Poemas de Ausência

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Amar também é ser ausência,entender o outro
nos seus momentos de silêncio,sem questionar,
apenas compreender o que sua alma diz.

NÃO CHOREI PORQUE VOCÊ NÃO MERECE SOFRER.
Não chorei.
E não foi por ausência de dor.
Foi por consciência.
Há um tipo de sofrimento que nasce do amor, mas não se permite tornar-se acusação. Quando se ama de maneira reta, não se deseja que o outro carregue o peso de nossas próprias tempestades. O silêncio, nesse caso, não é indiferença. É proteção.
Na ética das relações humanas, existe uma forma elevada de responsabilidade afetiva. Consiste em compreender que nem toda lágrima precisa ser mostrada. Nem toda ferida deve transformar-se em cobrança. Sofrer é humano. Transferir o sofrimento como culpa é imaturidade.
Não chorei diante de você porque compreendi que a dor, quando exposta como reprovação, cria dívidas emocionais. E o amor verdadeiro não quer credores nem devedores. Ele quer liberdade.
Há uma dignidade profunda em suportar a própria tristeza sem transformá-la em instrumento de punição. A psicologia contemporânea reconhece que o indivíduo emocionalmente maduro distingue entre expressar sentimentos e manipular sentimentos. Nem toda contenção é repressão. Às vezes, é escolha moral.
Não chorei porque você não merece carregar o peso de algo que pertence à minha própria jornada interior. Há lágrimas que são processos íntimos. Elas não acusam. Elas purificam.

​O erro humano é achar que o vácuo é ausência. Na verdade, o vácuo é a espera. Seus pulmões se esvaziam não para morrer, mas para criar a urgência do reencontro.
​Não olhe para o céu esperando mensagens cifradas em estrelas que já morreram há milênios. Sinta a pressão do ar preenchendo o espaço que, há um segundo, era nada. Se você precisa de uma prova da eternidade, perceba que você não "puxa" a vida — ela se precipita para dentro de você no momento em que você se abre. O sinal não está no brilho do sol, mas na fome de ar que o seu corpo sacia sem que você precise pedir.
Suedson_corey

As pessoas dizem que a ausência deixa o coração mais apaixonado, mas acho que estão erradas. A proximidade deixa o coração mais apaixonado.

Desculpem-me a ausência, a falta de atenção, o olhar longe, o sumiço repentino. Amar e ser feliz me consome muito.

O amor supera a distância e não se curva ao tempo. No entanto, a ausência da pessoa amada pode transformar em pedaços sonhos de amor que jamais serão reconstruídos...

A gente vive certo porque errou um dia. E silencia quando entende que todas palavras foram ditas. Porque de vez em quando, aquilo que conserta é aquilo que cala ou ausenta. O nada que diz tudo.
Quando o verbo é equívoco, o silêncio é corretivo

Já que não consigo te esquecer...
Vou aprender a conviver com a tua ausência...

É preciso sofrer a dor da ausência para poder valorizar a companhia de alguém.

E hoje se vai mais um dia sem você! Sua ausência me machuca, voltaria no tempo para poder lhe fazer feliz, você sem dúvidas é a melhor pessoa do mundo, pena que esse mundo é tão injusto. Saudades dos seus conselhos, das suas broncas, das suas brincadeiras. Enfim, eu te amo, pai!

Se quiser descobrir o quanto é amado, verifique o tempo necessário para que notem sua ausência.

Tudo em ti era uma ausência que se demorava:
uma despedida pronta a cumprir-se.

Cecília Meireles
MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

Nota: Trecho de "Elegia"

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Os que falam mau dos outros em tua presença, na tua ausência falará mal de ti.

E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você

"Coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de que algo é mais importante que o medo. O corajoso pode não viver para sempre, mas o cauteloso nunca vive plenamente."

Aprendi a viver, ou conviver, com a falta, a perda, a ausência… Certas coisas, não vale a pena ter de volta.

Coragem não é ausência de medo, e sim, o julgamento de que algo é mais importante do que o medo

Paz não é a ausência de guerra. É uma virtude, um estado mental, uma disposição para a benevolência, confiança e justiça.

Até podemos fingir que não nos importamos com a ausência de algumas pessoas... Mas por quanto tempo? Um dia? Semanas? Meses? Que diferença isso faz? No final, quando perdemos alguém, cada vela, cada oração, não compensarão o facto de que a única coisa que sobrou é um buraco na sua vida onde aquela pessoa que você gostava costumava estar.

E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio.

Caio Fernando Abreu

Nota: Caio 3 D: o essencial da década de 1980, pág. 106