Poemas de Luto
Vamos escrever versos
Nos muros da cidade
Alforriar as estrofes
das estantes;
E bibliotecas
Jogá-las no vasto
mundo...
Singular
Ela era delicada, educada e transmitia uma paz singular
mergulhei no seu sorriso doce, como se aquilo fosse me regenerar
A vida nos cansa, mas essa dança não pode parar
Desconhecidos, entregues ao acaso
para tirar o atraso
Dois inteiros que se encaixaram, como rima e melodia
A maldade e a magia, realidade e a fantasia
Livrai-me das simples paixões
Os fetiches da carne se tornam prisões
Onde nada supera a dor da saudade
Se o destino quiser nos unir
Eu te encontro por essa cidade...
Um Grito de Socorro
Socorro! Palavra nem sempre ditas com essas letras.
palavra, pedido? Vai depender de como a pronúncia
As vezes atendidas, muitas desentendidas!
Um grito em silêncio de quem chora por dentro
Buscando talvez o aceitamento.
De alguém? De todos? De Deus...
Socorro!! Simples palavra grande desespero
Quem não as escuta comete tamanho erro,
Por não socorrer a pessoa que pode ser você.
Gemidos, canções, olhares, sorrisos
Muitas vezes vazios/sombrios
Por não terem ouvido seus gritos
Socorro!!! A vítima se torna vitima de outra vitima
2 vezes vítima ou duas vitimas?
Uma do caso outra do acaso
Por minha culpa por culpa sua
Não importa a culpa
Mas o problema e as pessoas que julgam
Socorro!!!! Um grito , um clamor , um silêncio...
Não escultado, ignorado, até mesmo sufocado.
E aí se perde... Pessoa, indivíduo, nós!
Se perde em meio a dor e sorrisos vazios
Por ter esguelhado e não ter sido ouvido
Ignorado até mesmo o seu próprio pedido... socorro.
Não recuo com a primeira vírgula
No meio do caminho
Não me assusto com exclamações
Nem desisto
Quando aparecem interrogações
Sou poeta
Para mim
Ponto final não significa fim
Dos pontos
O que melhor me representa
É a reticência…
Gilmar Chiapetti
Nada a deClarar
Tudo se esClarece
Michael Clareou a pele
Clarice Clareava os cabelos
Carlos tem olhos Claros
Clara bóia sem luzes na cabeça
A Clarabóia Clareou o vão
Por onde vejo Claramente
Os livros que esClarecem mentes
Gosto de tudo as Claras
A história está a Clarear os fatos
O luar Clareia a noite
E eu na Clareira repouso
até o sol me cegar.
Gilmar Chiapetti
Sonhos
Sempre fui alguém muito sonhador
Algo que nem todos têm nesse mundo
Me deparei com sonhos que causam dor
Aquela dor no peito, bem no fundo
Quando você desiste de um sonho
Deixa por aí uma alma perdida
Quando você realiza um sonho
Deixa por aí a conquista de uma vida
A medida dos sonhos, é relativa
Mas sua conquista, é clara e precisa
Seu valor é incalculável
Mas a sua duração é incontável
Sonhos são deixados de lado a cada dia
Sonhos são sonhados a cada instante
Sonhos são únicos, você os cria
Sonhos são intermináveis, são uma constante
Nunca deixe de sonhar
Nunca sonhe em desistir
Pois sonhar é viver e amar
E viver sem sonhar é apenas existir
O mal nunca foi mal
O bem nunca foi bem
O bem e o mal são como
Carne e unha
Tipo romeu e julieta, tipo sol e lua
O mal não é das trevas
O bem não é da luz
Mal e bem são apenas palavras
Que uma pessoa arrogante criou
Mal e bem são meros amantes
Mas por causa de um escritor
Se tornaram arrogante
Autora: Ludmila_Na_Lua
Para eu
Meu amor te acalma nem sempre as pessoas seram como tu queres,
Nem sempre concordaram contigo,ou te respeitaram,
Mas lembre-se do quão fortes és,
O como é única e és precisa em tudo que és,
És a tua melhor perfeição,
Não te importes com os outros és diferente por si só,
Nem sempre te entenderam,
Mas premita-se entender.
Todo dia eu escrevo sobre você
Eu não deveria, mas mesmo que não seja a mesma coisa, você ainda me motiva
Os detalhes dos meus pensamentos
A lua me lembrando teu olhar
Os meus sonhos fazendo eu todo dia te encontrar
É estranho ainda pensar que nossas almas um dia possam se encontra
Contramão
Você estava linda, eu te fiz sorrir!
As passagens do tempo um dia justificarão suas fases para aqueles que buscam explicação para tudo
O corpo é o reflexo do seu brilho interior, de suas noites em claro vivendo a escuridão
Eu te vi lá, eu vim de lá
De calça vinho e aba reta, estereótipo de poeta
Na contramão do mundo só pra te encontrar
Desligue a luz,
Esse é meu mundo sem você.
Olhe no espelho e encontre a
Razão do meu sorriso.
Com você tudo faz sentido,
Quando estou contigo.
Até o tempo passa vagarosamente
Com a gente, me ensinou a ser melhor,
O meu melhor para você.
Resolvi deixar registrado aquilo que
Foi o que pensei ser.
Um dia, nada de mais aconteceu,
Más foi o suficiente para ser... inesquecível.
Não sei quem sou, talvez alguém de pouca
Fé para acreditar que outro alguém virá!
Apenas esquecer seria o suficiente.
Os pensamentos se tornam palavras,
Que antes eram para alguém, hoje são
Nada mais que palavras... meras palavras.
Destinadas ao vazio que um dia era algo significativo.
LITERATO
Como quisesse erudito ser, poetando
As brancas paginas da imaginação
As quimeras, vestidas de inspiração
Inventaram asas e partiram voando
Forasteiros rumos, dores, nefando
Cores e sabores, o amor e a paixão
Choros, risos, escoados do coração
Criando, o tempo vário ortografando
Estranhos os nomeio da serventia
Os desígnios com os seus caminhos
Compungido, vi que distinto é o dia
Assim, por longo tempo fui perdido
Nos versos nem sempre os carinhos
A poesia, da vida, nem tudo é vivido!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/08/2019, 05'55"
Cerrado goiano
Olavibilaquiando
A lente do amor grudou na retina e trouxe a realidade
para a paixão.
Agora, nela, vê-se poros abertos, veias desconcertantes
e azuis ao lado das narinas, que inspiram e expiram
o cansaço enfisêmico dos pulmões que já inflaram de
êxtase e susto
espera e dor.
Como é engraçada a miopia dos amantes histéricos.
Mas os olhos podem descansar do criativo,
as lentes revelam o cabelo debaixo da peruca e,
abaixo do cabelo, o couro. Que por vezes
escama e coça e dá vontade de escalpelar.
Como é engraçada a verdade que ninguém quer ouvir.
E aqueles, antes cegos, quase idiotas, reconhecem
primeiro a sombra, depois os relevos,
enfim as cores e as texturas.
E as lentes preenchem a transparência, entupindo-a
de estômagos, pâncreas, fígados e intestinos;
não dando mais para ver-se – vê-se o outro.
Então há o horror, e por fim, que é começo, o amor.
Como é engraçada a vida, posto que é só isso.
Você me amou
como uma faca empunhada.
Me travessou afiado,
rasgou minhas certezas e
cortou meu mundo em dois.
Amputou meu respeito,
decepou meu sorriso e
talhou minhas verdades.
Depois de tudo
saiu hemorrágico.
Caiu tingido de sangue.
Sujando o piso novo.
Aquele que você escolheu
nunca mais pisar.
PALAVRAS FLUTUANTES
As palavras flutuam, esbarram suavemente nas nuvens,
despencam duramente como chuvas, encontram na face, as lágrimas,
deslizam na tristeza ou alegria, são repassadas por várias vias,
de beijo em abraço, de coração em laço, lá estão elas, emocionando os fatos.
Há poder nas palavras, se ditas, seja a quem, legítimas,
se poesias, não seja só pobreza e acordo de rimas,
se rimas, tornem-se músicas profundamente emotivas,
cada tamborilar das letras, salvem uma alma do abismo.
Palavras, inverdades ou sinceridades, calorosas ou frias, não tem despedida,
uma vez ditas, nunca mais esquecidas, mesmo após desculpas varridas,
podem melhorar o dia ou partir corações feridos, não importa, está dito.
Flutuem palavras, em cartas, em livros cheios de graça, em poesia barata,
façam pousos amáveis, livrem as mentes das traças, moderadas em línguas afiadas,
palavras são como ventos, até mesmo que não as diga, no silêncio é sentida.
Poesia por J.G.B
Passo o dia chorando
Trabalho mal minhas ideias
Não preciso de corte minha alma tá sangrando
Preciso de ajuda mas a solidão é a minha plateia
Preciso de amor mas não me amo
Finjo que está tudo bem mesmo não estando
Não da pra viver sorrindo e chorando
Queria ver minha mãe caminhando e vivendo
Enquanto isso eu estaria num caixão
De mim mesmo sou refém
liberdade de tirar sua vida é uma prisão
Drogas me mantém vivo mesmo quando estou morrendo
Prometi que ia me matar aos 21
5 anos da depressão e uma hora essa bomba explode
Troco livros raros por uma dose de rum
Monstros de 21 cabeças, chora e não morde
Vivo versos sem verve
Vou viver como verme
Ou escrever como Verne
Cartas manchados para hermes
Tempo passando e eu sofrendo
Liberdade pode ser cantada
Mas a prisão é escrita no tempo
A loucura pode ser materializada
Troquei a corda pela corrente
Obeso demais, preciso de algo mais resistente
Dismorfia desde criança
Quando fui magro eu estava doente, eu quero a morte e ela é vingança
Soro do super soldado é heroína sem esperança
Pai,
perdoa-lhes,
eles não sabem
o que fazem...
Mais de 2 mil anos depois:
Pai,
perdoa-lhes,
eles não aprenderam
nada...
VOZ
Ninguém jamais
regeu tão extra-
(pois sem rivais)
vagante orquestra
como a que destra-
vando os umbrais
com chave-mestra
— cordas vocais —
propõe que além da
canção, com elas,
a mente aprenda
(mais do que vê-las
sem qualquer venda)
a ouvir estrelas.
