Poemas de Arnaldo Antunes
Tentei traduzir o amor
Mas, me confundi por completo
Com seu vai e vem
Seus altos e baixos
Todas as línguas confessam
Que já amaram um dia,
É sentimento universal
Onde uns experimentam alegria
E outros tristeza.
Não faltam palavras
Para expressar o tamanho do amor
Que sinto por você,
O universo não tem tantas estrelas
Não cabe no infinito
E aqui em meu ser
Percebo a eternidade
De um sentimento sem fim.
Com maestria
A poesia
Vai anunciando
Que o tempo está passando,
Vejo tudo mudando
Uma transformação
Que molda o coração...
Mãos trêmulas, o medo que prende
Como um aviso, uma premonição
Trazendo confusão e a mente se rende
Ao terror do acaso tirando o atraso
De um amanhã melhor
Que só vejo em sonhos distantes.
Escrevo o que vem no pensamento
No sopro do vento, no melhor momento
Aliviando a mente de todo tormento
Escrevo para alegrar a alma triste
Que não desiste de sonhar, e persiste
Em querer te amar, toda noite te chamar
Vem me abraçar, nos meus braços se aninhar
Com carinho
Como um passarinho
Ter a liberdade de voar no céu
Que é o infinito amor.
A dor revela que sou humano
Lembro que não sou herói
Lembro que não sou eterno
Lembro que sou poeta
E através das dores, faço alquimia
Transformando sofrimento em poesia.
Guardo memórias
Dos dias felizes
Em que vivi,
Desejando que no futuro
Eu os reencontre,
Sorrisos, abraços e vivências
Que ficaram perdidas
Na minha trajetória até aqui.
Às vezes dá vontade
De ir embora
Desse mundo
Mas, eu lembro que vou encontrar
O vazio eterno da solidão
E ficando aqui
A vida me preenche
De tantos sentimentos,
Principalmente amor!
Na calmaria da solidão
Aceito o silêncio
E escuto minha alma
Que chora copiosamente
Por saudade
Do barulho que você
Causava em meu coração.
Minhas mãos
Secando as lágrimas do rosto
Num gesto de amor,
Dizendo que depois da tormenta
Vem a calmaria e o alívio.
Um dia azul
Com o céu alegre
O pôr do sol
Num lindo sorriso
Para a vida.
Um dia verde
Com a esperança
Apontando o amanhã
Confiando em tempos melhores.
O lençol manchado de amor
Da noite anterior
Colisão de planetas
Na órbita da vida
O sentimento abraçando
O desejo transformando
Somos momentos
Gravados para a eternidade.
Ao cair da noite, lembranças vem!
No lindo luar, digo amém!
A vida é bela, nos teus braços
Encontro amor, nossos laços.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto...
Nota: Esse pensamento vem sendo repassado como sendo de diversos autores, entre eles Oscar Wilde ou Marcos Lara Resende. No entanto trata-se de um trecho adaptado do texto “Crônica para os Amigos” de Sérgio Antunes de Freitas, publicado em 23 de setembro de 2003.
...MaisDRUMMOND
Janelas debruçadas para a rua,
Tais quais mulheres oferecidas,
Anônimas, vitimizadas,
Mostrando intimidades,
Uma orquídea,
Cacheada em amarelo,
Enorme cascata de pétalas,
Contrastando com a madeira escura
Dos móveis sisudos
Da sala de estar,
Em uma versão do dia e da noite.
Folhas sumidas
Na coadjuvação.
Verde-escuro mimetizado
Contra a lateral da cristaleira.
Mobília triste,
Presente em namoros desfeitos,
Brigas em família,
Choros de solidão,
Ao som de rádios de pilha,
Despedidas de defuntos.
Planta rara e cobiçada,
Purificando o local infecto de lembranças,
Das tristezas mais indesejáveis,
Das vidas medíocres e miseráveis.
Aquela orquídea ostentadora
Continha a bondade, a pureza
E toda a beleza do mundo!
Sérgio Antunes de Freitas
Abril de 2023
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Nota: Esse pensamento vem sendo repassado como sendo de diversos autores, entre eles Oscar Wilde ou Marcos Lara Resende. No entanto trata-se de um trecho adaptado do texto “Crônica para os Amigos” de Sérgio Antunes de Freitas, publicado em 23 de setembro de 2003.
...MaisQueria...
Queria poder ter o poder de dizer palavras tão profundas como as que você transmite
Que tocassem seu coração!
Que gerace emoção!
Penso não poder fazer isso...
Mas uma coisa esteja certo
que elas saem do meu coração
saem da profunda gratidão de uma grande pessoa
que me trata com consideração
Não tenho palavras para dizer como foi eterno aquele momento
Ouvir sua voz...
O coração disparou e aconteceu o mais profundo sentimento
Quero que esse momento possa se eternizar...
Quero poder entender a arte de amar!
Somos tão Jovens tão cheios de planos
Vivemos a vida fugindo dos enganos
Msn é nosso mundo
conversas em conjunto
Desfrutar desses momentos de conversa virtual
parar para pensar que não é nada casual
Te ver por aquela tela do computador
é o que torna cada dia animador
Risadas e besteiras ditas
deixa essa vida a mais bonita
Paro para pensar...
como estamos distantes
tantos quilometros nos separam
mas pela conexao da internet nossas vidas alcançaram
Não sei dizer o quão grande é o que sinto
pode ser perfeito e é infinito.
Espero que possa entender...
Que para mim és esse ser tão bonito
A maior idiotice do ser humano
é não ser ele mesmo Para provar
aos seus semelhantes que faz
parte da ''galera''.
Santa Ignorância!
CONFESSO QUE MORRI
Talvez não tenha morrido em mim mesmo,
Talvez tenha morrido a morte dos outros.
A vida de Neruda já me foi suficiente.
Vive-se também a vida de outro vivente,
Em sua obra loquaz e permanente.
Faleci a cada pessoa injustiçada,
A cada criança famélica sepultada,
A cada velho doente em sofrimento,
E todas as vítimas de tormento,
A cada execução sem julgamento.
Desencarnei ao saber de crimes passionais
E de cárceres injustos, aplaudidos,
Pelas conversas e pelos jornais,
Ouvindo a avidez das violências
E o choro doloroso de filhos e de pais.
Toda manhã, ressuscitei em cova rasa,
Para morrer na rua ou em casa,
Ao longo dos dias anoitecidos,
Indiferente à alienação dos vivos
E à solidão dos mortos desconhecidos.
Sérgio Antunes de Freitas
Julho de 2022
