Poemas de Luto

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A FALA QUE ACHA

Enquanto a lua esgueirava pelas ruas,
as sombras esqueléticas...
Esgueiravam-se, pelas formas retas
dos seus totens de concretos,
e as pilastras que ninguém não as vê.

Você não acha...
Eu não acho, eles o que acham?!
Quem é que acha, o que não se pode,
ou não quer achar...
Quem é que acha,
a barca, que se perdeu no mar?

Aquele que não fala, não gosta de achar
a lua acha, mas se cala sem falar
com sua prata, ela apenas ilumina a fala
para, aqueles que gostam de achar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

102Entre A e z
tão simples,quanto uma folha no outono caindo
Tão sincera quanto uma criança sorrindo
Tão delicada quanto uma flor desabrochando
Ao mesmo tempo tão forte quanto o vento soprando
Tão misteriosa quanto o tempo
Tempo que vem,tempo que vai
Tempo que leva e trás
Fria,como a noite em que a chuva cai
Quente,como o dia em que o sol sai
Agreciva como uma fera
Mansa,acolhedora e carinhosa
Temente mas corajosa
Cercada de pessoas,mas sozinha
Grande, como uma girafa
Pequena,como uma formiguinha
Impossível de se compreender
Mas meiga e doce de se conhecer

Inserida por Helena21

Minha musa.

Rendi-me ao seu encanto,
De forma que não sei contar;
Era magia estranha...
A me enfeitiçar.

Negros, eram seus cabelos;
Belo, era seu olhar.
Perfeitos, eram seus lábios,
Ardente, era seu "tocar".

Suas vestes transparentes,
Eram convite à sedução;
E o "balançar" de seus quadris,
Povoando a imaginação.

Sua voz, suave como a brisa,
Sua pele, macia como a seda;
Seu perfume de jasmim,
E um mistério de sedução e beleza.

Inserida por ClaudioMartins

Presente do Destino

Tudo em você é especial.
O som da sua voz me trouxe vida.
Simples canções tornaram-se sinfonias.
Tomei coragem para fazer poesias.
Teu abraço me deu abrigo.
Em teu sorriso encontrei a alegria.
Seus carinhos fizeram o tempo parar.
Nas carícias o desejo de te amar.
Vi estrelas em seu olhar.
Em seus conselhos a certeza para caminhar.
No calor do teu corpo a proteção do frio.
Seu coração preencheu-me o vazio.
Aprendi que meras discrepâncias
E nem a distância,
São obstáculos para quem se ama.
Cada gesto, cada palavra, cada ato
Fizeram-me acreditar,
Que até o mais duro coração,
Tem a capacidade de amar.

Inserida por marjorie_teixeira

SONHOS ASCÉTICOS

Não é brinquedo olhar cedo, no espelho...
E se ver no tempo, ao mesmo tempo,
sentir saudade, do passado... Se sentir como
se tivesse sendo teletransportado...
Teletransportado pela nau da teletrasnsportação quântica, há décadas e décadas do passado,
ao mesmo tempo... Ter a sensação de esta sendo, projetado a uma senda de um futuro transcendental.

Vendo assim, é estranho pois, ao mesmo tempo, em que está colado ali, ofegante de sentimento, e
sentindo o coração pulsando... É como se tivesse oscilando um outro, ali a seu lado.

Eu sei... Eu sei espelho meu, não és vivo,
mas em seu físico, compacto, tu tens o dom
de manipular os sonhos... Fazer viajar pelos
espaços templários, e naufragar sob as ondas ascéticas.

Me faça naufragarem em uma senda templária
aonde o Deus é movido por um límpido amor
e não nos deixe ser envolvidos pela rugas da
idade nem pela ganância da felicidade.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O ESCURO PASSA

Não se aflija, acredite no amanhã,
o dia amanhecerá, e quando amanhecer...
Brinde o dia... Veja o sol,
a noite passada nunca se repetirá.
Agora você tem o horizonte,
galgue os sonhos...
A vida não se repete
e o tempo sempre esta arrastando-nos
para frente.

Acredite em ti...
Não deixe a sua vida, ser enganada
por promessas falsas,
não volte a noite que foi tão escura!
Pois agora, o dia se faz sol
e os pássaros cantam o amanhecer.

O céu, voltará a te saldar com um arco-ires,
o futuro é feito por cada um de nós
repetir o passado para cair na burrice
é desespero...
O passado só se repete se,
permitir-nos repetir.

ANTONIO MONTES

Inserida por Amontesfnunes

FOLHAS SECAS (soneto)

As saudades das lembranças não feitas
Acorrentadas no passado e não dadas
Perdidas, sonhadas e até tão desejadas
Assim, para a indagação, são estreitas

E no como seria, são apenas fachadas
Tal como viscosas felicidades suspeitas
De possível outro rumo, e boas receitas
Na ilusão do tempo, por suas chegadas

O ser humano e suas incríveis emoções
No ter e querer um prumo de intenções
Quando o amor é espera em movimento

Encanta-me a ação da vida, as razões
As utópicas e inúteis e frágeis aflições
Todas, folhas secas, levadas ao vento...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

HOJE EU CHOREI (soneto)

Hoje eu chorei porque tive vontade
Se foi saudade, aflição, eu não sei
Apenas chorei, e o peito desabafei
Chorei quem sabe duma felicidade

Se separou, se a vida amargou, ei
Apenas chorei. Choro de verdade
Não o sufoquei n'alma, liberdade
Num grito com lágrima, então dei

E neste pranto sem ter valeidade
Choro... Chorei... e sempre darei
Pois eu não sou no todo, metade

E se chorei, não é porque afazei
Um choro de qualquer fatuidade
Onde eu chorando, hoje chorei!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano p

Inserida por LucianoSpagnol

TATO DO SABER

Ao nascer...
Nasce o que se vê
ao crescer... Como parece!
Agora, quanto a ser...
Isso já, não acontece.

O que parece...
Nunca foi... E não, não é!
N'essa sociedade, perdida...
Não sei... Não sei, se é mulher.

Já se esgueira pela vida...
Aquilo que nunca foi, mas não foi!
A sociedade esta perdida...
homem, mulher... O que foi?

Se você não sabe, não sei,
o que um dia... Pode ser?!
por essa vida minha tateie
o tato do meu saber.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SINAIS GRÁFICO

Sou maiúscula, sou minúscula,
vogal, sei lá... Consoante
sou um tanto, quanto caduca
mosquito, anta, elefante.

As vezes, sou imbecil...
dona de mim, na explicação
lousa giz, todos me viu
no bilhete do coração.

Ocasião, com circunflexo
acento... Grave, e til
quem sabe, trema apóstrofo
assim na gráfica... Quem não viu?

Você viu... Eu vi!
todos viram os sinais
que não obedeceu estão por ai...
Nos sinais das capitais.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Cabanos hoje

Nós somos hoje herdeiros
De um povo valente e guerreiro
De ideias e bravura honrosas
Da nossa história tão gloriosa

Que viva em nossa memória
Nossa heróica trajetória
De luta árdua e revolução
Contra a voraz opressão

Então cantemos a liberdade
Calada ontem pelos covardes
Pelos agentes da submissão
Da bárbara exploração

Nós somos povo herdeiro
De heróis verdadeiros.
Que nos sertões da hiléia
Permaneça viva a ideia!

Inserida por kaio_nikolas

Amazônidas pela liberdade

Levante, povo amazônida
Temos correntes para romper
Avante, povo amazônida
Já não há tempo a perder

Mesmo que sejam as noites escuras
Mesmo que seja a dor mais aguda
A liberdade sonhada outrora
Faz-se pra sempre desde agora

Em frente, filhos da Amazônia
Escreveremos nossa história
A liberdade almejada virá
Da nossa garra e da união!

Inserida por kaio_nikolas

Marquei sua pele
Sua alma
Seu coração

Fui um furacão
E também calmaria
Ela foi e é o meu chão
Sem saber se eu valeria

E aquele dia
Pra mim valeu
Não foi bijuteria
Ela é diamante
Todo meu

Sem pensar no adeus
Pensando na eternidade
O que nasceu cresceu
Me enchendo de capacidade

Te amar me faz melhor
Ser amado me faz viver
Hoje estou ao seu dispor
No paraíso quero permanecer

Seus cabelos em meu corpo
Suas marcas no meu pescoço
Quando meus sonhos eram esboço
Você os tirou do poço

E hoje posso
Hoje eu quero mais
O que é meu é nosso
O que vem de você pra mim é paz

Não vai mais
Me trás mais de você
Se eu me perder faz
Com que minha vida queira de novo te querer

É te querendo que me encontro
Nos desencontros é que eu conto
Com você que é meu canto
Canção bela e eu me encanto

Secou o pranto
O amor eu planto
Nem sabe o quanto
Amo você.

Inserida por FernandoPinheiroLima

ALADOS (soneto)

O largo cerrado é um efeito alado
De asa tingida e horizonte intenso
Duma flora varia e chão rebelado
Encarnado em um céu tão imenso

O teu cheiro num diverso intenso
Acoplam o raro em sinal denodado
Feiticeiro, espantoso e tão denso
Em um plural do árido cascalhado

Onde vemos empoar os passos
Entrelaçados entre tortos traços
E prados de dourados alumiados

Aos poucos sucumbimos por ele
Num pouso instável, caindo nele
Suavemente, de encantos alados

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

amor



amor



amor



amor



amor



amor



amor



amor



amor



tanto bate



até



que cura.

Inserida por cris_rangel

quero uma primavera de luzes dentro de mim.
os olhos dos amigos são os botões do meu jardim.
transitam almas sem cessar.
não consigo ficar sempre no mesmo lugar.

Inserida por cris_rangel

quero uma primavera de luzes dentro de mim.
os olhos dos amigos são os botões do meu jardim.
transitam almas sem cessar.
não consigo ficar sempre no mesmo lugar.

Inserida por cris_rangel

o sol lá fora
eu aqui dentro
a música toca sem parar
você lá fora
o sol aqui dentro
a música começa a tomar
conta no invento
a música lá fora
você aqui dentro
a letra se canta só

Inserida por cris_rangel

se eu amo
sem condições
a vida sorri
sem medições
e sigo plena
apenas
sem ser preciso
agarrar
o que não foge
o que me move
permaneço
e contemplo os olhos
que vão e voltam
e me devotam
toda esta calma
que sabe a hora
se quiser ficar
sentar-se-á
mirando junto
o mais profundo
saber estar

Inserida por cris_rangel

Aonde se encontra tua felicidade?
O que garante o teu sorriso diário?
A qual sorriso, você cede o teu?
A que olhar você se rende?
Qual momento você eterniza?
Das mais simples perguntas
Explora-se as melhores respostas.

Inserida por ShandyCrispim