Poemas de Lembranças
Uma boa lembrança não pode afagar um ente querido, mas serve como lareira a queimar a lenha da saudade
É na leitura do testamento, que a família presencia a felicidade ir embora, ao dobrar a esquina junto com as boas lembranças
Esquecer sempre foi uma necessidade, mas é impossível não perceber, que o perdão só existe por estar preso às lembranças
Seus olhos castanhos vibrantes, continuam os mesmos, e se eu pudesse tê-los observado mais de perto, certamente mergulharia em um oceano de sensações, que me fariam perder o chão, e a noção de tempo, como antes...
Espero esquecê-lo em breve, porque, cansei de ter meu coração preso ao seu, cansei de amar, sem ser amada. E apesar de tê-lo eternizado em minhas poesias, prefiro enterrar nossas lembranças, e meus versos sobre você, na escuridão longínqua de um passado distante, como uma história que nunca existiu de verdade, e que não me faz perder noites de sonos, e nem me faz derramar lágrimas, em noites solitárias.
Tudo ao tempo se dobra, saudade, sonhos, lembrança. Tudo se perde em quimeras, do que poderia ter sido e não foi...
Sou mineira de “antigamente”.
Como boa mineira não perco o trem. Nem o tempo. O tempo, porém, me faz perder algumas coisas. Às vezes perco a razão, que logo encontro. Curtir o frio do inverno ao lado de um fogão a lenha, comida em panelas de ferro, ou no tacho mexido com colher de madeira, água esquentando e me aquecendo com o calor que sobe, aroma do café feito na hora, a cozinha puro aconchego, iluminada apenas pela luz da lamparina … Ah! Só na lembrança. São coisas perdidas no tempo. O tempo não permite que eu as encontre mais.
A vida é um sopro, quando se percebe, tudo já passou e muitos já se foram. Por este motivo, ame, cuide, elogie, dê o devido reconhecimento, pois o tempo não para, ele nem "voa" mais, ele se "teletransporta" e quando percebemos o futuro já é passado...
Memórias ruins e memórias boas não podem ser apagadas, mas uma pode ser esquecida e a outra recordada.
Cada foto do nosso passado relembra uma vivência que nos proporcionaram experiências, sejam elas boas ou ruins mas o importante é o que estamos vivenciando no presente...
Coisas ruins não precisam ser lembradas: as pessoas sem propósitos na vida as contam sem pedir permissão.
Todos os homens têm um museu em seu coração, colecionando sentimentos negativos contra o próximo e datados para lembranças da velha vida.
Se a memória tem gatilho não deixe que a língua assassine os bons relacionamentos, falando o que não convém às boas lembranças da vida.
Veja a natureza com os olhos da gratidão; a felicidade com os olhos da paixão e os amigos com os olhos do coração, porque muitas lembranças jamais se desfarão.
Dispare o seu Gatilho de Memória, consultando o campo das emoções diante da fauna e da flora; ou deixe que ele acione em questões de frações de segundo quando cometer um deslize intencional com alguém, abrindo nela todos os seus arquivos de raiva, ódio e repúdio, formando as piores lembranças.
Livre-se dos velhos amores e das saudades de antigos relacionamentos, pois no leito conjugal não pode haver
lembranças ou comparações, ocupando o mesmo espaço.
Uma lágrima sempre é motivo para relembrar os momentos vividos. Momentos que deixaram boas recordações e os que apenas deixaram vagas lembranças.
A tempestade que se forma no fundo de um copo de uísque, após algumas doses, não é efeito da embriaguez, é o desbloqueio silencioso de lembranças mal enterradas, de amores antigos e mal resolvidos. Não necessariamente são meus, mas ainda assim doem como se fossem.
Foi como se a faculdade tivesse mudado completamente, mas quem mudou fui eu. Isso faz sentido? Aquela faculdade fazia parte de mim e ao passar por aqueles corredores eu lembrava de tantas coisas! Lembrei de correr por aqueles corredores saindo bêbada do bar no primeiro ano, de beijar meu namorado ali no segundo ano, de rir alto com minha melhor amiga no terceiro ano. Lembrei do tédio de olhar para aquelas paredes segunda após segunda, estágio após estágio no quarto ano. Por fim, lembrei de passar por ali carregada de livros para fazer o TCC no último ano. Foi uma jornada incrível! Eu queria petrificar cada uma daquelas lembranças em mim para elas não se dissolverem no ar. Queria torná-las cláusulas pétreas!
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