Poemas de Homem Triste
Todos os sonhos devem ser perfeitos, lindos e impossíveis pois a triste e amarga realidade cada vez mais nos castra com suas factíveis e coerentes impossibilidades.
Triste é sonhar na solidão, na doce falsa promessa de uma ilusão. Que devora nosso peito nu, de fraco coração. Como se o amor, não tivesse fim, mesmo na incompreensível imensidão.
Triste século onde a loucura, o egoísmo, a intransigência e a individualidade, não próprias só dos mais jovens, se espalha como perversão na mente demente dos mais maduros poderosos.
Assim como existem casas fantasmas, no Estado do Rio de Janeiro, temos praias fantasmas. A triste exemplo disto, temos as do Valongo e a do Peixe, local que desembarcaram a maior quantidade de negros escravos no Brasil.
Todos os dias em nossa breve existência nesta dimensão, mesmo contemplativo, pensativo e triste, temos sempre a grata oportunidade de arrancar um sorriso alheio e com sorte proporcionar a alguém, pelo menos um minuto de alegria e felicidade.
Triste momento planetário que vivemos, onde os ignorantes e perversos tem certezas e os cultos e generosos de alma, duvidas se lutar vale a pena.
Tenho um medo terrível da sanidade, triste, previsível e efêmera. A loucura imaginativa das cores e formas me alimentam todos os dias, diante dos desconfortos da vida, como ela é. Sinceramente creio na maior liberdade do hospício muito mais que entre o zig zag dos autômatos fantasiados de gente nos escritórios contábeis, enforcados e engravatados.
A mais triste viagem é aquela que vamos pra onde ninguém nos espera...(Saul Belezza - Mario Valen - Patife)
Quão triste seria, se alguém pudesse vir ao mundo e voltar, sem ao menos conhecer a diarreia. Isso lhe permitiria voltar calçando as sandálias da arrogância.
Ninguém é alegre ou triste o tempo todo.
Há os que fingem ser feliz o tempo todo, por puro prazer em enganar a tristeza.
Ainda penso em você, vez ou outra com um sorriso no canto da boca,
Vez outra com uma lagrima no canto do olho...
Não há cola no mundo que conseguirá unir meus cacos, espalhados assim, por toda casa. Deixei a simpatia na gaveta; o amor na geladeira; e a felicidade, dei descarga.
Me perdi tentando me encontrar, e nesse caminho de grandes morros, resolvi simplesmente parar de baixo de uma árvore. Nunca mais sai.
"Aqueles que me olham me ver vivo exteriormente, mas mal sabem que interiormente já morrir faz tempo"
