Poemas de Crescimento

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⁠Às vezes, no ímpeto de acertar, a alma é um rio que se desvia do seu leito natural, cortando a terra com fúria silenciosa, mas sem perceber que ao querer tanto fazer bem, faz mal. Tentamos, com a pureza de uma estrela solitária, iluminar o caminho dos outros, mas a nossa luz cega, atravessa os olhares e não encontra compreensão.

É no fervor de agradar que nos perdemos, tal como uma flor que se abre demais e se desfaz ao vento. Nossas intenções, como barcos à deriva, colidem com rochedos invisíveis, fazendo-se em pedaços antes de alcançarem a margem desejada. Queremos dar o melhor de nós, mas, em nosso excesso, desajustamos a harmonia do mundo ao nosso redor.

Não lemos os sinais, não escutamos o sussurro das folhas, o chamado dos silêncios. Apressamo-nos, os olhos fixos no horizonte, sem ver o presente que se dissolve como um sonho matinal. Somos egoístas, não por escolha, mas por descuido, pela cegueira do coração que deseja ser amado.

Na ânsia de sermos compreendidos, esquecemo-nos de compreender, de ouvir os murmúrios que nos são destinados. E assim, com as mãos cheias de boas intenções, derrubamos as pontes que queríamos atravessar, ficando, ao final, ilhados na nossa própria solidão.


⁠Toda pessoa espiritualizada não deve sentir raiva e nem se aborrece com nada. Pois, deve que ser um exemplo! Errado!

E aonde é que está escrito isso?

Somos seres humanos. Somos cheios de imperfeições. Viemos a este mundo em busca de evolução. Para fazer nossos resgates, pagar nossas dívidas com as pessoas e consigo mesmos.

Estamos aqui para errar e também acertar e o mais importante é aprender com esses erros para não mais repeti-los.

Aqui nesse planeta há pessoas distribuindo amor e caridade enquanto outras, infelizmente espalham o terror e caos.

Todos possuímos o bem e o mal em nós, porém, cabe a nós mesmos a escolher qual dos dois, alimentar.

Sentir raiva não nós torna um ser humano ruim, desde que não usemos deste artifício para machucar alguém.

Independente da crença ou religião que seguimos, temos o direito de sentir nossas emoções, é inevitável não senti-las correndo em nossas veias, somos de carne e ossos, não somos máquinas.

É saudável expressar nossas emoções, desde que, façamos isso de maneira equilibrada, pois, reprimir o que sentirmos seria um ato de pura ignorância e também grande falta consigo mesmo.

Se fossemos perfeitos não seria necessário reencarnarmos neste mundo de novo. E se fossemos, por que passarmos outra vez, por dolorosos processos de aprendizados, visto que, já tenhamos cumprido toda nossa missão?

Isso não faria sentido.

Então, antes de falar das imperfeições dos outros, porque não corrija você as suas!

Inserida por TAISARAMOS

⁠O meu pior inimigo, sou eu mesmo...

Quando dou margem ao ego e a vaidade, os deixando passe a frente. Quando deixo o medo e a insegurança frustrarem meus sonhos. Quando deixo de fazer o bem ao outro, devido ao egoísmo ou orgulho. Quando permito que as mentiras e as incertezas da vida me seguem. Quando desacredito daqueles que protegem. Quando permito que apaguem minha fé.

Inserida por TAISARAMOS

⁠O risco é a chave para o sobrenatural!

Muitas pessoas querem ver milagres mas não querem estar no lugar onde o milagre é a única opção. O que você faz quando está sob pressão, vai determinar o seu destino.

Quando Deus quer te fazer crescer, Ele te coloca diante a riscos enormes, porém necessários. Ou seja, os momentos mais decisivos da sua vida serão os momentos mais assustadores.

Fé extrema gera milagres extremos.

Inserida por chrystiancr

⁠Eu não posso curar ninguém.
Posso curar a mim mesmo,
e quando curar a mim mesmo
o mundo inteiro estará curado.

Inserida por amandanoll

⁠A idade não determina seu sucesso.

O que realmente importa é a força de vontade, determinação e coragem para transformar seus desafios em oportunidades de crescimento e se tornar o campeão que você nasceu para ser.

Aniz

Inserida por Aniz

Às vezes nos sentimos sobrecarregados no trabalho.
Às vezes não entendemos o motivo pelo qual somos tão cobrados.
Às vezes achamos injusto sermos responsáveis por tantas atividades, enquanto outros colegas de trabalho exercem apenas atividades básicas.
Mas talvez o motivo pelo qual tantas responsabilidades são atribuídas a você, é devido a segurança e a capacidade que você transmite para a empresa em que trabalha.
Em um jogo de futebol, o jogador escolhido para a cobrança de um pênalti, não está no banco de reservas.
Em um prédio em chamas, os profissionais que arriscam a vida para salvar outras vidas, não estão com o celular na mão gravando o incêndio.
Em uma empresa, as atividades mais importantes não são passadas para quem apenas faz o básico.
Então, se você tem muitas atribuições, fique orgulhoso, alguém está vendo a sua capacidade.

Inserida por Crasso

⁠– Procure andar com as melhores pessoas.
– E se não me quiserem?
– Procure pessoas melhores
do que elas.

Inserida por CarlosAlbertoSilva

De nada adianta a indignação perante os fatos exteriores que não se pode mudar.
O que realmente importa é o momento iluminado em que você aceita a situação pela qual está passando com resignação, tolerância e paciência.
A partir daí sua fé se renova e um novo brilho toma conta do seu ser. Esta é a força capaz de atrair e realizar a transformação em sua vida, que começa de dentro para fora.
Não há dificuldade que perdure, tudo é experiência. E experiência é revertida em crescimento.
Não desista, pois as recompensas para quem sabe se superar e tirar o melhor proveito da vida são as mais divinas, jamais antes imaginadas pelo estado ignorante.

Inserida por LeilaAntonelli

⁠Que você cresça de dentro para fora.
O que está dentro é a parte que ninguém pode tocar.
Mas podem sentir.
Que ninguém pode roubar, mas pode ser compartilhada.

Inserida por mickaely_nascimento

À meia-noite, soaram as doze badaladas que marcaram o fim e o princípio.
Era o prenúncio de uma metamorfose, como se eu houvesse rasgado a pele do que fui, para respirar, enfim, em um corpo que me coubesse.

Lancei âncora em minha própria mente, mergulhei fundo no que antes deixei inacabado.
E com Deus indo à frente, como vento que abre caminho no mar, sei que nada será impossível.

O futuro brilha no horizonte como uma estrela que arde, mas levo o passado comigo como quem carrega cartas antigas no bolso, com saudade e gratidão.
Ninguém entende. E tudo bem.
Há coisas que nascem só para serem sentidas.

Meu espírito, antes contido, agora voa.
E não pedirá mais licença para falar.
Ele habitará minha carne como fogo habita a chama,
sem se apagar.
Porque há uma verdade dentro de mim que não veio de mim,
mas que, mesmo assim, me escolheu como casa.

Minha missão não é gritar por ela,
mas viver de um jeito que o mundo a escute.

Não é delírio, é despertar.
Como se, depois de tanto adormecida, a vontade gritasse em mim;
forte, urgente, viva.
E dissesse:
Caminha.
Não estarei sozinha.
Nunca estive.
Agora é marco.
Agora é passo.
Agora é fogo no peito e fé no chão.
Agora, enfim,
eu caminho.⁠

Inserida por Riber

⁠Um simples ponto.
Pequeno, quase imperceptível,
mas com a força de quem encerra.
Encerrar não é apagar;
é colocar o ponto exato onde a frase cumpriu seu papel.
E talvez, por isso mesmo, o fim de uma fase nunca seja apenas um fim.
É a pausa antes da próxima linha.

Hoje, concluo o parágrafo chamado "ensino médio".
Guardo entre suas linhas três anos que me transformaram.
Neles, fui vírgula, reticência, até mesmo travessão.
Mudei de tom, troquei de pele, aprendi a silenciar e a falar.
Conheci gente que virou parte do meu vocabulário afetivo,
professores que riscaram certezas e reescreveram caminhos.

Sou grata.
Pelas mudanças que me incomodaram,
mas me prepararam.
Pelas frases difíceis que quase não consegui terminar,
mas terminei.
Pelos capítulos que doeram e, mesmo assim, me ensinaram
a não desistir da história.

Agora, com o coração calmo e os olhos acesos,
inicio o parágrafo seguinte.
Título provisório: faculdade.
E quem sabe onde essa nova narrativa me leve?

Mas se há algo que aprendi com os pontos finais,
é que o adeus nunca é ausência,
é memória que permanece entre as páginas.

E essa parte de mim que agora se despede
ficará para sempre guardada.
Com saudade, com ternura,
e com um ponto final que não apaga,
mas ilumina
o que vem depois.

Dez - 2021

Inserida por Riber

⁠Carrinho de bebé

Queres tudo.
Sem dar nada.
E acreditas que isso é liberdade.

Não é.
É prisão disfarçada de conforto.

Vais sentado.
Não por falta de pernas,
mas por falta de vontade.
Braços soltos, olhar vago,
como se o mundo te devesse movimento.

Empurram-te.
Eles.
Velhos, cansados, mas fiéis.
Ainda a carregar-te
como se fosses promessa por cumprir.
Como se amar fosse garantir que nunca caias,
mesmo que nunca aprendas a andar.

És adulto.
Mas recusaste o salto.
Preferiste o colo prolongado,
o caminho sem ferida,
a sombra do que nunca arriscaste ser.

Fazes-te pequeno
porque crescer implica dor.
E tu preferes que te amem imóvel
do que te enfrentem de pé.

Queres sucesso,
mas sem obra.
Queres destino,
mas sem jornada.
Queres tudo,
mas não queres pagar o preço de nada.

Vives numa redoma.
De vidro espesso,
mas temperado a afeto.
Um casulo onde o cordão umbilical
não foi cortado,
apenas esticado,
como uma corrente feita de ternura e medo.

Eles empurram-te porque te amam.
Mas o amor, quando não acorda,
também adormece.

Um dia cairão.
E não por cansaço,
mas porque chegou o fim.

E tu,
sem chão,
sem rumo,
sem desculpa —
descobrirás que a vida que evitaste
não te espera.
Nunca esperou.

Sabe aquelas histórias de pessoas que descobrem uma força sobre-humana para salvar alguém que amam? Sempre achei isso impressionante. Mas e quando não tem ninguém pra salvar além de você mesmo?

Não tem carro pra levantar, nem bala pra pular na frente. A ameaça, agora, é mais silenciosa — é o medo da solidão, os questionamentos, as dores antigas que resolvem aparecer quando tudo silencia.

Estar sozinho não é ausência, é presença. É quando a vida te convida a olhar pra dentro, mesmo que seja desconfortável. Não tem adrenalina, não tem instinto automático. Tem escolha. Tem coragem.

A minha jornada hoje não é salvar ninguém. É me salvar, me entender, me acolher. E isso, talvez, seja o maior ato de força que já vivi.

Inserida por jonatas_natanael

⁠Consegui.

Cheguei à distância onde a visão já não está turva.
Enxergo, enfim, o sentido que antes me escapava.

O tapete, antes um caos de fios partidos, hoje revela seu desenho.
Entrelaçado de dores, linhas cortadas, cores que sangraram dos meus dedos.
Mas está completo. Está no chão.
E ali, eu coloquei o ponto final.

Agora vejo:
Cada dor foi um traço.
Cada perda, um nó.
Cada esforço, uma cor.

⁠Certa vez, ouvi um orador diante de uma multidão dizer:
‘Não sei a quem você machucou, decepcionou ou feriu. Mas hoje, eu lhe digo: siga em paz.’
Naquele instante, algo explodiu dentro de mim.
Que tipo de facilidade é essa que concede perdão a quem talvez nunca reconheceu o próprio erro?
Será que perdoar tão prontamente — sem uma reflexão, sem um pedido de desculpas — não alimenta uma geração que evita a responsabilidade?
Uma geração que acolhe argumentos vazios, que prefere o conforto de um perdão automático a encarar a dor da culpa e a necessidade do arrependimento?

O perdão é nobre, mas não pode ser banalizado.
Declarar “eu te perdoo” sem consciência pode impedir a evolução de quem precisa amadurecer.
E negar esse processo, em nome de uma falsa paz, é enfraquecer o pensamento crítico, é sufocar o aprendizado que nasce da dor.
Perdoar não é esquecer.
É entender, é aceitar, é permitir seguir…
mas sem ignorar a responsabilidade que cada um carrega pelas marcas que deixou.

⁠"Por que a partida é tão inexplicável?"

Talvez porque ninguém está realmente preparado para o fim.
Passamos a vida tentando entender o começo, lutando para nos encontrar, e quando percebemos... o tempo já está nos escapando pelos dedos.

Corremos tanto. Atrás do que? De dinheiro? De aceitação? De promessas que nem sempre se cumprem?
E nessa corrida desenfreada, esquecemos de viver.
Esquecemos que cada dia pode ser o último.
Esquecemos de olhar nos olhos, de escutar com o coração, de abraçar sem pressa.

A vida é pequena, sim.
Mas não no tempo.
É pequena na forma como a vivemos — cheios de medo, de dúvidas, de silêncios engolidos.

Temos medo do amanhã.
Medo de partir.
Medo do que vem depois…
Mas às vezes, o que mais assusta é a ideia de partir sem ter vivido de verdade.
Sem ter deixado uma marca de amor, de verdade, de presença.

Então, talvez a pergunta não seja "por que temos que ir embora",
mas sim: o que estamos fazendo com o tempo que ainda temos?

Inserida por VictoRodriz

⁠O homem morreu de fome. E quando já era tarde demais, serviram comida no velório. Não é metáfora. É o retrato do quanto as pessoas se importam... só quando já não dá mais tempo.

Todo mundo diz que vai ajudar, todo mundo jura que se preocupa, mas a verdade é que quase ninguém está disposto a fazer algo enquanto você ainda está respirando.

Preferem te aplaudir no caixão do que estender a mão quando você ainda podia ser salvo.
Gostam de parecer bons — não de fazer o bem.

Então entenda: se você espera ser alimentado pela compaixão dos outros, vai morrer com fome. E ainda vão dizer que você partiu em paz.

Inserida por VictoRodriz

Liberdade

Felicidade te encontra
E essas questões pairando no ar?
Sinto-me no meu lugar
Momentos sublimes, já perco a conta!

Vejo, contemplo, recebo, agradeço
Tudo de bom que a mim acontece
Vida, cores, onde tinha medo
Assim só é pra quem vê que merece

Cada dia é uma jornada
Vida segue, aprendizado sem fim
Vou me tornando mais dona de mim
Vejo faróis na minha estrada

Dias nublados? Sempre vão existir
Oba! Estou viva! Desato meus nós!
Nesse caminho sei que não estou só
Me enfurecia? Hoje faz-me rir

Rir de si mesma, isso é tão bom!
Aqui me permito ser simples humana
Cheia de falhas, cheia de dons
Que escorrega, e cai, e sempre levanta

Livre pra ser, livre pra viver
Vale cada dia da nossa existência
Respire, sinta, se entregue à experiência
E aprenda tudo que veio pr'aprender

⁠Hoje relembrei, pedidos que fiz ao arquiteto disso tudo.
Já pedi pra conquistar, pedi por adrenalina, pedi para que situações passassem rápido, mas pedi também, que alguns instantes fossem para sempre.
Já implorei por justiça, chorei por perdão, atentei contra a moral e inesperadamente, dei exemplo dela.
Já pedi paciência, mas também pedi coragem com impulsividade.
Mas de todos esses pedidos, o mais difícil que fiz, foi que Deus abençoe e guarde quem me fez mal.

Inserida por JeffersonTeixeira