Poemas de Luto
Que siempre tienen más de lo que necesita tener, no sabe lo que está trayendo de vuelta el amor perdido!
Almany Sol
Poéticas pinturas
Sílabas em abstração vivem no poeta em átimos de tempo
Visão num espectro de frequências luminosas da luz
Há muito mais que isso:
O ultravioleta, o infravermelho, os raios x e gama
Quiçá a astronômica matéria escura
Num prisma espiritual decanta-se o que o visual mostra
O poeta enxerga tudo diferente, emana singularidade
Tem a licença poética para captar o que lhe é necessário
Uma mulher pode ser matéria poética sem saber, sem notar
Sem se dar conta, pode ser-lhe o único bem num dia ruim
Quando tudo são flores, dentre elas é a musa a mais bela
E o poema pode ter uma paleta de manifestações sensoriais
Matizes, nuances, gradações, luminosidade, temperatura
Aromas, sonoridade, delineios na plasticidade verbal
O pincel das letras, a tintura semântica, a tela semiótica
As curvas da mulher se desenvolvem no manejo frasal
Estrofes se seguem, como a alternar o foco anatômico
Os maneirismos dela evocam interpretação literária
Transformação da contemplação pela versificação
Cai um véu, despe-se o manancial da inspiração
As mãos imaginadas ganham amplitude de ação
Face a face, já os olhos são insuficientes
Um ser tão vasto e misterioso, tateado em Poesia
Flertando mutuamente, num instante quase hipnótico
Pode um poema já ser lido enquanto é gerado
Sem papel, formatação, tinta, ou mesmo esboço prévio
Mas corpo, alma e coração convertidos instantaneamente
São relativos a extensão e o tamanho, densidade é tudo
E nessas percepções poéticas, tudo é intensidade.
Moça Bela
Moça bela, que sutilmente gesticula doçura e elegância
Coloca-se discreta no ambiente, simples e pura margarida
Sorriso espontâneo, algo de luminoso em alma transparente
Sua melódica voz exalta meiga composição, que diverte e instrui
Cruza formosas pernas sem vulgaridade, apresentam-se pés delicados
Suavidade das mãos, no outro extremo corpóreo, em atraente harmonia
Implícita sedução rege o olhar e induz imantados desejos cavalheiros
Sua roupa resguarda conteúdo tal como pétalas de um formoso botão
Sabe que o momento de abrir-se pertence à sabedoria e à dignidade
Fonte de apreciação quase hipnótica e um magnífico deleite visual
Promissora mulher de personalidade e esperançoso futuro à sociedade
De sólido caráter, resplandece virtuosa e exemplar cidadã
Fruto abençoado, opõe-se às decaídas atuais mulheres-frutas
A modernidade não invalida consagrados modos de uma dama
Educada, sabe acrescentar conhecimentos à luz da cultura
Escreve seu cotidiano em múltiplos tons de Lápis Lazúli
Caligrafia e gestos benevolentes advindos do ingênuo coração
Vida como livro de romance amadurecido na ternura juvenil
Decodificada no poema, manifestação por versos de encantamento.
Garimpo dos Sentimentos
Joias formosas manifestadas na significação de palavras singulares.
Pessoas diferenciadas são capazes de bem utilizar a bateia da percepção.
Distinguir virtuosamente os cascalhos das preciosidades.
Reunir um mosaico frasal, lapidar em si a matéria bruta abstraída.
A expressividade reluzente de um ser manifesto pelo rastro poético
Encantando e causando brilho nos olhos: diamantes, safiras, esmeraldas...
Com uma sedutora participação no processo de lapidação.
Mas por ironia, joias nem sempre são vistas como deveriam...
Ao extrair o limo, o barro, os pedregulhos, chega-se ao âmago.
Melhor saber a respeito do material com o qual se lida!
Ourives incautos, em suas inabilidades eventuais, podem colocar tudo a perder...
Garimpo não! Arte e virtude de sentir, perceber, interagir.
A solidão das joias embaçadas pela névoa dos sentimentos machucados:
perturbadora.
Analogias com relações humanas... desencontros.
Namoros deixam de ocorrer por falta da arte mútua de garimpar amores...
Diamantes fragmentados, partidos como corações desiludidos...
Olhos tristes e lágrimas cristalizando resignação.
E balanças pendendo por falta de compreensão.
Maravilhas amorosas não ocorrem sem dedicação, perícia, esmero...
Principalmente lapidação, criação de preciosidades imateriais.
Emanadas as virtudes, passa-se pela vivência.
Quem já não encontrou pessoas preciosas?
Brilhantes por natureza, douradas na essência.
Que dedos estão à altura de receber tal ornamento metafísico?
Sempre amanhecer
Amanhecer, o sol adornando
o céu com seus fios de ouro;
contornando nuvens anunciando:
resplandece o tempo vindouro.
Alvorada, na explosão
e poder da luz
pelas cores em união;
força que reluz e conduz.
Essência na presença;
magnífica coroada simplicidade;
inspiração na Renascença.
Desde o princípio luz intensa;
círculo revelando eternidade,
imbuído de força imensa.
Metalinguagem
Meu escrever é tocar
a amálgama do pensamento
e do sentimento
com as mãos da inspiração
e do coração;
traduzi-la
e conduzi-la
por veredas de papel:
metáfora e arquétipo do anel.
Para a musa Luiza
L indamente meus dias são preenchidos quando penso em você
U nindo a beleza do meu sentimento e entrelaçando emoções
I mpar sensação interior que me causa tanto contentamento
Z ênite entre meus sonhos e a tua face mais encantadora
A mando, eu, sutilmente e pacientemente, aguardo os acasos...
Alessandra
O que vejo
Em teu olhar...
Uma serenidade juvenil
Sentimentos experimentais
Anseios por profundidade
Alicerce como amizade
Pilares como admiração
Teto como elevação mútua
Apontando para o Céu
A morada do meu sentimento
Observo-te! Novamente
Tua exuberância, tua graciosidade
Causas em mim:
Fascínio, intensidade da pulsação
Coração descrevendo quem te descreve...
Esmeraldas refletidas em teus olhos,
Mar esverdeado, florestas, campos
Vislumbro ímpar paisagem pela janela
Do teu olhar.
Eis que a cor da Esperança
Também mora em ti!
Tornas apenas comuns
Aquelas que ousam ostentar
O que tens como diferencial:
Singularidade...
Brilho, carisma, sensualidade.
Lábios perfeitamente delineados
Curvas insinuantes, beleza esculpida!
Me entrego à contemplação, à paixão...
São carícias, em teu corpo sonhado
Inspiras mistérios velados
Que chegam a causar-me espanto...
Sugerem sempre o desconhecido
Incitas-me toda a sensibilidade
Pelas mãos da tua curiosidade...
Causas-me inquietação
Quase um medo de te conhecer
Respeito tua força, tua solidão,
A lacuna que busco preencher...
Meus olhos brilham ao observar-te
Meu coração deseja revelar-te
O quanto na verdade, me fazes feliz...
Peço a Deus todos os dias
Por uma única oportunidade
Tenho a imensa certeza
Que te mostrarei a felicidade
Quem sabe esse destino
Me leve a grande sorte
Prometo te dar meu primeiro beijo
E meu ultimo até minha morte
Da Sua boca eu sou refém,
do seu olhar eu sou também,
sorriso igual o seu ninguém o tem,
faz até ateu dizer amém.
E irão te perguntar muitas coisas querendo saber por onde andaste!
Irão te confundir com mentiras,
Terás que ser forte,
Irão te humilhar,
Terás que ser paciênte..
Irão te julgar..
Terás que ser persistente,
Irão te caluniar,
terás que ser inteligente
Irão te condenar
terás que ter coragem..
Serão muitos os curiosos..
Que,
Irão querer tirar a tua pele...
terás que fingir que esqueceu..
Irão rir e falar de você pelas tuas costas..
Terás que sorrir com eles..
E irão perguntar,
como conseguiu se superar e perdoar a todos os que te enganaram?
E você responde: Ouvi dizer que você estava precisando de um professor!
..
Não te quero por teu sorriso,
Não te quero pela beleza do teu rosto.
Nem pelo seu corpo...."sarado"!.
Nem pela sua idade.....subjetiva
Nem por tuas "cantadas" palavras...
Nem por tuas "Boas" intenções...
Sabe porque te quero?
Porque te lembro...
quanto eras como antes...
querido!
Hoje ainda és o mesmo garoto que conheci,
tempos...
não tem nada a ver,
não importa para mim,
você ainda é o mesmo..
com o relógio.."cronológico do tempo!
...
Quanto a mim,
Eu é que decido,
se vou
ou se fico,
Mas de uma coisa eu tenho certeza,
NUNCA DESISTO!!
..
Eu entendo mas não compreendo
o que acontece.
Entendo que teus beijos nunca serão meus.
Não quero compreender...
Porque nossos olhares se cruzaram.
A culpa foi da lua,
será?
Bendita noite de lua cheia.
Malditos delírios.
Eu e meus desvios.
Às vezes penso em dar-te meu eterno desprezo.
Apagar-te da minha memória..
Mas quanto mais tento,
mais me afundo nesse poço de saudade!
A alma não quer esquecer,
eu tento.
Olha, meu amor eu tentei o esquecer!
Então o que você quer que eu faça.
Não posso transplantar esse coração!
..
Hoje tudo pode mudar!
Se voce quiser, comece agora.
Dê uma direção ao vento
Não o deixe ultrapassar o tempo.
Não dê tempo ao tempo,
Não tenha tempo,
Seja velóz.
Deixe a folha cair.
E, comece a agir.
Chegou a hora de virar mais uma
página!
Mudar a direção.
Chegou a hora da transformação.
Tudo tem seu tempo
seu ciclo.
Chegou a hora de cumprir o seu papel!
..
Ela
bebia,
fumava,
cheirava...
abusava de todos os vícios que eu não gostava...
eram seus vícios;
mas entre quatro paredes
nós
nos bebíamos,
nos sugávamos,
nos cheirávamos...
abusávamos de todo desejo que gostávamos...
era meu vício.
O SONHO
Posso ouvir o sonho passar
Veloz e ao vento a bater
Deixando lembrança no ar
E saudade no curto viver
Eu pensei que ao acordar
O tempo deixaria de mover
Pois, ele não se põe a parar
Nem depois de se morrer
Um passo pra frente, a girar
Outro pra trás, sem se mover
Muita coisa pra se lembrar
É impossível de tudo saber
Então deixe a quimera levar
Pra que se possa esquecer
Quem sabe outro possa achar
O que você não soube ver...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
GUSTAVO
Peço desculpas do fundo do meu coração
Por tudo que eu não fiz
E que revolta meu coração
Deixando triste e solitário
Diante de todo acontecimento
Me sinto feliz
Quando te vejo
Fico com coração fantasiado
Pensando em um futuro brilhante
Junto com você
Gustavo
Terra de ninguém
Os que moram lá no sul,
tem água pra dana!
Enquanto aqui no nordeste,
só vejo açudes a secar.
Uns falam de Francisco,
outros de João...
Enquanto aqui na minha terra,
Não vejo uma plantação.
Eles prometem melhorias,
nós finge acreditar.
Mais com o passar dos anos,
não vejo nada se concretizar.
Esperança eu tenho, de tudo melhorar..
Por isso, olho pro céu todo dia,
e rezo ave-Maria.
Ela hei de me salvar.
FIM DE TARDE
Era fim de tarde...
Tão somente fim de tarde.
Quando os meus desejos
tornaram-se seus.
O sol alaranjado era testemunha
do nosso amor.
Nesse dia construímos um mundo
(o nosso mundo).
Eramos os donos da Ilha
Eramos os donos da praia
Eramos os donos das dunas.
Era fim de tarde...
Tão somente fim de tarde.
Quando a brisa fria trazia
consigo o soneto das ondas.
Quando me envolvi no calor do seu corpo
Quando nos aquecemos no calor do beijo.
Era fim de tarde...
Tão somente fim de tarde.
Quando partimos felizes!
Quando o sol mergulhava no mar profundo
para por fim ao nosso dia.
Era fim de tarde...
Tão somente fim de tarde.
Que em minha lembrança ficou...
