Poemas de Casa
Ontem a noite passei em casa vi que a porta estava trancada por isto deixei este dinheiro por debaixo da porta para você comprar umas coisas, quarta feira vou almoçar em casa tomar um banho e ir trabalhar. Espero que você e as crianças estejam bem, beijos.
Em minha casa, é claro, o sol cheirava a incenso. O reflexo batia na janela através das folhas do jambeiro. Chegava de mala e cuia com o início da manhã e só se despedia quando todos nos recolhíamos para o banho das seis. Nem quando a chuva garoava ele nos deixava por muito tempo, escondia-se de mansinho, só pra deixar a chuva regar o jambeiro.
No quintal de minha casa tinha o pé de jambeiro. Era imenso! Cresci com ele, até que um dia ele teve que ser cortado para o progresso de nosso lar. A casa seria ampliada e não tinha mais espaço para as árvores que ocupavam, e davam alegria ao nosso quintal. Foi uma infância de lutas, mas que a natureza estava sempre de prontidão para proporcionar momentos de uma infância, modesta, mas feliz.
Já falei que comida é carinho é amor é zelo é memoria afetiva!!! Casa de vó é aconhego , vc sabe disso!
Tive muita dificuldade em entender que era possível chegar em casa uma noite e constatar que a pessoa que tinha dado risadas com você e o abraçado naquela manhã tinha deixado de existir.
O nosso mundo íntimo pode ser comparado à casa em que vivemos. Se não abrirmos portas e janelas da nossa casa, impediremos a entrada da luz do dia. Se não abrirmos a nossa mente, impediremos a entrada da luz do conhecimento e, sem luz, tanto em nossa casa como em nosso mundo íntimo, prevalecerá a escuridão.
Felicidade é o aconchego de minha casa, a roupa mais surrada, banho tomado e alma lavada. Se chover então, vira céu.
Juízo equivocado, destruiu tudo: a aldeia ferrada, casa nem escapou; armazéns, bibliotecas e museus tornaram-se pó.
Quem abre um livro, físico ou digital, na solidão do transporte público, ou em casa, e que não sabe o que é “cronotopo” é mais digno da Literatura do que os mercadores literários e escreventes de teses “copia/cola” acadêmicas.
Casa não é um lugar. É um sentimento. Há quem habite às sombras de um palácio e seja mais rico que seu rei. Há quem faça sua morada na estrada, satisfeito por entender o caminho. Somos todos passageiros almejando abrigo. No entanto, afortunado é o sujeito que possui o mapa do tesouro e ostenta tempo para ir buscá-lo. É no vento que não se pode ver que sopram a liberdade e a independência dos bem-aventurados. Aquele que edifica seus sonhos com betume e pedras, sucumbe em poeira e vaidade. O reino do homem do mar não é o seu barco, senão todo o mar em que navega. Casa não é um lugar. É um sentimento.
Às vezes você fazia um pensamento e morava nele. Afastava-se. Construía uma casa assim. Longínqua. Dentro de si. Era esse o seu modo de lidar com as coisas.
"Tu, estando fora da minha casa, não julgues aquele que a possui. E, tendo a posse dela, não condenes quem não a tem, pois, embora a possuas, jamais viveste nela; assim, ela nunca foi verdadeiramente tua."
ORAI E VIGIAI - Nossa mente é como uma casa com muitas portas que, se não mantidas fechadas, facilitam a entrada de qualquer pessoa.
"Quando se constrói uma casa, o pensamento está na formação de um lar, preparado para acolher as coisas mais preciosas da vida: as crianças."
A verdadeira arquitetura está em olhar para o céu e saber que lá o distante é longe de nossa casa, esta está perto de nós e podemos andar como se fosse coisa de outro mundo, que nunca teremos constituição para sermos iguais, like a Sky Walker.
A Síndrome de Bomhouse pode transformar a casa em um espaço de conforto, mas também em uma prisão social, dificultando a formação de laços reais.
Moabe Teles
