Poemas de Lágrimas

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Pecado de nós



Aonde ficaram as lágrimas o vazio pernoitou,

na linguagem do amor, um se disse cego, a outra parte se mostrou mudo,

em ambas as partes a voz que toca é a do ego que assopra e assola,

e assim o cheiro do perfume foi se esvaziando do frasco,

o pecado de nós está sendo deixado sem laços,

o pouco que resta de mim cai lentamente em tudo que escrevo.

“Respira sem pressa.
Enxuga as lágrimas.
Segue em frente. Confia: o universo sabe o tempo certo.”

⁠"Tu contas as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre. Não estão elas no teu livro?"

Salmos 56:8

O choro que reconhece a própria fragilidade. O choro de arrependimento, o choro do autoconhecimento, o choro que nos faz crescer, o choro que dissipa o orgulho, o choro que dissipa a autossuficiência, o choro de empatia, os choros que curam, os choros que fazemos, ao escolher o caminho de volta. Não viva chorando, mas, se precisar, chore!

Ela é preta de garra, de força, de raiz. Das lágrimas fez sementes, e delas nasceram motivos para sorrir. Carrega no peito a coragem de quem não se curva, e no olhar a ternura de quem sabe acolher.
Amiga, irmã, presença rara, não veio por acaso, veio como dádiva. O destino me entregou em suas mãos um presente, não embrulhado em papel, mas em afeto, não marcado por tempo, mas por eternidade.
Ela é chama que aquece, é muralha que protege, é poesia que caminha. E cada gesto seu é lembrança viva de que a vida, mesmo dura, também sabe ser generosa.

Lágrimas por Nós

Que saudade de tudo o que não fomos, pai…
É tão duro conviver sabendo que sou tão parecida com você,
e que nunca tive a chance de te conhecer.

Que saudade do amor que ficou apenas em silêncio,
da relação que jamais tivemos,
das conversas que nunca aconteceram,
dos abraços que jamais senti.

Quantas lágrimas caíram no chão,
e quantas ainda carregarei comigo,
por aquilo que poderia ter sido e nunca foi.

⁠Depois da despedida
Lágrimas e long neck
Candy e Paolo
Teu cheiro como tatuagem
E uma passagem só de ida

⁠A vida me fez derramar muitas lágrimas, mas não conseguiu cancelar o meu sorriso.

A vida partiu meu coração, mas ela não conseguiu sugar a minha alma.

A vida me roubou muita esperança, mas não conseguiu roubar meus sonhos.

A vida, ao longo dos anos, pode me fazer aparecer rugas no rosto, mas não conseguirá fazer com que meu coração envelheça.

Salmos 126: 5,6

Adicionar bíblia secundária
Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

Ainda que eu chore ao lançar a semente, que eu nunca deixe de ser um semeador; que a Tua Palavra caia em corações sedentos e feridos, e que o Teu poder produza colheita de cura, restauração e vida

Via crucis

Havia sangue no caminho,
sangue,suor e lágrimas.
na via crucis,
um rei coroado de espinho.

Havia prantos na terra,
silêncio profundo no céus.
na via crucis,
um cordeiro vencendo uma guerra.

O mundo em dor,
Sombras de escuridão permeiam o céus.
Na via crucis,
homens matando o amor.

Ele caminha em dor,
não reprime a quem lhe ofende.
Na via crucis,
a redenção do amor.

o mundo assim escreveu,
Vida e morte na cruz.
Na sepultura,
a morte o conheceu.

O mundo se enche de luz,
numa manhã a romper.
A sepultura explodiu,
a Jesus não pode deter.

Glórias se ouve cantar,
nos portais de Jerusalém.
Arcanjos a receber,
o rei da glória que vem.

Autor. Cícero Marcos

"⁠Dizem que as canções nos arrebatam ao mais profundo de nossas almas. Mostrando as lagrimas que estão armazenadas para serem liberadas.

E por fim, da o alivio a "Alma".""

Gotas de lágrimas

Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.

Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.


Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.

Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.

Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.

E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.

Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.

E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.

Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.

Um dia me fiz poeta para aliviar a minha dor. As letras emaranhadas com minhas lágrimas, me fizeram notar que as sílabas juntas, seriam minha nova paixão. Há dias em que as sentenças brotam do meu coração, mas há dias em que o que mais quero é silenciar minha voz.Nessa trajetória a gente se reinventa e busca novas maneiras de viver a velha vida.No papel teço meus novos roteiros, não sou tão fraca nem tão forte, apenas sou quem me disponho a ser.


Onde a dor se transforma

Houve momentos em minha vida em que minhas lágrimas, em oração, desciam pelo monte.
Nessas horas, eu me via como um templo sagrado, dissipando no ar tudo o que era ruim, deixando permanecer apenas o amor.

O Teatro do Inseto

Lágrimas são apenas o óleo que lubrifica esta engrenagem de carne.
O coração não bate;
ele se estilhaça como porcelana barata sob o pé de um gigante.

Hoje é o baile de máscaras.
Costuro um sorriso no rosto com linha de náilon, uma cirurgia amadora de alegria plastificada.
Sou o figurante de mim mesmo, um palhaço de gesso num palco que range.
À noite,
o teto baixa três centímetros.

As correntes não são de ferro, são de arame farpado invisível, enrolando-se nas vértebras, transformando o lençol em chumbo.
Levantar-se não é um movimento; é uma revolta.
É a metamorfose reversa: acordar homem e sentir-se bicho, esmagado pela bota de um Deus burocrata.

Quem habita este invólucro no centro do turbilhão?
Sou o estalo da mania ou o silêncio do abismo?
A moeda gira, mas o rosto é o mesmo:
Um lado é o chicote, o outro é a ferida.
A vida é um processo lento, um tribunal sem juiz.
E a morte... a morte é apenas a porta que não exige convite,
o único documento que não precisa de carimbo.

Momentos vazios
lágrimas brotam
Reflexos da memória
manifestações do dito
e do que ficou reprimido
Momentos com Deus
avivamento
Outrora
Pura introspecção
Madrugada de afloramentos
Pesares
não nos tire o encanto
Nenhum dia igual ao outro


Agnaldo Souza

⁠Quantas vezes você caiu e se levantou…
Quantas vezes enxugou as lágrimas de tristeza ou chorou de alegria…
Sim, muitas vezes… você chorou, limpou as lágrimas com os dedos das mãos, pois não tinha forças nem para pegar um lenço, mas atravessou…
Muitas vezes, teve vontade de sentar e esperar passar, pois não tinha equilíbrio para continuar, mas caminhou …
Passo aqui para te dizer: você não precisa ser forte todos os dias, você não precisa ter medo de se mostrar vulnerável, você pode sentir …
E depois de sentir o que sente … aprender, aceitar e continuar!
Confie em você e nas energias divinas.

“Lágrimas Pretas”

Lágrimas pretas caem dos teus olhos,
ensopadas de desilusão.
Mesmo trajado como um janota,
ainda te lançam ao leque dos bandalhos.

Agora notas?
Para eles, és abominação.
Dizem que só mereces choro,
porque não tens a cor do ouro.

Deita, então, essas lágrimas pretas —
prémio cruel da tua “favelação”.
Chamam-te mocinho de tretas,
como se fosses feito de ilusão.

Nem Cristo Pérez te ampara,
segundo a sentença que lavraram;
arquitetaram tua conspurcação
numa cerimónia sem salvação.

Prepararam tua acrimónia
como quem sela uma condenação,
achando que assim obscureciam
o brilho vivo da tua aura.

Mas para mim, está bacana:
não precisas de campana
para provar aos tolos
que não és bagana.

Teu valor não tem cotação.
Não depende de aprovação.
Quem chora preto, às vezes,
lava o mundo da sua própria escuridão.

@poesia #Lágrimaspretas

O que é força?
É chorar sem vergonha,
É permitir que as lágrimas fluam,
Sem esconder a vulnerabilidade.

É cair sem mentir,
Reconhecer a dor da queda,
E levantar-se com a verdade.

É pedir sem orgulho,
Estender a mão,
Aceitar que precisamos uns dos outros.

A força não é uma máscara,
Que usamos para esconder o que sentimos;
É a coragem de tirá-la,
Quando o peso se torna insuportável.

É saber que ser forte é também ser humano,
E que, na fragilidade, reside a verdadeira potência.
É abraçar a autenticidade,
E encontrar beleza na honestidade do ser.

Força é ser sincero consigo mesmo,
E ter a bravura de viver cada emoção,
Como um passo em direção à liberdade,
Onde o coração, por fim, pode se aquietar.
Giovana Barbosa

⁠Se até o Barulho das nossas Lágrimas chega aos Céus, imagina o Barulho da nossa Oração!


Façamos Barulho!?!


Pois, se até o barulho ensurdecedor das nossas lágrimas atravessa a distância entre o chão que pisamos e os Céus que almejamos, é porque Deus não mede som — Ele reconhece verdade.


Lágrima não grita, mas confessa.


Escorre onde a alma já não consegue se explicar.


Agora, imagina a oração…


Não a decorada, a apressada, nem a que tenta impressionar.


Mas aquela que nasce do mesmo lugar das lágrimas: do cansaço, da esperança teimosa, da fé que manca, mas não desiste de caminhar.


A oração faz barulho ainda mais estrondoso porque movimenta o invisível.


Ela não precisa de voz alta, precisa de entrega.


Às vezes sussurra, às vezes geme, às vezes só respira — e mesmo assim estremece os Céus, porque carrega dentro dela o nome de quem confia.


Façamos barulho, sim.


Com joelhos dobrados, corações rasgados e com silêncios agridoces cheios de fé.


Façamos barulho não para sermos ouvidos pelos homens, mas para lembrarmos a nós mesmos que nunca fomos ignorados por Deus.


Se a lágrima já incomoda, a oração transforma.


E onde ela chega, nada permanece exatamente como antes.


Pois, os que choram serão consolados, os que oram — ouvidos.


Façamos Barulho!?!

⁠No santuário do silêncio, o barulho quase sempre fica por conta das lágrimas — contidas ou derramadas.


Lá não há necessidade de palavras bem escolhidas nem de explicações convincentes.


Ali, o que fala é o que transborda — ou o que dói ainda mais para não transbordar.


O barulho fica por conta das lágrimas, contidas ou derramadas.


Porque até o silêncio tem um idioma próprio, e ele quase sempre é aprendido na dor.


Há lágrimas que escorrem sem pedir licença, e há outras que permanecem presas, não por falta de sentimento, mas por excesso dele.


Ambas fazem ruído suficiente para quem sabe escutar com a alma.


Não é fraqueza chorar em silêncio; é coragem permitir-se sentir sem a plateia, sem o espetáculo, sem a pressa de parecer forte.


No santuário do silêncio, Deus não se assusta com o som ensurdecedor das lágrimas.


Ele entende o que a boca não consegue formular e recolhe cada soluço invisível como oração.


Porque, quando tudo se cala ao derredor, o coração encontra espaço para falar — e o céu, para escutar e até responder.


Felizes os que choram, porque serão consolados!