Poemas de Fernando Pessoa -Salazar
Se pra mostrar que é mais forte
Você tem que brincar com meus sentimentos
Eu só lamento por você, você tem muito o que aprender
Um grande amor não é questão de sorte
E pode ser que você nunca note
Que eu faço tudo por você, mesmo sem você merecer
Fica comigo esta noite, que eu te faço feliz
Finge que eu sou o amor que você sempre quis
Amanhã é outro dia e a gente vê como é que
Fica comigo essa noite que eu te faço feliz
Na frase "Deus escreve certo por linhas tortas", chego a seguinte conclusão.
"Talvez eu tenha sido em sua vida a linha torta, e você a escrita certa em minha vida."
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Não tenha medo dos problemas não interessa qual. Eles existem e estão em nossa Vida para serem vencidos. Ainda que eles sejam multiplicados.
Acreditemos que nada são, pois, nós estamos com Deus e Ele conosco. Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Temos direitos à verdade e à liberdade; mas lembre-se sempre que não somos objetos de liberdade e nem de direito.
Devemos fazer uso da nossa liberdade para o próprio bem; mas nunca, e para prejudicar o seu próximo ou acarretar-lhe algum mal.
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Entenda que o Amor e uma louca viagem, e alguém um dia irá agradecer pela carona, e dependerá só de você se essa pessoa continua ou não em sua viajem...
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Viva com intensidade e gratidão o momento presente. Isso é real.
E lembre-se: Não há culpa o bastante que possa mudar o passado.
Assim como não há ansiedade o suficiente que possa fazê-lo saber o futuro.
E melhor ser um cão em tempos de paz do que um homem em tempo de guerra.
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
"Na pedra rústica há verdadeiras obras-primas basta imaginar e lapidar. Nos corações há uma melodia que os regenera basta ficar em silêncio e meditar."
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
"Com toda riqueza mas sem Cristo não tens nada, sem nada mas com Cristo terás tudo..."
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
O diabo olhou em minha direção e notou que
eu me encontrava de joelhos e com a cabeça baixada, nesse exato momento ele pensou eu o derrotei dando risada.
Até a hora que ele ouviu eu dizer Amém...
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Vivamos a vida com abundância. Não uma vida de prazeres e luxos supérfluos, de ostentação e de orgulho, mas uma vida verdadeira.
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.'.
Um sopro na imensidão do infinito
Fez meu coração pulsar novamente
Fez minhas mãos transpirarem
Fez meu ego voltar e viver.
Um sorriso na imensidão do mundo
Fez meu coração amar novamente
Fez minhas mãos acariciar teu rosto
Fez meu ego acreditar no amor.
Na imensidão do teu sorriso
Voltei a amar
Voltei a sonhar
Voltei a sorrir
Por te amar Ironir.
Eu vivo em uma selva de pura pedra e aço,
Negociei meu coração com a leoa... Em troca de segurança.
Peguei meus princípios e construí um abrigo.
Minha verdade é uma lança.
Me vesti de esperança...
Vivi alerta, alma trancada mas com uma janela aberta.
Queria ver o sol, queria ver a lua...
Queria muito ver além...
A beleza da vida pura e nua...
A pedra me atingiu
O aço feriu
A leoa partiu
O abrigo sucumbiu
A lança se partiu
Esperança hoje vejo que jamais realmente existiu.
O sol afetou minha visão.
A lua não posso ver, se escondeu na escuridão.
A vida desnudou minha solidão.
A cada palavra ecoa seu nome...
Ele dança na minha mente acompanhando o compasso dos versos...
Nao ouso colocar meu nome nessa obra...
Não é minha... Ela é sua...
Então pegue e assine...
Esse nome que não sai da minha alma...
Esse que é tão simples
Francine...
Quantas histórias inventadas,
invertidas
pontuadas do nada...
Quantas outras verídicas,
censuradas,
adulteradas pela crítica...
A seca no sertão.
A vida do sertanejo
É um misto de sonho e desejo em cada coração
Do berço ao túmulo, a ferida que amargura é a sua vida dura a cada passo do dia no sertão.
No Nordeste brasileiro, a vida do sertanejo é embalada pelo enredo de viver uma vida sem medo diante da seca do sertão.
Sua fé em nosso Senhor o faz suportar a seca e o calor que lhe trazem morte e dor, devido à falta de água que lhe angustia a alma em uma vida de horror.
O NAVEGANTE
Emergi no mundo em lago profundo
De dias tristonhos e selvagens pegadas
Recorri a memória sem nada tocar
Descendo correntes e nascentes perdidas
Ouvindo a voz que a escuridão derramava
Nos espaços soltos que em mim ansiava
Afoguei-me no mar de ilusões e pedra de sal
Que escorriam nos rostos ao longo da costa
Fortes ventos que agora iriam conter
Puro delírio, fortes alentos espessos no ar
Procurei abrigo nas rochas cavernosas do coração
Em mil séculos despejei muita água no mar
Juntei-me ao horizonte e as almas perdidas
Enchendo-me de todo ímpeto de alegria
Embora as rochas que espetavam o coração
Não mais sentia, tudo se foi, com tudo eu iria.
Convite para Solidão
Mais uma noite e eu me vou.
Me deito numa cama sendo eu, demasiadamente eu.
Indiscritivelmente eu. Mas o que sou?
Andarilho contemplativo, que se sente unico em vão.
Só me entrego verdadeiramente em tua companhia, solidão.
Despedaça-me e mostre-me a mim mesmo
Para que assim eu possa ver além do que quero que vejam em mim
Abre-me e busca nessa alma cansada a esperança de não ser mais um.
Faz de meu corpo uma sala de estar, e seja bem vinda. Solidão.
Quero ser só, só teu anfitrião.
Me esprema e guarde de mim toda a essência.
Jantaremos essa noite meus sentimentos, e nos embriagaremos com minha existência.
Cada dia mais me canso da sociedade.
Vivo hoje apenas para não morrer de saudade.
Saudadade de ti. Solidão.
Dança comigo eterna donzela
Cheia de melancolia e ainda tão bela
Ouve comigo essa orquestra de minhas confusões
Que toca o mais belo de todos os sons:
O som vazio da solidão.
Por último, deite comigo
E seja minha
Só minha
Sozinha
Solidão.
NEM AS ALMAS E NEM AS ARMAS
Não parece mais aquele
De sorrisos destemidos
Que a morte calhou bem
Nem as almas e nem as armas!
Não tem corte nem navalha
Que apareça e ampara...
É que a morte lhe cai bem
Nem as almas e nem as armas!
Não teve dó nem piedade
Ficou sem cor mas com coragem
E foi com a mesma vaidade
Que tinha horas atrás...
Nem as almas e nem as armas!
Um gatilho à sua direita
Foi com ele resumindo
O que não amava mais
Nem as almas e nem as armas!
E com a cara e a coragem
Fez da morte seu presente
E assim louco e sorridente
Um estalo, a mão quente
Neste mundo aqui jaz.
Nem as almas e nem as armas!
(NUNO BAUHALLS, pseudônimo de Fernando Santos)
