Poemas de Luto
DANÇARINA DANÇANTE
Porque dança dançarina...
Com seus passos tantos! Todo santo
dia! Parece ródia na qual você rodopia
esboçando sua alegria.
Dançarina... Já que dança aquebrantada
essa dança variada... A dançarina me
ensina? Me ensina a dançar assim com
essa emoção... Com essa poesia cheia,
de cores e de tom.
Essa rima, esse encanto... Me ensina
a dançar esse amor essa dedicação...
Me ensina a dançar essa dança que
você dança, desfilando essa canção...
Me ensina a dançar essa paixão, que
você carrega nesse seu pobre coração.
Me ensina a dançar dançarina!
as coisas do mundo
os trilhos da minha sina.
Antonio Montes
PÉTALAS SEPARADAS
Foi assim... Pétalas a pétalas...
Pétalas sobre pétalas, uma a uma
sobre pedra, sobre chão, sob ventos
plainando medos, ventos plainando
paixão... N'outros dias, a flor estava
manquitola e as pétalas seguiram caindo
pelas tardes, amanhecer, pelo frio da
noite e pelo labor do dia e clima tenso...
Caindo, caindo, até não restar mais flor...
A qual agora jaz... Despedaçadas sobre
o chão, e calçadas... Estava lá a flor,
toda em pétalas separadas, como se
fosse uma nação, em mãos barrocadas
de terror, danificadas por planos e
questões erradas.
Antonio Montes
Onde há amar
há mar
Onde há mar
há amor.
Ah, O Amor!
O amor que é mais profundo que o mar.
Mas se onde há mar, há amor
Qual a profundidade do amar?
Soneto O caminho do coração
O caminho pra chegar em meu coração
É muito simples...basta começar com olhares
E se os teus olhos, assim como os meus brilhares
Terás em meu pensamento reação
Se por mim tiver muita aspiração
E se meu sorriso espontâneo ganhares
Poderá andar comigo em muitos lugares
E quem sabe, bem de perto sentir minha respiração
Por ti e pelos momentos que passarmos juntos
Os risos provocados por tal felicidade
A espera de mais uma vez, unir em pensamentos
Mais uma vez ter a oportunidade
De mãos dadas em soluços dizer sentimentos
E andarmos...na mais completa naturalidade
Por ser amor
Por ser amor foi que eu sofri
Esperando por sua decisão
E a pior coisa foi te ver partir
Não apenas de minha vida, mas meu coração
Por isso ainda te amo muito
O fogo não se apagou
Do mesmo jeito que te amei bendito
Minha alma, se alegrou
Seu amor corre por meus átrios
Meu combustível para a vida eterna
Que sedento venho a ti com ébrios
Pois fizestes da minha vida tão terna
Que nem mesmo uma amnésia profunda
Causaria esquecimento de ti, oh minha amada
Posso esquecer meu nome, mas não o seu que aprofunda
Por ser amor, o meu bem afortunada
O caminho para a distância
Alma que sofres pavorosamente
A dor de seres privilegiada
Abandona o teu pranto, sê contente
Antes que o horror da solidão te invada.
Deixa que a vida te possua ardente
Ó alma supremamente desgraçada.
Abandona, águia, a inóspita morada
Vem rastejar no chão como a serpente.
De que te vale o espaço se te cansa?
Quanto mais sobes mais o espaço avança...
Desce ao chão, águia audaz, que a noite é fria.
Volta, ó alma, ao lugar de onde partiste
O mundo é bom, o espaço é muito triste...
Talvez tu possas ser feliz um dia.
Arte sol e mar vivem a me encantar
Na arte de amar deixo a desejar
Desculpe por decepcionar
Meu mundo é uma utopia
Tudo que sinto vira poesia
Minha mente variante é insana
Muito prazer sou uma pisciana!
Soneto Ao sorriso
Olho o sorriso esplendoroso
Teus olhos lindos de sol infindo
Como uma luz, vão espargindo
Por ser tão poderoso
E em teu regaço amoroso
Nosso amor vai fluindo
E de você eu vou fruindo
Me acalentando, dormindo
Amor meu, doce amor do meu coração
Nunca vi tamanha perfeição em teus traços
Que afeta a minha fala, e até minha respiração
E mesmo que eu esteja morrendo, caido, em pedaços
Por alguém que me dê, tanta inspiração
Se for pra morrer de amor, que seja nos teus braços
DO PLANALTO
Ó horizonte além do olhar atento
Onde agacha o sol na tua entranha
Escondendo o dia a teu contento
Rajando de rubro o céu que assanha
Chão de encostas e poeirado arbusto
Tal qual a composição de um verso tosco
És dos pedregulhos e riachos vetusto
De robusto negalho (cristal) luzido e fosco
Daqui se vê o céu com mais estrelas
Que poetam poemas que a ilusão cria
Debruçadas com a emoção nas janelas
De contos e "causos" que pela noite fia
Eu sou cerrado e sua rude serenidade
Eu sou da terra, e a terra é para mim
Dum canto que não tem início, metade,
e nem fim.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Eita
Que falta de respeito
Querer que o mundo enxerga com os olhos da gente
Veja
Que desgosto
Você não entende?
Não precisamos ter o mesmo gosto
Eita
Como é elegante
Vestir o respeito
E parar de ser arrogante
A galera do beco se anima
Conta 123 e cai pra cima
De cima a vida é meio cinza
De baixo a vida é uma bela miragem
-Não tenho hora para chegar
-Não me procure, não quero voltar
-Pq sonho se eu não posso realizar ?
-Pq solidão se vc é melhor que pegação !
Quero andar, quero blefar
Quero jogar, me deixe andar, quero falar e divagar
Nessa brisa louca, é aqui que vou estacionar.
-O quê?
-NÃO ME DIGA PARA PARAR
-Fui ali no beco cheirar e entornar
-Fui confesso, fui não nego, fui e quero maaaais
Tem galera que duvida, se há um modo de ser feliz na vida?!
Há sim, pode acreditar
Acredite, não dá pra formatar
Só te peço que não me peça para parar
Peço que me mire sem me julgar
Mire e não deixe de avaliar
Se nessa parada vc quer entrar?!
Saia, não se deixe levar
Insta: @li.fer.nanda
MANDE AQUELE SINAL
EU VOU
SOLTE AQUELE SORRISO
AMOR
EU TE QUERO COMIGO
SIM
TU ÉS ESPECIAL PRA MIM.
Insta:@li.fer.nanda
Dance que dance
Pra lá e pra cá,
Um giro meu bem,
Faz um bem pra danar.
Estou esperando vc enfeitar,
Bote a sapatilha
E bora dançar =))
Insta: @li.fer.nanda
Porque se for para amar
Que seja agora
Que seja aqui
Que seja forte
Que aperte o laço
Que envolva os braços
=)))
Insta:@li.fer.nanda
Entre o que eu quero mostrar e o que VC pode ver, existe um abismo que nenhum de nós pode compreender.
Entre nó(s)
Insta:@li.fer.nanda
