Poemas de Caminho
Um peregrino passou a vida amaldiçoando as pedras que encontrava no caminho. Somente na velhice percebeu que cada tropeço o havia afastado de precipícios que nunca chegou a enxergar. Há sofrimentos que parecem castigos quando os atravessamos, mas que revelam sua misericórdia apenas quando olhamos para trás.
- Tiago Scheimann
Atravesso um campo de lama sob uma neblina espessa e uma chuva fina, fria e incessante. Pelo caminho, criaturas de asas, escamas e dentes enormes observam minha passagem. No entanto, nenhuma delas me causa medo. O verdadeiro horror não habita nesses monstros, mas na certeza de que, ao alcançar o fim do lamaçal, descubro que ele era apenas o início. E, condenado ao mesmo percurso, recomeço infinitamente uma jornada da qual jamais consigo partir.
- Tiago Scheimann
Fia foi-se e eu, cá, sem ela
Na sua infinita jornada
Mais uma etapa se realizou --
Caminho de todos nós.
Seja lá no que cada um acredita,
Esta instância terrena se encerrará.
Novos...
Caminhos
Jornadas
Lances e
Encontros.
Não importa...
A porta do outro plano sempre estará aberta para todos!
Alerta aos incautos e descrentes:
__O fato é que ninguém escapa do que é certo
E o certo é o amor que nos une
e continuará nos unindo em todas as etapas.
Com afeto e amor a você, Fia!
Da amiga Hidely
06.01.2023
Algumas pessoas cruzam nosso caminho apenas por um momento, mas plantam memórias que o tempo não consegue apagar.
Priscila de Araújo
PERCURSO DO TEMPO
O tempo segue seu caminho,
Sem jamais olhar pra trás,
Carrega sonhos e destinos,
Leva os fortes e os demais.
Hoje somos voz presente,
Nome vivo e conhecido,
Mas amanhã, lentamente,
Seremos quase esquecidos.
Primeiro fica o retrato
Dependurado na parede,
Onde um olhar, vez ou outra,
Mata a saudade que precede.
Depois viramos lembrança
Guardada em velho arquivo,
Entre papéis e memórias,
Num silêncio pensativo.
As histórias vão ficando
Mais curtas a cada ouvido,
Até que reste apenas
Um nome meio perdido.
O relógio não se cansa,
Nem conhece compaixão,
Transforma reis em poeira,
E castelos em chão.
Por fim, seremos um objeto
Que o destino fez sumir,
Como folha levada ao vento
Sem ninguém para seguir.
Mas há quem vença o esquecimento
Sem riqueza ou posição:
Quem plantou amor na vida
Floresce no coração.
Pois o tempo apaga rostos,
Datas, feitos e brasões,
Mas não destrói por completo
O bem semeado em milhões.
Assim percorre o tempo,
Do nascimento ao partir;
E o homem vira memória,
Até memória não existir.
Mas enquanto houver bondade,
Mesmo após o fim da lida,
Algo de nós permanece
Caminhando pela vida.
EU! MEU MUNDO.
Eu tenho o meu caminho,
Meu jeito de compreender,
Vejo o mundo diferente,
Mas também sei perceber.
Nem sempre encontro palavras
Pra dizer o que senti,
Mas meu coração conversa
Com tudo que existe aqui.
Eu vejo a luz da manhã,
O desenho do luar,
O canto dos passarinhos,
O vento vindo brincar.
Gosto daquilo que acalma,
Que me traz conforto e paz,
Dos rostos que me acolhem
E do carinho que satisfaz.
Meu sorriso é uma ponte
Que vai do peito ao olhar,
Mesmo quando fico em silêncio,
Tenho muito a revelar.
Olho fundo as pessoas,
Como quem quer conhecer
Os segredos que se escondem
No simples jeito de viver.
Vejo beleza nas coisas
Que muitos não vão notar:
Uma folha que balança,
Uma nuvem a passar.
Tenho o meu próprio universo,
Meu tempo e minha canção,
Um mundo feito de afetos,
Sensações e emoção.
Se às vezes pareço distante,
Não pense que estou sozinho,
Pois carrego dentro da alma
Muitos jardins de carinho.
Eu sou feito de ternura,
De esperança e de calor,
E guardo em cada sorriso
Uma semente de amor.
Meu mundo é grande e bonito,
Mesmo sendo singular,
E quem entra com respeito
Sempre encontra um bom lugar.
Porque eu vejo, eu sinto,
Do meu jeito, sem igual.
Sou um jovem, sou um sonho,
Sou humano, sou especial.
Eu! Meu Mundo.
Um universo inteiro a florescer,
Onde o amor é a linguagem
Que todos podem entender.
Em homenagem a Guilherme Negreiros
"Na vida, o importante é encontrar o caminho do amor... da paz... e do sucesso!..."
Otávio ABernardes
Itumbiara, 3 de outubro de 2025.
Sinais de um Caminho Errado
Sofrimento repetido: Insistir em algo que machuca todos os dias.
Negação de fatos: Ignorar provas óbvias de que a situação não funciona.
Falta de paz: Sentir ansiedade e dúvida constante em vez de tranquilidade.
Você começa a perceber que a leitura é um caminho sem volta, quando mal desvia os olhos de um texto e se vê lendo e interpretando pessoas.
Quando, sem notar, ela começa a moldar a forma como você enxerga o mundo.
No início, os livros parecem apenas histórias, informações, curiosidades.
Mas, com o tempo, algo muda: cada página lida amplia sua lente interna.
Você já não se contenta em apenas decifrar palavras — passa a querer decifrar gestos, silêncios, intenções…
Aquilo que antes parecia simples ganha camadas, nuances, contextos.
Ler é, aos poucos, aprender a interpretar o humano.
É perceber que as pessoas, assim como os livros, carregam prefácios ocultos e capítulos inacabados.
Que as entrelinhas não estão apenas nos textos, mas nas conversas, nos olhares, nos desvios de assunto…
Os que cultivam o hábito da leitura acabam desenvolvendo um tipo raro de sensibilidade: não conseguem mais caminhar pelo mundo sem tentar enxergar as histórias escritas em cada rosto, enredos escondidos em cada atitude…
Por isso, a leitura não transforma apenas o leitor; transforma também a forma como ele se relaciona com tudo e todos.
E, depois disso, não há retorno.
Porque, uma vez que aprendemos a ler as páginas da vida, descobrimos que elas nunca acabam.
Aprendemos que cada indivíduo é uma obra aberta, cheia de prefácios ocultos e capítulos inacabados.
Se um terço dos cristãos pregasse mais Cristo que igreja, o caminho para a volta d'Ele certamente já estaria preparado.
Talvez, se assim fosse, o mundo reconhecesse com mais facilidade os sinais do Reino que já está entre nós.
Porque a Igreja, quando fiel à sua missão, não é fim — é caminho.
Não é vitrine — é serviço.
E nem é trono — é cruz.
O problema nunca foi a Igreja enquanto Corpo vivo, mas o risco constante de transformá-la em discurso, identidade social ou instrumento de pertencimento, quando sua razão de existir é apontar para Cristo.
Cristo não fundou uma instituição para ser adorada; fundou um povo para amar.
Não chamou seguidores para defender muros, mas para lavar pés.
Nem pediu marketing de fé, pediu testemunho.
E o testemunho mais eloquente continua sendo uma vida que se parece com a d’Ele.
Quando pregamos mais a Igreja do que Cristo, corremos o risco de anunciar um endereço e esquecer o Caminho.
Mas quando pregamos Cristo, a Igreja se cumpre: torna-se sinal, ponte, casa aberta — nunca obstáculo.
Preparar o caminho para a Sua volta não é fazer mais barulho religioso, mas produzir mais frutos do Espírito.
É menos disputa por razão e mais entrega por amor.
Menos bandeiras e mais cruz.
Muito menos autopreservação e mais conversão diária.
Talvez o mundo não esteja cansado de Cristo…
Mas talvez esteja apenas cansado de não vê-Lo refletido com clareza, sobretudo pelos evangelizadores mais preocupados em apontar o caminho da igreja do que d'Ele.
desconheço os relógios que os homens erguem para medir uns aos outros.
Não caminho pelos calendários, não habito as horas, não me curvo aos anos.
Sou feita de silêncios, de esperas invisíveis, de sementes que amadurecem nas profundezas da alma.
Por isso não me importam a juventude ou a meia-idade.
Quando chego, chego inteira.
Quando nasço, já trago comigo todas as estações que vivi dentro de quem me cria.
Há quem me procure cedo. Há quem me encontre depois.
Pouco importa.
Pois ao elaborar-se e ao materializar seus repertórios, o artista aprende aquilo que sempre soube em segredo:
tenho mais a ver com o tempo das ideias do que com o tempo de Cronos.
E é por isso que jamais chego tarde.
O atraso pertence aos relógios.
Eu pertenço ao instante exato em que uma ideia se torna eternidade.
EU TENTEI!
Eu tentei te dar o melhor
Mas tropecei no caminho
Fincou em mim o espinho
Acabei pra você sendo pior.
Eu tentei te dar todo amor
Mas acabei no vendaval
Onde fui atingido pelo mal
Provei a saga de toda dor.
Tentei ao menos dar a mão
Mas não consegui alcançar
Fui lançado na escuridão
Desejei tudo , até acabar .
Eu tentei , juro que tentei
Mas eu te peço perdão
Querendo acertar, fracassei
Agora lágrimas rolam ao chão.
O que resta pra mim agora
Arrumar a mala e ir embora
Mas saiba que muito lutei
Por você eu juro que tentei!
João Batista Barbosa
O que deixei pelo caminho:
Se um dia me perguntarem qual foi a maior coisa que fiz na vida,
responderei com serenidade:
dei o melhor de mim a quem cruzou o meu caminho.
Alguns ficaram.
Outros partiram.
Alguns me deram amor; outros, cicatrizes.
Mas nenhuma decepção teve força suficiente
para mudar a delicadeza do meu coração.
Aprendi que a bondade não perde o seu valor
quando não é retribuída.
E que a nossa essência não deve ser escrita
pelas marcas que os outros deixam em nós.
Se a vida me permitir voltar,
eu faria tudo outra vez:
continuaria sendo luz,
mesmo depois de conhecer a escuridão.
O caminho a gente corrige quando se perde.
O erro a gente transforma em aprendizado.
As quedas a gente supera.
As feridas a gente cura.
Mas a vida… a vida a gente não adia.
A gente celebra enquanto vive.
Ama enquanto sente.
Abraça enquanto pode.
Perdoa enquanto há tempo.
E agradece enquanto o coração ainda bate.
Porque, no fim, não são os dias que importam —
é o que fazemos com eles.
Então viva sem esperar o momento perfeito.
Recomece sem medo de errar.
Ame sem economizar sentimentos.
E celebre cada instante.
A vida é agora.
E o agora não volta.
ÀS VEZES, É PRECISO ERRAR O CAMINHO PARA ENCONTRAR ALGUÉM
“Ele veio procurando outra pessoa e me encontrou. Durante muito tempo pensei que eu tivesse sido apenas um desvio no caminho de Alef. Hoje penso diferente: talvez o destino também use caminhos errados para colocar as pessoas certas diante de nós.”
— Duda, sobre Alef
Fragmentos de The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
“Passei tantos anos tentando descobrir qual era o caminho certo que quase envelheci parado diante das encruzilhadas.
Foi então que percebi: algumas escolhas vão nos ferir, outras vão nos atrasar, e algumas nos levarão para lugares que jamais pretendíamos conhecer.
Mas até um caminho errado pode nos ensinar alguma coisa.
O único caminho que nunca leva a lugar algum é aquele que não tivemos coragem de começar.”
— VELHO ANTONY
Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
Tire as pedras do caminho, se puder,
Estas que te fizeram tropeçar.
Veja os espinhos nas rosas que aí estão,
Estes que te feriram a carne, então.
As orquídeas na primavera florescerão,
E o poeta continuará a fazer
Seus versos nas estações dos longos anos,
Revelando seus instintos e amores pagãos.
Eu quero ser o seu anjo da guarda,
Proteger-te do seu bel prazer,
Ensinar-te a amar-se
E beijar a tua face.
Quem sai na chuva
pode se molhar.
Quem semeia ventos,
tempestades colherá.
Quem busca, encontra.
Quem bate, abrir-se-á.
E quem julgar, julgado
Também será.
Eu quero ser o seu anjo da guarda,
Proteger-te do seu bel prazer,
Ensinar-te a amar-se
E beijar a tua face.
Não há tempo a perder para amar...
Temos uma escolha a fazer: seguir o nosso caminho, ou deixar que a vida nos leve por onde ela quiser.
Então, se você ama, viva esse amor ao máximo. Pois amar e ser amado é a dádiva mais preciosa que podemos sentir e viver. 💜✨
Saí de casa sem destino,
sem saber onde chegar,
não porque houvesse um caminho,
mas porque eu precisava andar.
Sentei num bar, pedi um drink,
vi a noite acontecer,
e entre risos e conversas
não encontrei o que queria ver.
Não era falta de gente,
nem silêncio ao redor;
era a falta daquele encontro
que faz a noite ter sabor.
Há dias em que a vida passa
sem sequer nos tocar,
como uma rua conhecida
que já cansamos de atravessar.
E então a gente sai sozinho,
só para poder dizer:
“Hoje eu não fiquei fechado,
hoje eu tentei viver.”
Mas que estranho é estar no mundo
e não sentir o mundo entrar;
ter pessoas ao nosso lado
e ninguém nos despertar.
Talvez a vida seja mesmo
esse eterno procurar:
não necessariamente alguém,
mas um motivo para ficar.
Um olhar que nos surpreenda,
uma conversa sem final,
uma presença inesperada
que transforme o habitual.
Porque o que cansa não é a noite,
nem a solidão de um lugar;
é quando todos os caminhos
parecem sempre terminar no mesmo lugar.
Então volto para casa,
deixo o copo e deixo o bar,
guardo a noite na memória
e me preparo para sonhar.
Amanhã começa tudo de novo,
com seus horários e seus ais;
mas talvez, entre o mesmo de sempre,
a vida ainda guarde algo mais.
E se hoje nada aconteceu,
não significa que acabou.
Há noites que apenas passam…
e há noites em que alguma coisa começa sem que a gente saiba onde começou.
Sandro Paschoal Nogueira
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