Poemas de Desejo
Fazer amor
Helaine Machado
Fazer amor a dois
é simplesmente unir
saliva e desejo,
sentimentos e emoções.
É misturar pele e alma,
prazer e paixão
em um instante
onde dois corações
se tornam um só.
Helaine Machado
"Dos amigos desejo lealdade.
Dos inimigos Eu Exijo competência...
Pois do contrário me sentirei diminuida!"
☆Haredita Angel
"Meu desejo é que nesse
próximo ano, você faça
o que quiser e do jeito que quiser.
- Pois, de qualquer forma vão
lhe criticar.
Então, faca-se feliz!"
Haredita Angel
31.12.23
"Desejo aos outros o que quero pra mim:
- Dias tranquilos e noites bem dormidas"
Haredita Angel
01.01.19
.
"Ao pensar que tudo na vida passa,
lembre-se que passei na sua vida
com o desejo de ficar para sempre."
Haredita Angel
23.01.2013
"Desejo que Deus te abençoe sete vezes setenta vezes elevado ao cubo do infinito."
Parabéns!
Haredita Angel
-Desejo à todos saúde, paz e luz.
Que todos cresçamos no bem.
São votos genéricos, porém de coração.
E...
"Salve 2020!
Salve Xangô, O justiceiro que o regerá!
Salve Nosso Senhor Jesus Cristo!
Salve o nosso Deus que tudo pode!"
Haredita Angel
11.12.19
Este trabalho nasce do meu desejo por Salvador. Não se detém na comemoração.
A cidade aqui é corpo: camadas, tempos sobrepostos, mãos que moldaram sua paisagem mesmo quando não foram chamadas a nomeá-la.
A pintura percorre o que sustenta a cidade para além do visível e do oficial, aquilo que permanece criando, apesar de.
Salvador aparece como matéria viva, onde a memória não se impõe; ela insiste.
No traço, monumentos reaparecem não como réplica, mas como escuta.
Releituras de gestos de Márcia Magno, Nádia Taguari, Eliana Kertész, Iêda Oliveira e Conceição Dias, inscritas não para ocupar o centro, mas para seguir habitando o tempo.
Em minha defesa, eu nunca escondi o que sou nem o que desejo.
Há em mim uma mulher inteira, mas também uma menina que ainda acredita no cuidado, no gesto que acolhe, no olhar que sustenta. E é por ela que eu escolho.
Não quero ser a mulher de um menino que ainda ensaia responsabilidades, que se perde nas próprias indecisões e chama isso de liberdade. Não quero ser abrigo provisório de imaturidades, nem colo para quem ainda não aprendeu a permanecer.
Eu quero ser leve… mas leve de verdade.
Leve porque posso descansar, porque não preciso endurecer para dar conta de dois, porque não preciso ensinar o básico a quem já deveria saber amar com presença.
Quero ser a menina de um homem.
De um homem que entende que cuidado não diminui, que presença não sufoca, que escolha não se adia. Um homem que não se assusta com a profundidade, mas mergulha. Que não foge quando percebe que é real.
Porque em mim, tudo é real.
O sentir, o ficar, o construir.
E se isso assusta quem ainda é raso, então que assuste.
Eu não fui feita para caber no medo de ninguém.
Em minha defesa, eu só estou sendo fiel ao que em mim nunca foi ausência
essa vontade bonita de ser bem escolhida… e, finalmente, poder ser leve sem precisar deixar de ser inteira.
Dois silêncios se encontram, dois olhares se colidem, e o tempo congela — mas o desejo arde eterno.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Este livro nasce de uma voz em estado de excesso. Há aqui amor, perda, desejo de abrigo, confusão, fé, medo e tentativa de reconstrução. Não é uma história de calma. É uma história de atravessamento.
Entre o céu e o chão, entre o infinito e a chave esquecida no bolso, esta escrita procura um lugar para existir.
DeBrunoParaCarla
DEIXA IR (nova versão)
Há instantes em que o destino fala mais alto que o desejo.
Queremos tanto, esperamos tanto,
e quando enfim chega, já parte…
tão breve, tão fugaz quanto um sopro de vento.
Ah, que mistério é a vida, que loucura é o tempo.
Se está saindo, deixa ir.
Se não soube permanecer, deixa ir.
Se não soube cuidar, deixa ir.
Deixa ir, deixa ir…
Permite-se chorar, sofrer, lamentar,
mas não se aprisione ao que não quis ficar.
Porque a lógica é simples:
se partiu, é porque nunca foi raiz,
talvez nem deveria ter sido chegada.
Para ficar, é preciso o mais profundo dos sentimentos:
amor.
E se não há amor,
apenas deixa ir.
Amor
Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.
Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.
Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)
Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.
entre o ver e o encontrar vem a saudade
olhos emocionados, horizonte vazio.
A vida como desejo e o amor como saudade.
Meu desejo
No último momento,
Naquilo que muitos chamam de fim,
Estarei esperando a mais bela dama,
Aquela que me fará sorrir sem sofrimento.
Nesse instante esquecer-me-ei de mim,
E com muito orgulho perguntarei se me ama,
E como sei que a morte não precisa mentir,
Esperarei a resposta mais honesta,
Mesmo que seja “Não”, aceitarei a sinceridade desta,
E pela última vez com inocência vou sorrir.
Às vezes as peças faltantes, são na verdade, as únicas existentes.
O desejo vem ao que não possuímos, e por vezes, é melhor que
nunca alcancemos totalmente.
AMOR SEM FRONTEIRAS
Uma noite de amor, um momento mágico
No encontro da paixão e do desejo, relaxo
Na entrega do meu corpo no teu corpo, me encaixo
No compasso do teu jeito, no abraço me enlaço
No toque de amor de cada gesto
O prazer no meu corpo manifesto
Te procuro e no teu beijo me acho
Ouço tua voz que murmura,
palavras de amor com ternura
Teu olhar me chama e diz que me ama
Envolve e me enrola na cama
De repente me vejo por cima
Sedução que anima e em mim descortina
O amor sem fronteiras, o amor sem barreiras
