Poemas de Deuses do Amor
Para a pessoa que mais amo
Hoje, em meio a todos os sentimentos que transbordam em meu peito, decidi expressar de forma sincera o amor que sinto por você. Desde o primeiro momento em que nos encontramos, soube que algo especial estava prestes a acontecer em nossa vida.
Você, é a mulher que preenche todos os espaços do meu coração. Cada riso compartilhado, cada abraço apertado e cada momento juntos reforçaram a certeza de que fomos destinados a estar um ao lado do outro.
Sua presença em minha vida é um verdadeiro presente dos céus. Você é a pessoa que, com seu sorriso encantador e seu jeito cativante, transformou minha existência, trazendo luz e alegria aos meus dias. Cada vez que vejo seu rosto, meu coração se enche de gratidão por tê-la ao meu lado.
Você foi feita sob medida para mim. Seu amor e gentileza transbordam em cada gesto e palavra dedicada a nós. Sinto-me abençoado por ter encontrado alguém tão especial, alguém que me entende mesmo quando não digo uma palavra e que me apoia em todos os momentos.
Desde que você entrou em minha vida, tornei-me o homem mais feliz deste mundo. Cada momento ao seu lado é uma verdadeira bênção, preenchendo até os cantos mais profundos do meu ser com alegria e amor incondicional.
Prometo estar ao seu lado, cuidar, respeitar e amar você todos os dias da minha vida. Juntos, enfrentaremos todos os desafios e celebraremos cada conquista, pois somos uma equipe imbatível.
Te amo, com todo o meu ser, e sou grato por você ser minha namorada. Você é a mulher dos meus sonhos e aquela que faz meu coração palpitar. Hoje e sempre, estarei aqui, com todo o amor que tenho para lhe oferecer.
Com todo o meu amor,
Rafael
"Dia do Índio" por Paloma De Déa
Cerca de 0,4% da população brasileira é formada por Índios, aproximadamente 800 mil. Com exceção do Piauí e Rio Grande do Norte, temos Povos Indígenas em todos os Estados brasileiros, com concentração maior nas regiões Norte e Centro-Oeste. São 11 Etnias e 225 Povos, um dos maiores Povos são os Guarani. Agora, o mais maravilhoso de tudo é que temos referências de 70 Tribos VIVENDO em lugares ISOLADOS que ainda não foram contatadas. Não é fantástico? Índios que, para sua sorte, não tiveram contato conosco? Fico feliz por saber que estes vivem em paz, sem a nossa cultura, nossos ideais, nossa religião, enfim, sem a nossa influência e "civilização".
As melhores descobertas e pensamentos filosóficos surgem quando estamos a sós...
Ou talvez quando pensamos que estamos a sós...
Nesses momentos logo vem aquela voz em nosso subconsciente dizendo o que deve se criar ou filosofar, e essa voz sempre vem com bons pensamentos e descobertas que farão diferença em nossa vida e às demais ao nosso redor...
Mas será que essa voz vem realmente do nosso subconsciente ou vem em resposta do que pedimos muito em nossas orações?
"Acho que, se esse ainda não é o caminho certo,
pelo menos, é o mais bonito por enquanto...
E o que me deixa mais inteira, a cada passo. ''
E, de repente...
Enjoei do personagem,
não gostei do figurino,
cansei do cenário,
impliquei com a perfomance
e detestei o texto...
Então,
abandonei o palco
e o deixei ali:
ator-doado em cena.
Dei a mão pro outro moço
e fui viver,
finalmente (!),
um amor de cinema.
Senti o inesperado exercitando o olhar em suas diversas formas de ver, por que sempre há chance de recomeços.
Reconstruir-se em um novo começo, reinventando o antigo no novo.
Renovar-se em simplicidades, re-tocando a vida.
Se adereçando de alegrias e deixar fluir-se no compasso da dança vida.
O tempo voa, mas...
Quando se quer, no tempo acontece.
A gente sempre pode mudar nossa historia.
Um brinde ao agora. Um brinde ao amanhã
Ainda há muito tempo a ser usado.
A experiência modera anseios, tira a angústia e dá uma certa leveza a vida.
Beleza e juventude são efêmeros.
O que acumulamos de essencial para o nosso viver, carregamos dentro de nós para sempre.
Há um buraco negro em meu peito,
um abismo que devora a luz que sou,
deixando a minha alma inquieta, fora da órbita.
Um universo na minha mente se expande,
planetas de pensamentos que colidem e se metamorfoseiam;
tanta imensidão não cabe neste corpo tão diminuto,
que agoniza sob o peso da própria grandeza.
Meus amores e sonhos, infinitos na sua finitude,
são tão distantes quanto as estrelas que piscam longínquas.
Ah... metafísica! Em nenhum mundo encontro disposição,
apenas o fardo de estar indisposto,
cansado de aqui, cansado de lá,
Alá me acuda, ou Deus, que fiz eu aos deuses?
Estou cansado de teologia,
cansado de qualquer lugar que me aprisione.
Na calçada onde o concreto se racha,
Sob passos apressados, vejo figuras:
Mendigos, esses monumentos esculpidos pela dor e pelo abandono,
Partes da paisagem, sombras de aversas.
Estátuas esquecidas em praças que ignoramos,
Com rostos e histórias, mas nós, indiferentes,
Passamos como se o tempo não os reclamasse,
Mergulhando na rotina, nas horas lentas.
Hoje me interrogo: o que é ser visível?
A roupa que visto, o bem que acumulo,
É só camuflagem, armadura que me isola.
Sob essa fachada, frágil e cativa,
Sinto a tênue linha entre ser e não ser. Vida miserável...
Eu, que me nomeio alguém, sou apenas um rosto entre muitas máscaras,
Um nome sem significado na memória do mundo.
Se eu me apagasse, quantos chorariam a ausência?
A vida seguiria, indiferente às minhas lutas.
Um mendigo cai, e a rua devora o corpo,
Com a mesma indiferença que o ignorou em vida.
Passam as gentes, a calçada permanece,
E a vida avança, sem pausas, sem lamentos.
A invisibilidade é pena pesada;
E eu, tão próximo desse triste destino,
Percebo que o meu endereço é só um nome,
Uma casa, talvez, mas não um lar.
Fernando disse sabiamente: “Hoje não há mendigo que eu não inveje,
Só por não ser eu.” Na imensidão citadina,
Todos somos mendigos, de afeto, de memória, de um sentido,
Buscando ser vistos, mesmo que por um breve instante,
Nessa profunda solidão que é viver.
Sim
Eu sou rebelde
Sou uma rebelde com causa
Aliás, causas
"Não vivo em um mundo cor de rosa"
Enxergo ele através de muitas cores
O preconceito ainda está aqui
A desigualdade também
E todas as outras mazelas sociais
Não vou fechar os meus olhos e dizer que está tudo perfeito
Porque não está
Se sou luz, não vou me apagar onde devo me acender.
Há perdas que podem não ser recuperadas, e nestas circunstancias a única escolha que nos resta é olhar para a frente, aprender com as experiências, fortalecer nossa resiliência e perscrutar as possibilidades que ali se apresentam para continuarmos nossa caminhada, mesmo com o coração dilacerado e com as feridas emocionais abertas que ainda sangram.
Soraya Rodrigues de Aragao
Deixa eu ser o Clyde e você a Bonnie
Eu, Leon Kennedy, você, Ada Wong
Eu, o Rony, você a Hermione
Você a Sandy, eu o Danny
Você é a Rose, eu o Jack
Você, a Mary, eu, o Terry
Você é a Keiko, eu, Yusuke
Andy Bogard e Mai Shiranui
Choro e perco o sono
Num desespero afônico
Abandono-me às horas, sentindo o calor de uma ferida acesa.
Em mim, o precipício entre sim e não faz-me sentir desejos interinos.
Perco o tino, desafino sem clareza; sem espaço.
Num compasso, desafino e divago sobre meus desejos mais censurados.
O poeta, disse, outrora: ''Viver é melhor que sonhar''.
Mas o que seriam os sonhos senão uma coleção em desvãos daquilo que não tenho coragem de viver?
A vida me ensinou que é melhor
ouvir mais, falar menos, calar
quando for necessário, e dizer
apenas o que precisa ser dito.
Mentalizar boas vibrações e
coisas positivas é transpor as
barreiras do impossível, tendo
fé e acreditando, que tudo há
de mudar para melhor.
Soneto de Natal
Um homem, – era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, –
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,
Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.
Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca.
A pena não acode ao gesto seu.
E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
“Mudaria o Natal ou mudei eu?”
Mais uma madrugada
Em que a insônia
O abismo sem fim me engole,
Mais um finito tempo .
Entre espaço e pensamentos
Corroe, roendo
As minhas borboletas no estômago
Que hoje não passam de cinzas .
Que amargam a minha boca
Que me causam enjôos
Mais um dia em que a única coisa que muda
É o meu humor.
Passagem do ano
Passagem
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus…
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
