que vive no corpo vivente
E sem um corpo se morre ausente.
Aí que, se a vida pode ser um sopro
E a morte ser a eternidade...
Então é na morte que se vive de verdade?

Inserida por marialu_t_snishimura

⁠OBLITERAÇÃO

As músicas aliviam a dor!
Causada por essa confusão
Fogo, morte e Destruição
Chega ao fim de uma nação.

Inserida por samuelthorn

⁠OBLITERAÇÃO

Durante o dia não se ver o Sol.
Imensa fumaça trouxe a escuridão.
Todos estão com máscaras no rosto.
O oxigênio diminuiu pela poluição..

Inserida por samuelthorn

⁠OBLITERAÇÃO

Não existe a liberdade de antes.
Todos presos pela própria ambição.
Infelizmente não existe mas volta.
Estamos fadados a destruição.

Inserida por samuelthorn

⁠pouso a mão exausta
na circunscrição do objecto
demorado no meu tempo
chamo-lhe qualquer coisa
circunciso-lhe a consistência
porque não há segredos
no universo exacto
a memória não é exacta
os pés da terra são
terríveis hastes moles
árvore que se dança
é tudo quanto basta.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "a mão exacta")

Inserida por PoesiaPRM

⁠multiplicam-se sombras
ténue pestilência
sigilo absoluto
infestam mudas
o chão
a parede
o tecto
e a alma
à luz da noite
brotam
impetuosas
precipitando a diáspora
do corpo humano.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "infestação")

Inserida por PoesiaPRM

⁠no silêncio metamórfico das rochas
irrompendo do solo como um trovão
o tímido ladrar canino da alcateia
constitui o único vestígio humano
abandono absoluto no tempo presente.
homens íngremes de outrora ergueram
na imponente altura dos mistérios
cruzes dispersas como faróis acesos
liturgia imóvel dos mil cataventos
apontando ao destino o seu caminho.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "aldeia dos cães")

Inserida por PoesiaPRM

⁠de que vale o consolo humano da lágrima
trespassando a carne viva do coração
se são os meus horrendos e gigantes pés
ágeis pincéis que sangram no céu escarlate?

(Pedro Rodrigues de Menezes, "inutilidade da lágrima")

Inserida por PoesiaPRM

⁠nunca o meu corpo abstracto
na sua infinita aritmética
encontrou a geometria da mão
que o elevasse ao quadrado
multiplicador da sua raiz.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "obtusidade no corpo")

Inserida por PoesiaPRM

⁠o parco roçagar da frondosa giesta
acesa pelo vento como um chicote
acelera em mim a lúcida consciência
de que as árvores, procurando o solo,
regressam ao útero que as gerou
por isso também eu caminho pleno
um homem plano sobre outro plano
uma luz, um astro cego, um abismo
desenhando um círculo com palavras
no misterioso alfabeto da criação
vou enchendo a boca de terra
vou abraçando a morte iminente
porque tudo em mim é imediato
o grito, o eco e o súbito silêncio.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "cabo de gata")

Inserida por PoesiaPRM

⁠uma crisálida indecifrável
que respirasse
na perpendicularidade
das minhas pálpebras
como uma força
vibrante e extraordinária
a desenhar as novas veias
fartas e cálidas
do dogma
filosofia ou religião
paradoxais
um paradoxo forte
imbatível e irrefutável
que fizesse esvoaçar
a inércia do verão
que é na memória póstuma
dos outros
o solstício
permanentemente sombrio
uma silhueta contendo
os risos verdes
lá atrás
onde os braços descansam
nus
no imponente esquecimento
do mundo.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "crisálida indecifrável")

Inserida por PoesiaPRM

⁠monja de salto-agulha
encontra o teu destino
imola-te na laça poeira
do celeste e laço doce
uno absorvente e único
das infinitas cadências
porque virão galáxias
e cometas invisíveis
velar a mulher densa
untada do encarnado
quente e magmático
resplandecente corpo
onde a mulher morta
dá lugar ao vaticínio
há mil anos escrito
no sangue e no fogo
o universo ressurge
enquanto a deusa nasce
da kundalínica nébula
que os povos adorarão.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "monja de salto-agulha")

Poema dedicado a Sheila

Inserida por PoesiaPRM