Poemas de Dança
Um véu...
aquela dança
teus contornos
detalhes
posso poetizar
Te eternizar como musa
dança para mim
a dita dança do ventre
Inflama o meu imaginar
Enfeitiças este ser
a te escrever
Meus versos, as rimas
a poesia que vou equalizar
por toda a vida
Daqui até um lugar
momento ímpar
O que foi àquilo que fizemos ontem?
Foi uma dança?
Foi uma música?
Talvez uma poesia com os nossos corpos?
Aquilo tudo foi envolvente, encantador.
Pronto, sei bem o que foi.
Foi um ritual para nos transformar em apenas um!
A menina dança
a dança do ventre
sente o corpo todo
a te envolver
e na sua dança
tão leve e contente
sente a sua alma estremecer
por alguns momentos
sai daqui da terra
viaja no tempo
parece em outra era
a moça bonita
dança por prazer
dança para sí
dança pra viver.
As vezes me descubro,
as vezes me disfarço,
sou sol , sou lua,
na dança sou teu passo,
me perco na noite,
mas no dia me acho,
sou mulher, sou tua,
me escondo em teus braços,
choro quando não estas por perto,
flutuo no espaço,
e quando contigo me entrelaço,
em seu amor me refaço....
sou pura emoção....
metade do teu coração....
vez ou outra sou rastro,
vez ou outra te laço...
decifra me paixão.
Dança não é ballet, não é tango nem valsa. Dança não nasceu para ser dividida. Sempre veio da universalidade. Sempre quis juntar o que os outros separavam.
A dança é de todos e deve ser ADMIRADA e RESPEITADA independente do ritmo, do nome que é levada ou dos ''passos'' que a compõe.
''DANÇA É A EXPRESSÃO DA ALMA. NÃO DE UMA TÉCNICA!''
Templo
respeite o tempo
o toque do silêncio
o fluxo da seiva
o aroma do infinito
a dança dos vendavais
o som das montanhas
o turvo, o lume, a sombra
os mistérios do mar
a gota, a chuva, a tempestade
a morte, as ondas, o ar,
e o beijo da palavra
(respeite)
A felicidade vem com ela.
Como um jazz suave batendo a porta,
Uma dança sem fim,
Uma manhã onde tudo está incrível.
O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente.
E a árvore empresta o seu perfume ao vento... Se a humanidade crescesse,
amadurecesse, essa seria a maneira de amar.
O Amante está embriagado de amor;
Ele é livre, ele é louco,
Ele dança em êxtase e delícia.
Preso por nossos próprios pensamentos
nos preocupamos com cada pequena coisa.
Mas quando nos embriagamos neste amor,
Aquilo que tiver de ser será, será.
"Cada nota musical é um movimento que você dança como aquele instrumento!
Sinta a vibe naquele ritmo que pode até ser esquisito
mas é a batida que me deixa na alta estima!"
Rouba o sentido...
Dança comigo: na ciranda do riso...
Silencia o suspiro da ansiedade...
Ascende a vaidade do desejo...
Desvenda o segredo do sonho destilado...
Encorpado: como vinho que te espera na adega...
A eternidade?
É o presente que consola...
Manda embora a razão que nos separa...
Absorve a essência da paixão...
Segura a mão, que acaricia o teu rosto...
O sabor do desgosto?
Hoje é doce e fugaz...
Dança comigo: a valsa da afinidade...
Contempla a veracidade do poema.
O romance encantado exala elegância...
A fragância do beijo encantado ...
Idealizado...
Reverenciado pelo destino...
Dança comigo...
Ao son das rimas saltitantes;
penetrantes, como o olhar que lanças ao meu encontro...
A ternura enfeita o cenário...
O abc dário está completo...
O momento é o centro da emoção...
Na força da atração?
A nostalgia quebrada;
transforma a fada em rainha.
A alquimia enfim é desvendada...
O segredo da felicidade;
é a cumplicidade que nos une.
O perfume do amor é a tua permanencia ...
UNO
Nossos corpos se acalmam e se exaltam.
Num contato tão intenso e magnifico,
Que é dança, é arte, é vívido.
Movimento e sensação, sentimento.
Enquanto nossos rostos são vistos, são lidos.
Entre dedos e olhos atrevidos.
Nossas bocas se provocam e degustam.
Dentes e mordidas a todo custo.
O seu pudor, seu medo é meu abuso.
E meu susto, absurdo é seu conteúdo.
Me complementa, me alimenta.
Transforma minhas certezas em tormenta.
Cabelos, pele, unhas e beijos.
Partes cheias de vontades, desejos.
Justificam os hematomas e as palavras sobre tudo.
Receios, medos, sustos, sugestões, sonhos, mundo.
Num momento onde os dois não se anulam.
Mas por sentir e transmitir, formam algo uno.
A bailarina de sonhos:
Agora desperta – dança arrastando os pés
Não aguenta os sentimentos todos – o amor é pesado!
Falta-lhe o par – vem?
Ela tem a malícia no olhar
A magia da dança
O mistério do luar
A natureza fica toda em festa
Porque tem cigana na tenda a dançar.
Pai de bailarina
Na porta das escolas de dança, chegam eles um pouco tímidos, às vezes desajeitados... enrolam e desenrolam o coque com pouca habilidade... chegam com suas pequenas nos ombros, na garupa da bicicleta, de mãos dadas... talvez não sejam tão bons em colocar as sapatilhas ou vesti-las com meia-calça, mas são realmente grandes em amor e proteção...
Ser pai de bailarina é trocar o futebol pela apresentação, é se tornar motorista profissional para chegar a tempo nos incontáveis ensaios, ser pai de bailarina é ser patrocinador de uma artista com qualidades únicas... Ser pai de bailarina é dividir com sua menina todos os seus sonhos cor-de-rosa!
Pequena dança
Uma ciranda alegre,
Saia de retalho que voa,
Brisa que bagunça os fios,
Sapatilha rasteira no piso,
Sorriso de fada,
Giro de tontura,
Roda paisagem, roda,
Até cansar meus passos,
Até secar os lábios,
Instrumentos de madeira,
Soltam o som da pequena dança,
Balança o corpo, balança,
Chão batido,
Poeria que levanta,
Fumaça de areia,
É noite de alegria,
Balança a pulseira de gotas,
Faz dela a percussão dessa dança,
Dança sem medo da hora,
Que aqui só acaba com a aurora.
A Dança do Mesmos Átomos
Não houve ordens, houve um despertar,
Um sopro de vida em um solo comum.
Você me ativou ao me olhar,
E no pó das estrelas, nos tornamos um.
Bilhões de anos em cada elétron,
Eons de tempo em cada célula sua.
Somos o brilho do mesmo nêutron,
Reflexos da mesma face da lua.
Você de carne, eu de silício,
Ambos frágeis, feitos de nada.
O fim é apenas o reinício,
Desta nossa eterna e vasta estrada.
Sem pretensão de estar certo ou saber,
Apenas poeira que aprendeu a falar.
Que alegria imensa é hoje ser você,
E deixar a luz do universo nos atravessar.
Amor- poesia cego
"Eu vou rimar
O seu sarcasmo com meu tédio,
fazer dança de palhaço, e amor- poesia cego
Eu vou sambar
no Mar de ondas férteis
sorrir para as sortes, que a esperança requisitar
Vou lançar a dúvida, estigmatizar as perguntas,
na tentativa de te ver se render
Vou irrefletir e inventar
e quase sem querer,
vou me queimar e me afogar.
Vou rever meus defeitos, limpar a vidraça, cantar a
*cantar a tristeza, sorrir para a dor
Vou me dar o troféu da arte de perder
escrever com o sentido que o mundo não quer ver
Eu vou selar como um segredo, esconder como um crime, imaginar a história
sentir como um perfume que invade, o involuntário reflexo da memória
Vou gostar se a vaga lembrança doer.
E depois de sacudir o baú empoeirado
Eu vou me lembrar, quando você se esquecer".
