Poemas de Luto
*Pequena Grande Estrelinha*
Meu mundo já não sou dele,
Penso que nunca fui,
Meu universo virou pó,
Mas as estrelas ficaram,
Ah! As estrelas como as invejo,
Elas estão á milhares de conhecimentos daqui,
Sou pequena perto do seu saber pequena grande estrelinha,
Ah! Se tu soubeste falar,
Talvez Hiroshima e Nagasaki,
Não se lamentariam até hoje,
Ah! Pequena grande estrelinha se tu soubeste falar,
Poderia me dizer o que há de errado com meu coração?
Pequena grande estrelinha,
Você muito sabe,
Talvez tudo saiba,
Você pequena grande estrelinha,
Sabe tudo ficando tão distante,
Sozinha tú és sozinha morrerás,
Será mesmo que vale tudo o saber para sozinha morrer?
A nuvem voa
E não é à toa
Que tudo isto roda
Numa boa.
Numa má,
O tempo que vá
E eu fiquei,
E atrasei-me
Por cá.
Numa nuvem,
Eu irei.
E não é à toa
Que tudo isto roda
Para que numa boa
E numa má
A ignorância não permanecerá.
Todavia, o tempo,
É coisa rara.
É um ferimento,
Que não sara.
RUPTURA
Mergulhou na sombra púrpura...
Ao ter um pensamento desastrado;
Que fez brotar a ruptura;
Nos limites de um ego alimentado.
Aquelas memórias eram vazias...
Protegidas pela afinada ilusão;
As mãos levemente ficaram frias;
Ao tocar na incógnita emoção.
Encontra-se distante do olhar...
Abstrato olhar cultuando a cegueira;
Rompeu com o medo de deixar;
Deixando livre pela vida inteira.
Guimarães Júnior
11/12/2018
NO ALTO DA SERRA
Já é de manhã...
O sol apontou no alto serra.
Levo no bolso o meu talismã
Pra trazer sorte a esta terra.
Sou filho moço do sertão...
Que trova a beleza desse lugar.
Cantando com emoção
O sonho de ver a vida mudar.
No alto da serra eu sonhei...
Pela estrada eu cantei
Pra musa do meu coração
Carregando o meu violão.
Uma dose rasa de alma feliz...
Nunca cheguei a pensar,
Que um dia você me quis
Pra na vida eu te levar.
Deixo pegadas pela estrada...
Montado no velho Corredor
O animal bravo sai na galopada,
Levando eu e o meu amor.
Guimarães Júnior
29/10/2016
O IMAGINÁRIO
A realidade fragmentada
Mostrou sua razão...
Ao surgir uma nova estrada
Nas linhas da minha mão.
O futuro está por perto;
De tão longe ele voltou;
Algo novo foi descoberto;
Que o tempo transformou.
Não há nada perfeito...
Nem o amor, nem o verão;
Mas pra tudo tem um jeito
Quando existe emoção.
O imaginário pode ser real;
Até aquela dor no peito...
Desaparece por igual
Quando no mar eu me deito.
O amor não foi censurado;
Pelas letras da avenida;
Ele está bem representado;
Pelo que fazemos da vida.
Guimarães Júnior
02/09/2017
Estrondo
Caro leitor, que ouve sua própria voz
Ressoando na cabeça,
Te explico
Implicitamente abaixo:
O início do processo criativo
Não chegou ao meu conhecimento
Seu local talvez seja privativo
Nem passou por meu pensamento;
Me debruço sobre o nada
Como se fosse num parapeito
De cabeça eu mergulho
Mas o que sai, está feito;
Disso não me orgulho
O mérito não é meu
Terminado o barulho
O crédito é todo seu.
OLHAR ALÉM
Ferida constante;
Amargo instante;
Num sopro distante;
Que morre adiante;
O amor viveu...
Também enfureceu;
Mas amadureceu;
Depois esqueceu;
Do que prometeu;
Até que morreu...
Olhar além;
Procurando alguém;
Sentindo-se refém;
Do tempo aquém;
Esperou o bem...
Sorrateiro sentimento;
Arrastando o vento;
Semeando o momento;
Mesmo desatento;
No esquecimento...
Guimarães Júnior
15/02/2018
CARTA DE AMOR
Escreva uma carta de amor
Me diga tudo o que sente
Preciso do seu carinho
Acho que estou carente
Escreva uma carta para mim
Me faz esse favor
Dizendo o quanto me ama
Falando do seu amor
Escreva uma poesia
Dizendo que sem mim não existe
Use as palavras mais bonitas
Com cuidado para não ficar triste
Escreva uma carta meu bem
Como se falasse baixinho
Me diga coisas suaves
Me fale devagarzinho
Diga que com saudades estava
Que longe de mim não suporta
Mesmo que por um dia
Que só meu amor lhe importa
Escreva uma carta singela
Como as muitas que eu já escrevi
Fale que gosta de mim
Como eu gosto de ti
Escreva uma carta bonita
Com toda sua emoção
Dessas que ficam para sempre
Gravadas no coração
Cigano Romani Em 22/06/17
Doce Pecado
Roubei uma flor para você
Daquela floricultura
Quase não sinto remorso
Da minha doce loucura
Importante é que eu fiz
O seu sorriso brilhar
Perdoa esse meu pecado
Foi só para te agradar
Aquela rosa que eu te dei
Tão charmosa e delicada
Ficou ainda mais bela
Sendo por você beijada
Meu rosto se iluminou
Vendo as duas lado a lado
A rosa que eu te dei
Enfeitando seu penteado
Cigano Romani Em 08 /05 / 17
FB Romanipoesias
A noite com você é sublime
Nem tenho como descrever
A mulher que compartilha minha cama
Toda noite satisfaz meu prazer
Cigano Romani Em 10 /06 /17
Direitos autorais reservados®
Aguarde, sua hora vai chegar!
Pra você que já sofreu
Que se dispôs a chorar
Que acha que o dia ruim
Nunca mais vai passar
Tenha fé e aguarde
Sua hora vai chegar!
Nunca perca a esperança
Tenha fé, nunca duvide
Não tenha medo, acredite
Não perca o seu sonho de criança
Sei que as vezes a gente cansa
Não suporta mais lutar
Mas só te peço, AGUARDE
Sua hora vai chegar...
E quando sua hora chegar
E então você vencer
Bênçãos sobre te vão derramar
Você voltará a crescer
Voltará a brilhar, a sorrir e agradecer
Sua hora vai chegar, acredite você vai ver.
Não desanimem amigos
O sorriso é de graça
Dias ruins são como fome
Come, que ela passa
Não precisa mais chorar
Basta ter fé e aguardar
Pois sua hora vai chegar.
A ALMA DOS POETAS
Então você quer ver
a verdadeira alma dos poetas?
Ah!
Eles carregam em seus peitos flamejantes
o encanto primaz, fiel à sabedoria
ainda que dentro de realidade instigante
a loucura reine, impregnada em desarmonia,
no coração, trazem amor maior que um gigante
e jamais na alegria ou na fatalidade se distanciam
de um canto puro, angelical e emocionante.
Teus olhos são minha paz
que traz-me a te olhar
seu sorriso é meu encanto
que hipnotiza-me a te observar
Seu abraço é conforto e
jamais quero lhe soltar
sua voz é serena canção do amar
sorrisos vem de mim bobalhado
apaixonado, felicidade vem de nós quando estou ao seu lado
TEMOR
Sofro... vejo o vão e o desespero envasando
Os pensamentos inventivos, agora são atoa
Abandona-me a fé, pouca, fé que me atraiçoa
Chora o peito e, o olhar, em lágrima sangrando
Me perdoa!
Que fazer pra ser os de sorte? Os de boa!
Se a ambição na lama, neste poetar nefando
Fala em glória, com aspereza de ser brando
Quando na verdade a sofreguidão amontoa
O tempo expirando!
Choro... sofro... sobre a desdita e a oração
Padeço no silêncio engasgado na garganta
Amarga a ilusão que na inspiração agiganta
Haja emoção!
O que se fazer neste infortúnio, sem enredo?
Sacripanta! A piedade não se fará de infanta
Deixe este poetar poetando, e levanta!
Que medo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
31 de maio, 2019
São Paulo, SP
Olavobilaquiando
Desfolho a minha alma em versos e rimas...
Serenada como orvalho da manhã, calma!
Num prazer avassalador que me anima.
Quiçá não fosse quimera minha poesia.
Que me põe em paz, contentamento de Maria!
Eu sou assim, mesclada,
cheia de amor e temor.
Mas tenho imperfeições...
Busco me aperfeiçoar!
Sou sujeita às paixões,
mas estou sempre a me policiar.
Não perco o meu jeito de amar
muito menos o de ser e sonhar
Sempre tentando melhorar,
mas há quem só me enxergue
com os olhos da carne, pela metade!
Tu é real?
Tua presença me faz bem
faz com que eu venha a refletir se realmente é possível existir um ser tão incrível assim.
Você desperta meu medo de perder
desperta desejos que jamais pensei ter, tão incrível... Promete pra mim que não vai zarpar quando eu acordar?
Do núcleo interno quase no inferno
Revelação de dentro para fora do hipocentro
Fonte da verdade onde nada se censura
Falo com liberdade o que outrem murmura
Voz activa e alta, permissão não me falta
Políticos escondem quando esta voz exalta
Escondem os filhos, quando puxo o gatilho
Calei o tambor e fiz da maçaroca o milho
Infiltrei-me no sistema, desvendei esquemas
Razão dos vossos problemas são os meus poemas
Oculto a cara, sou alérgicas as algemas
A informação é clara e eu mostro as gemas
Com suas falas nulas, não me abalas
Nem me calas se tentas a balas
Relatório no escritório e dizes que ralas
O povo na miséria e tu em festas de galas?
Sou uma arma de ataque, mestre de combate
Digo muito em pouco tempo considerem-me arte
Censuram-me a escrita, não a voz
Escrevo no singular e também escrevo por vós
Inimigo do político, polémico por ser crítico
Censurado pelos media, por ser explícito
RAP Alternativo e muito verídico
Não sou o maior estilo, sou o mais analítico
«Verbum pro Verbo» feitura compilada por mim
«Palavra Por Palavra» traduzida do latim
Críticas explícitas, do início ao fim
Reflecção lógico-racional, sou mesmo assim
Distribuição gratuita mas o verso não é em vão
Acredita gastei guita nesta compilação
De forma rimática entrego a verdade a nação
Agora cabe a vós, não só com a voz
Apoiar a revolução.
És tu que tiras-me o sono
Molhas-me com o líquido morno
Por ti, punha a mão no forno
Tu não tens dono tens filhos em seu trono
És tu que atravessas mares, em todos os lugares
Conquistas para amares
Propagas-te pelos ares como bombas nucleares
Ignoras olhares e conforto dos lares
Com a verdade andas aos pares
Malícia vares, tocas em bares
Em auriculares, seguidores tens milhares
És resistente, como os pilares
És tu o inimigo dos políticos
Pelos temas críticos e verídicos
Causas e efeitos deixas explícitos
Em curto tempo expões
Problemas em poemas rítmicos
És tu criação da mentalidade negra
Aceitamos-te não, precisamos de uma adaga
Em termos de raça, sua visão é cega
Branco, Negro até Amarelo tu não negas
Foste fragmentada ao passar do tempo
Ganhaste ramificações «bounce» por exemplo
Discípulos que fazem do estúdio seu templo
E os que usam-te como profissão, cairão com o tempo
És tu razão da minha metamorfose
Uma mente e um espírito no corpo simbiose
Tu bem sabes que abuso da dose
Se fosses droga morreria de overdose
Tornaste-me marujo neste mar de letras
Metaforizaste os remos em canetas
Provérbios e aventuras anoto em sebentas
Não precisas de cadernetas aqui não há tretas
És mal interpretado, não és culpado
O teu afilhado é que tem-te marginalizado
Empenhado no pódio e no trocado
E outros preocupado em deixar o pessoal informado
Tu cá em África és considerado vício
Em América, és como ofício
Mas continuas uma arma desde o início
Sabes o que fazer no momento propício
És tu o dedo na ferida, do político e sua política enfraquecida
Forneces ao pessoal o que censuram no jornal
És a reflexão lógico-racional em nível mundial.
Nunca deixei de gritar por não ser escutado
Nunca desisti por não estar acompanhado
Nunca mudei a escrita por não ser compreendido
Nunca em meus escritos citei um verso ouvido
Nunca pensei em lucrar com o RAP que faço
Nunca falarei mal de alguém para ganhar espaço
Nunca falei bobagens para versos rimarem
Nunca farei música para miúdas dançarem
Nunca lamentei da vida sem antes trabalhar
Nunca deixei de sonhar em arquitetar
Nunca propositei erros por ser imperfeito
Nunca consciente mostrei o meu defeito
Nunca por falta de guita arranquei carteira
Nunca por sofrer «bulling» abandonei a carteira
Nunca por falta de ideias escrevo besteira
Nunca a minha Mãe sofreu com a minha asneira
Nunca saí á rua para criar um inimigo
Nunca deixei-me influenciar por um amigo
Nunca para ser acarinhado divulguei meu segredo
Nunca do trabalho tive medo, sempre acordo cedo
Nunca a minha realidade escondi com mentiras
Nunca dei nem darei sangue a miúdas vampiras
Nunca levantei mão a nenhum adulto
Nunca por ser miúdo agi como um puto
Nunca respeitei a cara de quem me fala pelas costas
Nunca rompi amizades por partilhar ideias opostas
Nunca tatuarei o nome de uma mulher em minha pele
Nunca dirigi-me mal inspirado com a caneta no papel
Nunca procurei mentir para ganhar a razão
Nunca quem elogiou-me apertou-me a mão
Nunca irei a palhota pedir uma mansão
Nunca me faltará pão tenho profissões na mão.
