Poemas de Caminho
" E deixarás pelo caminho
as marcas dos teus passos
lançarás sementes por tantos desertos
uma a uma
e os deuses te darão bênçãos
aguas purificadas, jorrarão aos teus pés
e a terra seca, antes aberta como uma flor nos braços do tempo
entoará para ti, uma bela canção
que será somente de paz e de amor...
Muitas das vezes em nosso caminho, encontramos várias oportunidades.
Porém enquanto caminhamos, devemos criar as nossas oportunidades.
Caminhe com Fé, mesmo sem enxergar todo o caminho à sua frente, confiando sempre de que Jesus Cristo está contigo e que te guia todos os seus passos.
Que assim seja!
Renascer em Luz
Olhei para frente e vi o caminho. Decidi seguir, sem me escorar na luz e de olhos vendados atravessei o deserto. Vi o oásis e entreguei meu agir a Deus. No mundo do meu filho, a esperança sorriu. Sou forte, pois hoje carrego em mim o brilho que nada apaga.
A fé!
MARCAS DO CAMINHO..
A vida vai passando e deixando marcas…
E daí?
- As marcas que ficam eu uso como ponto de referência pra seguir o meu caminho…
CAMINHO...
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
no caminho vou deixando cicatrizes
e marcas dos meus pés descalços...
Meu futuro é um caminho ébrio que desconheço…
que está sendo moldado através de um passado,
que virou o meu hoje pelo avesso…
E agora o que eu faço?
- Aquieta teu coração para que bata num mesmo compasso e
siga teu caminho sincronizando teus passos!
"Não acho o caminho"
(frase dita ontem pelo meu filho autista em uma de suas crises)
As vezes por mais forças que eu peço, que eu receba ou que tenho, me deixam sem forças. E olhar um filho assim com um olhar perdido no vazio, é como se eu morresse a cada dia e ressuscitasse a cada amanhecer e sem saber se esse olhar perdido vai se encontrar um dia. E assim, a gente segue até encontrar o caminho.
Reflexos de um caminho
No espelho, o tempo escorre,
Estrada que já passou,
Lembranças que o vento leva,
Histórias que o coração guardou.
No vidro, o céu se estende,
Promessa de um novo além,
Enquanto o sol se despede,
A vida segue — e tudo vem.
Entre o que fica e o que chega,
Há um silêncio a contemplar:
Nem tudo que vai embora
Deixa de nos acompanhar.
O passado é como a curva
Que some no retrovisor,
Mas o presente acelera,
Guiado por fé e amor.
EXISTEM OUTRAS PEDRAS POR AÍ
Um poeta no meio do caminho
com uma pedra enorme na cabeça
que de tão pesada lhe faz sentar.
Atrás do poeta anda um filósofo
que tenta ajudar o poeta
a carregar seu fardo
o poeta, contudo, reluta
não aceita a razão nem a lógica
e permanece rígido, inflexível,
avesso à retórica
a pedra é imensa,
maior que a consciência do filósofo,
que perde o fôlego e o argumento...
O poeta e sua pedra,
continuam no caminho
a pedra, que de tão grande
poderia ser repartida em mil pedaços
a pedra, se dividida entre mil poetas
saciaria a fome de todos eles
a pedra é a poesia,
e se fosse compartilhada
poderia amenizar as dores do mundo.
Evan do Carmo
OLHO GRANDE
Sai pra lá, olho grande
Tira o teu olho do meu
Do meu caminho,
Do meu viver
Eu prego a paz
E vivo o amor
Na minha casa
Não há lugar pra dissabor.
Encontra o teu rumo,
Segue os teus passos
Sem embaraço
Estende as mãos ao criador
Que emana luz, não desamor
Mas se contudo, não te valeu
Sai do meu mundo, e cria o teu
Porem no meu é pleno dia
Samba e alegria nada de dor.
Com tudo isso que já falei
Vai um conselho renovador
Se a luz do sol te incomoda
Anda de noite, caro amador.
Em todos os caminhos
há pedras e espinhos
em outroshá rios e montanhas
mas o caminho do poeta
é cimentado sobre
cobras e aranhas.
Do que adianta esperar sentado
Se o caminho é longo a percorrer?
O encontro só é realmente agrado
Quando se tem algo a se conhecer.
A busca é o que traz sentido
Caminhando é possível encontrar
O que parece estar escondido
Talvez nem tão longe a alcançar.
Mas é preciso ter perseverança
E não desistir no primeiro desafio
A jornada é a grande valentia.
O encontro ganha significância
Quando se busca um novo mundo
O que era raso se faz rico e profundo
Segue o caminho que só tu podes trilhar. As pontes que precisarás construir. E o rio da vida que terás de atravessar. Só tu és capaz de te superar e prosseguir
Não te deixes enganar pelos atalhos fáceis nem pelas falsas promessas dos semideuses, pois a tua essência é única e preciosa, e tua autonomia é o que te faz vitorioso
Segue o caminho que te leva além do rio Pois nele encontrarás a tua verdadeira essência, não importa onde ele leva ou o que nele há
O importante é que só tu podes segui-lo, e ao final da jornada, o teu coração será preenchido, pela satisfação de ter trilhado o teu próprio caminho.
A Razão e a Alma: Uma Dança de Contradições
Na busca pelo caminho certo,
A razão assume seu posto de guia,
Buscando clareza, lógica e certeza,
Em um mundo cheio de agonias.
Mas, ah, quanta ilusão em tal empreitada,
Pois a alma pulsa em cada respiração,
Ergue-se em sentimentos e emoções,
Indomável e cheia de contradição.
É impossível agir sempre com a razão,
Pois somos seres repletos de humanidade,
A fragilidade da alma é nossa companhia,
Ela sangra e anseia por liberdade.
Suportamos agressões físicas,
Empurrões, socos, pancadas na cara,
Até mesmo a outra face podemos oferecer,
Mas a alma não pode ser ferida sem mácula.
Pedras que nos lançam podem doer,
E os tapinhas dos hipócritas machucam,
Mas na alma, no âmago do peito,
É onde as feridas mais profundas se acumulam.
A razão busca explicar, entender,
Colocar tudo em uma lógica racional,
Mas a alma clama por abraços sinceros,
Por afetos que transcendem o racional.
Não aceitamos que a alma seja ferida,
Pois ela é a essência que nos define,
No mago do peito, em nosso coração,
Reside a chama que nos faz sentir vivos.
É na harmonia entre razão e alma,
Nesse dançar de contradições,
Que encontramos a verdadeira essência,
No equilíbrio de nossas emoções.
Assim, abraçamos a imperfeição humana,
Aceitando nossas limitações e fraquezas,
Pois é nessa fragilidade que nos conectamos,
Com a profundidade da vida em suas grandezas.
Que a razão e a alma se encontrem,
Em um eterno diálogo de entendimento,
Pois é na união desses opostos,
Que encontramos a plenitude do nosso ser no tempo.
Pedras de Silêncio
Quantas pedras no caminho,
silêncio de granito a bloquear os passos,
abismos do não dito,
vácuo entre as palavras,
o incômodo que reverbera na ausência,
pausa que pesa mais que o grito.
São pedras que travam a jornada,
despertam o torpor,
adormecem a razão e o afeto,
e nesse deserto sem verbo,
brotam vermes na casa, na alma,
no corpo, na mente, na relação,
consumindo o que não foi pronunciado.
Quando a comunicação se cala,
o verbo, exilado,
deixa órfãos os sentidos,
e o silêncio se torna cárcere,
sepultura do diálogo.
Mas quem haverá de quebrar as pedras?
Que mão será martelo
e trará do eco do silêncio
uma palavra nova, inteira,
capaz de reconstruir o espaço vazio,
onde a pausa se transforma
em ponte,
e o verbo renasce,
vivo e perfeito?
O CANTO DAS RUÍNAS
Caminho entre escombros,
não de pedras, mas de ideias
que o tempo julgou inúteis,
mas que em mim ainda acendem velas.
Ouço o eco do silêncio
das vozes que não quiseram calar,
perseguidas, vencidas, vencendo
na memória de quem ousa pensar.
Vejo no cinza dos muros
as cores que negaram pintar.
Tantos tentaram impor moldes,
mas o pensamento há de escapar.
Não há grilhão que contenha
a febre de um verso solto.
A mente livre é tempestade
que não se embala no mesmo porto.
Se tudo o que nos resta é o caos,
se viver é administrar abismos,
que ao menos o verbo seja nosso,
mesmo entre os ruídos dos cinismos.
Pois há beleza em ser falho,
em não saber, em não caber.
A arte não é conforto:
é um espinho doce de se ter.
Nem tudo acontece como eu gostaria. Há momentos de frustração e dificuldades ao longo do caminho. Mas eu aprendi que fracassos são apenas oportunidades de aprendizado. Cada queda serve como um lembrete de que sou humano(a) e de que as adversidades fazem parte da vida. Em vez de me deixar abater, eu me levanto mais forte e persisto...
- Edna Andrade
