Poemas de Casa
REALIDADE
Não tenho riquezas,
minhas riquezas guardo no espírito.
Não quero glórias,
minhas glórias estão em minha consciência.
Não tenho armas,
minhas armas são meus sonhos.
Não tenho dívida,
minha dívida é a missão de vida.
Não tenho casa,
todo lugar é minha casa.
Não tenho terras,
as terras são ilusões temporárias.
Não tenho parentes,
somos todos irmãos.
Não tenho felicidade,
minha felicidade é a sua.
Não tenho vida,
a Terra é minha mãe e minha vida.
Não tenho liberdade,
somos escravos das nossas ideias.
Não tenho olhos,
meus olhos já viram tudo.
Não tenho força,
minha força é minha mente.
Não tenho inimigos,
inimigos transformo em amigos.
Não tenho dor,
já somos feitos de cicatrizes.
Não tenho necessidade,
o tempo nos dá o que pedimos.
Não tenho igualdade,
nem a morte tem esse poder.
Tenho apenas... Plena REALIDADE.
Não há Segredo.
As famílias são as pequenas
células do mundo, famílias sadias,
mundo sadio.
Quer um mundo melhor?
Comece cuidando da sua família.
CASA*
aqui dentro de casa a maior parte anda escura
de 4 apenas 1 cômodo com luz
o que fazer com as 3 partes escuras?
eu devo me conter com apenas 1 lugar com luz?esperar alguém vir consertar?
te digo que ninguém nunca vai vir
e se vir esse mesmo alguém vai dar um jeito de ficar escuro de novo
até que ponto vale a pena deixar tudo escuro e esperar por alguém?
talvez seja hora de aprender a consertar sozinha e aprender a viver com a casa iluminada
e caso quebre de novo tudo bem né?
a gente ja fez isso outras vezes.
T. 16:43 - 20/11/2022
Daqui vejo a Ilha.
Ela é realmente perto de casa.
Sina ou Sorte, não sei com certeza.
O Mar mais um céu azul, não poupou de tanta beleza...
Ah mar, estou onde deveria estar.
Aquele mercado me lembrava Casa.
O lar de minhas primeiras experiências, lá estava.
Os aromas, cores, contrastes, pluralidade dali exalava.
Que surpresa, naquela Ilha Eu me esperava.
Quando chega o Natal
Tem família reunida
Tem enfeite pela casa
Tem comida e bebida
Tem o amigo oculto
Só não tem reza e culto
Para quem nos deu a vida
Sentei em um banco, olhei para o céu e sorri.
Veio uma pessoa e depois outra e outra.
Muitas pessoas passavam ali
Elas só queriam contar sobre suas histórias.
E eu as escutava.
No fim do dia, concluí que todos passavam pela mesma situação.
Estavam longe de casa, mas não sabiam como voltar.
Eu lamento tanto.
Como poderei ajudar, se não conheço esse lugar?
Uma vez planejamos de comer um lanche novo, uma lanche de fora, então ficamos programando isso por bastante tempo, até decidirmos, fomos em uma cidade vizinha comprar, que por sinal foi rápido. Eu estava tão feliz no dia.
Eu amo dirigir a noite, ela sabia disso, fomos os três, o meu amor e a irmã que eu tinha ganhado, pegamos o lanche e voltamos, na volta mostrei para ela as casas dos meus tios e que vieram a ser tios dela. Se ela soubesse que eles queriam muito que ela fosse lá almoçar depois que contei à eles, acho que ela animaria.
Eu errei em não "sair" tanto, mas eu foquei tanto em passar em concurso para casar com ela, para poder comprar uma casa que eu priorizei poder dar tudo para ela. Hoje eu só queria sair com ela, e ir para aquele sítio na cachoeira e ficar com ela lá longe de todas as perturbações da cidade.
Fiz algo que nunca fiz com ninguém, mostrei as casas dos meus tios, nenhuma outra pessoa sabia, e para ela eu quis mostrar.
Ela foi tudo, ela era meu muito, minha felicidade diária, meus sonhos em forma de pessoa, ela sempre, sempre foi o motivo do meu sorriso mais sincero. Por isso eu amo você pituquinha, verdadeiramente.
À minha casa são bem vindos
Amor, dinheiro e cantoria
Terão dormida pela noite
Comida e vinho pelo dia
Do dia o calor, da noite o frio
Pouca água não é tormento
Nasci ao relento junto ao rio
Em desafio ouvindo o vento
Do Sobradinho escuto o pranto
Das cidades submersas
Prezo com o rio santo
Os seus ritos, suas festas
Remanso, Pilão Arcado
Casanova, Sento Sé
Danço e canto seu reisado
Rezo nos ritos de fé
Verto a lágrima na taça
Verto o riso em desalinho
Sou o choro, sou a graça
Sou a vida, Sou o vinho
Apêndice
§
Um simples fio de beleza, excede minha casa;
constrange-me, o clamor da arte
A paisagem é meu poema.
Acabou.
É a palavra que vem tão devastadora como uma tempestade.
Tão devastadora como saber que aquilo não vai acontecer mais, não como antes.
Tão devastadora como entender que aquilo acabou e que lá você não volta mais, não sem hora marcada.
Tão devastadora como você só continuar por que sabe que logo vai pra lá.
Tão devastadora como continuar a se magoar com o “eu quero voltar”.
Liberdade
Conseguiu sair
deixar para trás
esse lugar.
Contudo,
tende-se a esperar
algo que o fará.
É compreensível
querer voar e explorar
o mundo à fora.
É uma nova fase
que todo filho é ensinado,
hora de sair de casa.
Essas cenas de filme em que as mulheres ricas, ficam nervosas, e quebram tudo, jogam vasos na parede e derrubam coisas!
Deve ser uma delícia, saber que ao sair, um monte de empregado reorganiza tudo, e repõe tudo de novo no lugar!
Eu?
Se fizer isso, além de limpar, vou ter que comprar o que quebrou...
Não dá!
...ATENÇÃO...
Em época de Quaresma,
principalmente em ano eleitoral(político),
folcloricamente, muitas "assombrações"
saem de casa, para uma "visitinha",
com a finalidade de tentação,
procurando mostrar em alguns meses,
o que não deram conta de fazer em anos.
Sua família te cria lhe dá um abraço e um beijo vá com Deus...
Seu barco vai navegante sobre as asas do rio...
Por enquanto faça tudo que puder e quando der...
Recebendo ajuda, as crianças são aproveitas e violadas
na violência desta época a vida se chama ter um sustento...
Para tantos um pouco de comida é dignidade.
Não existe depois desta vida, você é vida eterna em mundos com frequências diferentes de um Universo Infinito (A casa de meu Pai (O Todo) ha muitas moradas.
Kairo Nunes 14/03/2024.
Março caminha para o fim.
Já vejo o abril chegando...
Quarta de tarde, a brisa de outono, que vem do leste, entra pela varanda sem pedir licença.
- Fique à vontade, a casa é sua!
