Poemas de Dor

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Minha dor grita, mas não me paralisa;
ela explode dentro de mim e me empurra por cima de limites que eu pensava impossíveis.
Cada ferida, cada queda, eu transformo em força bruta para levar a palavra,
porque eu não sou dono da minha dor — sou apenas o instrumento que ela escolheu.


–Purificação

Quando minha dor me desafia, eu rompo barreiras e quebro limites.
Não deixo que ela me detenha; eu a transformo em combustível para levar a palavra.
Sou apenas um instrumento, mas minha dor se torna ponte para quem mais precisa ouvir e sentir.


–'Purificação

**Raiva Silenciosa**




No crepúsculo da dor, ergue-se a chama,

Um fogo insensato que em meu peito se inflama.

A falsidade em sussurros, uma lâmina afiada,

Perfurou a confiança, deixou a alma marcada.




Teus olhos, antes espelhos, agora são veneno,

Sorriso envenenado, coração em pleno lamento.

Na sombra da hipocrisia, dançaste com este sentir,

Mas agora a minha raiva é um vulcão a explodir.




Sussurros traiçoeiros, ecos de uma canção,

Promessas vazias, induzida à tola ilusão.

Queria a calma, mas o ódio me encontrou,

Em labirintos de vilania, a sanidade se tolhou.




Seus gestos, um enigma, um jogo a me aprisionar,

A cada riso voador, um golpe a machucar.

E neste mar revolto, nas ondas da paixão,

Tento domar o monstro, mas ele não tem compaixão.




O desejo de vingança murmura em minha mente,

Um eco ressonante, cruel e latente.

Quero a tempestade, um grito ensurdecedor,

Mas sei que a verdadeira força é o autocontrole, o amor.




Porém a raiva grita, é um veneno a ferir,

Transformando o doce viver em luta a persistir.

Mas neste redemoinho, vou buscar o perdão,

Não pela hipocrisia, mas pela libertação.




Pois ainda que as chamas me venham consumir,

Na batalha do ódio, escolho resistir.

E com cada exalar, expulso a dor que arde,

Na jornada da vida, o amor ainda é a tarde.




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Este é um poema sobre transmitir as emoções complexas que a raiva pode despertar em situações de traição e deslealdade.

Adoção:
“A vida é feita de fases, e nem todas são fáceis.
Há dias em que a dor parece mais forte que o amor, e o silêncio parece maior que a esperança.
Mas é justamente nessas fases que Deus prepara reencontros — como o da adoção, que transforma solidão em família e lágrimas em novos começos.
Porque adotar é reescrever o destino com amor, mesmo depois de ter chorado o impossível.”

telefonar para ouvir as tuas bobagens?

aquela dor doída nesse peito despedaçado, pisado e esbagaçado. O silêncio que está refugiado dentro desse coração inerte, daquele corpo que se submete às dúvidas dessa nostalgia confusa. Eu vou ter tanta saudade de mim quando eu morrer, a agressividade que eu não desconheço mais, mas a fatalidade que eu reconheço com cada vez mais à insanidade querendo me corroer. O percorrer do “tic tac tic tac tic tac” em meus ouvidos feridos, machucam ainda mais aquele ponto fraco dentro de mim. O vermelho carmesim escorrendo pelo meu braço, a dor vermelha absorvendo a alegria que restava em minha alma. A laranja amarga querendo que tudo acabe, amarre e desabe dessa cadeira velha, flutue com esta fraqueza sufocada em seu pescoço. Seus destroços no ar com apenas uma corda firme te segurando. Ela foi a única que conseguiu fazer você parar de sentir essa dor.

A gente chora quando a dor vem
Chora quando é abandonado
Chora quando descobre que passou pela vida e não viveu..


A gente chora quando perde um amor que parecia ser pra sempre..
Chora quando perde uma amizade tão importante..
Chora ainda mais quando descobre que o amigo era só você ..


A gente chora quando cai e se machuca
Chora sem cair mas tá machucado
Chora quando a noite tá longa e o dia demora a amanhecer
Acreditando que será tudo diferente, mas é tudo igual..


A gente chora..


- A tal da Anne Karla

Chega um ponto da vida em que a dor já não alcança mais você.
Há um instante em que a dor deixa de ter poder sobre você.
Um dia, a dor não te atravessa mais: você atravessa ela.
Chega o tempo em que a dor não te toca — você se torna maior que ela.


–Purificação

"A DOR DE SER EU"
"Eu sou eu, com todas as minhas falhas
Com todas as minhas dores, com todas as minhas batalhas
Eu sou eu, com todas as minhas dúvidas
Com todas as minhas incertezas, com todas as minhas lutas


Eu sou eu, com todas as minhas cicatrizes
Com todas as minhas marcas, com todas as minhas feridas
Eu sou eu, com todas as minhas fraquezas
Com todas as minhas forças, com todas as minhas conquistas


Eu sou eu, imperfeito e completo
Um ser humano, com todas as minhas imperfeições
Eu sou eu, único e singular
Um ser que sente, que pensa, que vive e que ama"
Autoria "Márcio silva "

Entre estilhaços e sombras, o silêncio se transforma em lâmina, a dor se torna mapa, e o vazio revela a força que queima e ergue o destino.




— Purificação

A alma não envelhece —
ela se lapida.
Cada dor é um golpe do tempo
esculpindo eternidade.

mulher é carregar a luz onde há sombra,
é transformar dor em aprendizado,
é inspirar com coragem, amar com generosidade
e brilhar mesmo nas noites mais longas.


— Purificação

Existem pessoas que caminham pelo mundo como se fossem de pedra: não sentem dor, não sentem alegria, não sentem empatia. Para elas, lágrimas alheias são apenas água escorrendo, e sorrisos, nada além de gestos inúteis. O coração delas parece um vazio impenetrável, um espaço onde emoções nunca conseguiram morar.
Conversar com essas pessoas é falar com o vento: palavras passam, mas não deixam marca. Elas julgam, manipulam, decidem e ferem, sempre calculando o que lhes convém, sem qualquer peso na consciência. A ausência de sentimentos lhes dá força, mas também revela fragilidade: porque ninguém que não sente realmente vive, apenas existe.
E é aí que o mundo percebe: ter sentimentos não é fraqueza. A fraqueza está em não sentir nada, em reduzir a vida a números, vantagens e aparências, enquanto o restante de nós continua a sentir, a amar, a sofrer… e a ser humano.
Glaucia Araújo

Arde, arde, arde
Dói, dói, dói

Só sinto

Desespero
Agonia
Feroz dor
Arrancado das garras da paixão, solidão
Livre, me sinto livre
Para voar sobre o abismo do meu coração

Cavado pelo amor perdido nas mágoas do tempo

O jeito é continuar e seguir

O amanhecer nasce, sem brilho ou luz,
A sombra me aquece, e a dor me conduz.
O céu está cinza, e a tristeza me invade,
E a vida segue, sem sentido, sem parade.

Deus, ou quem quer que seja,
Nos deu a vida, mas não pediu nossa opinião, não é?
Neste amanhecer, não há grande coisa,
Apenas mais um dia, sem alegria.

As montanhas estão lá, os rios fluem,
Mas não me dizem nada, e a dor não some.
Lembro-me de "perdoar setenta vezes sete",
Mas como posso perdoar, se a injustiça não se mete?

Os políticos prometem, mas não cumprem,
Roubam o nosso futuro, com mãos sujas e frias.
Falam de amor e paz, mas não praticam,
E eu fico aqui, sem paz, sem nada que me sacie.

Mas talvez um dia, as coisas mudem de fato,
E a justiça prevaleça, e a paz seja um contrato.
Talvez um dia, a verdade seja dita e vista,
E a esperança renasça, e a dor seja extinta.

A dor não me afundou — me ensinou a respirar.
Até o naufrágio me mostrou que é possível viver debaixo da dor sem morrer nela.
Não perdi paz, ganhei forma.
Porque a alma só se entende depois de se despedaçar.
E a dor… não me apagou.
Ela me acendeu — e fez da ferida, luz.
Fez das sombras, o lugar onde aprendi a brilhar.


—Purificação

Tudo o que me afundou, me ensinou a respirar.
A dor não veio pra me quebrar, veio pra me moldar.
Não perdi partes — encontrei formas.
Às vezes, é só quando a alma se despedaça que entende quem é.
Porque o que apaga o fraco, acende o forte.
E há feridas que não doem mais — iluminam.
—Purificação

NADA!




Andas tão longe de mim. Desvairada da dor...

Sentes o meu abraço, sentes o meu beijo;

De sorrisos se transborda, sentes o meu desejo,

Vês-me, mas não enxergas o meu amor!




Pareces o quê? A lua? O sol? Não tens fulgor!

– Transbordo a alma ao seu almejo...

Não tens corpo em mim, apenas lampejos

Aos teus olhos de infinito, sem esplendor...




Parecia-me dos céus a mais bela estrela...

Não és nada! Apenas eu estou de vê-la...

És tu, de minha cobiça-louca, a imaculada!




Serás por um instante de meu tremor o arder?

Já não acredito em vida, ao meu querer;

Que tão longe de mim, amor, tu não és nada!




© Dolandmay Walter

Do que se trata viver?


Viver trata-se de entender a própria dor, para que assim não se atinge os males e socos que o mundo nos dá.


Se trata de viver sabendo que valerá cada segundo o dedicado no que estamos fazendo.


Saber que, de uma hora ou outra não veremos os rostos que estamos assimilarizados


Morrer, sabendo o que foi viver.

A flor é linda, mas a dor é irmã,
é a vida que nunca tem pressa
de nos curar do ciclo que não cessa.
É amar, sofrer, e ter a alma marcada,
no ritmo triste dessa nossa jornada.

É na dor
Que aprendemos a dar valor
nos pequenos detalhes que a vida é tão simples e passageira