Poemas de Deuses do Amor
Deliberadamente
Deliberadamente me encantei,
Pelo sorriso cativante de alguém que a tão pouco conheci
Suavemente me apaixonei,
Por uma voz que me fez bem,
Me fazendo imaginar, cenas de amor sem fim.
Deliberadamente te abraço,
E constantemente te peço para ficar
Simplesmente caio no laço,
E sinto, deitado em teus braços
O toque intenso em forma de doce afago que me faz sonhar.
Deliberadamente falo que te amo,
Depois de tanto te dizer
Que almejo estar contigo em todos os meus planos,
Nos dias calmos, insanos até os dias soberanos de prazer.
Deliberadamente me afasto,
Sem a sincera intenção de querer me afastar
Delirantemente te almejo,
E te peço em segredo,
Que possa comigo, sem medo,
Nas águas do amor, navegar!
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
“Ao vê-la com uma criança nos braços, a forma como cuidava do sobrinho, o tempo parou.
Os meus olhos brilharam — não por novidade, mas por confirmação.
Era como ver o futuro com nitidez.
E dentro de mim, uma voz sussurrou com firmeza:
'Tu sempre soubeste que era ela.
E agora, mais uma vez, o universo reafirma.'”
C.S
Cabernet Sauvignon.
É uma uva que fora da maturação adequada,
Trás com ela um toque herbácio meio amargo,
Não adianta a chaptalização,
Ainda não chegou sua hora de ser colhida,
Matura na pedra rolada da vida,
No sol da alegria,
Na chuva do choro da cura,
Dos traumas dos granizos,
Que caíram em ti na falta da proteção,
Da cerca que um dia você mesmo perfurou,
Sem atenção...
Então, cresça e apareça,
Envelhecida e embarricada,
Seja tu um vinho de guarda,
Dentro da minha adega que se chama coração.
Prelúdio
Essas rugas na testa que refletem meus sentimentos,
Como um espelho de lamúrias,
De uma cura que se espera e não vem,
Tento, sei que sou abrigo de alguém,
Mas, não quero mais ser vento que passa,
Ser prelúdio de uma obra tão grandiosa,
Mesmo assim não poder acompanhá-la,
Foram tantos beijos, abraços, promessas e laços,
Discipados no alento de uma alma que não quer partir,
Cada nota, cada tom, ainda que um tanto quanto desafinado,
Qual maestro louco esse que me rege?
Quero me compartilhar em toda obra,
Em cada nota, em cada som,
Com aquele arrepio bom...
Não quero mais partitura partida,
Rasurada, rasa, rasgada...
Quero ser Ópera,
Coisa rara,
Clássica,
Até que as cortinas se fechem e o peito se rompa nas palmas do que não é mais o acaso.
Tenho pra mim
que a intensidade e a verdadeira face
que se advém do mor sentimento
É do nascimento e florescimento
que ele pode fazer nascer
do que o próprio sentimento a si.
Pois dentre a entropia e caos
que reinavam imperadores em meu ser
a sua luz colocou a sintropia
de uma forma aterradora e conquistadora
dentre meu viver
sobre o mais abrangente estrelado céu
da noite vasta densa e escura
era a única estrela, que minha mente contemplava
a única fantasia que admirava, e o sonho vivo
que meu mais profundo sentimento acordado sonhava
mas de um começo tenro, o que deveria nascer
nem a luz do dia pode contemplar, não chegou a ser
por um momento errado, uma confusão de momentos
onde desencontramos ao nos encontrar
eu queria me render
ela livre voar e se encontrar
Percebi nesse momento minha sina, minha maldição
dai nasceu o eclipse total em meu coração
Entretanto, em minha saga
ela nunca chegou a ser uma Nêmese
mas o que ela veio a sempre ser, Gênese
que em minha alma
despertou a mais pura e bela forma de sentimento
transformada em arte no mais belo momento
e seu nome?
na lembrança ficará
seu beijo? no mais intenso momento do meu coração residirá
seu toque ? em minha pele, o calor sempre irá esquentar
de um verde nefrita que é a verdade, a esperança nunca morrerá
Nunca me senti segura dentro de um relacionamento, e gostaria de saber como é isso… qual é essa sensação.
Sempre fui eu quem deu a estabilidade do relacionamento.
Quero ter, um dia, a possibilidade de encontrar alguém que faça o mesmo por mim.
Alguém que, independente dos meus defeitos, inseguranças e traumas, eu saiba que posso contar.
Estou cansada de ser forte para tudo.
Fui tão forte para os outros que, hoje, não tenho forças nem pra mim.
Sinto que enterrei minhas emoções para me proteger — principalmente a alegria, a animação, o brilho no olhar — porque o final sempre foi o mesmo: a decepção.
Sei que criei um muro tão alto para que ninguém me machucasse, que até eu tenho dificuldade de passar por ele.
Não me permito me emocionar.
Não me permito sentir, porque o medo é maior.
Medo de pagar pra ver… e acabar me perdendo de mim mesma.
Mas, apesar de tudo isso, ainda quero amar.
Quero amar alguém como um dia já amei — com a mesma intensidade de quando senti o amor pela primeira vez… ou até de uma forma maior.
No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?
E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida
SÓ EU SEİ O QUE FOİ
(Eliza Yaman)
Calei-me na noite, sem dizer o teu nome,
Deixaste um rastro, como um vendaval
Meu coração ainda te busca ao longe
Entreguei-te a vida, num gesto final.
Só eu sei o que foi aquele instante
Um tempo suspenso num único olhar
Tu passaste e eu fiquei errante
Guardei o amor sem poder revelar
Se um dia voltares, meus olhos dirão
O que os meus lábios não sabem dizer:
Tu és a saudade e metade ilusão
Meu tempo perdido, meu padecer
Farei as preces com a alma que suspira,
Como quem sabe estar fadada ao fim
Ao som delirante das notas da lira
Hei de chorar meu amargo fim.
“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores
“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”
Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores
Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:
“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”
Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).
Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.
É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?
Ainda estou na esperança,
de te reencontrar e não te ver
sumindo,
sentindo uma dor que esmaga meu coração.
Te vendo indo embora
no entardecer, com as cores do sol em aquarela,
a rua estava repleta de histórias,
mas meus olhos só enxergavam a sua,
e depois só veio á noite, e a rua vazia.
E foi assim que sempre
você passou e soube ser,
longe, encantador e sempre me fazendo
ficar parado esquecendo do tempo, do vento,
e do que mais estava ao meu redor,
me alimentando com um pouco de esperança,
cintilando no céu, um pouco de incerteza,
mistério e beleza.
Quando a Alma Insiste
Amores que não cabem no calendário,
ferem a boca da hora, dilatam o dia.
Despedidas, mas não o esquecimento,
porque o vivido se agarra à pele como lume.
E eu sigo, mesmo dividido, mesmo nu,
com o coração latejando no vão da garganta.
Coragem? Talvez. Ou apenas o delírio
de caminhar enquanto a alma insiste em ficar.
Desejos
Faz em mim o que ninguém fez,
Tira de mim o que me corrói,
Afoga a saudade,
Devolve-me a paz perdida em ti.
Busco tua boca, teu corpo,
Perdido entre desejo e lembrança,
Entre o que fomos e o que ficou.
Como te direi quem eu sou, se nem eu o sei?
Não por falta de atitude, eu já tentei.
Me disseram para buscar a plenitude, mas o que encontrei?
Descobri que o conceito de plenitude é vago, uma indecência.
Somos parte, metade, somos vapor, essência...
Como saberei quem sou de verdade?
Se alguém que sabe me ler, ainda não encontrei?
Do coração só sai verdades.
Não verdades como conceito fechado mas, verdades que alcançam outros corações, verdades que convidam a sentir o outro.
Na busca de companheiros de jornada formamos amigos, famílias, tribos e alcançamos corações que nunca nos viram mas, já nos sentem.
E na dúvida? Sinta o seu coração!
Ele tem verdades que as verdades humanas desconhecem.
Eu Não Preciso Tatuar Você,
Eu Não Preciso Tatuar O Seu Nome,
Apenas Admirar O Seu Bom Talento
e O Seu Bom Humor,
De Espalhar A Sua Alegria
Com O Dom Do Amor💘 ,
Essa é Uma Verdadeira Expressão,
Provas Do Quanto Eu Te Amo ❤😍.
Os dois maiores mandamentos são:
Amar e Amar...
A Deus, sobre todas as coisas e ao próximo como ti mesmo.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
Valdecir Val Neves - Vila Velha - ES
Sozinho
Nos dias mais frios
Nos céus mais cinzas
Penso em você
Queria sentir o calor das tuas mãos nas minhas
E no teu abraço o conforto do teu olhar
Mas aqui estou
Sozinho
Nos dias mais quentes
Nos céus mais azuis
Penso em você
Queria ouvir sua melodiosa voz cantando
E no teu riso ver o lado bom da vida
Mas aqui estou
Sozinho
Nas noites mais escuras
Nos céus mais sem graça
Penso em você
Queria sentir o conforto do teu silêncio
E no teu olhar parte da minha alma
Mas aqui estou
sozinho
Nas noites mais bonitas
Nos céus mais estrelados
Penso em você
Queria estar observando com você as estrelas
E na beleza do teu sonhar o sentido de viver
Mas aqui estou
Sozinho
Nos dias mais alegres
E nos céus mais festivos
Penso em você
Queria pular, dançar, cantar e gargalhar com você
E na tua alegria ver o mundo em cores
Mas aqui estou sozinho
Nos dias mais tristes
E nos céus mais melancólicos
Penso em você
Queria estar a juntar as suas lágrimas a minha
E na tua resiliência forças para viver
Mas aqui estou
Sozinho
Nos dias inteiros da minha vida
E enquanto sol e lua estiverem no céu
Penso em você
Querendo, sonhando, imaginado estar com
você
E no teu viver a razão do meu
Mas aqui estou
Sozinho
Enquanto eu viver
E enquanto está terra ainda tiver um céu
Penso em você
Estarei aqui te esperando até virar uma uva passa
E nas tuas rugas ver que viver valeu a pena
Mas enquanto isso
Em minha lapide estará escrito:
"Mas aqui estou
Sozinho"
