Poemas de Loucura
Reencontros I
Tentei não ceder
Ao calor do momento
Que minhas loucuras e desejos
Não escapassem dos pensamentos
Quero embriagar-me de você
Como se fosse a última vez
E no dia seguinte
Ter ressaca de paixão
Razão Louca
Feliz é não ter razão
Muito menos emoção
Minha sincera opinião
Escrevo com o coração
Pensando sem razão
Mas sem contradição
Não, não, não, não...
Não quero confusão
Seria um louco, então?
Talvez essa seja a razão
Felicidade é ser louco
Privilégio para poucos
Senão ou se não?
Lembrei da expressão...
"Tô falando em alemão"
Agora vê se me entendi
Por poetizar um pouco
Não tem nada de louco
Pura criação da mente
E por pensar livremente
Sou feliz eternamente.
I
Louca para pegar
um avião,
Para beijar os seus
lábios de melão
e se você for
muita areia
para o meu caminhão,
Faço muito mais
do que mil.viagens
para conquistar
o seu coração.
II
De caminhão em caminhão,
de provas em provas
desse lábios de melão,
Você vai ser meu totalmente
de corpo, alma e coração,
Vou te fazer nas alturas
mais alto do que qualquer avião.
III
A tua imaginação
sei que comigo
é capaz de voar
mais alto do que
qualquer avião,
Sei que meus são
estes lábios de melão
que valerá a idas
e voltas do meu caminhão.
As tuas loucuras
de amor têm todos
os dias erguido
jardins suspensos
para nos abrigar,
dando o luxo de contar
um com o outro acima
de todas as influências
que atentam contra o quê fascina.
Para uns pode parecer
loucura não sei
o porquê ainda quero
saber quem é você.
Não avento que não
venha me querer
e mesmo assim quero
saber quem é você.
No Perú sob uma Quina
em nós o tempo embala
em silêncio toda a poesia.
Veremos chover estrelas
nesta Pátria Grande
porque em nós há o romance.
Eu sou senhora
dos cantos e becos
mais escuros,
A minha loucura
é metódica,
O resto para mim
é retórica,
Ninguém me interna
ou me enterra.
Vagão absoluto mesmo
no absurdo do mundo,
Olho louco, grito rouco,
mesmo feito muito pouco
insisto e escrevo
os meus Versos Intimistas
para que as poesias
sejam o meu perpétuo legado.
Nossa vida é uma loucura de acontecimentos, uma neurose de surpresas, uma depressão de esperanças e um temor de mudanças.
Escrita para viver.
Um ato, lindo e louco
Um ato de coragem esta acontecendo em alguma parte do mundo,
Um vulcão explodiu,
Uma grande cachoeira está jorrando aguá velozmente, produzindo energia a mil,
A aurora boreal esta sendo deslumbrada novamente,
Alguém no mundo esta aprendendo a amar.
Perdendo o juízo
O querer é uma loucura sem freios,
A imaginação é a menina dos olhos,
A paixão é uma incógnita,
A culpa é de ninguém,
O juízo é uma urgência.
O tempo não para (pensamento)
Enquanto vivemos, corremos loucos e desesperados atrás de sensações e prazeres que tomam o nosso precioso tempo e nos deixam com o comportamento vazio e irreparável de robôs.
Na luta frenética por visibilidade ou ver um comentário qualquer e alguns likes, perdemos para a irracionalidade e para a velocidade do tempo, nos tornamos escravos diários de nossos próprios movimentos e interesses muitas vezes desnecessários e perturbadores!
O privilégio do contato, dos olhos nos olhos, das leituras e buscas por atividades que tem real valor para nossas vidas e o nosso convívio social estão sendo corrompidos cada vez mais por futilidades que nos aprisionam na frente de uma tela e ao mesmo tempo, nos transformam em felizes zumbis.
RISOS
Riam-se em doidice de tão loucos,
Em despregadas e reles bandeiras,
Com dentes podres pelas asneiras,
Os tais grotescos eunucos taroucos.
Eram desafinados e afinal tão roucos,
Mal orquestrados, uma pobreza, enfim,
Que mal eu os ouvi a rirem de mim,
Disse comigo: Façamos ouvidos moucos.
Eram seres de peçonha tinha maligna,
Doença que não poupa corpo nem alma
E só ataca multidões de gente indigna.
Um poeta, nunca morre sem a palma,
Nem se deixa matar por algum estigma,
Ele morre por si só, na mais serena calma.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 20-06-2023)
VOAR
Ó, Deus do profundo,
Ó, loucos do mundo
Deste meu tão surreal
Viver terreno,
Ouvi o meu grito
Quando eu, aflito,
Ouço um som lá do fundo,
Mágica música num segundo,
E ela, de súpeto, me arrebata
Num vento celestial
Rumo a outro planeta mais sereno,
Real.
E, deixo-me levar
No voar pleno,
Curioso,
Gostoso,
No observar do ar
Este torrão terra
Que berra
A plenos pulmões,
Como que pronunciando
Que o mundo vai secando,
Por falta de novas versões.
E quando o meu voo desce,
Eu caio de chofre no chão,
Rijo como pedra torrão
E até nem parece,
Mas eu choro:
Porque me sinto infeliz
Por não poder mais voar,
No roubar das asas que fiz
Para este fadário deixar.
(Carlos De Castro, In há Um Livro Por Escrever, em 02-03-2023)
Louca de saudade
Se uma canção me lembrar,
Troque o CD, não ouça mais,
Se um perfume me recordar,
Troque de marca, não use mais,
Já que me trocou por um outro alguém,
Substituir é o que te convém,
Mas quando o coração não me enxergar,
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade,
O coração vai me desejar,
E te deixar louca de saudade, louca de saudade,
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração!
As mais sensatas loucuras, são as mais puras alegrias. Tudo que fizemos deixaremos de recordação para aqueles que um dia pensam em ser como nós. Talvez loucos, porém felizes!
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
Não vejo mistério em ser simples, nem loucura em ser sincero, apenas levo as coisas da maneira como gostaria que elas fossem. Apenas vivo o meu destino na esperança de que, seja lá onde este caminho der, o final vai ser sempre o melhor possível, não para mim, mas para a minha história e, independente do espetáculo ou do fracasso, das lágrimas que vão cair ou das gargalhadas que vão ecoar, no final, eu vou estar ali feliz por tudo que fiz e resignada com o próximo passo que vou dar. Acho que este é o encanto da vida.
