Poemas de Luto
Atriz...
Queria ser feliz.
Quando vou embora...sempre acho que o que deveria ter feito, não fiz.
Quando te vejo no palco encenando...as minhas expressões no rosto vão se transformando e começo a sorrir até você sair.
Fico vidrado, com os meus olhos brilhando, compenetrados.
O meu coração...eu não sinto mais não!
Sou seu fã,
E isso não é nenhuma ilusão vã.
Sinto naquele momento, algo que me aperta forte...
Não quero que nada corte...
Essa cena então, é nossa.
Talvez, eu possa...
Talvez, eu possa fazer alguma coisa para você perceber:
Interpretar William Shakspeare para você ver.
Talvez, alguma coisa com rima :
Queria você na minha.
Sinto um frio na espinha, bem maior do que sinto antes das minhas apresentações...
São trepidações variantes e contínuas que nunca ouvi falar que aconteceram em outros corações...
Me encantei com o seu jeito de ver e dar valor as coisas simples da vida.
Você é muito perceptiva !
Você é diferente, não sei com que é parecida.
Você é legítima.
Seja minha amiga íntima.
Gosto de você, assim como és, sem mais, nem menos...
Quero contracenar contigo...
para poder te beijar bem devagar...
E me deixar levar por uma história romântica que conte realmente o que é amar...
Sou um cara carente, com muito boas intenções, sincero, pronto para te amar...
E faria qualquer coisa para coloca-la no meu mundo.
Você mexe comigo de uma maneira que não consigo explicar.
Gostaria que você sentisse também, mas a vida não é filme, nem novela. Gosta-se de quem não gosta.
Te vi ali, de repente, e não pensei que fosse mudar alguma coisa em mim, m as o fogo da paixão foi se alastrando por dentro e eu fiquei assim, sem saber mais de mim.
Sua pele, sua boca, seu jeito de sorrir, de argumentar, de me ouvir...me preenchem , de tal maneira, que me faz acreditar no próprio amor, que eu não dava mais valor.
Oh , rappy day!! Por que você não vem e fica de vez !?
Agora vou falar :
Eu me envolvo no seu olhar,
Me derreto todo, me perco, fico vesgo...
Sem brincadeira, eu caio da cadeira.
Sou um bebê chorando de fome, pedindo a mamadeira.
No seu coração me arranje uma beira, para que eu possa morar e nunca mais vagar.
De qualquer maneira, vem me amar, me agarrar, me amarrrar e nunca mais me soltar de suas garras de leoa.
Pô, eu estou aqui atoa.
Corre voa, voa...aviãozinho.
Eu estou aqui sozinho.
Gracinha, gatinha...amorzinho!!!
Boca cor de vinho,
Me tira da garganta esse espinho.
Me coloque no seu caminho, para que eu possa te encontrar...for ever!
Por toda minha vida , eu quero te Ter.
E quando amanhecer e os meus olhos abrirem...eu quero te ver.
Só pra chamar sua atenção
Tive intento de ser leão,
Tentei, mas não deu não
Em resumo...
Sou só um peixe sem rumo,
Agora totalmente entrelaçado...
Como é que eu sumo?
Como vou resistir?
Como vou nadar contra a correnteza?
Como posso ser leão?
Sou sonhador e por vezes ingênuo
Sou tranquilo, sensível e bem humorado, não costumo rugir, só sei fugir...fugir de uma dor de amor !
Só se for pela minha coragem e perseverança...
Prefiro saltar como uma carpa para cima !
Ah, não quero ser mais um leão...
Tenho um oceano inteiro na minha direção
Você é a maçã do meu mundo chamado paraíso !
Quando eu era criança, morava em uma cidadezinha do interior, caminho do Paraná. Cresci indo todos os domingos à igreja presbiteriana com minha família. Minha mãe era costureira e fazia as camisas e calças do jeito que eu queria, meu pai era músico e tocava no coreto da praça principal, saíamos da igreja e íamos espera-lo terminar o concerto. Eu me lembro da primeira vez, eu assistia meu pai e eu estava comendo pipoca com pimenta com os meus cabelos penteados, com a minha camisa alinhada ao lado de minha mãe e meu amigo, depois meu pai vinha e íamos felizes para casa assistir uma série que ele gostava muito, você nem vai se lembrar, é muito antigo: Cyborg o homem de 100 milhões de dólares...rsrs ...aí orávamos e íamos dormir, as luzes se apagavam e o domingo terminava, era sempre assim!
Você tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Eu já li os teus olhos nas fotos, são negros e brilhantes, porém oblíquos e dissimulados...
Eu vivi esse tempo, quando o sol quer raiar, mas a neblina o esconde, o amor me avisa que a saudade vai longe ...
Lembro-me do pão caseiro feito com carinho pela minha mãe, da manteiga derretida e do café quentinho, com o leite trazido pelo leiteiro em uma garrafa verde deixada à porta, das carroças de cavalos com sininhos no pescoço, dos caminhões cheios de boias frias que passavam em direção à roça, de meu pai me levando de bicicleta para a escola e eu brincando com a fumacinha de sereno na boca, das brincadeiras no recreio, do sinal da sirene que berrava quando a gente corria e escorregava na escada, das brigas da saída na calçada...
Do apito do trem chegando à estação, lembro-me de você e fico triste, enfim, me alegro com as notas tocadas naquele sax prateado naqueles anos dourados...
Eu vinha vindo pelo caminho da cozinha,
abri a geladeira devagarinho, me deu uma tremedeira, assim, dentro do meu peito.
Foi dito e feito... Teu vinho ainda estava lá...
Perfeito, lembrei- me de você, senti carinho misturado com saudade...
Então eu percebi que sou mesmo aficionado por você...
Mudo de idade, te vejo em ubiquidade, mas não te encontro, procuro por toda cidade! Teu olhar não sai do meu ar, eu juro... até mesmo no escuro...
Não sei não, não consigo parar de pensar na chuva e no leão...
Os dois mexem com o meu coração,
Qual será a razão !?
Acho que porque a chuva se escuta em casa telhada que cobre a minha boca molhada, e quando ela bate, bate com ele !
Enquanto ao leão...Ah, o leão ruge sempre que você surge na minha imaginação !!!
Então é assim, a chuva e o leão dentro do meu coração...rsrsrs
Eu amo quando de todo seu tempo do mundo, um só segundo pode ser meu...
É quando você lembra de mim e me diz "Bom dia", sabia!?
Fiz as contas de quantos segundos eu penso em você por dia...
São exatamente 86.400 segundos.
Todo santo café que eu tomo lembro me de você....
Lembrar de você é gostoso, me aquece, me faz respirar...é feito um café, é também doce, me faz sorrir...
Às vezes me pego olhando para o nada, sinto seu cheiro no ar...isso me atiça.
O café esfria, minha bochecha esquenta...
Bom dia !
MINHAS ASAS
Faça... Pode fazer
o que quiser fazer, faça
... Com as minhas asas.
Mas, é triste te informar
que você nunca irá... Nem
voará com a minhas asas
Se quer sonhar, pode sonhar
mas nunca irá acordar para voar.
Antonio Montes
DUVIDAS COM A MORTE
Morte, oh morte... Ninguém quer lhe beijar
... Mas você beija... E beija sem amar!
Em sua anciã insaciável, beija e leva
e quando acaba de beijar... Deixa lagrimas,
saudade e sentimentos de trevas.
Morte, oh morte!
Que mania é essa de ser insatisfeita?!
Anda, lado a lado como se fosse sombra,
não dar ouvidos a nada e ainda
assombra o ato no qual estronda,
como se fosse bomba.
Morte... Você poderia me dizer...
Com qual cor jeito e forma, você vai
me convencer? Como vem quando vem?
Poderia me dizer, se quando vir
irá me levar de: dia, noite, tardinha
ou será ao amanhecer?
Estarei serio, triste, ou na alegria?
... Tirar, você me tira, sua caduca...
Mas nunca tira as minhas duvidas.
Não me tome por mal gosto
... Me diga com qual rosto
você vem buscar o meu gosto?!
Em qual meio irá me pegar?
estarei dormindo, ou acordado?
Em qual estação será?
Será sol ou será chuva...
Dá para tirar, as minhas duvidas!
Com certeza você veio da ditadura
ou faz parte de algum planalto
planeja sem dizer, e aprova
e quando menos percebemos...
Já fazemos parte do seu fardo.
Antonio Montes 01/06/17
Tem coisas que não dá pé, um beijo, uma carícia ou um cafuné... Mas eu amo quando você me dá atenção, uma resposta ou um pensamento, talvez uma vontade de dizer algo que não pode naquele momento...
Eu me debruço em cada palavra escrita sua, eu imagino suas mãos, suas unhas... Qual será a cor!?
Eu beijo seu nome por amor...
Cada mensagem penetra no meu coração...
Quer saber!?
Eu curto você toda hora!
Eu sinto calafrios percorrendo todo meu corpo...
Com carinho, com malícia...
SONETO REFLEXIVO
Pare. Ouça o seu compasso
Seja você no seu único ser
Apressada é a vida no viver
Lentamente dê cada passo
Volte. Resgate cada perder
Fracione a soma em pedaço
Desate os nós, dê mais laço
Não te apavores num só ter
Espere. Descanse o cansaço
Escute. Pra que então correr?
Nesta vida só vale se for valer
Siga. Se breve, bom é sobreviver
Só quem se atreve ganha espaço
Pois, simetria abranda o sofrer...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Bom dia,
Penso em você e voo...
Em tudo...nos olhares que se cruzam...
Nas coisas que que se insinuam e continuam no ar...
O QUE FICOU?
Perguntaram-me,
o que ficou do meu amor...
Ficou o gosto de flores
nas haste do meu jardim,
aroma de chuva molhada
na varanda do meu verão.
O arco-íres de cores...
Sob o céu da minha saudade
o riso da nossa alegria
no quarto da recordação.
Ficou, eu... E a solidão
e a tritura dos meus sentimentos
as recordações de uma paixão
em um mundo, triste e tenso.
Ficou as lagrimas da vida
molhando o ar meu amar
e, todas as musicas preferidas
que choro ao escutar.
Do nosso amor ficou você
imperatriz dos sonhos meus
e a tristeza desse querer
depois do seu triste adeus.
Antonio Montes
MENINA SOLTA
A menina que nunca foi minha
um dia, foi de João...
Singela, de amor inocente
em labaredas de paixão.
Com chamego perenal
decaída em sua chama
Maria ainda pequena
tinha seu fogo carnal.
A menina que nunca foi minha
já tinha doce, já tinha rima
corpo de mulher, ar de menina
por paixão, já tinha sina.
Era doce como pólen
atraindo, colméia de abelhas
tinha sua pele mole
em seu fulgor de centelha.
Antonio Montes
PELOS SONHOS ANÔNIMOS
Clamo hoje pelos sonhos esquecidos
Os mais desejados e sempre dilema
Os que no ter não foram pertencidos
Nem citados ao menos num poema
Pouco lembrados e incompreendidos
Solitários que até nos causam pena
Nos fazendo chorar nos fados vividos
Falidos entre o prazer e a dor suprema
Assim perdidos nos traços da história
Desistidos e tão poucos na memória
Criando ilusões do tempo já passados
Clamo que revividos possam ter vitória
Que assim possam ter e ser divisória
Hoje, no fazer, para serem realizados
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
Um amor incondicional
Uma amizade verdadeira
E o desejo entre eles é igual
Você, tem a simpatia no olhar
A beleza na felicidade
E isso é raro encontrar
O afeto e o carinho
Andam juntos
Com o respeito e delicadeza
Um ao outro
Quando me recordo
Vem saudades e emoções
Lembro de sua pele e teu cheiro
E bate aquele arrepio
Seu sorriso me cativa
Me deixa a vontade
Me confortei em teu abraço
E sei que agora posso
Amar de verdade...
COMO EU
João! João vive como eu...
Pobre assalariado,
fincado no emprego
comida, todavia simples
desagregado da liberdade
nunca tem tempo!
Para viver em total felicidade.
João, mora como eu...
Mora em casa simples...
As vezes desmorona,
as vezes seu bairro se alaga...
João paga... Paga, esgoto,
luz, paga água...
Comida, bebida
condução e aluguel
paga tudo, nunca tem nada!
O João passa como eu...
Sempre na falta do mundo
passa por emprego, pela fome
passa por ai com esperança
passa desempregado
passa até mesmo...
A vergonha de ser homem, homem
em um país que os mandantes
são lobisomens e esses animais
tem auxilio para tudo, tudo...
Até mesmo para desviar
todo o nosso tesouro, e depositar...
Nas terras de outros homens
João morre?
Sim! Sim, o João morre como eu...
Sem dinheiro para ser enterrado,
bramura silenciosa
poucas lagrimas... Morre em
uma casa desprovido de riqueza
sobre uma cama apertada,
duas tabuas como mesa
e bocas bocejando p'ra você...
Coitado, uma pessoas tão boa!
Homem integro
um nobre ser.
Antonio Montes
MEU CASTIÇAL
No fundo do nosso castiçal
... Havia peixes, sereias,
havia jardins com pássaros e pétalas de flor
... Até céu havia...
Céu com estrelas e lua!
Havia lençol prateado
No qual para ti registrei
sentimentos de amor enluarado
que de saturno lhe dei.
No fundo do castiçal que eu te dei...
Havia até uma batalha
de corais no fundo do mar.
Corais cheio de cores
arco-íres e beija-flores...
Transbordando com meu amar.
Antonio montes
