Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
Flores afáveis da sublimidade
da vida
debaixo de uma chuva de vitalidade,
visivelmente, uma imagem rica
que meus pensamentos invade
e prontamente me inspira.
Belas pétalas banhadas
pela chuva
numa noite amena
que trazem um ar de brandura
que o desalento afugenta.
Uma gota de chuva
no íntimo de uma rosa
à semelhança de uma lágrima
que desliza na face macia
de uma bela moça emocionada
por sentir uma tamanha euforia
já bastante esperada.
Chuva benquista que deixa a terra molhada com um banho de vida,
nele, a flora se esbalda,
e fica ainda mais linda.
Uma ocasião simples e equilibrada
oriunda da sabedoria divina
que traz um frescor para alma,
ilumina o semblante
e afugenta a angústia que desgasta.
É admirável a chuva de bom grado trazendo avivamento à sutileza
de uma linda flor que gera
um sentimento de sobriedade,
o qual é necessário para alimentar
a nossa sanidade,
quase um gesto de amor
que enche-nos de longevidade.
Chuva que deixa o lar mais aconchegante, que faz refletir sobre a vida, que pode tornar o momento apaixonante, que chega a inspirar
uma poesia bastante expressiva.
Assim, sua ocorrência é nitidamente emocionante, gerando tristeza ou euforia, um avivamento abundante
de muita valia.
Ao som da chuva que cai lá fora
em hamornia com uma linda canção,
minha madrugada está acolhedora
transmitindo uma deleitosa sensação,
assim, pouco antes de dormir,
alguns versos afloram e passam a minha emoção,
o que conforta o meu espírito
e acalma o meu coração.
Numa rua deserta com a chuva fjna caindo sobre ela,
vejo um misto de tranquilidade e abandono,
duas sensações distintas com emoções diferentes,
como se estranhamente alívio e tristeza estivessem presentes na mesma cena, representados respectivamente
pela vida de árvores frondosas e por uma ausência inconveniente.
A solitude e a solidão atipicamente ficaram entrelaçadas causando uma sensação simultânea de amor e lamentação nesta madrugada chuvosa que deixou a emoção tão à vontade que se expressou desta forma confusa, por isso que a mente ainda está inquieta e acordada nesta hora inoportuna, falando em voz alta.
Às vezes, durante a quietude, a alma sente a necessidade de chover lágrimas para desabafar e ninguém está perto para ver e nem precisa, o que importa é que ela chova para não se afogar por dentro por reter suas angústias ou contentamentos, então, graças a Deus que há este momento de purificação ao externar seus profundos sentimentos, uma contínua e necessária libertação.
A tarde está chuvosa, uma chuva forte que antes foi anunciada por trovões como se o céu tivesse alguma coisa a dizer motivado por suas profundas emoções, um lindo desabafo que causa diversas sensações.
É possível ouvir o som agradável estranhamente harmônico das nuvens que choram lá fora, banhando com suas gotas que avivam e emocionam ao trazerem um raro equilíbrio que é momentâneo, mas muito significativo.
Em pouco tempo, começam a chover versos seguindo o exemplo celeste ao desabafarem os sentimentos que sente o poeta, sendo o mais sincero que consegue com si mesmo de uma maneira calorosa, simples e intensa.
Num fim desta tarde, muitas nuvens estavam reunidas para anunciarem a forte chuva que já estava próxima para apresentar o seu espetáculo, então, com este propósito, em pouco tempo, deixaram o céu todo anuviado.
Conforme anunciada, ela chegou e foi logo se apresentando com suas gotas muito bem ensaiadas, chovendo, aumentando o ritmo, gradativamente, uma seguida da outra,
juntas num destaque celeste.
Foi uma apresentação grandiosa com tamanha expressividade, nenhuma gota ficou de fora, todas tiveram a oportunidade, desta maneira, a chuva estava maravilhosa, esbanjando a sua força e vitalidade.
Olho agradecimente para uma rosa amável que está muito elegante com as gotas da chuva enfeitando suas pétalas, um lindo regalo nesta noite chuvosa que a minha inspiração facilmente desperta.
Se o olhar for disposto para simplicidade, perceberá que a natureza possui uma forma de poesia muito peculiar por não usar nenhuma palavra e mesmo assim, conseguir emocionar tanto o coração quanto a alma.
Considerando este prisma, que meus olhos possam sempre prestar atenção nesta declamação poética permitida pelo Senhor, que transmite uma emoção plena, muito distinta, uma amostra bela do seu amor.
Tarde agradável de domingo, a chuva caindo com suavidade, deixando a sensação de paz tomar conta, nutrindo a mente com muita tranquilidade, desta forma, conforta de bom grado o espírito, uma sobriedade admirável e restauradora como uma prova do amor divino.
Inegavelmente, traz um conforto oportuno, muito bem vindo, que faz enxergar as outras cores de um dia cinza chuvoso, observando uma arte viva, uma natureza que está se renovando, ficando ainda mais linda, portanto, um rico banquete para os olhos que tanto reanima.
E desse modo, por alguns instantes, o tempo frio é ignorado por causa de um sentimento caloroso motivado pelo deslumbramento graças ao desabafo celeste chovendo tranquilamente das nuvens, banhando com simplicidade, avivando ânimos e lugares.
Bendita chuva amável que derrama suas gotas com gentileza nas pétalas delicadas de uma flor graciosa, que assim, renova fortemente o seu florescer e fica enfeitada com toques de amor logo depois de chover, por conseguinte, um evento simples e muito encantador, algo que faz bem perceber.
O efeito muito transformador desta temporária apreciação é incontestável, o lindo céu deságua, chovendo um preciso avivamento sobre a ternura da flora, realçando suas cores belas, suas formas divinamente desenhadas, uma sobriedade grandiosa de uma vida terna e certamente rara.
Tipo de momento muito propício para enfatizar que o nível de importância da temporalidade não se mede por sua duração e nem deve ser diminuído por sua brevidade, tendo em vista que uma breve manhã chuvosa pode ser demasiadamente significante diante de uma naturalidade maravilhosa.
A sonoridade impactante da chuva impetuosa que está caindo livremente lá fora, parece que quer acompanhar o ritmo veemente da música que ouço agora, criando um ambiente propício para despertar a minha mente com pensamentos poéticos, embevecidos em sentimentos calorosos bastante envolventes como encantos sonoros.
Ao mesmo tempo, aprecio fortemente o fato de estares aqui comigo, também estamos envolvidos por esta veemência sonora graças aos batimentos acelerados dos nossos corações, do som dos nossos corpos abrasados por movimentos contínuos que nem os passos de uma dança intensamente aprazível.
Experiência muito revigorante que é possível pelo intermédio oportuno da arte e pela sensibilidade que permite percebê-la, criando uma ponte entre o lúdico e a realidade, na qual estamos sobre ela, desfrutando brevemente de uma nova identidade resultante deste encontro tão harmônico, consoante à musicalidade intensa de nossos ânimos.
No cair da chuva, algumas gotas coordenadas apresentam uma tranquila sonoridade que ecoa pela madrugada silenciosa,
numa apresentação naturalmente agradável,
que relaxa a minha mente agitada, então, poder ouvir essa tranquilidade sonora é uma das formas de eu compensar a visita indesejada da insônia,
tanto que expresso esta ocasião momentânea nestes poucos versos, tamanha compensação, equilibrando uma parte dos meus pensamentos inquietos, resultando nesta simples inspiração.
Os dias de chuva passaram a ser mais acolhedores, suas cores cinzas foram avivadas, sua sonoridade passou a ser ouvida com mais atenção e um certo encanto, desde que as suas vidas se cruzaram, a conexão de suas almas em grande encontro
e assim, um passou a ser um sol radiante na vida do outro, um amor construído calmamente, sentimentos calososos dançando uma linda valsa de reciprocidade, alguns movimentos suaves, outros veementes, mesmo no ritmo das tempestades
Cumplicidade tão forte e abençoada, que a superficialidade ficava insustentável, a falsidade não era bem vinda, um sonho vivenciado dentro da realidade, um livro emocionante com cenas expressivas, a gratidão a partir da simplicidade
Ele a amando e sendo correspondido por ela, beijos intensos e diálogos constantes, corpos suados, um laço de resiliência apaixonante, olhares alegres, experiências partilhadas sem pressa, juntos demonstrando um máximo de interesse.
Lá fora, a chuva cai com bastante empenho,às vezes, a alma também chove, chora, então,gotas e lágrimas harmonicamente se misturam,
Ambas são temporárias, eficazes, necessárias,pois desabafam e logo fortalecem, acalmam e restaram o ânimo e a gratidão floresce
Os tempos difíceis e o tempo chuvoso podem parecer tristes, mas fazem gerar bons frutos, o choro de felicidade, dançar na chuva, alegrando o próprio mundo.
Momento Poesia
Por Luis Claudio Serenado da Josiane
A Chuva...
Chuva boa, abençoada, pode ser garoa, pode ser pancada, as vezes vem com vento ou vem com trovoada, a chuva cai...
Cai na Serra do Mendanha, o lavrador acompanha.
A parreira ela rega, da vigor e se encarrega, do
fruto fazer brotar. E ela cai...
Cai na Estrada do Campinho, na Estrada do Moinho, cai no Encanamento, trás louvor e trás lamento, molha a Rua Aricuri, molha a Estrada doTingui, alaga a Rua Artur Rios, vai caindo sem parar!
Cai a chuva em Guaratiba,cai ali em Inhoaíba, no quintal do Comarí, no coreto do Magali, na curva do Matoso, na Estrada do Fragoso, vai caindo a molhar.
Molhando os jardins e gramados, caminhos e becos fechados, vai a chuva em seu trajeto, molhando o chão e o concreto, o meu Campo Grande a lavar!
CHOVE CHUVA,CHOVE SEM PARAR!
LCS________ENJ
Cai solene a chuva fina,
Escrevo como quem furta
As flores das casas alheias,
- apoiadas nas cercas
Pulando todos os muros,
Escrevo para roubar corações.
Tenho orgulho deste par de olhos,
Que glorificam as alturas,
Desabrochando todas as ternuras
À procura de mais de mil revoluções!
Sai infrene a letra delfina,
Escrevendo como quem reza
Pelos poetas perseguidos,
Pelos que foram exilados
Pela eliminação sutil;
Para que jamais se finde a primavera.
Tenho loucura pelo teu perfume,
Que brindou o meu caminho,
Dissipando as minhas trevas,
Por você sou água, fogo, ar e terra.
Ai, perene desatino!
Escrevo como quem espera
Os teus beijos de ouro
As flores se abrem como oráculos,
Ainda o céu há de testemunhar:
O mais luminoso de todos os espetáculos.
A chuva de prata anuncia:
o amor que você confidencia.
O sabor da vida desafia...,
é amor que também escandaliza.
A artista desenhando a estrada,
a alma de um homem estradeiro,
A vitória de um amor perfeito,
a vida celebrando cada passada.
A janela do tempo aberta,
- o amor que você acredita
É flor desabrochando no canteiro,
- a poesia antes desconhecida.
O rouxinol na mão saudando
o dono do viveiro,
O fado manso na tua mão,
o mel em forma de canção.
O vento batendo na janela,
a Lua iluminando o chão,
O Sol projetando o amanhã,
a vida é sempre uma promessa.
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