Poemas de Espera
Agora inconscientemente eu peço todos os dias a Deus para que seja você
aquele que irá me acompanhar por todo o longo caminho que ainda me resta.
Peço a Ele que o guarde pra mim. Mas se existir alguém que possa te
amar mais do que eu, juro que o deixo partir, sem problema, pois a sua felicidade me faz feliz. Esteja você comigo ou com ela, não importa, se está feliz, sinto que o meu amor de alguma maneira,
continua aqui, apenas sendo lapidado cada vez mais à espera de alguém que ninguém possa amar mais do que eu.
Uma despedida difícil
É amar e ver que não pode ser.
Como a árvore que não cresce
No solo que não a nutre.
Ficar seria esperar pelo impossível,
Tolerar a ferida que não sara,
Aceitar o pouco, perder-se
Na tentativa de não perder o outro.
A natureza não espera,
Não hesita, não sofre.
O rio corre sempre para o mar,
Mesmo que deixe a montanha para trás.
Sabemos que deixar ir dói,
Mas é o caminho para a cura.
Às vezes, partir é amar,
Não por falta de amor ao outro,
Mas por amor a nós mesmos.
Com a simplicidade do vento
Que sopra sem mágoa,
Partimos, porque tudo é como deve ser,
E no amor-próprio encontramos a paz.
Demora a hora
Repousada sobre a terra
A linda flor que brota em soledade
A benesse da tardança
Trás força
Esperança
Se sentes o cansaço
As marcas do sol
Do vento
Do frio
Aprende se que a demora da hora
Era enfim a dadiva maior
Poema: A espera
Se tens um sonho que habitas em teu coração e a cada dia ele cresce.
Não desistas dele,lute todos os dias mesmo que no caminho haja espinhos e a vontade de desistir seja grande,pois mesmo que o tempo da espera seja grande ,ela virá no tempo certo para você.
Valerá a pena a espera que tu foste paciente .
Certeza
Certeza nunca se tem
quando se ama a alguém. ,
Será que por ventura,
tem ela o mesmo amor,
por nós também.
São duvidas que judiam,
um coração apaixonado.
Vive-se sempre pensando
que não sejamos amados.
Aquilo que mais se espera,
é que um dia esse alguém
com pena, ou por querer,
diga que nos ama também.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Depois de uma longa viagem, passando por caminhos tortuosos, naquela ansiedade de chegar, de encontrar uma cama quentinha, um colo macio, uma comidinha preparada exclusivamente para mim...
Depois de horas e horas na estrada, com o coração acelerado e as vistas cansadas de paisagens vencidas, enfim, eu chego.
Ela já espera no portão, naquele hábito de sempre, de se jogar sobre a moto e de beijar-me desesperadamente.
Aquela sua alegria de visita inesperada, de oportunidade rara, de quem demora para aparecer é uma coisa encantadora.
Certamente o dia será de festa, ou melhor, a noite porque a saudade há muito tempo tem ficado na espreita, pelo portão...
E agora, ali pertinho, no aconchego de meus braços, ela sorrir satisfeita, não apenas pela noite, mas pela eternidade daquele instante que já tinha virando saudade antes mesmo de acontecer...
Olhe para o alto
É de lá que vem o socorro
Deixe o negativismo para trás
Siga em frente
Seja feliz!!!
Esses cabelos castanhos,
Já abaixo da cintura..
Fazem o meu coração chegar a loucura
Essa blusa branca e a saia xadrez
Faz ele pulsar e acelerar de uma vez
Essa sandália rasteirinha;
"Destaca a sua grandeza e altivez"
Seu corpo é bem definido;
"Combina com vários vestidos."
Essa sua boca linda e vermelhinha;
Faz despertar um desejo forte na minha.
Seu jeitinho de ser,
De falar e de viver...
Me geram inúmeros pensamentos sobre vc;
Penso no quanto vc é linda;
E no quanto vc é singela...
Penso até, que vc é ;
"O amor que minha alma espera"
Pode dormir tranquilo
Quando você acordar
Vai ter surpresa
Nesse deserto
Deus vai preparar pra ti uma mesa
Com a providência que
Você há muito tempo esperou
Se ame
mas não quero
eu não me amo
te amo
meu amor ta em ti e já foi em mim
será
espera, há de acabar
Espaço Negro
A espera...
É um espaço negro,
que nos impede
de aproximarmos!
A espera...
Aumenta a
distância entre nós,
mesmo estando próximos!
A espera...
É um vazio,
preenchido com
as nossas ansiedades.
Algumas fases da vida parecem uma bagunça que a gente tenta varrer pra debaixo do tapete, mas que insiste em escapar pelas frestas. São dias em que o coração pesa, em que os planos escorrem pelos dedos, e até o que parecia pequeno, como uma unha quebrada, vira símbolo de tudo que não deu certo.
Mas o tempo ensina.
Ensina que orgulho demais atrasa o passo. Que a raiva pode ser um espelho daquilo que ainda não curamos. E que o choro, por mais silencioso, sempre tem algo a dizer.
Aprendi que nem tudo está perdido quando o que queremos não acontece. Às vezes, é só o terreno sendo revirado para que algo mais profundo possa brotar. Nem toda porta fechada é fracasso; algumas são cuidado disfarçado.
Passei a enxergar a espera não como punição, mas como preparação. É no silêncio do "ainda não" que a maturidade cresce, e com ela, a gratidão. Gratidão por não ter tudo do meu jeito, no meu tempo, mas por continuar sendo moldada no tempo certo.
Entendi que a vida não se trata apenas de conquistar, mas de aprender a sustentar o que se conquista. Que amar é muito mais do que estar pronto para oferecer, é também estar disposto a receber sem medo.
E talvez o mais difícil tenha sido perceber que algumas coisas precisam ser cortadas pela raiz. Que não adianta remendar o que já não se encaixa. Às vezes, é preciso ter coragem de recomeçar, de abrir mão do que parece seguro, para deixar crescer o que, de fato, tem raiz.
Não é fácil abandonar a ilusão do controle. Mas é libertador aprender a ver com outros olhos, não os que buscam aprovação, mas os que reconhecem valor até no que ninguém vê.
E, no fim, toda queda, todo atraso, toda espera… carregava em si uma pequena semente. De força. De fé. De renascimento.
Gosto de mergulhar no desconhecido. De me lançar em vivências que ainda não tive e me permitir aprender lições que, talvez, só entenderia anos depois. A intensidade dessa rotina agitada, das escolhas impensadas e dos caminhos inesperados... faz parte de quem eu sou.
E, ainda assim, o que me trouxe até aqui não foi a pressa, foi a espera.
Curioso, não é? Enquanto tantos correm para ter tempo, eu precisei de um tempo longo para não ter.
Talvez porque toda pressa, se vivida antes da hora, arranca a flor do caule antes que ela esteja pronta para florescer.
E foi preciso muito silêncio e muita pausa até aquele momento acontecer. Não por falta de vontade, mas por falta de preparo. Hoje, entendo: se tivesse recebido tudo que pedi no tempo em que pedi, teria desistido no meio do caminho. Porque ainda não era hora.
Algumas fases não são castigo. São solo.
E é no solo que se cria raiz.
A espera é uma escola silenciosa. Ela testa a força que ninguém vê. E é por isso que muitos desistem antes de alcançar o sonho; não por fraqueza, mas porque lutar contra si mesmo, todos os dias, cansa.
Só que sonhos não florescem na superfície. Eles exigem profundidade.
É como uma rosa. Tão desejada, tão admirada. Mas ninguém vê o que ela enfrentou para florescer.
Antes de exibir sua beleza, ela teve de resistir aos próprios espinhos. Cada dor que a cortou serviu para protegê-la. Cada ciclo, cada dia cinza, foi necessário para que ela pudesse, enfim, desabrochar.
E, quando desabrochou, já não era mais a mesma.
Era mais forte.
Era mais inteira.
Era a flor mais viva de todo o jardim.
ENQUANTO ESPERO
Enquanto espero acontecer,
não sou espera,
sou intervalo entre o que não foi
e o que talvez.
Movo-me em silêncio,
como raiz que rasga a pedra
sem urgência,
sem alarde.
Derramo, sem intenção,
a febre dos meus ais,
como quem deixa escorrer
uma ausência antiga.
Mas há nisso algo que arde
sem consumir,
uma sombra que não escurece.
Vejo sem ver,
e, às vezes, sei.
Não porque me foi dito,
mas porque algo em mim
parece lembrar do que nunca soube.
Não caminho para chegar,
nem permaneço por abrigo.
Sou levado por algo que não escolhi,
mas consenti,
como quem ouve um chamado
sem saber de onde vem,
mas reconhece o tom.
E nisso,
como quem pressente sem saber,
na fidelidade que não cede,
este ser que se suporta e se recolhe
abriga, em silêncio,
um tempo que ainda não veio.
Porque é assim,
enquanto espero,
que me preparo
para, um dia,
ainda poder ir além.
ESPERA
Quando o amor se depara
Com um pedido de espera
Ele suspira
E se evapora
Numa aura pura;
E se incorpora
No que aspira
E para a espera
Então se prepara.
E na espera incessante,
Triste o amor se ressente;
Pelo acinte,
Pelo afronte,
Qual transeunte
Que numa ponte
Atende ao pedinte,
Porém presente
À sua frente, um assaltante!
Quieto como chegara,
Suave como regera,
Ele se gira
Parte agora
Sem amargura.
E se avigora
Pois lhe insurgira
Que a espera que elegera
Por qual vergara, enfim, agora, subjugara!
Na espera, o tempo se alonga
E cada minuto parece uma eternidade
A ansiedade cresce, a alma se prolonga
E o silêncio é quebrado pela saudade
A expectativa é um peso leve
Que vai crescendo, crescendo sem parar
Até que enfim, o momento chegue
E a espera termine, sem mais esperar
Mas a espera também é um tempo
De reflexão, de sonhos e de planos
Um tempo para pensar no que está por vir
E se preparar para os desafios que vêm por diante
A espera é um teste de paciência
Um exercício de fé e de esperança
Mas quando o momento finalmente chega
Tudo vale a pena, e a espera se torna lembrança.
Gilmar Árion
NARRATIVA TRUNCADA (soneto)
Muitos versos, por certo, me cantaram
por certo, muitos sonetos eu segredei
alguns poemas, cadências me soaram
desses, ilusões no sentimento guardei
O choro e o riso na rima entrelaçaram
ritmo e desordem na inspiração operei
de os desencontros que me abraçaram
sussurros, os suspiros, também, notei
Promessa e jura. As estrofes disseram
e os versos sofrentes as dores fizeram
ah, se errei, não importa, pois tentei!
Mas sinto ainda no versejar inquieto
um estilo que não acho no alfabeto
pra narrar aquele amor, que susterei.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 julho 2025, 18’52” – Araguari, MG
Eu expus tudo que sentia por você.
A falta que me fazia como água no Sáara.
Dos desejos intensos, quentes que me consumia em silêncio entre dunas em noites gélidas.
Você mirava-me, mas não esboçava nenhuma reação.
Eu me vi tendo que competir com o desértico seco do seu ego.
Você apenas permaneceu aí, mirando-me enquanto eu me consumia.
Tive esperanças de que minhas miragens fossem reais.
Mas você permaneceu aí, estático.
Vendo-me consumir e desaparecer como poeira no deserto.
