Poemas de Casa
Aqui estamos todos à mesa,
Numa casa cheia de graça,
Toda a gente é amiga e se abraça.
Isto é uma família portuguesa-.
Casas Coloridas. Uma casa colorida pela natureza, com flores perfumando o ambiente.
Passarinhos assoviando melodias doces. Árvores frondosas sombreando meus caminhos. O vento fazendo delicados penteados, para que eu com tranquilidade possa desfazer os nós.
Na fome, um fogão a lenha vermelho, com uma majestosa chaminé e panelas pretas de ferro. Tardes saciadas pelas frutas do pomar.
Banho no riacho quentinho, com seus bancos de areia tão branquinhos.
A noite bons livros uma taça de vinho, até o sono chegar.
E aí ...o sonhos que me cercam, tão reais que chegam perto da realidade.
Vou encher minha casa de flores
Pintar a janela com todas as cores
E te dizer pra ficar
Vou viver em volta da floresta
Me trazer de volta
No coração da natureza
Que sabe o que é melhor
MÁS SORTES
Minha saudade é uma casa abandonada
por cujos solitários e vastos corredores
volteia o silêncio por toda madrugada
das lembranças e questões dos amores
Certa vez a essa estada mal ajambrada
varrendo o ar pesado e seus horrores
adentraste sorrateira quimera alada
num devaneio aos desejos pecadores
E, então, tão cruento e insistente
querer um afeto cheio de poesia
nessas incertezas, só perguntas!
Ah! o vazio no carma eternamente
na desilusão da paixão erma e fria
a verdade de más sortes conjuntas!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/09/2020, 04’47” – Triângulo Mineiro
SAUDADE
Vejo morrer a esperança
De ver tudo de novo
A casa dos meus sonhos
Minha vida de criança.
Saudade das brincadeiras
Das tarde no avarandado
Onde era gostoso sentar
Quantas coisas verdadeiras.
A casa das minhas memórias
Destruíram sem piedade
Nem um tijolo sobrou
Para se contar histórias.
Lembro até das chineladas
Quando eu aprontava
Tenho até saudades
Das mão inchadas.
De tudo restou a saudade
Cada canto ali é uma lembrança
Hoje tudo ficou estranho
Foi destruído por maldade.
Autoria- Irá Rodrigues
viver hoje em dia sem necessidade de ter uma casa ,um carro ,um bom emprego
É ser considerado fracassado
Eu quero viver de amor ,de sol ,de chuva ,de tudo que a natureza tem a oferecer
Quero sobre minha cabeça unicamente uma constelação , um céu e seus mistérios
Infelizmente não faz sentido ,temos uma missão enobrecer o capitalismo ,o que seriam da sociedade sem ele .
Me relaciono com uma morena escurinha em casa, e uma loira fora. Isso é pra quem pode aos 68 anos. Moderadamente não tenho problemas com as duas, mas se a pegada é forte com uma delas, não dou conta da outra. Assim eu vivo em paz, com elas.
Pera aí! Me refiro ao vinho tinto em casa e a cerveja no bar.
“Seu corpo é o seu lar,
a sua casa, o seu abrigo.
Cuide, cuide muito,
cuide mesmo.
Não deixe que as visitas
baguncem a sua linda morada.”
Ela era a boa garota, daquelas que sempre anotava o dever de casa pra quem faltou na aula. Tinha um olhar gentil e não dizia não pra nada. Ela se virava pra atender os outros e mesmo quando não sabia corria atrás pra descobrir como ajudar. Ela não achava que que tinha direito de pedir algo. Ela não queria ser adorada, queria apenas ser útil. Então ela foi crescendo e foi sendo a boa amiga, ela segurava a porta do banheiro e te acompanhava nos encontros escondidos. Ela não usava roupas curtas nem falava palavrão, era péssima na dança e usava sempre pouca maquiagem. Os outros a comparavam com as outras garotas e diziam que ela era boa demais, sem saber que isso acabava com ela.
Então ela foi crescendo e foi sendo útil, principalmente em casa, ela não se sentia no direito de se sentir cansada, pois os pais que trabalhavam e lutavam tanto precisavam dela. E ela continuou lutando pra ser melhor, pra ser a boa garota. Ela escondeu suas inseguranças dispensando os poucos pretendes e, fugindo desse medo, já não acreditavam mais que ela queria sim um amor.
Então ela deu tudo que tinha até não restar mais nada de nova. E quando chegou bem ao fundo de si exigiram mais dela. E então viram que ela sabia dizer não... e assim ele não era mais a boa garota.
Ela era egoísta e irresponsável e abandonou sua família. Ela chorou por dias até não ter mais lágrimas e passou a não anotar nem os próprios trabalhos.
Ela já não é mais a boa garota e nem sabe se quer voltar a ser. Pois ela é melhor sendo ela mesma...
Manhã Poética
Deu a hora agora
Sozinho em casa, depois de comprado o pão
E feito o café, água pura outrora
Senta, relaxa e pega o canecão
Gastou seus esforços em algo simples
Uma bebida quente, amarga & difícil de preparar
Depois de tentar deixá-lo mais frio
Apoiando-o no pires
Bebe um bocadinho com medo de se machucar
E se machucou
A bebida do cuidado não tomou
Queimou a língua & agora deixa-o de lado esfriando
Esqueçe-o por um momento, para esqueçer a dor
Pode ser doloroso para quem está começando
Ele pega uma arma, uma faca
Poderia ser usada para matar gente, quem diria
Nas mãos da pessoa errada
Mas está amanteigando o pão de cada dia
Se bem manuseada
No processo ele sujou a mão
Não só a mão, mas o pano, o prato e a mesa
Apenas para cortar & rechear o pão
O custo & o preço de deixar algo mais agradável
Então se lembra do canecão
Toma coragem para tentar mais uma vez
Dessa vez não sentiu dor, mas amargura
Amargura pela criação que fez
Mas ele gosta
Parece controverso, sei como se sente
Mas a bebida no canecão faz ele se sentir mais vivo
Mas ele tenta adoçar com leite
Para ser mais fácil de ingerí-lo
Amargura se toma de vez em quando
Mas quando tomado as montes
A pessoa fica viciada, viciada em uma ilusão
De culpa, tristeza & depressão
Mas ele gosta e bebe mais
Bebe demais
E no doce também não se exagera
Senão só paz, tranquilidade & alegria enxerga
E o mundo não é só paz, tranquilidade & alegria
É necessário um balanço, um equilíbrio precisaria
Então teve uma idéia
Um pouco de amargura aqui
Um pouco de doçura ali
Café com leite
Bebida da vida
O barulho do vidro quebrando abalou a casa inteira, um misto do que aconteceu e não fui eu.
Num salto todos se olham em busca do culpado e lá estava ele, o gato.
Mas o gato, que mesmo subindo em cima do espelho que não estava no seu lugar desejado, era o único que não podia ser considerado culpado, afinal ele só era um gato e gatos sobem onde dá na telha.
Pra Levar?
Pra saborear
o amor é delivery.
Dê livre também nos gestos...
O amor na casa.
(Do livro "O Rio e a Criança")
Um garoto chega da escola temendo ter de encarar o dever de casa. E repete: "Meu dever de casa vai ser difícil. Não vou conseguir fazer."
A mãe pergunta: "Como você pode saber se ainda nem começou?"
O menino explica que quando a professora passou o dever, ela alertou a turma: "Não esperem para fazer o dever de casa no domingo. Façam no sábado. É uma tarefa difícil e a última turma não se saiu muito bem. Então se planejem para dedicar um bom tempo e trabalhar duro, pois será necessário."
A mãe do garoto imediatamente compreendeu que a professora havia influenciado seu filho de uma forma negativa, levando-o a esperar ter dificuldades para realizar o dever de casa.
Ela também compreendeu que provavelmente o dever não era tão difícil quanto o filho imaginava e que poderia facilmente influenciá-lo a mudar suas expectativas e torná-las mais positivas. Ela disse ao menino: "Para mim você vai resolver essa tarefa com muita facilidade. Você é bom em assimilar novas informações e em lembrar o que aprendeu. Meu palpite é que logo, logo você vai ter terminado o dever e vai aparecer aqui dizendo que foi facílimo."
É claro que o garoto abriu o maior sorriso e foi começar o dever de casa. Pouco tempo depois, voltou radiante. "Puxa", disse ele "você tinha razão, mãe. Da próxima vez que alguém tentar me convencer que não posso fazer algo, vou lembrar-me do que você disse sobre a minha capacidade de assimilar novas informações e vou dizer a mim mesmo que você tinha razão."
Autor desconhecido
Meu Coração
Te dei meu coração
E nele tu entrou, fizeste dele tua casa
Completo ele ficou
Ninguém pode nele entrar
porque ele eu te dei
E aqui é o teu lugar
Meire Perola Santos
hoje, chove
amanha, choverá
ontem não choveu
mas na chuva não vou me molhar
em casa
olhando os pingos de chuva
que deslizam de ponta cabeça
pela estrutura de cimento
olhando o céu
cinza pelas nuvens de chuva
eu lembro daquele outro seu
o céu de um mundo que fazia mais sentido
eu gosto da chuva
Mãe de vida diva, daquelas que sabe nem o que é olheira.
De dias puxados no trabalho chega em casa e quer mesmo um amasso ... Daquela criança banguela eita que hoje brincou de cinderela! E aquela menina danada?
Que a viu arrancou a roupa e disse mãe tu não me pega, eu vou é correr pelada!
Deu uma gargalhada e derepente pronto... ela vira a bruxa! A bruxa que corre, que brinca, que joga, que olha, rebola, deita e rola.
Sabe aquela véia? É a mãe... que esqueceu que estava com dor levantou, ajudou na lição, deu banho, cuidou alimentou, foi pra televisão com as cria, riu, se viu num montinho com criança em cima e nem se mexia, pois esperava aquele suspiro profundo de quem apagou.
E se foram as criancinhas... A cinderela, soldado, o castelo, o rebolado a bruxa mais puxa que puxa! Acabou a brincadeira... levanta a bunda, pensa no almoço, faz alvoroço e põe se a deitar. La se foi mais um dia daquela menina mulher... A mãe diva!
Ai você vai para casa...olha ao seu redor e se depara com a realidade, pensa seria isso real?
Ou vivo de víveres que não me pertencem?
Pensa queria a sorte do outro, será que em real o que é do outro cabe a ti?
Ou o que deseja é tão seu...que nunca ninguém teve?
A realidade é mais ou menos aquilo que desejamos...a realidade nem sempre diz a verdade...sonhos podem até não se tornarem reais, mas alimentam grande parte do moinho da vida...
É errado querer algo?
Errado é achar que nada mais pode se ter!!!
Você me deu asas
Quando me expulsou da sua casa.
Abriu todas as portas
Me mostrou que eu sei voar.
Então, entenda uma coisa...
Passarinho não quer pousar.
Exílio
Dez e vinte e nove da noite, um homem assenta-se a varanda de casa
Diz para si mesmo que virá um novo dia, um amanhã tranquilo e sereno...
bonançoso e inalterado, plácido e manso como caminhar envolto de cerejeiras
Céu azul e um canto único, pássaros e uma melodia benévola de se atentar... “Bem-te-vi”
As dez e vinte e nove da noite, um único pensar, momentos delicados de sonhar...
meu próprio exílio retrai o meu imaginar, árduo e custoso de se focar
Meu peito anuncia, os sinais, a melodia, de que amanhã virá um belo e novo dia
Assombroso, será?
Quem sabe esplêndido, fascinante... radiante perante meu caminhar
Mágoas e incertezas dentro de meu olhar, direcionado ao amoroso e doce luar
Naquela noite, as dez e vinte e nove... na varanda de meu lar
Incontáveis e cintilantes estrelas consigo contemplar, sem mesmo sair de meu lugar
Lágrimas demandam permissão para demonstrar, manifestar e transbordar, um sentimento intenso...
no qual em vivência e comoção de vida eu pude enxergar, em meu peito, coração infirme e sujeito
De que naquele findado dia, subitânea noite e incertezas de vida
Um homem como eu, as dez e vinte e nove da noite, poderia sim
Sujeitar-me, reter-me, sustentar em si próprio a perfeição de sentir e suportar
inúmeros desejos, intuição e agravados pensamentos
E no mesmo recinto, período, pulsação e deleito
Poder vivenciar tal envolvimento, afinidade em sentimentos...
dentro de um único espaço de tempo
Sem ao menos fazer um ínfimo movimento.
