Poemas de Fernando Pessoa -Salazar
ENTRE O HOJE E O AMANHÃ
A SOLIDÃO ESTÁ ME FAZENDO PERDER NOITES INCONTÁVEIS DE SONO, OLHAR PARA O TETO OU PARA OS LADOS ME REVIRANDO NA CAMA SEM SONO VIROU ROTINA, NÃO SEI DIZER QUANDO TUDO ISSO VAI PASSAR, MAS TENHO A NECESSIDADE DE RECOMEÇAR, SAI DA MINHA ABA TRISTEZA, VÁ EMBORA SEM OLHAR PARA TRÁS SAUDADE INCOMPREENSÍVEL, QUERO VIVER UM NOVO E PRAZEROSO ROMANCE, TUDO QUE ME FAZ MAL DESEJO MANTER DISTÂNCIA; VEM ME ABRAÇAR COM VONTADE DIAS DE PAZ, TRAGA-ME UM NOVO AMOR, UM NOVO RECOMEÇO, O QUE É DO PASSADO DEIXAREI NO ESQUECIMENTO, A CADA DIA DO MEU TEMPO PRESENTE IREI ALIMENTA-LO COM AMOR E VITÓRIAS QUE IRÃO ME ACOMPANHAR ATÉ O MEU FUTURO, VIVER FELIZ NÃO É UM SONHO É MINHA REALIDADE!
Qualquer macarronada entre pessoas amadas é melhor que o mais refinado dos pratos saboreado em solidão.
Dói tanto quando me olham sem me enxergar. Seus olhos varrem minha alma como vento frio, deixando-a exposta, nua, sem eco. Um joelho ralado sangra rápido, cura com band-aid e tempo; mas um coração partido? Esse fere devagar, sangra em silêncio, eternamente. Cada olhar vazio é uma faca cega, rasgando o que resta de mim. Prefiro a dor física, palpável, à essa ausência cruel que me apaga. Por que ver o corpo e ignorar a essência que implora ser notada?
Chovia como se o céu abrisse uma ferida antiga sobre a cidade, e cada gota trouxesse consigo um fragmento daquilo que ainda não aconteceu. Eu caminhava dentro desse rumor líquido com a sensação estranha de estar tocando a quarta dimensão, como se o tempo deixasse de ser linha e se tornasse um quarto secreto dentro do peito. Havia, na parede de uma casa esquecida, um relógio sem ponteiro. Ele não marcava horas; marcava ausências, retornos, aquilo que a memória inventa quando a saudade precisa sobreviver.
No bolso, eu carregava uma bússola de areia. Ela não apontava para o norte, mas para dentro, para esse lugar onde seguimos olhando o futuro reescrevendo o passado, sem perceber que ambos se misturam na mesma água escura. Talvez viver seja isso: atravessar a chuva sem querer secar demais, aceitar que o destino também hesita, e compreender que o amanhã nem sempre vem à frente. Às vezes, ele chega ontem tocando nossas cicatrizes, mudando o nome das antigas dores e devolvendo sentido ao que parecia perdido antes que a alma aprenda a chamá-lo casa.
Segredo é aquilo que a gente não conta, se contar para alguém, já não será segredo para mais ninguém...
"eu descobri que... nem tudo é material ou tangível, e o cientista morre sabendo que sabe, enquanto o pobre morre de fome por que o cientista nem o deu dinheiro, a vida não é algo ruim ou mal, e sim algo melancólico, cheio de fios, que queimam sub luzes de esperança irreais, sonhos e pesadelos, levando a outros planos de existência além do nosso, nada é real, mas tudo é real, com esta virtude em forma de lobo, o luar sub o céu cheio de nuvens, o olhar de um caído, que se repete ao som do fim."
"me lembrei que nem tudo é perfeito, o mundo se dobra ao som do tempo, cada momento, cada fracasso, cada estrela que aqui cairá, o som da ultima espada a enferrujar, o grito do ultimo homem a viver, o som do primeiro passo do homem, a humanidade daquilo que já se foi, uma simples amizade que já foi, tudo sempre com gosto de lixo, como mentiras, sub lixo, cada gota derramada nesse chão se torna sombra, cada sombra nesse mundo se devora, e o fim se torna leal."
Vc sabe o que é o abismo?, fundo, escuro, códex, algo tão profundo, e ao mesmo tempo tão escuro, mergulhar na imensidão do acaso, escolher uma rota a seguir, procurar por algo que vc não encontrará, indo, e indo, cada vez mais fundo neste abismo, sonhos são ilusões, desista deles, porque vc não deve seguir um sonho, e sim seguir provando sua vida a consegui-lo, eu aprendi a muito tempo, e abandonei, ideologias, sonhos, esperança, isso por que: Nada Fazia Sentido.
"No altar da lei, o erro pode ser legitimado como certo, celebrando, sob os castiçais da justiça, uma nova solenidade."
Não se deixe enganar pela falácia apelativa do “patriotismo”; ela era bem propagada nos inflamados discursos do nazismo.
O problema principal do Brasil são os políticos corruptos, vagabundos e ladrões eleitos pelo povo ingênuo. Quando o povo aprender a eleger homens de vergonha, o Brasil será um país próspero e feliz.
