Poemas de Luto
Ela pensava
Tanto em seu AMOR que perdia-se nos seus
Sentimentos e flutuava em seu EU como pássaro
No deserto.
O dia acordou cedo
E com ele eu também despertei...
Querendo mais o teu amor.
Que outrora o meu coração levou...
DISSOLUTO
Como balão, flutuou pelo ar
espatifou-se no chão,
e assim, que debruçou-se
sobre o leito da mãe natureza...
Saiu escorregando da poça d'água
e molhado... Com cara de cachorro,
como se tivesse caído do caminhão...
Foi até o barranco da margem da estrada
e ali se sentou remoendo, como bode
baforando bafos de fogo invisível
como se fosse um dragão.
Antonio Montes
PLÁCITO
Tu se lembra, de quando nos conhecemos?!
Tantas juras! Tantas promessas!
Éramos tão felizes!
Você me prometeu, tantas coisas...
Me prometeu estrelas
e eu brilhei com seu cintilar
Me prometeu a lua
e eu, deslumbrei com sua prata,
você me prometeu o arco-íres
e eu, me perdi na tonalidade de sua cor.
Fizeste promessas,
juras de verdades
enquanto eu me saciava de felicidade.
Tantas juras bacanas!
Que pena...
Que pena terem sido todas de: porcelanas
hoje quebradas, eu vejo apenas,
lagrimas desses olhos de promessas,
E esses olhos meus, que antes eram antenas,
e faziam procissão pelas suas promessas
hoje opacos...
Choram por todas as noites de solidão
e por todos os sonhos,
desse abandonado coração.
Antonio Montes
CORTINA
Olhos, olhares
quantos olhos que me olham!
Que me ipungna,
que me mira,
e que me admira,
me faz sorrir, e me castiga.
Olhares de lagrimas,
que lava a alma
ou que deslava o ser.
Olhares do mundo
ou de você
olhares que tem que ver...
Só para crer.
Olhares d'aquele ser inocente,
tristes, cheio de fome
causados pelas ganâncias do home
olhares que só de ver...
Nos consome.
Antonio Montes
Dia 30 de Janeiro dia da "Saudade"
Abrace enquanto pode, diga EU TE AMO sempre!
E seja tudo que puder ser para todos que você ama!
Porque um dia, não poderá fazer mais nada
Disso: e tudo que restará é a ausência de quem se ama
Ou amou... Um dia!
" Não sofra por mim
Talvez eu não mereça suas lágrimas.
Volte a sorrir...
Tu és o dono somente de ti."
Não espere muito de mim.
Posso não nutrir as suas necessidades
E ainda deixar vazio as lacunas do teu coração
Com relação às decepções que posso lhe causar.
O coração dói
Mais à alma tenta aliviar suas dores com aromas
De saudades daqueles bons momentos arquivados
Nas gavetas da memória.
Se tivermos que pular da mais alta ponte
Por necessidade que seja!
Mais antes disso: aprendermos a nadar nos dará
Uma oportunidade da travessia que devemos fazer...
Tenho sido forte ao extremo
Mais nem sempre essa fortaleza que sou
Tem resistência suficiente para sustentar-me!
Mais sei que a minha Fé ainda é mais forte e maior do que
O meu pequeno mundo de fragilidades.
Eu sei o que eu quero.
Mais DEUS sabe o que eu necessito.
Então aguardo confiante em seus propósitos para a minha vida!
Minha mente anda dando nó em muitas coisas.
E acaba me emaranhando toda em meus pensamentos
Confusos em relação as pessoas insensíveis
De corações endurecidos com veias salientes de amarguras.
" Viver não é fácil, ainda mais quando "à vida"
Nos propõem provas difíceis e ainda nos coloca frente a frente
Com o princípio extenso na esperança de escolhermos
Entre pular ou ficarmos só olhando a travessia quebrada
Sem muita opção para seguir... Adiante sem caímos nele
De alguma forma possível."
Que jamais se perca de mim essa simplicidade que me veste!
Essa essência que me banha na humildade que acompanha...
Pois sem elas sou apenas um ponto final sem as reticencias do meu EU completo!
A Fé e a paz tem a mesma serenidade ambas
Não necessitam de alardes só necessitam de calmaria
Para darem continuidade aos sonhos na conquista
Da realidade que nos espera!
Meu coração se alegra
Quando meus olhos alcançam o teu sorriso
De gratidão aos meus que te querem bem!
INUMAÇÃO
Em dia de funeral...
As lagrimas e as lembranças
vêem de graça
não cobram nada pelo choro,
ou desespero inconsolado da perca
... E ainda trarão, tristeza fúnebre
para pincelar o momento
afastar e felicidade
e perpetua-se sob o tempo.
Para acomodar-se com esse sepulcro
desse bocado, todo torto,
e a repugnação desse sucumbir
essas catacumbas e d'essas esculturas
gélidas sobre os rostos talhados pela tristeza...
Aparece esse ser... Açougueiro do além,
com sua lâmpada escura
sedento por esse liquido rubro de sangue,
ceifando planos e as esperanças humanas.
Em dia de funeral...
Vem esse evento macabro
essa marcha fúnebre
essa cidade de catacumbas frias
o sepultar desse bocado torto
a perpetua-se sobre as costas do morto.
Antonio Montes
