Poemas de Arnaldo Antunes
Somos seres de sentimentos escuros,
Fantasmas noturnos que choram,
Pelas tristezas que os devoram,
Nos pensamentos obscuros
Nossas almas melancólicas,
Vagam pela noite sombria,
Em busca da alegria ilusoria,
Perdida nas sombras exóticas
Vida destruida por desilusões...
Por favor não tenha medo
De uma alma q e triste e
Amaldiçoada
Trajando quase sempre luto,
Somos o estranho fruto,
Do mundo feliz que não existe
À distância
À distância, amo e sou amado
Com a esperança de me encontrar
No momento certo e adequado
Com quem também vive a me amar.
Não importa quanto tempo leve
Para nosso encontro acontecer
Tenho a esperança que seja breve
Mas o tempo é quem irá responder.
Obstáculos estão entre a gente
Impedindo nosso pulcro abraço
Superaremos de forma prudente
Buscando juntos o mesmo espaço.
Enquanto isso não acontece
Vivo pacientemente a esperar
Com força e fé em minha prece
O dia perfeito para te encontrar.
Te amo.
É bom ter um amigo para chamar de seu
uma verdadeira amizade para celebrar,
para ter carinho, para superar os medos,
pois a vida te mostra sem segredos
que tem coisa que vem para ficar.
Sim, fica, sim, como marcas da alma,
que o tempo jamais poderá apagar!
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Sou poeta
No rumo da rima.
Sou repentista
No ramo do rimador.
Sou devaneio
Vivendo por cima.
Sou egoísta
Não divido minha dor.
Je Suis
Divirta-se com sua insanidade,
faça do terror obra de arte,
transforme harmonia em caos,
desordene a ordem das coisas.
Ordene que façam o errado,
seja o sádico,
faça um precipício,
atire-se e voe de olhos fechados.
Faça teu silêncio o grito mais alto,
queime-se por dentro,
corte-se por fora.
Ame a ti mesmo.
E morra, dignamente,
como o mais lembrado da história.
É meio estranho
Mas é uma coisa do bem
Todo mundo acha
Que cada um deve achar alguém
Não sei o que é
Mas ilumina meu caminho
Não sei de onde vem,
Mas me dão com muito carinho
Alguns falam que machuca
Mas isso é bobagem!
É bom, mas pode ser curto,
Como um filme de curta metragem
Todo mundo tem!
Admita, por favor!
Você já sentiu por alguém!
Isso, se chama amor
*A BUSCA* (por Victor Antunes)
O Mundo se divide em duas faces: o Mundo real e o Mundo das ideias.
No mundo real pululam as materialidades das coisas; e no Mundo das ideias vibram as vontades, os desejos, os sonhos e a evolução do homem.
Embora vivamos no mundo real, necessariamente é preciso observar que o mundo real jamais subsistirá sem o mundo das ideias. Assim sendo, muito embora no mundo real tenhamos eventual cotrariedade à maioria das ideias, serão elas que decidirão sempre a realidade que deve prevalecer. O mundo das Ideias sempre sobrepujará, portanto, o Mundo Real. A história através dos tempos sempre se encarregou de provar isso.
Não se trata, portanto, de sopesar o bem e o mal, se trata de observar o caminho do homem desde sua gênese. O que a psique humana define como bom não é o fruto das paixões doidivanas, senão aquilo que, por necessidade, é certo; e por si só, mantém vivo o cerne da existência de nossa espécie. (Victor Antunes)
*A LOUCURA DA PAZ* (Victor Antunes)
Tantas mortes, tantas guerras, tanta ambição e pose... Tudo passa, tudo acaba... tudo será sempre, soterrado, pelo cruel tempo...
E tudo que o homem busca é a paz; não sabe como, nem quando, nem porquê, mas almeja, a paz.
Nessa saga milenar, sempre conquistou uma... para descobri-la efêmera depressa..., porque fundada nos caprichos e desejos egoistas; hedonistas, mesquinhos...
E vivendo a loucura pura da guerra renitentemente busca conquistá-la, a paz... mas a vê algures distante... Tolo: não a viu nunca, nem a vê, porque ela está aqui, em cada palavra, em cada tom, cor, luz e desejo... Dentro de cada um, que plenamente a ama, a deseja, a propõe e cria...
Paz, hoje, amanhã, sempre, para sempre... Por que não agora, já, nesse instante, agora?!...
E assim, amando, perdoando, reconstruindo, criando, a ver chegar... Suave, plena, constante, dia-apos-dia, em cada manhã, em cada estação, em cada canto e flor, em cada por e levante, em todos os sóis... a paz...
A doce, serena e interna paz...
***
*"TEMPOS MODERNOS"*
(Victor Antunes)
Esse nosso mundo - que belo mundo - é feito de mentiras e verdades; é de estereotipagens... fisiculturismos, falas e poses... onde o hedonismo nunca esteve tão presente...
Nesse caleidoscópio de afinidades e cores, cada um escolhe e tem, seu fetiche e cor... e é aí que cai no pega moscas do diabo... Mas, tem gente pra tudo...
Afinal, na emblemática ciranda dos desejos e cores, ninguém sabe qual cor é a verdadeira cor do sucesso, mas aquela que escolhe, sempre a quer...
Acho que é porque o sucesso, não tem cor... Daí a gente se engana e pisa no pega-môscas do bicho... Mas, afinal, o que é o sucesso???...
-- Credo!... será que sucesso é aquilo que quem lê isso aqui, tá pensando agora???...
Não, literalmente, acho que não!
O sucesso, é algo que eu, como tantos, não identificamos, nesse torvelinho da busca!...
Sucesso não é, pois, nem reconhecimento nem riqueza, quiçá; até porque o reino do Pai não é desse mundo, né?... e quem amar apenas a vida a perderá... (- tô no grilo!)
Não sei o que de fato é, nem como se resume, o sucesso; mas louco que sou, como tantos, eu o busco...
E eu temo a morte porque Ela é uma abrupta ruptura dessa busca; desse "sucesso"... Dessa coisa que me oprime...
Até acho que algo há de acontecer, portanto, depois que partirmos desse mundo... de tantas verdades e mentiras... Uma nova chance?... Não sei...
Daí que, talvez, fora dele, já no outro, esteja reluzente e simples, tudo aquilo que nos definiria um "sucesso" como seres humanos...
Ternura, compreensão, compaixão, cuidado e perdão... o que de verdade urge todo o tempo nesse mundo aqui!...
Talvez isso, mas, de verdade, não sei!...
Por enquanto, ando buscando... permeando entre verdades e mentiras...
Sucesso...
Ah... sucesso...
Aqui, bem aqui, nesse mundo doido, por todas as verdades e mentiras que pululam, isso eu sei: - jamais o terei!...
(Victor Antunes)
*MÁXIMAS DE JESUS* (Victor Antunes)
Quando Jesus disse "- O que tens de fazer, fazei-o depressa!", nos deu a pista de que o tempo "urge". E deixou claro que tudo que queremos, precisamos e, ou, temos de fazer, deve ser realizado no tempo que temos; no curto lapso de tempo dentro de nossas vidas. E que, malgrado vivendo nesse mundo de erros, precisamos acertar quase sempre. Outra máxima de Nosso Senhor Jesus Cristo é " - Benditos os que não viram e crêem!". Essa, nos exige a simplicidade da visão critica, mas acima de tudo, espiar nossa fé.
Tempo, portanto, é o que perdemos a cada segundo, de cada dia que jamais voltará.
Fé é, na concretude, fazer e ser do bem, pois, essa é a premissa de maior exigibilidade para uma vida sã e reta, calcada na primeira máxima do Christo.
Esperemos, portanto, que nosso tempo valha a pena; e que tudo aquilo a que nos permitamos, nos quatro verbos, seja pleno e abençoado.
Observemos, ainda, que nosso tempo hoje, já está além dos limites da compreensão e da razão. E que o tempo foi reduzido, porque ele mesmo já não basta: nós o devoramos acelerando o esclarecimento cientifico; tangimos o "Multiverso", e isso nos eviscerou: sabemos agora, que há, de fato, uma inteligência cósmica que a tudo criou proveu e continua provendo; por alguma razão. As respostas, as descobertas, aceleram a exigencia dessa compreensão. Não dá mais pra duvidar ou ficar encima do muro.
De então, temos que agir "depressa", "sem precisar ver" e provar o que já está absolutamente claro; e é a nossa comiserada fé que está dizendo: não temos mais tempo pra perder; eis que já se passaram 2024 anos de loucura, arrogância, vaidade e estupidez renitentes: não é mais o meu, ou o teu, ou o vosso; é o nosso tempo que está acabando.
Perder tempo em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir coisas interessantes.
Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis.
Nota: Autoria não confirmada. Possível paráfrase de trecho do livro "O Avesso das Coisas - Aforismos", de Carlos Drummond Andrade.
...MaisEterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata.
Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.
Nota: Trecho adaptado de soneto de Luís de Camões.
O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo, fará coisas admiráveis.
Costumamos dizer que amigos de verdade são os que estão ao seu lado em momentos difíceis... Mas não! Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade! Porque em um momento difícil qualquer um se aproxima de você. Mas o seu inimigo jamais suportaria a sua felicidade!
Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela.
Nota: Trecho adaptado do livro "O Avesso das Coisas - Aforismos", de Carlos Drummond Andrade.
