Poemas sobre chuva para transformar dias cinzentos em versos
No céu, nesta manhã, um recado:
um arco-íris, suave e encantado.
É da chuva que nasce a dança...
e quem disse que, após a tempestade,
não há esperança?
Amar alguém te traz medo de amar de volta.
Se você ama
chuva, por que você usa o guarda-chuva?
sol, por que você anda pelas sombras?
frio, por que você usa roupas quentes?
Isto é a prova de que você não ama.
Tudo é movimento
a água vira vapor,
vira gelo que espera,
vira rio que leva e lava,
vira chuva que cai e rega.
tudo é transformação.
fases,
estados,
o mesmo corpo em transição.
a matéria muda —
não se perde,
se refaz.
a essência escorre
pra nunca mais
ser igual.
SILÊNCIO
Que longo silêncio nos consome
Que até o pingo suave da chuva
Retumba seco
E ecoa na alma
Que até a freada de um carro distante
Se torna presente
e freia minha fala
tímida
tremula
E rasa
Que longo silêncio
Que derruba calado
Nosso olhar desviado
Para o canto da sala
E no canto que cruzam
Paira o longo silêncio
Paira o pingo da chuva
E outro carro que freia
E a mão que não toca
E o calor que não vem
Pois a fala apertada
Sem querer quase fala
Que no canto da sala
O olhar que não cruza
Já cruzou outro alguém
E se eu não reclamar,
do celular que descarregou,
do ônibus que atrasou,
do guarda-chuva que quebrou
e da chuva que me molhou.
Será que assim,
até às sete horas
da noite,
meu dia já melhorou?
Dias de Chuva e Resiliência
por Augusto Silva
Nem sempre o sol desperta com a gente.
Às vezes é a chuva que dita o ritmo,
e o café, nosso único abrigo.
Esse poema é para quem já se sentiu preso nas nuvens,
mas decidiu caminhar mesmo assim.
Hoje acordei cedo,
a chuva fazia alarde nos telhados,
como se o céu também tivesse pressa.
O ar, denso e escuro,
trazia algo de Notting Hill,
um encanto suspenso,
uma pausa involuntária
para refletir.
O corpo levantava devagar,
como se a chuva também morasse por dentro,
e os pensamentos ainda fossem vestígios da noite.
E mesmo com os olhos carregados de escuridão,
nos obrigamos a levantar.
Uma força estranha nos segura pelo tornozelo.
Ainda assim, erguemo-nos
como quem carrega o próprio peso das nuvens.
O café, nesse teatro todo,
parece ser nosso bálsamo,
sem prometer cura,
ressuscitando devagar a alma.
Porque há dias que não pedem sol,
mas pedem resiliência.
E talvez a verdadeira felicidade
seja apenas isso:
seguir,
mesmo quando tudo em volta
parece querer que a gente não saia de casa.
Com chuva, sem chuva, com ou sem preguiça, você vá.
Chegue caindo, arrastado, jogado, mas chegue. Não é uma questão de necessidade e sim de disciplina. Sem disciplina não há o processo e sem o processo não o gosto da vitória.
@DW SALDANHA FONTELLES
Chuva e Querer
Lá fora, o cinza da tarde se derrama,
Em gotas que batem na vidraça e chamam.
Caxias se esconde num véu de saudade,
E eu aqui, com a alma em tempestade.
Cada pingo que escorre pela telha,
É um eco distante de uma velha centelha.
Um coração que pulsa, meio calado,
Apenas querendo ser amado.
O cheiro da terra molhada no ar,
Me faz a cada sopro mais te buscar.
Em cada lágrima que o céu despeja,
A minha esperança mais lateja.
Que essa chuva lave o que me inquieta,
E traga em seu murmúrio a resposta mais direta:
Que em meio a essa dança de água e chão,
Floresça um amor para o meu coração.
🌧️✨
Começa mais uma segunda,
com cheiro de chuva e alma quieta.
Que tudo venha no seu tempo
e no tempo de Deus.
Boa semana para quem respira fundo.
O Frio
Frio que frio
parece congelar
Frio de chuva
não me deixa passear
Frio que venta
parece cortar
Frio de neve nunca vi
não posso falar
Frio sozinho é triste
só faz aumentar
Frio com sopa
começa melhorar
Frio contigo
é fácil passar
Venha frio
agora vou me esquentar
A Tarde no Morro
Nos segurávamos
em cima do morro.
O sol se disfarçava na chuva,
a chuva, se dispersava no vento,
o vento, desordenava seus cabelos,
e o seu abraço
me fez amar aquele momento.
A tarde em que eu brilhei no morro.
Fonte
Gostaria de falar sobre a chuva
Vou passar pelas bases e mares durante minha existência
Eu me pergunto se você consegue entender...
Se o seu coração estiver perturbado, o céu ficará nublado.
Uma nebulosa de fumaça.
Um cinza especial, fica difícil de sonhar.
Amar, viver, sentir a vida por viver.
Tenho medo de chover neste mundo solitário
As gotas que não caem são as que mais molham.
O sentimento de não derramar.
Me dê a mão, vamos partir nesse mar.
Há um lugar para ser feliz, além dessa ilha que estamos
A sutileza das transparências de uma gota.
O breu do interno, a cor extravagante da máscara
O possível e o desigual.
A terra e os acontecimentos que caminham nessa brabesca noite.
O farol de sinalização que me faz sacar
Não sei como vai terminar essa noite
A sinalização da terra.
Posso correr, mas ainda estou preso.
Mas nem sempre... é isso.
Sentimento.
Esporadicamente, um poder surge.
Me consome e posso adormecer acordado, pode me ver de longe,
Pude sentir a falta de som
O silêncio, mentira.
Havia um barulho, um sequenciado, a respiração. Ela estava ali. Ainda estou vivo.
Naquele momento pude sentir.
Dessa vez, a água que escorria era doce.
Dessa vez, não era chuva, era uma fonte.
Pude chegar em uma cachoeira de emoções.
Me perdi tanto em mim que vi um lado que não sabia da existência.
Agora estou aqui.
A vida vira brincadeira, onde isso pode dar?
Vou tentar ver, afinal, nunca descartamos os dias de chuva
De nossa rotina.
Eu poderia estar mil léguas adiante
Poderia me molhar antes mesmo da chuva cair
Poderia caminhar de olhos fechados
Imaginando estar em outro lugar
Ora, pois que não se fantasia não vive
A lucidez nem sempre nos mostrará o caminho
Desvio e volto, vendo destino e não a estrada
Sem me importar com as adversidades da vida
Sem medo de libertar minha espontaneidade
Pois aquele que esconde oque é
Vive preso dentro de si mesmo
Mistura Versão 3 - Completa.
Nordestino
(Nordeste de minha lembrança, o tempo leva a chuva, a união sustenta o tempo com a mistura das peles.
Saboreio a eternidade cultural, prestígio a saudosa tribo!
União...união, lembranças da escravidão, índios e seus espelhos refletindo os medos.
No aperreio do memorar a seca veio de morar, meus olhos vieram a alagar por Kariris e irmão Aduke.
Lembro e cuido da minha amada lembrança, bumba e seus barulhos a passar.)
Negro e Índio
(A união do pensamento e do olhar, minha pele, meus cabelos, minha liberdade, nessa luta nos unimos, em cultura viramos mis-tu-ra! Brasileiros...Brasileiros em espirito... guerreiros que foram trazidos, exportados, destruídos!.)
Nordestino
( É, ainda posso ouvir-los minutos antes de se erguerem para entrar na história.)
Índio
( Grito do meu povo refletido nos olhos de uma pálida pele portuguesa.)
Negro
( Chicotes e gemidos de minha mãe! Na dança, no batuque, escuto a voz de meu pai
:- Resistance .
Oxalá traga à paz. )
Nordestino
( Passa boi, passa boi-bumba, enquanto dançam os chamados mulambos, gritam os pardos em cima dos galhos.)
Negro e Índio
( Cante em meu peito liberdade! Cante nos rios e nos mares! Cante em meu peito cultura, me sustento em teu seio enquanto prematuro!)
Nordestino
( Meus pés gritam para Deus, porque tirou de um filho seu a água que banha a vida? Minha luta, minha labuta, o pensamento embebeda, os olhos escorrem meus molhados pingos.)
Negro
( Mãe! Deixe passar o boi! Deixe o boi passar! Festeje essa dor, alegre-se pelo que a de mudar.)
Índio
( Anauê Arebo. Salve a cada dia. )
Negro
(Ṣaaju ki ọjọ to pa ọ. Antes que o dia te mate.)
Nordestino.
( Antes que o tempo lhe leve, sem te tornar PARTE.)
Quando a chuva cai
Me riacho, me lagoa.
Me sol, nuvem, ainda chove.
Me silêncio, mudo, quando me barulham.
Me ensurdeço o grito, quando a alma grita.
Transpareço triste, me enxugo e cubro lençol, mesa vazia.
Me calor quando viro flor,
me frio quando ninguém viu.
Me esquento quando te sorrio,
me esfrio quanto tu partiu.
Me só quando tu só ia,
me lá para tu voltar.
Me fico para ti morar.
A chuva é tão mágica! Ela traz tanta sabedoria e alegria aos nossos corações. Se permita deixar que a chuva te leve e transmita o amor a cada momento da sua vida. É só você sentir o seu abraço aconchegante, e perceber que nada é tão bom quanto deixar que a chuva te leve. Ela é a melhor professora, porque sabe como nos fazer felizes, como nos dar um novo significado para cada segundo da vida. Deixe-se aprender com ela, deixe-se levar pela chuva.
musica do poeta
Verse 1)
Na dança suave da noite, eu vejo,
A chuva cai, como um sonho em meio ao desejo,
Estrelas brilham, são segredos a contar,
No céu infinito, meu amor a flutuar.
(Chorus)
Chuva de amor, desce lá do céu,
Cada gota é um verso, um doce papel,
Sob o manto das estrelas, nosso lar,
Neste universo, vamos nos encontrar.
(Verse 2)
As nuvens dançam, em sintonia com o mar,
Teus olhos refletem o que eu quero amar,
Na melodia suave que o vento traz,
Caminhamos juntos, onde a vida faz.
(Chorus)
Chuva de amor, desce lá do céu,
Cada gota é um verso, um doce papel,
Sob o manto das estrelas, nosso lar,
Neste universo, vamos nos encontrar.
(Bridge)
E quando a tempestade tentar nos separar,
Nossos corações, sempre a pulsar,
Na luz do amanhecer, vou te abraçar,
Cruzando os limites, vamos voar.
(Chorus)
Chuva de amor, desce lá do céu,
Cada gota é um verso, um doce papel,
Sob o manto das estrelas, nosso lar,
Neste universo, vamos nos encontrar.
(Outro)
No eterno brilho, ao nosso redor,
Chuva de amor, um hino, um clamor,
Entre estrelas e nuvens, sempre vou amar,
Neste céu infinito, prontos pra sonhar
Com uma caneta na mão e um coração cheio de paixão, Marcos consegue pintar um quadro vívido de relações humanas, capturando as sutilezas do amor e a importância do respeito. O seu trabalho é um reflexo de sua compreensão profunda desses temas e de sua habilidade para explorá-los de maneira significativa.
A literatura de Marcos não é apenas uma leitura agradável, mas também uma jornada que leva os leitores através de uma variedade de emoções e experiências, deixando-os com uma nova compreensão e apreciação pelo amor e respeito. Ele é, sem dúvida, um exemplo brilhante da literatura que aborda esses temas importantes.
É mágico como tudo muda o tempo todo.
Num estante chuva, e no outro, um céu azul, com o sol sorrindo.
— Apenas ciclos.
Aprendi...
Aprendi a amar
Aprendi a amar a chuva, os raios
Aprendi a amar os trovões, os relâmpagos
Aprendi a amar os dias cinzentos, os dias brancos
Aprendi a amar
Aprendi a amar a natureza, agora, de forma completa
Logo eu, que um dia amei as estrelas, o sol, a lua, as constelações
O céu azul
Descobri que amar os dias cinzentos também fazem parte de viver
É como dançar feliz em um dia de chuva
Traz paz, amor, conforto ao coração
Arco-íris, flores, amores
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