Poemas de Luto

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Poesia à Padroeira!

Que alegria saber que não estamos sós,
Que bom saber que olhas pro nós,
Nunca nos abandona e vem em nosso socorro,
Não nos decepciona, porque somos seu povo;

Pro filhos somos chamados,
Por Vós muito amados,
A Ti nos consagramos,
Para Ti caminhamos;

Em Vossa Casa nos recebe,
De Graças nos concede,
Pelo Pai Fostes Escolhida, (Lc 1,26-38)
Sem pecado és concebida;

Do Seu SIM veio o Redentor,
Para ser O Nosso Salvador,
Tu És A Mãe de nossa vida,
A Senhora Aparecida.

Poema: Amiga Amor

Nunca pensei que pudesse ser feliz de verdade,
Ou que uma amizade se transformasse.
Nunca imaginei o que hoje é realidade,
Ter ao meu lado alguém que me ame de verdade.

Saber os meus defeitos é uma das suas qualidades,
Um do seus defeitos é saber de toda a verdade.
Este é o preço do amor que segue da amizade,
Se entregar sem temer poder amar de verdade.

"Toda a poesia é luminosa,
até a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol,
nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar outra vez e outra vez
e outra vez a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar."

Escapulário

No Pão de Açúcar
De Cada Dia
Dai-nos Senhor
A Poesia
De Cada Dia.

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

Eu procuro alguém pra fazer uma poesia comigo
Tem que ser terno e triste
É essencial que seja triste

Os olhos de poeira
Muita saudade e medo
Gestos de até logo com jeitinho de adeus

Tem que ser distraído, sorrir à toa
Sempre querer chorar e nunca conseguir
E ter amado
Muito
E ter sofrido
E andar de poeta que fala sozinho
E falar muito abandonadamente

É preciso ter jeito de quem está querendo ser criança outra vez
E as mãos de um jardineiro quando está chovendo
Que saiba muito como começar a sorrir
Mas nunca saiba como começar a falar

Mas a maior urgência que existe
O essencial
O muito essencial
É ser imensamente triste

As vejos me vejo perdido nos versos de um poema,
cujas palavras sempre remetem àquele ar de tristeza.
Depois me vejo de frente com as frases de conclusão
cujas palavras sempre remetem ao poder da superação...

As vezes me vejo perdido sob a brisa do relento
Tentando desfazer a dor que me fere em dado momento
Recolho-me silencioso em minha introspecção
buscando tirar a dor que ainda habita em meu coração

Não há outra alternativa a não ser esperar
que essa dor parta bem distante e vá para um outro lugar
e enquanto ela insiste em ficar aqui comigo
Vou expressando o que sinto neste simples manuscrito

"... poesia pra mim é a loucura das palavras, é o delírio verbal, a ressonância das letras e o ilogismo.
Sempre achei que atrás da voz dos poetas moram crianças, bêbados, psicóticos. Sem eles a linguagem
seria mesmal. (...) Prefiro escrever o desanormal."

(em "Ensaios fotográficos". 2000, p. 63.)

Embriagado, quero
Mais que poesia,
Muito mais do que poesia.
– Hoje vamos nos divertir!
– Até chegar no espaço!
– Fecha os olhos.
– Esquece esse mundo.
Palavras soltas,
Sem dono,
Em busca de serem encontradas.

Valter Bitencourt Júnior
Você Pode: Antologia, 2018.

Poetisa nasci, poetisa me criei...
Poesias nas veias, poesias no coração,
da poesia amei, lendo poemas chorei.
Poetas admirei, pensadores irmãos.
Ainda menina ganhei um diário,
nele compunha meus primeiros versos,
meus segredos, meus lamentos, meus pesares.
Poetisa me vi, poeta me encantei!
Logo, poetisa me encontrei!
Com a poesia correndo nas veias,
não exitei; Me pus a escrever...
Do amor, de amar, sonhar, sonhei, chorei...
A poesia é meu melhor remédio,
pro amor, pro pensar, pro tédio.
Poeta de missão, poeta de herança, poeta de coração.
Num olhar perdido me dispersei, cresci, escrevi, fascinei.
Poetisa, mulher vento, menina tempestade, mãe brisa.
Encantei-me!

"ESSÊNCIA DA ESCRITA"

Em minhas poesias tento colocar a essência da minha alma
Em cada verso tento ser o mais sincero e objetivo.
Tento colocar cada frase em seu lugar. Minha inspiração?
Pode ser qualquer objeto, o tempo, um ser, a chuva ou até a lua.
Para mim escrever é como respirar, se tirar a poesia ou esse dom de mim
Seria muito melhor logo me matar,
Pois eu vivo colocando frase por frase, em seu devido lugar.
Mais antes de escreve-las, eu uso toda a essência da minha "VIDA"

A brusca poesia da mulher amada (III)

A Nelita

Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido herói sem mácula
Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a bilirrubina
Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco quilos
Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as confidências
E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas
Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia.
Eis que se anuncia de modo sumamente grave
A vinda da mulher amada, de cuja fragrância já me chega o rastro.
É ela uma menina, parece de plumas
E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos ventos
Empós meu canto. É ela uma menina.
Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina
Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes
Do meu amor em solidão. Sim, eis que os arautos
Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos
Para cantar seus réquiens e os falsos profetas
A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras.
Mas nada a detém; ela avança, rigorosa
Em rodopios nítidos
Criando vácuos onde morrem as aves.
Seu corpo, pouco a pouco
Abre-se em pétalas... Ei-la que vem vindo
Como uma escura rosa voltejante
Surgida de um jardim imenso em trevas.
Ela vem vindo... Desnudai-me, aversos!
Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos!
Alvoroçai-me, auroras nascituras!
Eis que chega de longe, como a estrela
De longe, como o tempo
A minha amada última!

⁠"De todos os amores que eu conheci...

Foi a leitura de um poema quem fez
o meu coração voltar a bater mais forte.

Mas aí o livro acabou......se foi...e
todos os dias os meus
batimentos cardíacos caem um
pouco mais..."

Até começar a ler outro livro...

A Poesia
é o esconderijo
do açúcar e da pólvora.
Um doce
uma bomba
depende de quem devora.

uma palavrinha sobre os fazedores de poemas rápidos e modernos

(Tradução: Jorge Wanderley)

é muito fácil parecer moderno
enquanto se é o maior idiota jamais nascido;
eu sei; eu joguei fora um material horrível
mas não tão horrível como o que leio nas revistas;
eu tenho uma honestidade interior nascida de putas e hospitais
que não me deixará fingir que sou
uma coisa que não sou —
o que seria um duplo fracasso: o fracasso de uma pessoa
na poesia
e o fracasso de uma pessoa
na vida.
e quando você falha na poesia
você erra a vida,
e quando você falha na vida
você nunca nasceu
não importa o nome que sua mãe lhe deu.
as arquibancadas estão cheias de mortos
aclamando um vencedor
esperando um número que os carregue de volta
para a vida,
mas não é tão fácil assim—
tal como no poema
se você está morto
você podia também ser enterrado
e jogar fora a máquina de escrever
e parar de se enganar com
poemas cavalos mulheres a vida:
você está entulhando a saída — portanto saia logo
e desista das
poucas preciosas
páginas.

Poema.

(Doce E moção)

Quero em teu olhar mergulhar...
Sentindo a doçura de te amar...
Do nosso amor ter aventuras,
sentindo uma doce ternura,
no recordar desta lembrança,
que sempre deixará a esperança,
de que sempre poderei te abraçar,
e com paixão te beijar...
Vamos viver nosso amor,
seja do jeito que for.

Eu queria ser Vinícius

Com a inspiração do haver,
Poemas, sonetos e baladas
E sem nunca perder o tom
Falando sobre idílios e exegeses,
Fazendo samba, falando de amor
Com toda a antologia poética
Pela luz dos olhos teus
Me entrego ao amor total
E de te amar assim, muito e amiúde
Vivo a conjugação da ausente.
Ah, se todas fossem iguais a você...
Te busco sempre e tanto,
Para viver sob os teus auspícios,
E, de repente, não mais que de repente,
Eu queria ser Vinícius

"beijos de bom dia
com poesias pela manhã
sussurradas no ouvido.
É minha forma mais simples
de dizer que te amo"

Viagem

Paulo César Pinheiro

Oh! tristeza me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia
Veio ao meu encontro
Já raiou o dia
Vamos viajar.
Vamos indo de carona
Na garupa leve
Do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe
Lá do fim do mar.

Ao Amor


Ao amor

Todas as juras são falhas

Todas as rosas são nulas

E todos os poemas serão bestiais...


Ao amor

Só basta o entrelaçar dos olhares

Em silêncio... Olhos e almas... Nada mais...


Ao amor

Sem rosas, juras e poesias

Só o silêncio...



E as almas... Puras... Olham-se...

Eu vou te dar amor à moda antiga
Sem traição, só flores e poesia,
Quero dizer
Que nesse mundo não vivo sem você ...