Poemas de Fernando Pessoa -Salazar
a terra é estéril,
a arca vazia,
o gado minga e se fina!
António, é preciso partir!
A enxada sem uso,
o arado enferruja,
o menino quere o pão; a tua casa é fria!
É preciso emigrar!
O vento anda como doido – levará o azeite;
a chuva desaba noite e dia – inundará tudo;
e o lar vazio,
o gado definhando sem pasto,
a morte e o frio por todo o lado,
só a morte, a fome e o frio por todo o lado, António!
É preciso embarcar!
Badalão! Badalão! – o sino
já entoa a despedida.
Os juros crescem;
o dinheiro e o rico não têm coração.
E as décimas, António?
Ninguém perdoa – que mais para vender?
Foi-se o cordão,
foram-se os brincos,
foi-se tudo!
A fome espia o teu lar.
Para quê lutar com a secura da terra,
com a indiferença do céu,
com tudo, com a morte, com a fome, coma a terra,
com tudo!
Árida, árida a vida!
António, é preciso partir!
António partiu.
E em casa, ficou tudo medonho, desamparado, vazio.
sou o piloto do barco
que a tempestade afundou.
Não contes, amor, não contes
que eu tenho a alma sem luz.
...Quero-me só, a sofrer e arrastar
a minha cruz.
Há em todas as coisas
a marca estranha
da minha presença.
Sons, palavras, imagens,
tudo eu desfiguro e torno falso.
As pessoas, à minha volta,
deslizam vagamente como sonâmbulos
- fantoches ocos de lenda...
Os sons,
se logram atravessar portas e janelas,
partem-se
no lajedo frio dos meus olhos.
Vai-se o sol
Onde o meu pensamento das trevas se poisa.
Oh! as minhas ilusões de claridade!
Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao
[mundo.
Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não o afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.
Uma árvore está quieta,
murcha, desprezada.
Mas se o poeta a levanta pelos cabelos
e lhe sopra os dedos,
ela volta a empertigar-se, renovada.
E tu, que não sabias o segredo,
perdes a vaidade.
Fora de ti há o mundo
e nele há tudo
que em ti não cabe.
Homem, até o barro tem poesia!
Olha as coisas com humildade.
Hoje corre-te um rio dos olhos
e dos olhos arrancas limos e morcegos.
Ah, mas a tua vitória está em saber que não é hoje o fim
e que há certezas, firmes e belas,
que nem os olhos vesgos
podem negar.
Hoje é o dia de amanhã.
É esta, não é outra, a minha crença.
Raios vos partam, vós que duvidais,
raios vos partam, cegos de nascença!
Todos os caminhos me servem.
Em todos serei o ébrio
cabeceando nas esquinas.
Uma rua deserta e o hálito
das pessoas que se escondem,
uma rua deserta e um rafeiro
por companheiro.
Aprendi que a cada tombo que voçê leva,
e uma experiençia que voçê ganha, e com
essa experiençia voçê consegue levantar e seguir seu caminhu
nada do que voçê faz e em vão sempri tem,
um por que na nossa vida, tudo tem um sentido.
COISAS SIMPLES DO DIA A DIA.
Estava andando numa tarde qualquer, distraído(como sempre) olhando as paisagens que alí passavam por mim. Logo, passo por um sorriso tão brilhante quanto os raios solares do período mais quente do ano. Aquele sorriso me encantou fez guiar o meu olhar, aquele olhar, que fez aquela tarde comum, numa tarde inesquecível. No outro dia passei novamente, pelo mesmo lugar e mesmo horário e me passa mais uma vez aquela paisagem maravilhosa que fiz questão de aprecia-la e, mais uma vez ela sorriu, e eu mais uma vez me encantei. No outro dia, passei novamente pelo mesmo lugar e mesmo horário, mas uma coisa mudou. Ela não passou naquele mesmo lugar e naquele mesmo horário, neste dia. Fiquei triste, e continuei andando de cabeça baixa, quando levanto a cabeça mais na frente lá vem ela correndo, quando a vejo de longe logo abro um sorriso de um canto a outro da boca. Ela já vem sorrindo e me olhando atentamente até que nos aproximamos e resolvo tomar atitude de chamar para conversar. Ela para, e me concede a proza. Conversa vai, conversa vem. Logo anoitece, e temos que nos despedir vou lhe dar um abraço e beijar o seu rosto, rapidamente ela vira e me beija na boca. Eu afasto e fico surpreso, logo a envolvo nos meus braços e continuamos o beijo de onde paramos. E desse beijo surge uma bela história de amor que já duram 63 anos. -E estou aqui ditando esse texto pro meu neto relatar o quanto o amor nasce de coisas simples e que muitos acham insignificantes e não dão à mínima. Reparem naquele sorriso, naquele olhar, quando recíproco é mais do que válido e promissor o investimento no mesmo. Até uma próxima vez para que eu venha contar mais alguma história da minha vida. Só quero que vocês não se esqueçam de AMAR.
A bíblia nãoo diz que você tem de estar "alegre" pra servir a Deus, ela diz que a "alegria" do Senhor deve ser a sua força.
Jesus disse: Lançai sobre mim todo seu fardo, mas também disse: Tome a tua cruz e me siga.
A vida tá osso né? você servindo a Deus e só tem tempestade. Mais eu quero te dizer uma coisa; a presença de Jesus naquele barco com os discípulos não impediu de entrarem numa tempestade, mais a presença dele impediu o barco de afundar. Você é um barco. Jesus descansa em você ou não? Isso vai fazer toda a diferença no final do dia.
Te amo
Te amo não porque você é bonita, inteligente ou rica, te amo pelo teu jeito de ser, te amo pela forma como me tratas, te amo por quem você é, eu sei que sabes perfeitamente quem és para mim mas mesmo assim vou repetir VOCÊ É O AMOR DA MINHA VIDA!!!
Promessa
Prometo estar contigo hoje, amanhã e sempre, nos bons e maus momentos.
Prometo casar-te, cuidar de te e dos nos futuros filhos.
Prometo que serás hoje e sempre o meu único amor.
VERDADES DA ALMA
Se hoje for o dia de minha partida?
Preocupei-me tanto com o aquilo que não pude tocar nem tampouco vivenciar, que não vivi o que se esvaia aos meus olhos.
Sou simplesmente um ser fadado a morte, esquecível, mais um ser!
O que fiz durante minha vida?
O que fiz para ser lembrado ?
Simplesmente serei um menino bom, que morreu a mercê de sua própria história, aventurando ama vã felicidade.
Antes da morte permitirei-me sonhar novamente, mudar o curso da minha história, marcar de alguma forma o mundo, ser pelo menos um vago sorriso nos lábios de alguém, e se assim não fora, que seja alguém importante para um ser, saberei assim que está vaga passagem valera apena.
A hora irá chegar, saberei que ao menos não conseguindo tanto, morri tentando.
Seja forte, busque forças.
Seja feliz, busque felicidade.
Seja corajoso, busque coragem.
Seja humano, porque é isso que você é.
No escuro e a solidão, uma mente barulhenta.
A angústia é persistente, tu és gente, seja forte como o vermelho.
Teu coração mande sangue dando lhe forças para acordar todos os dias novamente.
Muitos dizem posso fazer amanha
Mutos falam depois eu faço e tem aquele que fala eu fala já já eu faço cuidado porque esses amanha, depois , já já você acha que sempre pode espera
Então o que se pode fazer hoje FAÇA
AMOR À VISTA
Entras como um punhal
até à minha vida.
Rasgas de estrelas e de sal
a carne da ferida.
Instala-te nas minas.
Dinamita e devora.
Porque quem assassinas
é um monstro de lágrimas que adora.
Dá-me um beijo ou a morte.
Anda. Avança.
Deixa lá a esperança
para quem a suporte.
Mas o mar e os montes...
isso, sim.
Não te amedrontes.
Atira-os sobre mim.
Atira-os de espada.
Porque ficas vencida
ou desta minha vida
não fica nada.
Mar e montes teus beijos, meu amor,
sobre os meus férreos dentes.
Mar e montes esperados com terror
de que te ausentes.
Mar e montes teus beijos, meu amor!...
Felizes. Porque, ao fundo de si mesmos,
cheios andam de quanto vão pensando.
E, disso cheios,
nada mais sabem. Dão para aquele lado
onde o mundo acabou, mas resta o eco
de o haverem pensado até ao cabo
e irem agora criar o movimento
que subsiste no tempo
de o mundo ainda estar a ser criado.
Por isso são felizes. Foram sendo
até, perdido o tempo, só em memória o estarem
habitando.
A solidão é sempre fundamento
da liberdade. Mas também do espaço
por onde se desenvolve o alargar do tempo
à volta da atenção estrita do acto.
Húmus, e alma, é a solidão. E vento,
quando da imóvel solenidade clama
o mudo susto do grito, ainda suspenso
do nome que vai ser sua prisão pensada.
A menos que esse nome seja estremecimento
— fruto de solidão compenetrada
que, por dentro da sombra, nomeia o movimento
de cada corpo entrando por sua luz sagrada.
